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この目が光を失っても, ぼくは描いてみせる
Um clube de artes para o proveito de todos, onde muitas histórias planejam-se serem contadas. Fique à vontade, você não precisa ser bom com desenhos para se juntar a nós. { }
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{ specialday } Love song.
12 de junho de 2015 | 1 comments
E finalmente chegamos ao Valentine's Day aqui no Brasil, que alegria! E quem são aqueles que vão ganhar chocolates de seus amores em 2D levantem a mão junto comigo, pois não é todo mundo pode ganhar chocolate assim fácil-fácil, mas vai que hoje eu acabe ganhando aquela cesta lindona que as meninas do terceiro módulo estavam sorteando? Me desejem sorte, sempre fui muito azarada com sorteios que envolvam coisas que eu quero /oh well/. Esse dia sempre me pareceu bem comum, na realidade só me importo com feriados onde eu saia ganhando algo, sim sou muito interesseira.

Tendo essa data fofíssima em mente, resolvi criar uma espécie de post temático (que é aquele nome bonitinho entre as chavetas ali no título) onde, dependendo do feriado eu me desafiaria a escrever uma história contendo esse tema. Para começar com chave de ouro escolhi um couple que é praticamente cannon, daqueles que só falta um beijo para "evidenciar" tudo, até tinha comentado com a Shana a um tempinho sobre mas foi só agora que a ideia temática apareceu. Gente, Noragami feelings mexem com o meu ser, ainda mais quando a Kofuku está no meio! Eu amo essa pink head!!


[ love song - daikokuxkofuku - noragami ]

Luz começara a invadir suas pálpebras mesmo sem estas estarem dispostas a serem abertas, ela se sentia sonolenta, seu corpo não havia acordado apropriadamente e ela estava aproveitando aquele delicioso estado onde nós acordamos de uma bela noite de sono mas ainda não estamos dispostos a nos levantarmos. Aquele momento onde podemos "brincar" com nossos sonhos e mexer os pauzinhos em algumas partes que mais nos convenham. Kofuku ainda não estava disposta a acordar.

Seus dias andavam preguiçosos e menos agitados desde que Yato e Yukine deixaram de fazer de sua casa como uma segunda casa. Por mais que os dois quase nunca parassem ali por muito tempo, os momentos que tinha com eles eram realmente divertidos, a enchiam de vida e faziam com que um outro eu dela ficasse nas sombras, e ela preferia assim. Não era divertido ter de se lembrar de seu passado. Ela pertencia ao seleto grupo de pessoas que acolhiam seu passado com um sorriso amargo e tinham por preferência o agora. Normalmente, não costumava reclamar do que passara mas se pudesse fazer as coisas de outra forma... Não poderia dizer com certeza se seria algo bom, mas ela tinha consciência de que poderia ser um pouquinho melhor da que ela guardava para si.

Mas ela ainda tinha que acordar.

Preguiçosamente começou a mover seus braços por debaixo do kotatsu, que a aquecia nos dias mais frios do ano. "Ah, eu acabei dormindo na sala de novo", o pensamento lhe ocorreu assim que percebeu que não estava propriamente deitada em seu colchão. Um aroma doce e saboroso invadiu suas narinas um segundo antes de abrir seus olhos e com eles finalmente abertos pode admirar a mesa posta diante de si, apenas uma pessoa. Um prato, uma xícara ponposamente decorada em seu pires, uma mesa rica em comida apenas para uma pessoa, somente para ela.

Seus olhos começaram a buscar freneticamente a pessoa que havia feito seu café, a única que o faria. Mas o cômodo estava vazio, as portas e janelas estavam abertas, permitindo assim que a luz diurna invadisse a sala com todo o seu esplendor, mas Kofuku não conseguia encontrá-lo, apurou os ouvidos para ver se assim conseguia escutar algum ruido -uma vez que só moravam os dois naquele casarão imenso- mas só o que ouviu fora o canto de algum pássaro desconhecido. Soltou um suspiro leve pensando em que lugar Daikoku poderia estar aquela hora da manhã, alias, que horas eram mesmo? Se orientando pela luz do sol que entrava pela sala chutou que não se passavam das oito. Ele costumava acordá la naquele horário, sempre a censurando que deveria comer todas as refeições diárias e, com esse pensamento um riso tristonho saiu de seus lábios. Daikoku parecia mais um pai coruja do que seu companheiro. Ah sim, ambos tinham uma vida amorosa um tanto estável, com seus altos e baixos mas ela não negava que adorava a companhia que ele lhe proporcionava, também, com a eternidade de um deus em suas mãos, não ter uma companhia saudavel seria igual a morte. E eles haviam chegado perto disso quando Kofuku descobriu o ponto fraco dele. Ela poderia dizer que, como deusa da pobreza não tinha um calcanhar de aquiles muito perigoso, na realidade todos mais fugiam dela do que se aproximavam e, aqueles que ignoravam sua áurea mortífera acabavam por se tornar a sua maior fraqueza. Ela adorava ter companhia, ser sozinha era algo que ela não necessitava, não mais.

 Mas aonde diabos ele foi se meter? - murmurou.

Ela se lembrou dos olhares irritados que ele direcionava a ela todas as vezes que deixava de comer o que tinha na mesa. Rindo disso foi, aos poucos, comendo o café que havia sido preparado para ela. O sentimento que lhe preenchia aos poucos era o de acolhimento. Dizem que cozinha é uma area reservada aos que prezam muito pela profissão, pois se você não esta em seus melhores dias, todas as energias ruins são passadas para o alimento no momento de preparo, e realmente, Daikoku tinha talento para cozinhar, muito além disso, a deusa da pobreza tinha certeza que tivera sorte no momento em que o escolhera como sua arma. Ele a amava, a admirava, a protegia, e tudo isso ela podia desfrutar através das comidas que ele preparava com tanto resguardo para si. E tudo o que ela queria era poder atingir os desejos de sua shinki. Da última vez que o tentou acabou causando dor para ambos e se lembrar disso era como um apaziguador para todo aquele sentimento de querer retribuir o carinho que recebia. Pensar nisso a deixou sem fome por um momento, terminou o café e a torrada com geleia deixados pela metade.

"Onde você esta Daikoku?", se questionou novamente enquanto levantava preguiçosamente e levava a louça do café para a cozinha. A casa continuava em silêncio, pensou que o veria lavando algum prato ou preparando o almoço mas o cômodo estava vazio.

Com um muxoxo se auto dispôs a lavar a louça, algo que nunca fazia pois sempre acabava quebrando algo. O único som que se ouvia era o da água saindo da torneira enquanto dois pratos, uma xícara e um garfo eram enxaguados. Por algum golpe do destino nada fora quebrado, talvez fosse sua áurea destrutiva que estava mais calma naquela manhã. Aquilo a fez se lembrar automaticamente da vez que seguiu o seu trio de amigos até um parque de diversões. Se sentia tão feliz por estar com eles -figurativamente, ela mais os seguia do que acompanhava- e de sobra, tendo um encontro com Daikoku para, no final acabar com toda a diversão por culpa de uma singela barata. Bem, garotas são garotas, alguns séculos de existência são uma diferença mínima, não é mesmo?

Começou a caminhar pela vasta casa a procura do homem rabugento, mas ele parecia ter dado chá de sumiço. Não contente com tal resposta saiu de casa, o local parecia estar em completo silêncio, muito diferente de quando Yukine e ele começavam a trabalhar logo cedo. Decidiu regar seu jardim. Nele haviam plantas de diversos tipos, não apenas aquelas que davam flores, mas temperos entre outras espécies comestíveis, de alguma forma ela conseguia ajuda-lo na cozinha. O jardim havia sido ideia dele também, como um meio de distrai la para que não saísse de casa para trazer desordem ao mundo.

 Ordens, ordens... - balbuciou enquanto regava a parte floridamente colorida do jardim.

Ela só queria poder vê-lo. Aquilo acabava soando estranho visto que os dois passavam a maior parte do tempo grudados. Na realidade ela o vira na noite anterior, cantarolando na cozinha enquanto fazia o jantar, aquilo fazia com que ela se lembrasse do dia em que o nomeou como seu shinki. O que era engraçado, já que a primeira coisa que lhe correu a mente foi: "Mas que homem quente!", Daikoku ia muito além disso, e sua voz rouca era deliciosa de se ouvir quando ele cantava algumas notas desconexas, pensando nisso ela nunca havia lhe perguntado a ele se já havia cantado alguma vez.

Ela estava tão absorta na tarefa de regar as plantas que, pensou ser traquinagem de sua cabeça quando escutou a mesma voz da noite anterior, as notas eram diferentes mas a voz era a mesma. O regador caiu no gramado e toda a água que restara nele foi absovida pelo solo enquanto Kofuku corria em direção a entrada de sua majestosa moradia.

Ela pode vê-lo, caminhando calmamente com um par de sacolas em sua mão direita, enquanto a esquerda descansava em seu bolso. Fumava seu costumeiro cigarro enquanto conseguia cantarolar a melodia que chamara a atenção da rosada. Seus olhos fechados se assustaram quando viram a garota saltitante se jogando em seus braços.

 DAIKOKU! Onde estava?! Fiquei preocupada! - choramingou com uma cara tristonha.

Seus olhos sobre aquela que era sua "senhora" transbordavam ternura. Não importava com qual feição ela estivesse, para ele, Kofuku continuaria linda. Por mais que nesta manhã houvessem se desencontrado e ela tenha ficado preocupada a toa, ele não negava que aquilo o deixava feliz.

 Compras. Deixei o café feito e fui na mercearia.

 E porque não me avisou?

 Bem, era para ser surpresa - ele havia conseguido salvar as sacolas por sobre a cabeça e agora as abaixava cuidadosamente para exibir um bolo redondo, decorado com glace rosa, que estava dentro de um pote transparente encoberto por uma delas. Aquilo fez com que um estalo surgisse na mente da rosada. E a pobre deusa ali, tentando encontrar um porque do bolo sem nenhuma razão comemorativa, ele raramente fazia coisas assim.

 Daikoku...

 Não é aniversário nem nada, mas acho que nós nunca comemos bolo juntos.

"Ah... Daikoku...", aquilo era tudo o que ela mais ansiava desde que acordara e sentira falta de sua única companhia. Um momento só para eles, como fora no parque. Ela sentia seu coração se aquecendo aos poucos.

 O que foi, não gostou? Então eu tive que pedir pro dono da mercearia guardar esse bolo a toa?!

A rosada desatou-se a rir. Segurando o rosto dele com ambas as mãos, beijou seus lábios com ternura. "Como você é bobo!", pensou alegremente observando a expressão de surpresa que ele fazia.

 Tio, eu quero sorvete! - soou uma voz da entrada. Era um garoto franzino de cabelos escuros, acompanhado de duas meninas menores. Eles normalmente apareciam ali nos dias quentes para comprar sorvetes.

Aquela inconveniência fez uma ideia surgir na mente de Kofuku.

 O que vocês acham de, ao invés de sorvete, comerem um bolo delicioso com os tios? - sugeriu batendo o pouco de terra que ficara em sua roupa.

Fora imediato, os olhos dos três brilharam.

 A gente pode? - questionou uma garotinha loira apertando o punho da outra, que era alguns centímetros maior que ela.

 Se não pudessem, eu não estaria os convidando! Venham!

Passado o impeto que tivera ela direcionou o olhar para seu shinki. Teve receio de encontrar uma face irritada, cheia de censura -quem sabe uma pitada de amargura-, mas em troca ganhara um largo sorriso. Daikoku apagara seu cigarro no chão de terra batida, acariciou sua cabeça como um dono faz com seu cachorrinho quando este o obedece, depois se levantou calmamente com as sacolas em mãos e seguiu rumo a casa.

 Andem, senão eu vou devorar todo o bolo antes de vocês!! - alertou brincalhão.

A deusa e as três crianças o seguiram correndo, ou ao menos tentando já que, a cada minuto a rosada tinha que para ajudar a menina mais nova. Enquanto caminhava ele ouvia o sons de risadas e junto a elas cantarolava outra de suas melodias desconexas. Uma melodia de amor para sua Kofuku.


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[NOTES] Eu tenho o hábito de usar músicas para embasar minha histórias, seria algo como uma "fonte de ideias". E para essa não foi diferente! Procurava um nome que tivesse "love" bem grande no meio e entre duas músicas lindíssimas, acabei ficando com a love song do OKAMOTO'S, que me deu a ideia de que couple usar. Aliás, foi bem divertido dar um sentido ao "nome" com relação a história. A música, infelizmente não tem tradução mas, em compensação o mv é muito divertido! Assistam!


Obrigada por ler,
e tenham um feliz dia dos namorados! 

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