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A causa e efeito de se apaixonar por alguém.

※ 22 de junho de 2018 (5:29 PM) + comentários (1)
Chega a ser estranho o que o futebol não faz com uma cidade (dirá o país), eu nunca serei capaz de entender essas coisas. Só hoje, com o jogo correndo no período da manhã, meu ônibus atrasou, cheguei tarde na loja e a cidade estava tão parada que você sabia quando o Brasil fazia um mísero gol pelos gritos que ecoavam pelas ruas de tão quieta que elas estavam! Bah, eu não devo ser brasileira mesmo porque olha, não sinto nada da emoção que esse povo sente. Tudo que passei foi estresse. Obrigada. De nada.

Eu não estava com nada planejado para hoje e também não tenho conseguido tempo suficiente para me jogar de cabeça nas minha ideias mais elaboradas logo, para o feed do clube não ficar cheio de romances, peguei esse punhado de sentimentos que ainda não tenho certeza se é uma boa ideia fazer deles, algo público. São apenas pensamentos acompanhados de gifs de durarara, nada grande.

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Eu não sei como é se apaixonar ao certo, a maioria das vezes que isso aconteceu comigo foi muito imediato e efêmero.

Passava tão rápido que eu apenas sentia o palpitar no meu peito e a vontade absurda de querer me esconder quando aquele ser me olhava nos olhos.

Mas poxa, ele nem sabia quem eu era, com certeza não havia nada de especial naquele olhar mas era ali que ganhava meu dia, as borboletas apareciam querendo devorar umas as outras no meu estômago e tudo o que eu sabia falar era sobre aquele momento.

Que boba apaixonada. Minhas poucas amigas devem ter boas histórias sobre meus surtos platônicos e eu tenho uma vontade lascada de me esconder quando elas desenterram essas histórias. Dia desses uma meio que desenterrou isso e eu fiquei meio QUÊ?!


A paixão cega. Quando é fogosa então, imaginem o que não faz com a vista!

Eu era tão nova para me apaixonar e quando acontecia o sentimento perdurava até o meu interesse ser perdido, a única coisa que os seres por quem eu caía tinham em comum era que eles não me davam bola.

E bem, alguns eram bem estranhos. Adoraria poder explodir meu crânio na parede ao me lembrar deles. E eles foram importantes, de alguma forma, senão porque diabos eles ainda estariam na minha memória? Aquela que você consegue ter acesso quando está no ócio, buscando algo para se entreter.

Eu nunca quis ser retribuída, imaginava mil e uma histórias com os meus seres amados mas só de pensar delas acontecerem na vida real me dava medo, eu não queria que elas se tornassem reais, mais me valia guardá-las em meus pensamentos, como se fosse um tesouro que nunca deveria ser desenterrado.

De tanto falar deles, minhas amigas queriam mais era que eu aquietasse o facho mas vai dizer que uma romântica consegue controlar sua língua quando não se tem mais nada a comentar? Com a minha cabeça de hoje penso que eu era realmente boba, boba demais para o meu próprio bem.


Ingenua e sonhadora. Uma garota que adorava manter seus romances em segredo. Até que surgisse alguém disposto a ouvi-los.

Outro dia encontrei uma velha paixonite minha, nem tinha notado a presença dele até vir falar comigo, nada demais, a troca de palavras fluiu e acabou rapidamente. Curioso o olhar que ele me deu quando nos separamos, eu jurava de pé junto que ele não sabia quem eu era ou quisá lembrava-se de mim.

Naquele momento não houveram borboletas, tudo parecia estar morto no meu estômago.

Isso até eu reencontrá-lo e a conversa ter sido mais duradoura, eu acreditava que ele não se lembrava de mim até ouvi-lo dizer meu nome e eu esperava que ele não soubesse dos meus sentimentos de anos atrás porque olha, esquecê-los fora uma tarefa um tanto complicada. Nada de mais aconteceu, meu estômago embrulhou um pouco e o que dizíamos era tão trivial que eu nunca me imaginei dizendo algo do tipo para ele.

O universo tava de sacanagem com o meu subconsciênte. Ele sabe que o coitado é fraco para coisas frívolas como meus sentimentos.

E depois disso, toda vez que o vejo desvio o olhar. Não é que ainda exita algo para ser sentido em relação a ele mas meus sentimento pareciam ter sido mais especiais do que imaginei.

Bah, se apaixonar é um saco.


Sabe, eu não estou a procura de alguém. Eu nunca estive, nunquinha mesmo. Eu só não consigo controlar meu coração dando pulinhos quando alguém no mínimo interessante aparece no meu campo de visão, as situações apenas fluem e eu apenas as sigo assim como um barco segue o ritmo do mar.

As vezes me sinto a deriva, sem saber ao certo que curso seguir.

E as vezes, eu me sinto no curso certo. A ideia é ser paciente.

Independente de ter ou não alguém, eu me divirto muito com as minhas paixonites platônicas. É incrível alguém como eu, com experiência zero em romance, se divertir aos montes juntando vários casais 2D - de shipps - cada qual com a sua personalidade e com algo tão especial que faz a relação deles basicamente se destacar dentre as outras.

Será isso meu ideal num relacionamento? Talvez sim, talvez não. Eu apenas sigo meus sentimentos quando eles dizem que certos personagens ficam lindos juntos e decido escrever sobre isso.


Me sinto estranha quando paro para observar a obra parcialmente completa e noto, que de todas aquelas minhas poucas amigas, eu sou a única que sempre esteve com sua própria companhia.

O mais estranho é eu não sentir nada em relação a isso, sem desesperos por não ter encontrado aquele ser especial. Eu sempre me senti bem sozinha, com os meus pensamentos e sinto desconforto em imaginar o que seria ter de compartilhar parte disso com alguém de fora, alguém que supostamente gosta de mim a ponto de querer saber o que se passa pela minha cabeça.

Se bem que me disseram que eu tenho de me abrir mais a conversas e deixar de ser tão calada.

Não sei quando essa minha realidade irá mudar, mas sei que só preciso deixar de pensar tanto em algo que tende a surgir naturalmente, assim dizem os filmes, assim contam os livros, assim catam as musicas, assim você tende a ver novas histórias surgirem pelos cantos da cidade. Claro, cabe a mim certas decisões mas algumas coisas são apenas incontroláveis.


See ya' another time!

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