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この目が光を失っても, ぼくは描いてみせる
Um clube de artes para o proveito de todos, onde muitas histórias planejam-se serem contadas. Fique à vontade, você não precisa ser bom com desenhos para se juntar a nós. { }
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O que sobrou para dezembro.
18 de dezembro de 2017 | 0 comments
E aqui estamos mais uma vez, em mais um final de ano... Argh! Sinceramente não planejava voltar com algum conteúdo só agora em dezembro, na bendita semana do natal com um texto desses, com uma temática dessas, apenas mais um resumo anual. Estou envergonhada e frustrada por estar repetindo o que fiz no ano anterior, mas o meu complexo de inferioridade tem me consumido muito e isso esta se tornando muito desgastante. Estou até pensando em mudar o "art club" para "christmas club" porque do jeito que as coisas estão caminhando... Enfim, eu tenho algumas histórias para contar aqueles que ainda se presam por saber como eu tenho andando. Não será nada muito prolongado, é só algo que considero necessário.

I've been thinking too much.

Se eu for começar por algum lugar eu tenho que dizer esse 2017 tem sido um ano bem movimentado para a minha vida, se comparado ao ano passado eu não tive um momento para relaxar em frente ao computador sem muita coisa para fazer, e olha que sempre que consigo um tempinho para isso acabo sempre no YouTube ou lendo algum mangá aleatório. Basicamente, o motivo por trás de tanto agito é eu ter conseguido um emprego (não eu, minha mãe, mas o mérito é meu bem, acho que vocês conseguiram entender) e estou nele até o presente momento, tendo que acordar cedo para dormir tarde e a única coisa que me consome a mente é poder dormir na minha cama, no meu quarto, na minha casa. Vou sem bem honesta e dizer que trabalhar nunca foi algo que se passou pela minha mente, a situação de empregos na minha cidade é péssima, então deixei o pessimismo me dominar e abdiquei da ideia mas, voltando ao foco, trabalhar no centro da cidade e a ainda por cima, no comércio é um tanto exaustante, tem dias tranquilos, dias cheios, quentes e frios, é tudo tão emaranhado que as vezes me é difícil pensar com clareza (sem contar que existem alguns clientes bem chatinhos, viu?). Tive uma breve ideia de tudo isso na minha primeira semana, que foi bem agitada, me sentia assustada e travada sem saber o que fazer e querendo fazer tudo que pudesse, tinha que me lembrar dos horários do ônibus, encontrar um lugar para deixar a minha bicicleta, era tudo tão diferente e ao mesmo tempo tão comum, um mundo completamente novo que eu nunca me dei ao trabalho de imaginar como seria e ainda lembro do meu pai dizendo que essa sensação era inesquecível. Bem, eu consigo me lembrar dela por ter anotado tudo no bloco de notas.

De uma coisa eu sei, eu não abracei completamente a minha vida adulta. Só fui saber que ela existia aos dezenove, quando meus pais se separaram e de repente a realidade começava a se clarear para mim com cores bem desagradáveis aos olhos.

Nunca pensei que minha família seria tão importante para mim até o momento em que minha mãe decidiu literalmente do nada que se separaria do meu pai. Quando isso aconteceu estávamos todos na sala vendo algo na televisão, era sexta-feira e eu nunca me imaginei chorando tanto em uma noite como eu chorei naquela sexta. Nunca imaginei que aquelas palavras que ela havia dito me machucariam tanto e por um tempo, só de tocar no assunto meus olhos marejavam, até tentei deixar isso de lado no Doukyuusei, comentando brevemente sobre o assunto sem mencionar nada completamente, mas acabei percebendo que essa fase tinha que ser esclarecida de alguma forma para vocês que devem estar por aí, já que eu sempre fui do tipo que sumia por meses para voltar e postar varias coisas seguidas (até considero isso um mau positivo) e deixando algo importante para trás. Não foi algo fácil de se lidar e ainda não está sendo fácil, mas eu sou muito grata por ter meu pai e minha irmã por perto, eles acabaram sendo de uma importância enorme para mim que sempre fui rodeada de amigos que passaram pela mesma situação bem cedo e honestamente, eu não tinha com quem contar além deles. Ou melhor dizendo, eu que não quis buscar por ajuda externa, mas posso dizer que driblei bem a situação. O problema mesmo é o gosto amargo que isso deixou para a família em si, isso não depende somente de mim para mudar.

Hard times, gonna make you wonder why you even try.

Hoje em dia, eu vejo minha mãe com pouca frequência e infelizmente não consigo ter uma boa relação com ela. Por mais que tente, não é fácil manter uma conversa agradável com alguém que eu nem consigo reconhecer mais. E eu penso por todos os ângulos possíveis quando digo isso, só espero conseguir equalizar esse sentimento algum dia, querendo ou não, ela mudou muito depois da separação e devo dizer que não foi pra melhor, eu consigo ver que ela está triste mas não há muita coisa que uma filha possa fazer quando sua mãe esta no caminho que ela decidiu seguir, de alguma forma.

FunFact #01 Passei grande parte do meu tempo frustrada por não conseguir colocar em prática muitos dos meus objetivos mais simples.
FunFact #02 É estranho olhar no espelho e me dar conta que já tenho vinte anos, honestamente isso vai ser uma estranheza bem prolongada já que sempre agi de forma madura e agora que atingi essa 'idade' me sinto fora do lugar.

Com o emprego eu tive muitas experiências bacanas e pude conhecer pessoas muito legais que me deram um ponto de vista diferente dos que eu costumava ter, afinal a esfera que gira em torno da loja na qual trabalho é completamente oriental, logo o que não falta é japonês e coreano falando em suas línguas nativas e alguns curiosos ou doentes pela cultura asiática. No começo tive uma dificuldade ferrenha como nome dos produtos e associa-los a suas respectivas embalagens, sendo sincera, uma coisa é você ver esses produtos pela ótica de um anime, na vida real é bem complicado (ainda mais quando não é isso o seu objeto de atenção), mas acabei pegando o jeito da coisa bem rápido. De uma forma mais simplista, eu trabalho em uma loja de produtos orientais, sejam eles doces, salgados, bebidas, ingredientes ou utensílios para a cozinha. Nela tem de tudo um pouco, o que é legal pensando que na minha cidade tem uma grande população de olhos puxados e, como um extra, ela acaba atraindo muitos otakus e capopeiros perdidos, além de curiosos - e haja paciência para lidar com essas pessoas. Quando paro para pensar, acho engraçado alguém como eu ter parado por ali, posso até adorar ler mangás e ver alguns animes mas nunca se passou pela minha cabeça trabalhar em um lugar assim, me sinto como uma personagem as vezes, limpando prateleiras e varrendo a calçada, é como se estivesse em um anime de verdade.

No começo eu me sentia insegura ao ter que lidar com pessoas, não posso dizer que estou ótima nesse quesito hoje mas até que melhorei uns 50% em quase doze meses, o que eu considero como um avanço para alguém que detesta interagir com pessoas sem ser por livre e espontânea vontade. E por sorte o meu chefe é paciente comigo, sempre me dando dicas de como eu posso melhorar ou até mesmo conversando sobre outras coisas não tão relacionadas ao trabalho, como ele tirando uma com o anime que estava assistindo (porque diabos tinha que escolher logo Show By Rock! para começar o ano?), o problema é o meu lado estoico que me impede de ser mais aberta a conversas.

FunFact #03 Eu consegui implementar a minha playlist pessoal repleta de músicas de animes e pop coreano ao som ambiente da loja, o que não durou muito tempo mas foi até positivo.
FunFact #04  Fiz amizades muito legais que com os alunos de um colégio que tinha por perto da loja. Além de ter com quem conversar e passar alguns conselhos 'sábios' adiante, consegui ótimas recomendações de grupos e acabei passando minhas fixações por Block B e GRANRODEO adiante, o que foi muito bom.
FunFact #05 De alguma forma, o meu lado capopeiro cresceu esse ano e acabei conhecendo muitos grupos interessantes como Teen Top e Red Velvet. Também tive que lidar com altos disbands de grupos velhos, como as lindas das Wonder Girls (não menciono as to anyone porque essa leva já passou e a Minzy já aconteceu como solista).

A parte boa da vida de assalariada é poder comprar tudo aquilo que você queria mas não podia comprar pela falta de dinheiro! Claro, ter que lidar com a administração do seu próprio dinheiro pode ser uma grande dor de cabeça para alguns, mas até que não tive bolas de neve para me preocupar. Encontrei uma banca com bastante variedade no centro, estou mantendo minhas coleções fielmente e pegando alguns nomes românticos para ler, destaque para Last Notes e The Gods Lie. Fiz meu debult nas compras online, consegui o meu sonhado all star laranja e assim vou realizando meus desejos consumistas, presenteado pessoas importantes e evitando não extrapolar nos gastos.

FunFact #06 Eu finalmente fui ao meu primeiro show de rock! Foi em abril, consegui um dia livre para ir até São Paulo com meu tio para ver o retorno do Midnight Oil ao Brasil depois de 20 fucking anos, e não vou mentir, chorei feito um bebê! Imagina as emoções de ver ao vivo a banda que você escuta desde os cinco anos e só sabe o refrão das músicas!
FunFact #07 Consegui ir ao cinema mais de uma vez, o que por si só é um grande avanço! Sempre que aparecia alguma estréia interessante eu e minha irmã íamos na última sessão o que se tornou um bom programa de irmãs para se recordar.
FunFact #08 Pude reencontrar muitas amigas minhas da época do fundamental, o problema é conseguir ter uma conversa calma já que a maioria delas tem uma vida bem corrida.

Esse foi um ano em que não li muitos livros, se terminei algo foram as fanfics que ocuparam grande parte do meu tempo ocioso (sim, eu devorei toda a categoria de bakudeku e killugon em em questão de meses!), larguei muito livro pela metade e tenho alguns com marcadores na estante, não me orgulho disso mas minha cabeça não tem estado muito boa para isso, até tentei engolir Dezesseis Luas para acalmar uma amiga mas não deu muito certo - bem diferente da minha irmã, que devorou vários, um grande contraste se pensar que ela não gostava de ler muito, bate um orgulho de vê-la assim. Fiz amizade com o dono de um sebo onde encontrei parte da coleção de Ouran e alguns livros bem bacanas (e para onde vendi algumas coleções de mangás que pretendia sortear por aqui em algum momento, sorry not sorry!) e outro de um antiquário vulgo lugar mais legal da cidade onde encontro minhas pedras esotéricas e outras coisinhas interessantes para o meu lado bruxesco. Ambos sempre me dão dicas quando apareço em seus estabelecimentos e bem, acho que é isso. De uma forma bem resumida, é claro!

FunFact #09 Não comecem a ler Hunter x Hunter shipando os personagens, isso te corrói por dentro de uma forma horrível e quando você sabe o que acontece mais a frente na história só piora a situação, mas tem um canal no youtubs que anestesia isso com uma boa dose de risadas.
FunFact #10 Nesse tempo que andei ausente comecei a tirar fotos do céu diurno e o que começou com a intenção de 'gravar' os dias em que acordava cedo se tornou um hobbie que pretendodeixar registrado por aqui.

Estou me sentindo bem nervosa ao escrever isso, sinto que repeti muitas palavras e estou deixando algumas coisas para trás que provavelmente vou dar um jeito de deixar por aqui mais adiante, não estou satisfeita,acho que poderia ter sido algo melhor,mais gentil com cores suaves, mas algumas das minhas realidades acabaram convergindo e deu nisso. Esse texto era para ter sido postado no final de novembro e cá estou eu, me sabotando mais uma vez, um sentimento ruim se assola no meu estômago mas estou tentando ignora-lo.

Se tem algo que me surpreende é eu ter voltado para esse lugar mais uma vez, depois de ter desistido da ideia mais vezes que posso contar, é algo que chega a ser engraçado, eu sempre vejo as minhas tentativas de forma cômica. Sabe, se tem algo que meu pai me lembra sempre que estou triste são as minhas características que já foram muito presentes e eu acabei deixando de lado, como desenhar e escrever e acho que isso, é uma forma de resgatar uma parte de mim que acabei deixando enterrada.

And when we're in the dark, it echoes in your heart.
And when you're far away, it beckons me to stay.

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