Fagulhas de algo inteiramente velho.
※ 21 de dezembro de 2018 (12:58 AM) + comentários (1)
Sabe, eu adoraria poder escrever coisas floridas, ter algo bonito e cintilante a declarar sobre esse ano que foi dois mil e dezoito, mas acontece que isso não será possível. Não pensem que estou fazendo o papel de uma pessimista amargurada, mas falo sério quando digo que meu ano não foi dos mais felizes, e se pudesse sintetizá-lo em uma palavra, eu diria que ele foi complicado. Emocionalmente complicado. Existiam dias bons, onde tudo prometia esperança e haviam os muitos dias onde eu mergulhava fundo na baixa autoestima, odiando tudo o que fazia ou deixava de fazer. Basicamente, eu pendia por esses dois lados, e tentava compreender um pouco de mim no meio desse processo, o que não fora uma tarefa fácil já que tudo o que eu mais queria nesses momentos era poder estar em casa. No meu quarto de preferência.Percebi que a minha experiência com o temido "primeiro emprego" não fora das mais felizes e isso só se agravara no meu segundo ano (esse bendito), quando não conseguia nem iniciar meu expediente sem deixar uma languida sequencia de suspiros, que se intensificavam em palavras ofensivas mentalmente dirigidas, sempre que aparecia algum freguês querendo me testar a paciência. Ignorei esses problemas por certo tempo, até me dar por vencida e com o apoio da minha família, decidir dar um basta naquela dor de cabeça.
Nunca cheguei a imaginar como seria me demitir pela primeira vez e foi uma experiência libertadora, principalmente quando o seu ambiente de trabalho deixa de ser sustentável para se tornar algo tóxico e insuportável.
E infelizmente, meu ano se resumiu a toda essa corrente interminável de irritabilidade, pois foram raras as vezes em que procurava tirar meus pensamentos de todas as coisas que me incomodavam no meu trabalho, e ter de dizer isso agora enquanto escrevo me parece um tanto tolo, mas acreditem que em determinados momentos me era complicado simplesmente deixar de pensar nisso.Dezembro chegou com um sopro de renovação. Podia estar dura e sem trabalho, mas dinheiro nenhum pagaria o sossego que eu tanto buscava quando saía de casa para me lascar naquela loja. Só de poder dormir tarde, acordar quando bem entendo, ler e ver qualquer coisa na televisão, sem necessariamente ter de me preocupar com algo. Ah meus caros, é algo tão bom de poder sentir e vivenciar novamente.
Não sei ao certo o que vem mais a frente, mas tenho a sensação de que será algo grande e promissor. E por mais que eu ainda me sinta perdida quanto ao que fazer com o tempo que tenho, acertando em alguns dias e oscilando no marasmo em outros, sinto que é o que devo fazer no presente momento. Refazer alguns passos, pesar alguns eventos passados, me perdoar e perdoar aqueles que me magoaram, pegar os meus pedaços e me reconstruir mais uma vez.
Isso acabou se tornando uma das minha maiores especialidades, afinal.
O suprassumo desse ano que está por acabar, destacado por frases que foram aleatoriamente lembradas.
- os poucos mimos que o salário pode pagar.
- ajudar em casa.
- os livros e as conversas que tive com o dono do sebo.
- só consegui terminar um livro.
- o céu do centro da cidade.
- sentimentos constipados.
- as pessoas boas que conheci.
- o meu sexto sentido existe e a intuição é real sim.
- poucas postagens pessoais no clube, poucos comentários.
- ter publicado grande parte dos meus rascunhos de 2015. YAY!
- SOUL EATER /jokejoke
- meus shipps e as fanfictions incríveis que encontrei deles (bkdk, Just Like The Comics, Don't Set Your Drink Down, The Space Between)
- os pequenos momentos de felicidade.
- FAMÍLIA.
- não li nenhum mangá novo, só acompanhei os que já lia.
- aprendi o básico de libras.
- consegui me livrar parcialmente das espinhas.
- um grande aumento da minha playlist.
- diediediediediediediediediediediewow
[ together - dezembro - os presentes de 2018 ]
Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva de incrízembro do Together, um projeto para unir a blogosfera! Para saber mais, clique aqui.
Marcadores: script fairy, temperança, thank u next, together, verão

doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

arquivos gerais
※ fanfictions e marcadores
Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

(atogaki) sotsugyousei
※ blogues singulares e os créditos
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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.