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crônicas do céu ☆ Dark sky.

※ 16 de dezembro de 2018 (1:16 AM) + comentários (0)
Meu dia foi agradável o suficiente para queimar qualquer ideia que eu tivesse para fazer um primeiro parágrafo decente. Essa minha temporada de férias está sendo bem promissora, logo na primeira semana dei uma geral na casa, resolvi os pepinos pendentes relacionados ao meu antigo trabalho, lidei com assuntos de adulto lol, fiz uma torta depois de meses, madruguei assistindo vídeos com a minha irmã, acordei tarde, fiz compras, não comprei mangás e bem, consegui ir a praia pela segunda vez no ano - e caso você tenha lido postagens mais velhas, sabe do meu drama com praias. Tudo para terminar meu sábado sem nada muito produtivo.

É no final desse dia bonito (se bem que, com a minha demora já é domingo) que eu encerro a minha série que tinha como cenário, o céu. Curiosamente, esse será o último alguma-coisa-escrita relacionado a Soul Eater do ano.


[ dark sky - steinxmarie - soul eater ]

O cheiro de tabaco preenchia o ar a sua volta enquanto uma fina fumaça branca, quase sem cor, subia contrastando com o céu noturno. Escuro quase como carvão, se não fosse a presença de estrelas brilhantes e uma lua com seu brilho e esplendor reduzidos. Se não fossem pelos astros, ele certamente estaria imerso no breu noturno. Não que ele fosse se preocupar com isso.

Estalos eram ouvidos enquanto a engrenagem cravada em sua cabeça era ajustada, uma maneira de controlar sua ansiedade por respostas. Marie com certeza ficaria fula se o pegasse fumando, por isso optara por fazê-lo tarde da noite, onde poucos sons podiam ser ouvidos e não haviam tantas emoções para serem caladas. Desde que a garota nascera muitas coisas tiveram que ser reajustadas e agora, seu velho laboratório remendado tinha mais cara de casa de família do que qualquer coisa remotamente ligada a biologia, não que aquilo o incomodasse, ele nunca se imaginou ligado a alguém, a mera ideia de ter uma companheira ao seu lado era motivo de piada. E aqui estava ele, com uma mulher e uma criança que nascera como um fruto de sua relação. Em meio a tantos dados e análises ele se deparara com uma realidade completamente nova.

A de ter uma família. E Marie gostava dele a ponto de ainda estar ao seu lado, mesmo com suas ideias mirabolantes.

Stein estava inquieto naquela noite, quando a tentadora ideia de ter seus neurônios preenchidos pelo alívio da nicotina o abatera e, antes mesmo de pensar em outra coisa se encontrava sentado na varanda, observando a lua negra e aquele céu escuro estrelado.

Passos delicados se fizeram ouvir, quando uma presença conhecida se sentou ao seu lado.

— Pensei ter dito que não era uma boa ideia voltar a fumar - comentou Marie recostando a cabeça em seu ombro, aquilo o surpreendera por um momento, ela não parecia irritada. Apenas cansada.

Mais uma nuvem de fumaça subia para o alto.

— Estava inquieto, não seria uma boa ideia acordar vocês duas por conta disso. Fumar sempre me acalmou.

— O que te incomoda, Stein? - bocejou se aninhando mais na presença do outro.

— As vezes eu penso que seria interessante dissecar a garota.

— Tente uma mentira melhor.

— Eu quero fazer as minhas pesquisas de novo, sem sessões de choro.

— Não está me convencendo - murmurou sonolenta.

Stein sentira falta da sensação de calor que a fumaça exalada causava a suas narinas, o lembrava dos tempos onde ele perdera completamente a noção de quem ele era. A mulher recostada ao seu lado estava prestes a dormir quando ele decidira dizer algo mais significativo.

— Eu nunca pensei que teria uma família. Francamente Marie, o que viu em mim? Se BJ ainda estivesse vivo, você com certeza não estaria aqui e a minha realidade seria a mesma.

Subitamente o cigarro em seus lábios fora tirado e a sua frente estava uma Marie de faceta tristonha, mesmo que um sorriso tentasse aparecer.

— Eu gosto de você Stein. E você sabe disso, senão nunca teria me aceitado na sua casa - ela encarara o chão — Prefiro não pensar nele dessa forma e aceitar o presente que tenho agora. Ter uma família com você esta sendo algo maravilhoso e você é um bom pai. Eu não tenho como imaginar uma forma melhor de ter uma família que não seja com você.

No fundo, Marie sentia como se um peso invisível fosse retirado de seus ombros pequenos. Embora já houvessem se resolvido quanto a morte de BJ e todas as complicações que vieram seguidas disso, nenhum dos dois negava a sombra que pairava sobre eles depois daquela batalha. Stein a apoiou em toda sua trajetória de vingança, esteve ao seu lado todo o tempo e quando a ferida de Marie finalmente cicatrizara, ele permanecera ao seu lado. Por tudo que é mais sagrado! Eles tiveram uma filha, quando que ela se imaginou nesse cenário?!

Ao menos agora a arma podia dizer tudo o que guardara para si, sem ter um ataque de nervos.

A expressão que Stein tinha em seu rosto era difícil de ser traduzida. Como se fosse algo simples sugerir o que se passava na cabeça dele. O doutor maluco que costumava causar medo em seus alunos, sempre apresentara uma falta sentimentalismo dentro de si, não que ela se importasse com isso.

Porém naquele momento, ela adoraria saber o que aquela expressão dizia. O que ele pensaria da sua declaração?

— Como pode ter tanta certeza disso, Marie?

Outro estalo pode ser escutado, mas dessa vez era a arma que o girara, não ele.

— Eu apenas sei. E mesmo se tudo houvesse ocorrido de outra forma, nada garante que eu não estaria com você - ela se inclinou a sua frente, beijando-lhe a testa — E acho que você sabe disso. Tente pensar menos e volte para a cama, está frio.

Quando a loira se virou, indicando que voltaria para dentro de casa, teve seus movimentos contidos abruptamente. Acontecera tão rápido que, quando deu por si, tudo que Marie era capaz de sentir era o aroma que exalava das roupas do outro, algo cítrico-amadeirado, e a pressão que ele colocara em seu abraço. Era algo acolhedor, um gesto tão singelo que raramente compartilhavam.

Stein se sentia perdido em meio aos fios loiros de Marie. Ela era tão doce, fazia com que ele se esquecesse da razão de estar ali fora no meio da madrugada. Fazia com que suas dúvidas inquietantes se diluíssem na noite.

Talvez, tudo o que ela havia dito fosse a resposta que ele tanto renegava.

— Eu precisava escutar tudo o que tinha a dizer. Obrigada.

— Disponha sempre - sorriu a loira, beijando o queixo do cientista —Agora vamos para dentro, antes que ela acorde.

— Certo.

Não era uma ideia tão ruim ser guiado por ela, mais uma vez.


Esse é o final das minhas crônicas do céu.
Nem acredito que consegui finalizá-la ainda esse ano! Inicialmente seriam apenas três capítulos (amanhecer, meio do dia, tarde) mas acabei adicionando mais dois (fim de tarde, noite), tudo porque o cenário de DARK SKY surgiu em minha mente e eu boba que sou, dei trela para ele.
Nunca dei muita bola para Stein & Marie, certo que eles são cannon e tal mas nada além disso me dava vontade de trabalhar com eles, aí veio aquela aparição bacana deles em STRENGTH e depois me apareceu a ideia que viria a ser o que vocês leram - ou será que leram. Estrelas, céu noturno, Stein fumando ksksks e a partir daí a história se montou e fui adicionando pontos que considero legais, como o spoiler da morte do BJ e toda uma realidade de família - que eu julgo que o nosso doutor maluco nunca havia parado para pensar a sério. Ah, eu nunca pensei em deixar o Stein tão doce (???) com uma Marie mais adorável ainda.

Será que tudo isso soou superficial demais?

Enfim, obrigada por lerem!

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