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{ oneshot } The universe.
31 de julho de 2015 | 3 comments
E chegamos ao fim da minha primeira semana de aula! Nossa, ainda não consigo entender como, em apenas quatro dias tanta coisa aconteceu e eu já estou com alguns afazeres. Até mesmo ganhei algumas lembrancinhas na terça, imaginem, minha prole de buttons aumentou e pela primeira vez, comi POKI - depois de dividi-lo com algumas pessoinhas, claro!! Bem, para terminar a semana acabei trazendo uma oneshot original minha - a primeira! - que, inicialmente tinha sido escrita para um dos concursos que a Cris fazia volta e meia no seu falecido Love Baka /saudades/ e, de quebra apresentar alguns dos meus atores. Sim, porque ao invés de ficar criando N personagens, eu achei melhor ter atores para interpretar N personagens nas minhas oneshots originais /flip hair/.

Houveram algumas participações e menções especiais nela, creio que os mais atentos notarão, e não se esqueçam: O universo sempre conspira a seu favor.


[ the universe - snow's drama club ]

O que haveria de errado em temer o desconhecido? O sentimento de medo é, muitas vezes algo natural do ser humano, ressentir em dizer algo ou até mesmo, aquele frio que percorre o corpo antes de uma apresentação importante, são todos sinais naturais a respeito de algo nunca antes visto. Logo, passar a noite em claro pensando em como seria o seu primeiro dia de aula em um novo colégio era um sintoma puramente natural.

O novo ano mostrava que, logo mais Bianca teria que reiniciar os estudos suspensos pelas prazerosas férias de férias de verão. Ela gostava da estação mais quente do ano, contrária a muitos jovens da sua idade, ela preferia mil vezes poder passar o final de semana caminhando pelas ruas do que trancada em casa. Para melhorar, o verão começava justo quando o ano acabava, o que a permitia tal passeio. Este ano, o clima resolvera ser cúmplice da ideia que a garota alimentava em sua mente, de sair para desvendar o lugar onde vivia desde seu nascimento mas sempre - sempre - protelava a ideia de conhecer. Talvez por medo de se perder - pois ela era do tipo de pessoa que conseguia se perder até mesmo em linha reta - talvez por falta de coragem, que também voltaria a questão do medo, ou por simplesmente ter algo mais emocionante para fazer, algo que sua mente dispersa considerava como empolgante e que a prendia por muito tempo. Ela odiava estipular metas e no final não cumpri-las mas, nestas férias fora diferente. Finalmente tivera a coragem de sair para se aventurar pelo lugar onde sempre vivera e de certo, só conhecia metade. Era lindo de se admirar, as tardes sempre ensolaradas traziam cores que somente ela era capaz de enxergar. Vez ou outra parava para comer algo e sempre tinha pessoas gentis - outras nem tanto - para lhe atender, sorria, mas as vezes tinha vontade de afogar algumas almas infelizes nos lagos que encontrava - tão cristalinos quanto um vidro.

Mas as férias já tinham acabado, na noite anterior não conseguiu dormir bem, resultando em seus livros empilhados e algumas histórias que encontrava em sites no computador, havia conseguido terminar um livro e começar outro juntos as cinco histórias que lera aleatoriamente pelos sites, eram interessantes de fato. Mais interessante que isso, era pensar em como as autoras que as haviam escrito deveriam ser na realidade, seria tão bom poder estudar com uma delas, conversar sobre estas histórias tão fascinantes e com isso, indo fundo na mente de cada uma. Porém, essa possibilidade era praticamente nula para o colégio em que estava prestes a ingressar - não haveria mentes como aquelas que ela tanto admirava - o que era muito precipitado de se pensar, porém os grupos que se formavam a janela do ônibus pareciam evidenciar que errada ela não estava. Não acordara muito cansada, ainda se sentia dolorida por ter passado parte da madrugada lendo - seus olhos doíam um pouco - conseguira se arrumar com facilidade e o tempo ainda era seu amigo enquanto encarava algo de divertido na parede, deixando uma música leve que provinha do celular no colchão tomar conta do quarto. Faria o café da manhã e ver o que teria para comer, a mochila já estava pronta a dois dias. Seu corpo reagia normalmente aos comandos mas sua mente pulsava com a ideia de como poderia ser o local a que ficaria presa pelos próximos três anos. Realmente, a ideia de fazer o colegial a entediava um pouco, mas tinha certeza que se abarrotaria de estudos durante esse tempo, ou pelo menos conscientemente achava.

O café tinha um sabor delicioso, com algumas torradas cobertas pela geleia de framboesa junto a uma pequena salada de frutas que havia feito. Uma combinação nada inteligente mas necessária. O café e as torradas a ajudariam a manter a mente ativa longe da tentadora ideia de dormir o sono não dormido pela ansiedade, já as frutas eram a melhor opção para algo que satisfizesse a sua mente com um alto apetite por frutas adocicadas e, que ainda lhe fizessem bem para a saúde.

A mãe aparentava estar em sono profundo quando especulou a ideia de se despedir. Não era muito gentil de sua parte atrapalhar o sono dela, ainda mais uma mulher que trabalhava tanto com um espírito tão forte. Depois dele ter falecido seu emocional havia desabado, assim como o de qualquer mulher que perde o marido, mas ele era um pessoa em um milhão, não tinha comparação e ainda mais para perdê-lo. Ela sempre exibia um largo sorriso, mas ainda assim era notável a força de vontade contida ali, a vida não era só aquilo e ela sabia disso melhor que ninguém, mas seu estado emocional não era dos mais fáceis.

Sua mente ainda estava enevoada quando entrou no ônibus que lhe levaria para o lugar tão esperado, era um ato mecânico que somente seu corpo fazia, sua mente andava lenta demais naquele momento, ainda ansiando por algo inevitável, o que era realmente inútil para si. Ela raras vezes passava por algo assim e isso a incomodava, mesmo pensando dessa maneira ignorou as ideias que abusavam de sua sanidade e se sentou ao lado da janela, um de seus hábitos favoritos desde pequena. O vidro transparente lhe refletia como o espelho ao qual havia ignorado de manhã enquanto se arrumava, sua aparência estava ótima para um primeiro dia, suas olheiras - que nem chegavam a ser tão evidentes assim - poderiam ser ignoradas facilmente, isso se fossem equilibradas ao cabelo que lhe escorria pelos ombros, a franja lateral caía sobre sua testa e, sendo impedida de prosseguir a lei da gravidade ficava amontoada nos óculos de armação vermelha; aquilo a fazia parecer um protótipo de nerd mas ela pouco se importava, estava tranquila quanto a nomenclatura enquanto tivesse suas notas em boas alturas. As roupas era apenas parte de uma combinação apressada de uma blusa de mangas longas e gola larga num tom claro recheada de estrelas coloridas - não era grande fã da combinação enforcadora proposta pelo colégio -, junto a saia azul escura que era obrigatória e um parte de tênis de solado reto de um rosa pastel. Talvez por ser o primeiro dia de aula eles não pegassem pesado fazendo vista grossa para a estudante que tivera uma das melhores notas para ingressar lá, pensar nisso fazia um sorriso furtivo de orgulho lhe surgir na face, era acima de tudo muito orgulhosa por seus feitos.

Bianca Ootori era muito gananciosa, mas seus sonhos não eram voltados ao dinheiro como o de muitas pessoas que tem uma idônea como essa. Ela sonhava alto, apenas tinha a ambição de concluir os estudos para enfim poder fazer uso uma profissão que logo mais estaria concreta em sua mente, mas não agora. Agora que seu lindo reflexo era ofuscado pelos primeiros raios solares que indicavam que o dia que estava para surgir seria de seu agrado, o vento fresco que entrava pela fresta da janela confirmava isso. Em contraste com a coloração amarelo claro do raiar do dia estava a mais bela paisagem a ser admirada, arvores verdes encobriam calçadas com suas folhas que caíram de fracas por não se aguentarem pressas a seus galhos. Flores, verde, aquilo lhe fazia mais calma perto da ansiedade que sentira a horas atrás. Havia alguém sentado ao seu lado, algo que não notara por mergulhar fundo em seu próprio sub consciente.

Era uma menina, de mesma idade que a sua e provavelmente também estaria prestes a estudar consigo, a julgar pelas roupas usadas. Cabelos originalmente pretos, mas agora tingidos por um tom de verde claro - algo anormal e um tanto exótico demais para si - , pequenas sardas alaranjadas pontilhavam as maçãs de seu rosto, e esta vestia fielmente o uniforme, da cabeça aos pés. Os olhos castanhos tinham um brilho diferente dos que ela estava acostumada a ver, jurava que poderiam sair faíscas dele, como se a garota transbordasse algo de dentro de si.

 Olá colega de ônibus, eu me chamo Erika Sayuri. - disse de imediato numa polida apresentação erguendo a mão livre, já que a outra segurava sua bolsa.  Mas pode me chamar de Sayu se quiser, muita gente gosta mais do meu sobrenome do que do meu nome. - acrescentou com um sorriso.

Bianca se assustou um pouco perante da apresentação repentina da garota. Já era estranho o suficiente o fato dela ser tão abusivamente colorida ainda vinha se apresentando com tanta facilidade como se não fosse a coisa mais difícil do mundo se apresentar para uma completa estranha que acabara de conhecer no ônibus.

 E eu Bianca Ootori, prazer em conhecê-la Sayu. - retribuiu o cumprimento de Erika se apresentando também e, tomando certo cuidado em condizer com a proposta de chamá-la pelo apelido.

A face antes enigmaticamente alegre de Erika mudara bruscamente ao ouvir Bianca proferir seu apelido, ficando com uma feição totalmente encantada, como se pudessem sair corações por todo o seu ser, estava surpresa e mas também muito encantada por uma estranha ter condizido com sua ideia de ser chamada por um apelido que talvez pudesse ser tão estranho.

 Aaaah~! Sua voz dizendo Sayu é tão lindinha!! - disse numa explosão do que seria "alegria em excesso" com uma voz afetada, abraçando Bianca que se encontrava atônita perante ao ato repentino dela. Isso é normal de se acontecer?, pensou surpresa.

O que era aquilo? Bianca se sentia estranha, um desconforto engraçado começava a aparecer em suas entranhas, como se estivessem com coceira, algo bem diferente de quando sentia ânsia de vômito. O abraço de Erika era estranhamente aconchegante, lhe dando a sensação gostosa de ser querida, por mais que tivesse acabado de conhecer a garota de cabelos verdes. Ela ainda sorria, e parecia apertar mais os braços ao seu corpo quando notou ao redor delas alguns olhares estranhos que pareciam reprovar aquela cena, como se aquilo estivesse fora do script de uma clássica peça de teatro e fosse algo impertinente demais vindo de duas jovens. Assim Erika soltara com calma o corpo de Bianca que a encarava com um enorme ponto de interrogação em sua testa.

 Me desculpe por isso. - riu-se.  Eu tenho esse hábito estranho de abraçar as pessoas com vozes doces ao pronunciar o meu nome, é engraçado. - o olhar confuso que Bianca lhe enviava não ajudava muito naquela desculpa esfarrapada.  E você... me lembra muito uma personagem de um livro que li, mas não lembro o nome dela. Que estranho, não costumo esquecer nomes. Mas pelo menos parece que teremos tempo de nos conhecer certo?. - divagou um pouco pensativa enquanto encarava o teto cinza do vagão do ônibus.  Estudaremos no mesmo local. - comentou ao final indicando parte do uniforme que Bianca trajava.

 Ah sim! Você também estudará na Ohara? - a resposta dela saíra mais afetada do que a da própria ao abraçá-la, e isso a irritava totalmente. Como não conseguia soar normal numa conversa? Algo sempre saía errado.

Era uma verdade contida a que ela guardava por se sentir um pouco mais segura agora que teria uma companhia um pouco familiar naquele lugar, seus temores sobre o primeiro dia de aula iam caindo aos poucos no esquecimento, como aquela sensação quentinha que sentia quando sua mãe lhe abraçava. Erika parecia ser mais segura do que si própria para enfrentar desafios assim, e isso a deixava incomodada.

 Sim, vou fazer o meu segundo ano lá. Pelo visto você deve ser uma caloura, mas acho que se dará bem por lá, as pessoas são um pouco contidas mas qualquer coisa pode contar comigo, tudo bem? - ela disse com um enorme sorriso em sua face, parecia iluminada. Era incrível a capacidade que ela tinha de se oferecer como apoio para uma desconhecida que acabara de encontrar no ônibus. A maioria a ignoraria com maestria, mas ela parecia ser daquelas que gostava de ajudar os outros, ignorando a periculosidade que aquile ato poderia esconder.

Com o pouco tempo passado, a atmosfera de estranhamento entre as duas havia se dissolvido quase por completo e, agora ambas se encontravam numa situação de "conhecimento de campo" onde o que valia era aproveitar o tempo de viagem para conhecer uma a outra, afinal, de que adiantaria todo aquele lenga-lenga de ajudar a caloura sem um pouco de bagagem sobre a dita cuja? E naquele momento ambas estavam animadas em uma conversa sobre pratos tradicionais. Bianca havia vindo de um país frio onde as iguarias eram naturalmente quentes. Já Erika vivia ali, no Japão. Faziam-se exatamente sete anos então já estava habituada a comidas sem muita preocupação com o cozimento mas, mesmo assim não deixando de serem deliciosas.

 Sempre quis comer fondue!. - reclamou a garota de cabelos esverdeados olhando com uma faceta manhosa mas ao mesmo tempo alegre para Bianca, enquanto essa lhe contava seus pratos favoritos, como fondue com morangos nos dias mais frios.

Bianca voltara para o Japão, depois de tantos anos que havia deixado sua terra natal devido a algumas decisões dos pais. Seu pai acabara convencendo sua mãe a se mudarem, após se casarem e terem descobrido que futuramente teriam uma filha. Vivera no Canadá por grande parte de sua vida, só depois que o pai falecera que a mãe decidira voltar para casa. Não havia mais nada as prendendo aquela terra fria, então porque continuar ali? No Japão elas teriam melhores condições para se viver e, com a ajuda dos avós maternos até que a ideia não fora das mais impossíveis. O exame para poder concorrer a bolsa em uma - que seria das melhores instituições segundo seus avós - fora a experiência mais fácil pela qual havia passado, e ela pensando que o ensino que recebera fora de um dos países com melhor escolaridade seria algo difícil, agora era uma das calouras com melhor pontuação na prova, se sentia estranha devido a isso, ser aclamada apenas por pontos era algo que a incomodava.

 Mas enfim, talvez não seja tão difícil de se conviver aqui na Ohara. Se o que pensa são notas e conteúdo, basta se dedicar, é algo que passa e nem se dá conta. - comentou Erika, olhando por cima de seu ombro, com um ar que dizia que a viagem já estava no fim.  Ainda mais se você fizer amigos por lá, e pode contar comigo para isso. Gostei de você então irei te ajudar sempre que precisar!. - assegurou enquanto tirava Bianca de seu transe.

- Obrigada Erika. - soltou com certa insegurança ao dizer o nome da garota colocando uma mecha do cabela atrás da orelha.  Espero conseguir isso, ou algo parecido. Já faz tanto tempo desde que estive aqui, e entrar do nada num lugar onde me sinto deslocada não parece ser tão fácil quanto pode parecer.

A garota de cabelos tingidos levantou de seu acento, se segurando numa barra amarela acima de si enquanto colocava uma das alças da bolsa vermelha no ombro esquerdo. "É mesmo, a viagem estava quase no final, já era possível ver a entrada da escola.", pensou admirando a vista a sua frente. Quando tirou os olhos da janela embaçada pela luz diurna ela notou que a mesma garota sorridente lhe dava a mão para que levantasse de seu lugar. Pelo menos ela teria que ter a confiança de uma caloura que tirara a melhor nota para entrar naquele lugar, não é mesmo?

 Uma boa ideia é começar a sorrir. Agora é melhor corrermos senão não consigo lhe apresentar o colégio. - recomendou com um sorriso confiante, realmente ela sabia como deixar as pessoas melhores! Tinha uma mão estendida com algumas pulseiras de miçangas coloridas em seu pulso. Era isso que ocupava todo o campo de visão refletido se seus óculos, logo atrás o largo sorriso de Sayu. Talvez sorrir não fosse uma má ideia, a tanto tempo sem praticar uma ato tão simples, ela já havia se esquecido como era bom poder sorrir reciprocamente para outra pessoa que não fosse seu reflexo no espelho.

Desceram do ônibus com certa pressa, agradecendo ao motorista pela viagem. A enorme entrada era adornada por árvores bem tratadas. Bianca se sentia como num sonho, estava maravilhada com a paisagem, os alunos andando, conversando, se enturmando. Alguns ali já se conheciam a algum tempo e outros, assim como ela estavam a procura de pessoas com quem se enturmar, mas ali ela ainda poderia contar com a sorridente e confiante Erika Sayuri. A cerimônia de boas vindas para os alunos fora recoberta de informações para os calouros, regras, horários e também muitas nomenclaturas e logicamente o sobrenome Ootori fora ouvido mais de um vez ali, aquilo deixava a dona do nome um pouco sem jeito, era estranho ter tanta atenção assim, o palanque a deixava tonta, mas não fora tão difícil assim no final dizer algumas palavras, as pessoas que estavam ao seu lado a encorajavam. E o som dos aplausos pareiam mostrar que o que dizia estava agradando a todos.

Após isso, as duas aproveitavam o pouco tempo para conhecer algumas das partes do prédio, sendo este enorme, os olhos de Bianca estavam maravilhados com tamanha imponência, o verde estava por grande parte do local e aquilo a deixa menos extasiada, estudar ali seria incrível! Dessa forma, uma pergunta se formulara em sua mente enquanto andavam por um corredor a procura do que seria a futura sala dela.

 Por que o cabelo verde? - perguntou voltando o olhar para Erika, que a encarou divertida.

Agora, ela olhava para o alto, a procura de uma boa resposta, o que fazia sua testa franzir um pouco.  Bem, eu sempre quis colorir o meu cabelo por completo mas antes disso só fazia poucas mechas. Então minha mãe chegou com a ideia de "cuidar dele por completo" e acabou dando nisso. - apontou para a cabeça.  A tintura acabou deixando os fios muito ressecados. E verde parecia ser uma cor legal.

 Interessante. - sorriu enquanto encarava os próprios fios negros ajeitando a armação dos óculos.

 Acho que já chegamos. - estacionaram em frente a uma porta pintada de verde claro com o número 35 em plaquetas de metal pregados nela, pelo pequeno vidro da porta podiam-se ver algumas almas a vagarem por esta.  Ah! Lembrei o nome a personagem que você me lembra!! Se não me engano é o mesmo que o seu, só muda o sobrenome. Di Angelo, Bianca Di Angelo. Era uma excelente personagem.

 O que houve com ela? - perguntou com certa curiosidade, estranhado a última frase dita no passado. A semelhança nos nomes era algo inusitado, pois era raro encontrar personagens com nomes como o seu.

 Faleceu tentando ajudar os amigos no decorrer da história. Se quiser lhe empresto os livros para conhece-la, você deve gostar. Agora vou indo, minha sala me espera. - disse, para depois abraça-la com uma força alta demais, se despedindo com uma piscadela enquanto corria pelo corredor na direção de um grupo de rapazes altos que pareciam aguardar por ela.

Era tudo tão novo, mas ao mesmo tempo aquela sensação imaginária que tudo daria errado se dissipava calmamente como os minutos no relógio analógico fixado na parede, acima da lousa dentro da sala. Bianca ainda residia inerte no batente da porta, como se esperasse alguma alavanca para fazê-la entrar, até que surge uma pequena massa atrás de si a fazendo retornar a realidade, sua percepção ainda assim era boa.

 Com licença senhorita... Ootori, certo? Poderia entrar na sala, por favor? - pediu uma polida voz feminina. Assim que se virou deu de cara com uma bela e alta mulher, vestida a caráter, como uma professora se vestiria. Sorria gentilmente olhando para Bianca.

Atordoada como se house sofrido um choque, ela apenas assentiu em resposta.  Sim, erm... Me desculpe por isso. - pediu rapidamente adentrando o recinto e procurando uma carteira livre. A sala era enorme, colorida e cheia de adornos muito detalhados que chamaram a atenção da menina durante sua busca. E havia uma mesa livre, perto da janela, atrás de uma dupla de irmãos gêmeos que a encaravam com um sorriso - que ela considerou estranho - no rosto. Estes eram arruivados e tinham olhos claros, assim como ela, eles provavelmente não eram dali desde sempre, o clima e a vida em outro lugar pode mudar drasticamente a aparência das pessoas. Eles vestiam fielmente o uniforme e, por incrível que pareça eram os únicos a se sentarem juntos, o que ela achou que deveria ser notado pela professora ali presente, mas ignorando o fato se sentou calmamente na cadeira e direcionou o olhar para frente. A mulher que vira na porta arrumava seu material a mesa e se posicionava a frente desta.

 Olá alunos, sejam todos bem vindos ao colégio Ohara. Eu sou a senhorita Evans, e serei a professora representante da sala de vocês no decorrer do ano, espero poder lidar bem com todos sem maiores confusões e como devem saber. - direcionou um olhar incisivo a dupla que Bianca havia visto pouco antes.  Algumas pessoas deveriam seguir pelo menos a ordem das fileiras dispostas na sala, não é mesmo, irmãos Hitachiin? - perguntou com uma voz séria, perdendo um pouco da doce gentileza que havia mostrado com sua apresentação.

Os dois irmãos compartilhavam uma faceta que mostrava o descontentamento de ambos. A maior surpresa, porém, era o fato dela saber quem eles eram - aquilo sim os irritava demais - tanta superioridade vinda de alguém que nem sequer, os conhecia. Mesmo assim, a contra gosto o gêmeo que estava na ponta, onde não existia fileira alguma, se levantou e colocou sua mesma atras da de Bianca, se sentado ali com uma feição emburrada.  Peço desculpas por isso senhorita Evans. - disse a contragosto.

Ela sorriu ao ouvir o dito do rapaz, voltando ao seu discurso inicial.  Enfim, estarei aqui para o que necessitarem, dificuldades com alguma matéria, ajuda para resolver problemas. Para qualquer coisa, podem me contar comigo. Mas isso é algo que a maioria já deve saber, que tal começarmos com a apresentação de vocês para nos conhecermos melhor?. - perguntou com uma sorriso encarando a sala, em que muitos dos alunos se entreolhavam um pouco restringidos.

Pegou uma placa onde deveria existir uma lista com o nome de todos os alunos presentes na sala, passou o indicador como se escolhesse a torto e direito um nome que não seguisse totalmente a ordem alfabética, até bater sobre um. Ootori.

- Ootori. Bianca Ootori. O nosso pequeno prodígio que se destacou no exame de admissão. - chamou com um sorriso.

Ah ótimo! Lá estava ela sendo aclamada por algo que tanto detestava, não gostava da admiração vinda de sua pontuação no exame, o que queria era mostrar que poderia ser bem mais do que apenas números e pontos. Afinal, ela era Bianca Ootori e não uma alta pontuação numa prova de admissão. Com esse pensamento ela se levantou de sua cadeira e se dirigiu até a mesa onde a professora estava encostada, se surpreendendo com seu ato impulsivo, mas continuando e se colocando ao lado da mulher.

 Bem, senhorita Evans, ou melhor dizendo, professora Evans. - procurou com certa pressa as palavras para assim conseguir defender seu ponto de vista e fazer que sua voz saísse calma e leve.  Creio eu que o termo de prodígio seja algo que não se aplique a mim. - explicou com calma voltando seu olhar para a turma que a encava com certa surpresa por ter contrariado a professora, gostou em especial daquela atenção.  Prazer em conhecê-los. Me chamo Bianca Ootori, tenho quinze anos e, já se fazem metade deles que não venho para o Japão. Passei praticamente toda a minha infância no Canadá e fazem menos de cinco meses que voltei para cá. - disse com um pouco de urgência direcionando o olhar para a porta, em busca de desviar a atenção que recebia que estava começando a deixa-la nervosa, onde se surpreendeu ao avistar Erika, do pequeno retângulo de vidro sorrindo para ela, dava pequenas palmas em admiração.

 Por que foi para o Canadá?. - perguntou um dos gêmeos, o que se sentava atrás dela.

Deveria responder aquela pergunta? Aquilo lhe parecia pessoal demais mas, quando virou-se discretamente para a porta em busca de auxilio, viu que animada garota de cabelos esverdeados a incentivava a continuar. Talvez não houvesse tanto problema.  Por causa do meu pai, depois que meus pais se casaram ele decidiu que seria melhor nos mudarmos.

 E por que voltou? - perguntou o outro, o que se sentava a sua frente.

 Depois que ele faleceu minha mãe achou melhor voltarmos para o Japão, os familiares dele nos ajudaram com as despesas, embora quisessem que ficássemos lá e então, voltamos. - um pequeno pesar era notável em seu tom de voz.

 Sentimos muito por isso. - foi possível se ouvir grande parte da sala junto aos gêmeos dizerem para Bianca.

Ela apenas sorriu em resposta.  Tudo bem, isso já passou. Fico por aqui com minha apresentação, professora. - disse se dirigindo a mulher, pelo seu ombro via Erika lhe impulsionar para um grand finale E para os meus futuro colegas, espero que tenham gostado de mim e, que possamos ser grandes amigos durantes esses três anos. - um grande e sincero sorriso surgia em sua face. Do outro lado, olhando pela parte de vidro da porta, sua colega de ônibus sorria alegre enquanto batia pequenas palmas satisfeita pelo feito da nova amiga.

A professora a encarava admirada enquanto pedia para que Bianca se sentasse.  Bem, agora vamos continuar com isso, certo? A próxima será... A senhorita Yumi Akasawa.

Assim que voltou para o seu lugar Bianca já recebia alguns olhares gentis e curiosos sobre si, até que os gêmeos que se sentavam de ambos os lados começaram a conversar com ela, a enchendo de perguntas altamente irritantes do seu ponto de vista, a maioria se voltava para seu lado pessoal e isso a fazia se sentir desconfortável. Dando uma última olhada para porta encontrou Erika se despedindo e desaparecendo corredor.

 Eu adoraria que vocês fossem um pouco mais calmos em suas perguntas, sou uma só, por favor! - suplicou.

Ambos riram.  Somos Hikaru e Kaoru. - ao pronunciar o segundo nome o que se sentava a sua frente apontou para si próprio.  E acho que já sabe do nosso sobrenome, também não vivemos aqui por grande parte da nossa vida, pelo menos nos parecemos em algo. - disse por fim a introdução a dupla dinâmica.

 Acho que não, já que não arrumei "confusão" logo no primeiro dia. - fez menção ao pequeno rebuliço que os gêmeos haviam causado a pouco.

 Mas chamou a atenção de todo mundo. - disse o que se sentava atrás de si, Hikaru, supos.

 É, de certa forma, sim. - entregou os pontos e assim os três riram em uníssono.

Talvez, toda aquela frescura de temer o inevitável fosse algo pelo qual todas as pessoas passassem ao longo de sua vida. Mudanças podem muito bem serem trágicas ao mesmo tempo que podem ser boas e, no caso de Bianca Ootori aquilo parecia ser o começo de uma vida de colegial cheia de surpresas.


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[NOTES] E aí, acharam os meus eater eggs? Certo, acho que só quem conhece Ouran Host Club e PJ deve ter sacado as minhas surpresinhas /teehee/ lembro que na época em que a escrevi tinha uma fever pelos gêmeos e ocasionalmente me lembrei da Bianca, que foi uma das personagens que mais me conquistou em A Maldição do Titã  Por incrível que pareça, a capa foi quem deu nome a oneshot! E se olharem bem para ela, notarão que é a Suzume (de Hirunaka no Ryuusei) quem a ilustra, na época nem tinha noção de que era ela, mlds!! XD Mais a frente pretendo expor o meu Drama Club com alguns de seus membros.


Obrigada por ler!

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