{ drabble collection } Estações estáticas.
※ 22 de dezembro de 2018 (9:38 PM) + comentários (0)
O verão chegou! Só de pensar que a estação mais quente do ano chegou e eu vou poder aproveitá-la em casa, assistindo séries e indo mais vezes a praia é algo tão gostoso. Por um momento, poderei aproveitar tudo o que esse tempo onde o sol brilha e as nuvens se escondem, tem a oferecer sem ter de preocupar na sensação tenebrosa que ele causa nas ruas. Ah, como o verão me é nostálgico!Para celebrar o início dessa estação brilhante, orgulhosamente apresento a vocês o meu rascunho mais velho da atualidade (como podem ver nessa bela imagem) com alguns shipps um tanto desconhecidos erm, por aqueles que nunca chegaram a assistir DURARARA!!, mas garanto um breve entusiasmo as estações do ano.
[ primavera - psychextsugaru ]
Ele estava esperando.
A brisa refrescante passava por ele enquanto observava atentamente as flores rosadas, elas em nada lhe chamavam a atenção, eram apenas um detalhe diferente no cenário a sua volta.
E ele ainda esperava.
Talvez fosse hora de ceder.
Tsugaru lhe dera outra bronca, e o proibiu de vê-lo enquanto não pensasse seriamente sobre o que tinha feito. Mas que ele bem se lembrasse, fora um acidente o que acontecera na sala de estar, ele não pretendia fazer um estrago daqueles.
Era a coleção favorita de Tsugaru.
Porém, aquele acidente ocupava um espaço pequeno de seus pensamentos, tudo o que ele queria agora era poder ficar deitado no colo de Tsugaru, o ouvindo recitar seus preciosos enkas.
Psyche estava decidido, ele daria o braço a torcer.
O problema era saber para onde diabos Tsugaru fora. Logo ele que sempre - sempre - fora zeloso e paciente com a personalidade inquieta de Psyche.
É, dessa vez ele conseguira exagerar.
Mas que diabos ele poderia fazer para encontrá-lo?
Pensar adiante não era uma prática do garoto de cabelos negros e quem o fazia por ele era quem não estava ali agora. Tsugaru. E encontrar uma forma de fazê-lo aparecer, não parecia ser fácil.
"Eu só quero que pense sobre o que fez, Psyche"
Uma brisa primaveril preenchera a varanda no momento em que ele ouvira a voz grave de Tsugaru dançando por seus ouvidos e como se houvesse picado cebolas, seus olhos começaram a lacrimejar, nem mesmo ele poderia acreditar que estava chorando por tão pouco.
Era melhor dizer o que sentia, por mais que só as cerejeiras sem graça fossem ouvi-lo.
— Me desculpa, Tsugaru! Você sabe que não foi por querer! Eu quero você! Onde você está? Apareça Tsugaru! Eu juro que vou ser mais cuidadoso!
Droga, ele não queria soar tão desesperado, por mais que estivesse.
— Espero que cumpra com o que diz, Psyche.
Aquela voz grave que ele tanto adorava.
Ele podia sentir a presença iminente dele atrás de si crescendo.
— Tsugaru!
O mais alto dos dois só teve tempo de soltar uma risada que fora cortada pela falta repentina de ar, tão forte fora o abraço que recebera. Psyche era apenas lágrimas, esfregando o rosto no haori branco azulado.
Os fios loiros de Tsugaru estavam fora do lugar quando sentara na varanda colocando o outro em seu colo, acariciando as madeixas negras, tentando assim acalmar o garoto.
— Pensou sobre o que fez mesmo?
Ele negou com a cabeça.
— Eu queria te ver.
— Ansioso.
— Eu sei. Desculpa, eu vou tomar mais cuidado mas, por favor, não faça isso de novo. Não gosto de ficar sem você.
O loiro apenas sorrira.
— Eu sabia que dessa vez ia funcionar.
Psyche o encarou contrariado.
— Você brincou com meus sentimentos para conseguir algo? O que aconteceu com o meu Tsugaru?
Com seus dedos longos ele segurava delicadamente o rosto do menor, apreciando as íris róseas que ele possuía.
— Eu só usei o que tinha em mãos, Psyche.
O garoto se virou bruscamente para frente, fugindo do carinho de suas mãos, não saindo do aconchego que os braços de Tsugaru lhe ofereciam. Se limitou a encarar as flores, nada ali havia mudado enquanto eles se reencontraram, tudo permanecia tranquilo, assim como era a presença do loiro, o lugar onde moravam exalava paz. O que a presença do moreno fazia ali era desequilibrar essa serenidade, porém Tsugaru adorava tê-lo por perto.
— É primavera - comentou o loiro.
— Que bom que notou, ela fica mais sem graça a cada ano que passa.
— Mas você gosta dessa estação, Psyche. Sempre que entoo Hanafubuki Reflect, você fica quieto, é tão difícil te ver assim.
Aquilo desmoronara a fachada de irritado que o moreno criara.
— Então cante para mim.
E em pouco tempo, o cenário que a primavera criara no jardim deixava de ser entediante, não com a melodia que Tsugaru cantava, não. Aquilo, só de poder escutar a voz do loiro, Psyche tinha certeza de que a estação das flores chegara.
[ verão - shizuoxizaya ]
O céu estava nublado, o reflexo dele nos altos prédios espelhados deixava a paisagem ainda mais cinza do que comumente deveria ser, talvez fosse chover naquele final de tarde, algo que abrasaria aquela sensação de calor que tanto incomodava as pessoas. Era verão, e o mínimo que se podia fazer era agradecer as nuvens por terem sumido um pouco com os imponentes raios de sol. Não que ele fosse notar tal evento. Naturalmente ele era alheio a qualquer coisa que acontecesse a sua volta, eram raras as vezes que ele se enfezava com alguma coisa a ponto de comprar uma discussão.
Ele estava no fim de seu expediente, caminhando calmamente sobre a calçada, as mãos nos bolsos da calça, a vista em lugar algum enquanto se concentrava apenas em exalar a fumaça do cigarro que fumava tranquilamente. Não havia pressa ali, ele apenas desejava chegar em casa e tomar um banho refrescante. Só a ideia de poder sentir algo frio já o extasiava, aquele dia havia sido difícil e a temperatura não lhe ajudara muito.
— Ora, ora - comentou alguém a sua frente.
Se não reconhecesse aquela voz, talvez ele pudesse ignorar a pessoa caminhando passos a frente, talvez ele pudesse apenas continuar seu caminho e tomar seu banho quando chegasse em casa mas, naquele exato momento ele não ignoraria aquele que lhe dirigira a palavra.
Mas quem era mesmo o personagem principal?
— Shizu-chan! A quanto tempo! - cantarolou a pessoa, se aproximando do homem com um falso sorriso nos lábios.
Aquele que lhe chamara a atenção era ninguém menos que Izaya Orihara, o informante mais odiado de Ikebukuro e também, de Shizuo. Principalmente dele, o ódio que ele carregava consigo poderia ser quase tangível.
Como resposta ele apenas estalou a língua, fazendo uma expressão de raiva.
— O que eu faço com você para sumir de vez da minha vida? - perguntou num tom irritadiço.
— Me mate - respondeu levando o polegar direito até seu pescoço, simulando um corte fatal.
Shizuo o encarou, desacreditado.
— Como se isso fosse mesmo possível.
Seu sorriso se alargara.
— Ou eu posso te matar.
E de repente ele sentira algo frio rasgando sua pele, sumindo com aquele calor que predominava em seu corpo. Aquela sensação fria causara um corte em seu rosto, fazendo com que sangue escorresse. De repente, a temperatura acima do normal fora deixada em segundo plano em sua mente, ele havia encontrado um outro atrativo ao qual dar atenção.
— Pulga maldita - urrou arrancando do concreto uma placa de sinalização a arremessando contra o rapaz que lhe cortara como um taco de beisebol.
E ele acertara seu alvo.
Pela primeira vez desde que encontrara Izaya em sua vida, ele conseguira acertá-lo com um só golpe. O homem mais forte de Ikebukuro finalmente havia dado seu golpe certeiro sem que o informante desviasse.
Shizuo sentia uma plenitude que lhe era alienígena, como se não pertencesse a ele, tão enraizada em seus pensamentos a derrota estava, mas ali estava ele, Orihara Izaya, parecendo um inseto pisado, espatifado na calçada.
O dia continuava quente.
E uma risada grave era facilmente escutada pelas ruas mais longínquas de Ikebukuro.
[ outono - delicxhibiya ]
No outono o castelo parecia perder sua cores, não importava de quantas maneiras você o observasse, ele continuaria frio e sem graça. As altas paredes alvas contrastavam com quadros antigos e desbotados, volta e meia se via uma armadura completa mal polida ou um vaso longo com flores murchas, não que fosse por falta de cuidado dos empregados mas sim por culpa do mau humor de seu soberano. Hibiya necessitava de um bom motivo para pisar em seu braço direito quando ele voltasse de viagem.
No começo do outono, Delic costumava viajar para rever seus irmãos na cidade vizinha, uma longa viajem que demorava algumas semanas até que ele retornasse, e quando o príncipe o visse teria um bom motivo para culpá-lo por sua demora.
Era uma tarde ensolarada agraciada por ventos gelados quando Delic voltara. Andando pelos apáticos corredores, ele notara que o humor de Hibiya estava de mal a pior, visto que ninguém o recebera na entrada da mansão e no fundo, ele temia pelo pior. Se tinha algo que ele aprendera de sua convivência com o príncipe era respeitar o poder dele ou ser esmagado por ele.
Hibiya era o típico garoto mimado, tinha tudo o que queria, quando queria. Fazia o que bem entendia e se alguém o contrariasse, era melhor que a sorte estivesse do seu lado. Ele se lembrava amargamente da vez que foi arrastado pelo cavalo de estimação do príncipe, tudo porque o fizera passar vergonha na frente de seus convidados, ao corrigi-lo.
Ao pensar em convidados ele notara a falta de vida que se enraizava no castelo. Eram apenas ele, o príncipe e alguns poucos empregados a habitarem o local.
Soltando um suspiro, o galante loiro decidira mudar sua rota de busca, Hibiya estava se fazendo de difícil mais uma vez, com certeza estava no estábulo.
— Esta atrasado.
Seco e indiferente, como sempre.
— Eu acabei me atrasando, me desculpe, príncipe.
Delic não esperava palavras de carinho ou preocupação, mas fora surpreendido por braços magros circulando sua cintura, e ter o rosto de Hibiya enterrado em seu peito.
— Então faça valer a espera, vassalo inútil.
O loiro não conseguira conter o riso, afagando os cabelos escuros do outro.
— Então o que acha de um chá, você gosta de chás, certos?
Hibiya apenas acenou com a cabeça, se recusando a sair do lugar onde estava.
— Está decido, vamos para dentro, tenho muitas coisas para te contar!
— Como se eu quisesse saber da sua família de plebeus.
Um dos pontos positivos na convivência que tinham era a dele conseguir ler entre as linhas de tudo que o príncipe dizia.
— Sim, eu sei o quão fascinado pelo mundo dos plebeus você é.
O calor que aquecia seu corpo fora retirado bruscamente enquanto via o príncipe marchar em direção ao castelo.
Aquela fora uma recepção bem atípica e Delic torcia para que, com o passar dos outonos elas fossem ainda mais calorosas.

[ inverno - hachimenroppixtsukishima ]
A estação estava parcialmente cheia, não era horário de pico e poucas pessoas transitavam pelo local, ele pelo menos soubera escolher o melhor momento para se pegar o metrô. Observava o rapaz loiro do lugar onde estava. A bolsa em seu ombro pesava pelo número de cartas que carregava, eram tantas que ele já desistira de contar. Porém, não era o papel que pesava mas sim as palavras nele escritas. Tsukishima não as cansava de escrever, se elas pelo menos fizessem com que Roppi se distanciasse um pouco de seu interno desejo suicida já era alguma coisa. Não fazia ideia de como conseguia manter aquela pobre alma viva, aquela pessoa que tanto detestava pessoas.
Decidira ir de encontro à ele - por isso pegara o metrô para Shinjuku - para passar os cinco meses restantes do ano com ele.
Só havia um problema.
Tsukishima tinha um péssimo senso de direção. Olhava afobadamente as placas dispostas em uma determinada parede da estação, mas nada aflorava suas memórias. Não se lembrava da última vez que esteve na estação, só de ter passado os últimos meses do ano passado na companhia de Roppi.
Aquilo o deixava cada vez mais inquieto. As lentes do óculos começavam a ficar embaçadas pelo nervosismo que o fazia suar e respirar com rapidez, a baixa temperatura da estação condensava o ar fazendo com que ficasse parcialmente cego.
Cogitou a ideia de ligar para ele, tamborilando os dedos da mão sobre o celular de cor laranja, porém se lembrou que o moreno odiava que fizesse isso.
Pensamentos nervosos inundavam seu cérebro, isso até um dos vagões parar a sua frente anunciando o lugar para onde seguiria. Era aquele! Era aquele que ele deveria pegar! E, observando mais detalhadamente pode notar alguém incomum sentado em uma das primeiras fileiras, totalmente solitário. A figura esguia de pele clara encarava o chão apenas como um ponto de fuga para não ter de olhar ao seu redor, os cabelos negros escondiam seus olhos e a característica chave para que Tsuki pudesse destacá-lo estava ali, o característico casaco preto de gola felpuda e vermelha. Era Roppi. Ele estava ali, mas o pobre Tsuki não conseguia compreender o porquê do rapaz estar ali, esperando por ele - porque era o que parecia - sendo que ele queria fazer uma surpresa indo até Shinjuku.
O espanto era tanto que ele não controlou seus pés, correndo até o rapaz.
— Roppi! O que te trouxe aqui? - perguntou se sentando ao lado dele, que não esboçou emoção alguma.
— Você e o seu senso de direção - respondeu em um tom baixo.
Tsuki riu.
— Me desculpe por isso, mas eu não havia dito que viria. Como soube?
— Não sei, me deu vontade de pegar o metrô hoje. Algo me dizia que uma coisa boa iria acontecer se eu fizesse isso - murmurou se aconchegando na presença do loiro.
— Fico feliz de ter encontrado você, Roppi. Era isso ou me perderia antes de chegar á Shinjuku.
— É melhor eu te dar um GPS logo.
O loiro riu. Incrivelmente o timbre da voz de Tsukishima agradava os ouvidos exigentes de Roppi. Era como se aquele garoto alto de óculos, que tinha como passatempo se perder mudasse um pouco a perspectiva que ele tinha sobre as pessoas.
Aquele momento era um dos mais brilhantes na memória do moreno, como se fosse uma página rabiscada em um livro - onde estivesse escrito algo que ele odiaria esquecer. Aquilo acontecera numa tarde de inverno. As tardes de inverno eram as favoritas dele.
Eu não sabia que nome dar, não sabia mesmo, esses 'suplentes' não são necessariamente reais como seus personagens base, logo pensei em estática e bem, até que ficou diferente. E caso queiram saber um pouco mais sobre eles, sugiro darem uma olhadinha no tumblr da Kaori, onde a mestra explica tudo tim-tim por tim-tim. Originalmente essa sequencia se resumiria a WINTER, que foi a única para qual tinha feito o rascunho mas quando pensei em publica-la, pensei em adicionar mais alguns shipps para incrementar as benditas quatro estações. E por mais que eu não suporte shizaya, adorei retratá-los no verão [risada sádica] principalmente poder colocar Shizuo acertando uma tacada no Izaya, como eu adorei isso! Foi rápido e certeiro.
Obrigada por ler!
Marcadores: (apenas winter era realmente um rascunho), drabble collection, drrr, ineditas, rascunhos, verão

doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

arquivos gerais
※ fanfictions e marcadores
Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

(atogaki) sotsugyousei
※ blogues singulares e os créditos
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and glenthemes (google fonts, sadthemes) background made with nichi and fotor, color palette in coolors (timely!! album cover anri) icons by b-aware, annicon, animeicons, sundry, recadreuse, trilies, vuvuzela, dulcinea, hawkeye, 1000dreamers. thank u ♥ |
quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.