crônicas do céu ☆ Orange sky.
※ 6 de outubro de 2018 (6:08 PM) + comentários (1)
Uau, e não é que já passamos pela primeira semana de outubro? Como estão se sentindo, o clima de dia das bruxas já contagiou vocês a ponto de querem redecorar a casa? Bem, comigo nem tanto, vamos começar que ter eleição logo agora é algo irritante e dia das crianças nem cabe mais a mim [mad in gucci] ver as situações dessa forma chega a ser desanimador. E não foi pensando nisso que eu decidi estrear esse mês com a sequência de crônicas do céu, mas sim porquê o tema da vez é laranja e dia das bruxas sem laranja é igual a nada. Tchau, nos vemos nas notas finais (e caso votem, o façam com juízo, por favor) enquanto eu pretendo estar amando esse sábado de chuva relendo ×××HOLiC, o que está sendo bem bom.
[ orange sky - deaththekidxthompsonsisters trio - soul eater ]
Elizabeth conseguia dizer com precisão quando sua irmã estava entediada. Não era necessário observar por muito tempo para notar as nuances no humor da Thompson mais nova, Patty sempre tendia a extravasar suas emoções e escolhas para quem quisesse ver, sem medo e muito menos vergonha, era como se a garota loira sequer pensasse no que fazia mas ela sabia que a garota pensava e muito. Por mais que não demonstrasse e talvez, esse fosse um dos aspectos que Liz mais gostasse na irmã. As duas cresceram juntas como unha e carne nas ruas do Brooklyn, sem ter ninguém além uma a outra, sem pais ou parentes. Era ela quem tinha que pensar pelas duas, era ela quem tinha de cuidar de Patty, sempre ela. E enquanto aqueles dias atormentavam a mente da Thompson mais velha, a única coisa que ela desejava era algo melhor para a irmã, apenas um lugar para morarem já seria suficiente. Isso até ser corrompida pelo poder que uma arma era capaz de oferecer. É, ela tivera sorte de esbarrar com um idiota louco por simetria. No final, Liz tinha muito que agradecer a Kid.
— Eu vou te quebrar rinoceronte! Dessa vez você não me escapa!
Porém, seu monólogo interno não impedia Patty de virar a sala de estar de cabeça para baixo. Largando consoles, revistas de colorir e outros brinquedos que normalmente mantinham a mente dela distraída por onde passava. A Thompson mais nova não conseguia parar quieta, andando por todos os cômodos da mansão que elas dividiam com o deus da morte, e atual diretor da Shibusen, Death the Kid. Desde que chegaram em Death City aquele fora o primeiro e único lar que tiveram. Elas já haviam decorado cada ângulo de cada cômodo, cada quadro bem ajustado no corredor. Tudo nos mínimos detalhes, até mesmo as rotas de fuga que Kid costumava pegar quando queria evitar as irmãs.
A mais velha estava ficando irritada com o comportamento da outra.
— O que foi Patty?
A expressão no rosto da garota parecia dizer o quão entediada estava mas, indo um pouco além.
— Bem que nós poderíamos sair com o Kid hoje, não é mana? Ele tem trabalhando tanto.
— Você sabe como aquele idiota é, não vai abrir mão das responsabilidades tão fácil.
— Mas bem que ele deixaria, por você - o sorriso sutil que Patty dera dizia tudo que ela não queria ouvir.
Por um momento ela se pôs a pensar sobre o que irmã queria dizer com aquilo. Nem sempre ele cedia aos pedidos dela - por mais que fosse a mais velha - presava muito pela opinião das duas mas ás vezes - só as vezes - ele optava por dar ouvidos a Liz.
É, as vezes Elizabeth não se importava em ser a única sã entre os três.
Naquele dia Kid estaria em seu escritório, isso era certeza, visto as noites em claro que ele passava. Ela já estava exausta de acabar de acordando assustada no meio da madrugada com sons estranhos ressonando pelos corredores e quando tinha coragem o suficiente para procurar o motivo, descobria ser o garoto, procurando o que comer pela cozinha. Hoje não seria diferente, ele estaria ocupado com papeladas de alunos e autorizações de artífices sêniores, assim como em todos os outros dias da semana. Ela não via um porquê de deixar de tentar um convite.
— Certo Patty, arrume essa bagunça que eu verei o que posso fazer.
A Thompson mais nova dera um gritinho de vitória e se pôs a arrumar seus brinquedos avidamente. Enquanto ela seguia pelo corredores atrás da porta do escritório.
Uma batida fora o suficiente.
— O que foi?
Seu rosto aparecera por uma pequena fresta. Ele parecia incomodado, a expressão cansada e as olheiras embaixo de seus olhos diziam que ele deveria estar bem absorto no que fazia até o momento, mas a missão dela ali não era sentir algo em relação a ele mas a irmã, que só queria uma tarde com os três juntos.
Tomando um pouco de coragem, ela resolvera dar voz a sua proposta.
— Patty está inquieta, e se você não quiser sair com a gente ela vai colocar o seu escri-sei-lá-o-quê abaixo em menos de dois minutos.
O shinigami suspirou. Por sorte, ele já havia finalizado todos os seus deveres do dia, o que o mantinha ocupado eram projetos futuros que ele se propusera a administrar no lugar de Spirit. A foice da morte se mostrava incrivelmente prestativa para esses assuntos em especial, o que o surpreendera de inicio, porém agora passara a ser mais comum do que respirar para ele ter de pedir conselhos ao pai mulherengo de Maka.
Mas ele não daria a Patty o luxo de bagunçar seus projetos.
— Certo, me dê cinco minutos e nós saímos, tudo bem?
Death the Kid agora era um shinigami completo, logo queria agir como um, assim como seu pai fora.
— Ótimo! Você acaba de salvar esta casa de um furacão. Por hoje, pelo menos.
A ideia de passarem a tarde na quadra de basquete não parecera tão ruim, quando o Kid dera essa sugestão a Thompson mais velha nem sequer pestanejou. Patty adicionara uma ida a sorveria que todos aprovaram e assim, um programa para a tarde do trio estava fechado.
A tarde ensolarada atravessava as amplas janelas de vidro da sorveteria, deixando o piso encerado com tons azul-alaranjados, se ela perdesse um pouco de tempo observando poderia ver as nuvens sendo movimentadas pelo vento ou até mesmo ouvir o canto dos pássaros, mas seu objetivo era outro. Elizabeth observava os dois selecionando quais sabores queriam, ela não pode conter o revirar de olhos vendo que Kid ainda se preocupava em fazer bolas perfeitamente simétricas, mesmo depois de tanto tempo enquanto ao fundo, do outro lado do balcão, a atendente de cabelos tingidos contidos por uma touca de rede branca e estilizada com pequenas caveiras, tentava em vão conter o riso que saía de forma livre e despreocupada. Aquele momento em específico, fez com que Liz se lembrasse de quando chegara a cidade e fora obrigada a trabalhar naquele café idiota, ela nunca se imaginara tendo que atender pessoas, muito menos tendo que trata-las bem, de forma cordial e educada "como uma dama decente faria". Só de presenciar essa situação novamente ela não deixava de pensar que não era diferente de uma rebelde sem causa naquela época.
E poder se enxergar agora como alguém melhor a deixava orgulhosa de si mesma.
— Liz! Liz! - chamara a mais nova — Você não vai pegar seu sorvete?
No final ela optara por uma casquinha de baunilha, Patty uma montanha de sabores e Kid chocolate. Tudo parecia bem, ela conseguira atender o pedido da irmã e ainda tinha um momento descontraído entre os três de brinde. Por mais incomum que parecesse, naquele dia a sorveteria tinha poucos clientes, o que deixara o trio com uma ampla opção de lugares para se sentarem, acabaram ficando ao lado de uma das longas janelas de vidro. Aquele cenário parecia tão irreal para as irmãs, faziam-se meses que eles não conseguiam um dia livre na super agenda do recém nomeado Deus da Morte.
Desde que Kid assumira a direção da academia, ambos os três andavam para cima e para baixo mas em direções opostas e isso deixava um vazio imensurável no coração das irmãs que sempre foram tão grudadas ao shinigami. Logo quando ele as obrigara a isso, arrastando as duas a bel prazer para onde quer que fosse com o motivo de serem sua única arma simétrica. Nenhuma das duas queria ter outra pessoa importante que não fosse uma a outra, mas acabaram com mais do que poderiam contar nos dedos. Quando aceitaram a proposta que Death the Kid as fizera, não tinham ideia de que acabariam ganhando uma nova família, com pessoas que realmente se importavam com elas e não tinham o mínimo medo de suas formas originais. Muito pelo contrário, adoravam a ideia das duas irmãs serem armas com ótima mira e alcance.
— A gente deveria sair mais - Patty comentara em uma colherada generosa de menta misturada com o quê parecia ser morango, blue ice e abacaxi.
— É verdade Kid. Você fica preso demais aos seus deveres, tem que se divertir também.
— Não é simples assim Liz.
A expressão cansada dele mirava a mesa decorada, mas Elizabeth não engoliria aquele mesmo argumento outra vez.
— Mas você pode tentar.
Os raios solares alaranjados indicavam o fim da tarde e eles se dividiam em feixes, passando pelas árvores da quadra de basquete, onde Patty fazia cestas sozinha. Era um belo cenário de se ver, as cores ganhavam uma tonalidade completamente diferente, cheia de brilho. Poder passar esse momento sentada ao lado de Kid, nem que fosse em silêncio já era bom o suficiente.
Aquilo parecia bom para Liz, um fim de tarde tranquilo na companhia de suas pessoas favoritas. Ela se sentia estranhamente em paz com seus pensamentos.
Kid observava com um brilho no olhar Patty acertar três cestas seguidas, parecia orgulhoso das aptidões que a mais nova tinha para esportes. As irmãs tinham um contraste muito curioso aos olhos dele, por mais que ambas não tivessem um intelecto abrangente, quando o assunto eram missões secretas ambas possuíam uma habilidade nata, fazendo com que ele se desapegasse do planejamento, nem que por um momento. Kid assumia sem nem pestanejar a confiança e o orgulho que tinha de suas armas.
Enquanto Patty curiosamente era a razão, Liz era a emoção. Ambas muito bem balanceadas e equilibradas, trazendo a segurança que ele tanto precisava nos momentos mais difíceis.
— Obrigada - fora o que ele soltara sem nenhum dos dois estarem propriamente conversando.
Liz o encarou, curiosa.
— Pelo quê? Você precisava de ar ao menos Kid. Não me agradeça.
— Não por isso Liz. Eu agradeço por ter vocês comigo.
Os olhos da arma aumentaram consideravelmente de tamanho, conforme a sua surpresa. Isso era incomum para alguém como ele, agradecer por algo tão velho se bem que, depois de perder o pai ele ficara mais sensível.
— De nada Kid. Nós estaremos do seu lado pro que der e vier.
E elas estariam mesmo.
Se alguém dos tempos de Bubble Girl ainda estiver por aqui e tiver uma memória boa pra cacete, vai se lembrar que nos primórdios da minha caminhada como ficwriter eu havia escrito uma oneshot de Soul Eater chamada 'Orange sky'. Agora adivinhem o que aconteceu com ela? Se vocês imaginam que eu a perdi sim, vocês estão certíssimos! E não foi por falta de atenção, eu até tinha deixado ela salva no computador, mas foi no tempo em que ele pifou e ora vejam só, eu perdi qualquer rascunho, skin, icon ou mais o quê eu poderia ter armazenado nele. Por incrível que pareça, eu ainda me lembro do plot dela mas com falhas e me pergunto se teria ânimo para refazê-la com tanta coisa precisando ser escrita e editada enfim, deixemos esse projeto para mais tarde.
Minha ideia inicial era fazer algo centrado em KidxLiz, mas como quando eu penso nos dois sempre me vem a sensação de família e seu deixar a Patty de fora eu meio que não consigo me perdoar- ou algo parecido, então virou um ode para o trio mais competente da Shibusen! Eu adoro as Thompson, então não poderia perder a oportunidade de trabalhar um pouco com as duas, pois adoro irmãos (isso se deve a eu ter uma irmã?) e mexer nesse aspecto é bom, cria empatia. Os detalhes para o cenário vieram em seguida, só quis adicionar alguns flashbacks de Soul Eater NOT! porque eu gostei da atenção que Ookubo deu as irmãs nessa outra trama (mas acho que foi só isso mesmo, falemos sobre as divergências mais tarde). Ufa! Gostei do resultado, só me faltam ideias para ter mais textos desse trio maravilha que eu adoro horrores.
Obrigada por ler!
Marcadores: cronicas do ceu, ineditas, oneshot, soul eater

doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

arquivos gerais
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Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

(atogaki) sotsugyousei
※ blogues singulares e os créditos
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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.