A felicidade é algo curioso.
※ 4 de janeiro de 2018 (3:32 PM) + comentários (0)
Se teve um ponto super positivo em começar a trabalhar foi poder ver a passagem das estações na minha cidade. O céu azul límpido e o verde brilhoso das palmeiras e árvores, as flores nascendo e colorindo as ruas da cidade - lamento não ter conseguido fotografá-las para registro - e ver as folhas das árvores ganhando tons de laranja e amarelo, para mais tarde admirar o cinza melancólico e os galhos secos e despidos ao tempo. É tudo tão agradável e acolhedor, sempre que tiro um tempo para observar esses detalhes não consigo conter o meu deleite - e os risos quando vejo as ruas alagadas pela janela embaçada do ônibus na temporada de chuva.
É incrível como em poucos dias a nossa forma de pensar muda com tanta facilidade, talvez não completamente, mas só uma conversa pode abrir um imenso horizonte de ideias. Eu gosto de ser surpreendida, gosto ainda mais quando essas surpresas me aparecem nos momentos certos.
No começo, era para esse texto ser sobre felicidade, mas devido alguns imprevistos e o tempo passado mais ideias acabaram surgindo e eu ampliei um pouco mais esse termo, parando para se pensar a 'felicidade' é bem abrangente.
A felicidade é um sentimento estranho, mas ao mesmo tempo, revelador. Só nos tocamos de que estamos realmente felizes, realizados, quando uma paz se assola por nossa mente e corpo. Como se tudo até hoje fosse bom e que nenhum sentimento ruim tivesse aflorado em nosso caminho até então. É engraçado como ela toma conta de nós sem que tenhamos ideia disso, quando nos damos conta, ela já esta ali, em um cantinho de seu peito, fazendo com que você sorria genuinamente, que nem perceba que música sai de seus fones de ouvido. Ela é mágica, como nenhum outro sentimento e pura também, pois é você mesmo que a causa em si e, somente você pode tirá-la de si.
O bom da felicidade, é ela vir quando menos se espera ou no meu caso, quando eu sei que preciso dela. Como exemplo eu tenho a minha semana - a segunda do semestre - diferente da anterior essa tinha um peso diferente, me deixava um tanto tensa por algum motivo, talvez por agora as coisas serem mais definitivas, o meu maior problema era o projeto para o trabalho de conclusão de curso. Desde o início das férias esse "nome" me deixava ansiosa, tinha tudo na minha cabeça mas sentia uma privação de criatividade que me deixava angustiada. Vocês não sabem o quão chato é você ter muitas ideias com um desejo puramente bom e se sentir privada de mostrá-lo aos outros!
Na preocupação de ter que fazer mas não sair praticamente nada fiquei presa quase que a semana inteira, porém, na aula dedicada ao TCC as coisas mudaram de forma. Depois de conversar com a professora e com as meninas do meu grupo - cara - toda a minha incerteza foi pro raio que o parta! A sensação de plenitude me preenchia como nunca, eu me sentia tão bem e sinceramente, por algo um tanto bobo, não é mesmo?
Agora isso pode soar um tanto estranho, mas como eu vejo as coisas de uma forma estranha... eu sempre - por incrível que pareça, sempre mesmo - trouxe dentro de mim uma certeza de que tudo vai dar certo, independentemente do meu estado mental em determinado momento, como durante essa semana, internamente eu sabia que as coisas iriam se encaixar e que eu conseguiria fazer acontecer. E eu consegui mesmo!
Tá, e o que isso tem haver com felicidade?
Você ainda não notou?
Eu acabei de demonstrar como esse sentimento misterioso pode estar em qualquer momento insignificante do nosso dia! Então nem pensem em se considerarem tristes quando a razão para se sentirem felizes está em qualquer lugar, qualquer lugar mesmo!
Para essa virada de ano eu não esperava muita coisa, acabaria passando a data somente com a minha irmã, em casa. Somente nós duas, só de pensar nisso batia um desânimo. Mas nada me conteve de aproveitar a minha folga - dois dias de folga merecem ser apreciados de forma justíssima - e estrear meu vestido novinho pelas ruas da cidade, visitei minha tia o que não fazia a uns bons meses e consegui encontrar um biquíni agradável. Foi uma boa forma de passar a tarde. Até que a temida hora chegou. Me arrumei, fiz todos os meus rituais de ano novo (vamos receber o ano muito bem, não é mesmo?) e esperei, quando deu meia noite ficamos em frente ao portão de casa para admirar os fogos de artifício - naquela noite a prefeitura arrebentou, estava lindo - enquanto nossas vizinhas apareciam com o mesmo objetivo. Quando souberam da nossa situação arrastaram a gente para a casa delas, enquanto comíamos torta de maça com sorvete elas elogiavam a playlist que meu pai havia feito para o dia e assim mantivemos uma conversa agradável com um monte de crianças ao nosso redor, até que uma outra vizinha nossa apareceu nos chamando para uma festa que a família dela estava dando - e isso havia sido combinado previamente mas eu não fazia ideia de como diabos seria.
Imaginem como eu estava naquele momento, tudo acontecendo rapidamente e olha que essa segunda vizinha é amiga da minha irmã (!!!). Enfrentamos um mar de gente indo pela contramão - a cidade costuma lotar em final de ano - até chegarmos a um casarão envelhecido pelo tempo recheado de pessoas rindo e se abraçando.
No salão do térreo havia uma longa mesa posta enquanto os convidados iam se servindo. Em pensar que todos ali eram membros de uma família, ver aquela confraternização me deixou contente por dentro pois se tem uma coisa de que eu sinto falta na minha família é isso, e poder presenciar um pouco disso mesmo sendo uma estranha muito bem recebida por todos me deixou feliz.
Mais tarde naquela noite houve uma brincadeira de agradecimento onde quem encontrasse o bilhete premiado embaixo da cadeira teria que agradecer o seu ano para ganhar uma caixa de BIS e sim, eu fui uma dessas! Quase extrapolei na emoção quando contei sobre as surpresas do meu dia e fui muito aclamada por isso. Houve mais uma brincadeira, onde você podia roubar o presente de quem quisesse - o chamado 'amigo roubado' - nessa eu consegui um creme da Natura cheiroso que só! Ainda mais tarde fiquei na varanda do segundo andar, aproveitando a vista estrelada da noite, me balançando em uma rede enquanto cantava algo. Eu realmente não conseguia conter a felicidade que estava sentindo, aquela noite parecia surreal demais, eu não esperava por aquilo tudo, eu não conseguia parar de agradecer aos céus pela minha virada de ano! Acabou que nós voltamos para casa as cinco da manhã meus caros, ainda teve o bônus de ver a super lua entre os prédios (vocês não sabem a dificuldade de ver esses fenômenos lindos com o tempo fechado!).
A diferença entre essa virada e a outra é quase gritante mas passá-la fora de casa e com pessoas diferentes é o que elas tem em comum. Em 2016 eu estava na praia com um monte de adolescentes e dois amigos meus, meu humor não estava bom, já em 2017 estava rodeada por uma família muito agradável e carinhosa, rindo até não poder mais! Do meu ponto de vista as coisas só tendem a melhorar daqui pra frente, só não posso me deixar abalar por muito tempo.
Ayano no koufuku riron ou "a teoria de Ayano sobre a felicidade" não é uma música sonora e liricamente feliz, mas ela fala sobre uma forma de ver a felicidade, a forma como Ayano enxergava o mundo ao seu redor e como ela desejava que ele não fosse arrancado de si tão bruscamente. É uma música que deixa o seu peito apertado com uma vontade imensa de abraçar a garota, é uma música um tanto cruel mas que conta como certas coisas doem ao serem retiradas de nós, mas nem por isso Ayano deixa de desistir da palavra que ela tanto adora, a felicidade.
Happy tão pouco tem uma melodia alegre, mas uma letra profunda que me fez questionar as minhas motivações para viver meus dias. Nela, temos o ponto de vista de alguém que percebeu como é ser feliz com o pouco, como essa sensação/sentimento nos invade de repente sem ter a necessidade de sair pulando pelas calçadas, poder apenas observar o céu sem companhia alguma, já é o suficiente.
As vezes não percebemos, mas são as pequenas coisas que nos deixam genuinamente felizes.
[voz de locutor de parque] E aqui vocês podem ver que a ideia de colocar imagens inspiradoras para alegrar as minhas postagens venho para ficar, espero que tenham conseguido encontrar as diferenças entre os textos - os parágrafos de 2015 e os de agora - caso isso não tenha ocorrido significa que a minha forma de pensar sobre felicidade ainda se mantem a mesma depois quase três anos!
Eu espero ter deixado uma fagulha de felicidade e esperança com esses retalhos de pensamentos nos corações daqueles que leram essa postagem. Desejo a todos um óTIMO FELIZ ANO NOVO cheio de realizações e bons momentos e bem, logo mais eu apareço *joga glitter* ✨
And finally I have found a way to be
Happy, happy
Happy, happy
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doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

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Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.