{ oneshot } Airplane.
※ 31 de dezembro de 2018 (3:59 PM) + comentários (0)
Um novo dia começa e com ele novos caminhos são abertos, ontem ouvi um conselho que dizia que devemos nos apaixonar pelo imprevisível e acho que essa é uma maneira interessante de se iniciar uma nova jornada, amando aquilo que não conhecemos antes mesmo de sabermos o que é de verdade. É isso que eu quero carregar para esse novo ciclo da minha vida que se inicia, e espero que tenham algo esperançoso para vocês também.Saboreiem o que está por se encerrar e tentem fazê-lo todos os dias, observando o céu e a natureza. Foi o que fiz nessa madrugada, terminando essa oneshot onde procurei colocar o sabor de algo novo - e procurar me convencer disso. Bom é isso, feliz ano novo pessoal!
[ airplane - renzouxizumo - ao no exorcist ]
Izumo Kamiki nunca se dera bem com datas comemorativas. O clima festivo, a união, a família, os sorrisos, abraços e tudo mais que viesse acompanhado dessas datas marcadas em vermelho vivo no calendário, como aquela ansiedade em antecipação, os planos frustrados, nada disso a atraía, sequer a comovia.
Não mais.
Houve uma época muito distante de sua vida em que ela pode presenciar e sentir um pouquinho desse gosto mágico que vem junto da neve branca. Onde sua mãe parecia ter a cabeça no lugar e sua irmã - sua doce e pequena Tsukumo - ainda sorria ao seu lado. Após isso um longo período negro se apossou de sua vida e tudo se voltava a um objetivo que no final, acabou sendo falho.
Ao menos ela redescobrira um lado seu que estava enterrado em baixo de muita dor, raiva e desejo por vingança. Izumo reaprendera a sorrir, a zelar pelos outros e tentar domar seu ego quando lhe era conveniente.
Mas agora, bem, agora ela estava decidindo qual shoujo levaria para passar a virada de ano. Não a entenda mal, aquela fora uma escolha que a própria fizera em meio aos muitos convites que recebera de seus colegas de classe - a maioria se reuniria no festival e depois seguiriam para lugares diversos mas ela não pensava da mesma forma - por mais que a situação fosse outra, certos hábitos não mudavam tão facilmente e o que Izumo queria para aquela passagem de ano era um momento glorioso sozinha, assim como ter tempo um momento de silêncio a mais para absorver e se sentir grata pela sua nova realidade, pelos amigos que conquistara nela e um shoujo seria uma ótima pedida para aproveitar esse momento, ela só não sabia qual. Ainda. As prateleiras daquela livraria estavam abarrotadas de opções possíveis e tentadoras. Alguns nomes lhe eram muito familiares, enquanto outros soavam vagamente conhecidos mas não eram aquilo que ela tinha em mente naquele dia especial. Era hora de algo novo e fora pensando nisso que encontrou dois títulos desconhecidos que pareciam cumprir com seu objetivo final.
O mais enfadonho talvez fosse o fato de seus gostos literários em nada se assimilarem a sua personalidade, ao menos aquela que mostrava ao mundo afinal, de que adiantaria manter sua alma romântica em um mundo que só sabia pisar sobre ela? Fora assim que decidira mudar, mesmo que sem querer e acabou por tratar aqueles que a desconheciam com pedras, afastando assim qualquer um que quisesse sua amizade isto é, caso esses estranhos não fossem fortes o suficientes para aguentar as pedras que ela atirava sem nem pestanejar. Ao menos assim seria caso alguém quisesse realmente conhecer o lado gentil de Izumo, aquele que se emocionava com seus shoujos e admirava vitrines caras com um olhar sonhador. Dessa forma se resumira sua tarde de compras. Quando se dera por satisfeita com suas escolhas, pedira por um café expresso naquela que era sua cafeteria favorita e que por vezes fora visitada na companhia de Paku, seguido de um delicioso crepe recheado de morangos que ela imaginou oferecer a Shiemi em algum momento, pensando que talvez a loira fosse gostar.
Quando deu por si, o céu já havia mudado de cor e a rua onde estava ganhava inúmeras luzes coloridas - o que significava que ela perdera tempo demais na sua aventura - era de se surpreender que tantos estabelecimentos estivessem abertos no último dia do ano, ainda mais naquele horário, ela nem sequer esperava encontrar a livraria aberta, muito menos os outros lugares pelo qual passara, talvez fosse algo que pairava no ar e nas decorações pelas calçadas.
Esperança. Renovação. Anseio por boas energias. Ao menos era isso que a dona da livraria a desejou quando lhe deu um pingente de origami, agradecendo pela compra que fizera.
Por sorte não tivera problemas para voltar a academia. As pessoas ainda começavam a sair de suas casas para o festival enquanto que ela voltava apressadamente para seu quarto. O cômodo estava da forma como o deixara antes de sair, com o detalhe de um bilhete sobre sua estante - provavelmente de Paku, que passaria a data com a família - um breve suspiro saiu de seus lábios, deixando as compras sobre a cama e seguindo em direção ao banheiro sem perceber que suspirara ao passar pelo batente da porta. Era chegada a hora do seu ritual. Ele não era algo monumental com oferendas, doces tradicionais e incensos, era algo mais simplório e o banho fazia parte dele. Lavar o corpo daquilo que não lhe fazia bem para no lugar, preencher com algo positivo. Desde que descobrira essa receita em algum lugar da internet, passara a fazê-la perto de datas importantes, para que algo bom sempre estivesse com ela. Quando era mais nova, imaginava que todas as cicatrizes que tinha brilhavam ao estarem submersas na água e ali ela permanecia, esperando que algo maior acontecesse. Claro que isso nunca acontecera de fato, com o passar dos anos ela aprendera que os benefícios daquele rito não eram visíveis a olho nu mas ao menos, aplacavam o desejo da alma.
De banho tomado, roupas novas, shoujos empilhados pelo tapete e alguns pratos de petiscos variados, Izumo se considerava pronta para começar seu segundo ritual da noite. Ler. Enquanto que Uke e Mike, raposas que estavam na sua família a gerações e que no presente momento, se recusavam a deixá-la sozinha naquela noite de ano novo. Ambos cochilavam tranquilamente, cada qual em um lado da exorcista em treinamento conforme um programa de variedades corria pelo televisor e páginas eram passadas pelos dedos dela, até que um som incomum fez com que ambas orelhas das raposas se atentassem, despertando-as. Era o som de uma porta sendo aberta, por mais que Izumo se lembrasse muito bem de tê-la deixado fechada - e mais importante, não haviam motivos para alguém aparecer ali, ainda mais naquele horário.
Ela se perguntava porque ainda se surpreendia com os atos de Renzo Shima afinal, ele acabara de entrar no cômodo em que estava pela porta do banheiro fazendo com que as raposas começaram a rosnar desconfiadas mas se mantiveram em seus lugares a pedido de sua mestra.
— Como chegou aqui? - perguntou desconfiada.
Para respondê-la ele mostrou uma chave que reluzia seu tom dourado na pouca luz do cômodo, com um terrível sorriso convencido no rosto. Se ela não estivesse enganada aquela chave não era dada a qualquer um.
— Uma chave de portais, mas você não pode usa-la para fins pessoais. Isso é comodismo demais, não acha?
— Eu não faço isso sempre e não é como se eles fossem tirá-la de mim - respondeu dando de ombros — Mephisto ainda precisa das minhas informações.
— Sei - suspirou, dando-se por vencida — pensei que fosse passar o ano novo com a sua família.
— Como se alguém fosse notar o meu sumiço - comentou com uma careta — Moriyama disse que você iria ficar sozinha essa noite.
Ela conhecia muito bem o rumo daquela conversa, ele sempre tramava meios dos dois se encontrarem em algum ponto.
— E você resolveu se aproveitar disso.
— É, não queria que você passasse o último dia do ano sozinha. Não é algo bom, sabe. O ano novo é para celebrar e você não parece estar fazendo nada disso, Izumo.
— Eu sempre fiz isso e nada estranho aconteceu.
O rosado suspirou pesadamente.
— Porque você tem que ser assim?
— Eu não sei. Eu só sou assim.
E realmente, existia algum motivo para ela ser diferente do que era? Ocorreram mudanças em sua vida, aquilo era um fato irrefutável mas nada que poderia mudar seus hábitos completamente. A presença de Renzo ali em nada poderia influenciar o contrário, ela só não esperava vê-lo agindo de tal forma.
Tão preocupado.
Uma coisa curiosa sobre o garoto de cabelos róseos era que ele conseguia ser imprevisível, sua lábia sendo tão enganadora quanto a de um político bem instruído e ainda assim, cheio de surpresas.
Como a caixa que até então não havia aparecido no campo de visão dela e aquele logotipo lhe era muito familiar.
— O bolo. Da minha doceria favorita.
Ele sorrira com olhar faceiro dela. Entregando o embrulho que fora rapidamente aberto, mostrando um bolo de confeitos lindamente decorado, clamando por uma mordida.
— Pratos. Eu já volto - murmurou se dirigindo rapidamente a uma dispensa.
Contraditoriamente ela não se sentia tão incomodada com a brusca invasão do outro, nem suas raposas se incomodavam com ele, estando próximas mas sem ser necessariamente para defesa imediata mas o único aspecto que não batia era o motivo daquilo tudo.
Estaria Renzo genuinamente preocupado com ela?
Quando voltou com os pratos e talheres, sua companhia já estava acomodada no sofá, totalmente desinteressado com o que passava na televisão e enquanto ela cortava os pedaços, ele decidira dar continuidade com a conversa que tiveram instantes atrás.
— Lembrei que você gosta daquela doceria cara e o bolo que tinha comprado para o natal acabou esmagado. Só foi chato ter que esperar naquela fila sem você do lado.
Pela primeira vez em algum tempo que ela não se atentara a contar, Izumo riu.
— Quando você vai parar com isso?
"De querer algo comigo? Por que ser tão insistente?", se perguntava mentalmente.
— Quando algo diferente disso acontecer.
Aquela era uma resposta quase aceitável.
— Fique quieto e aprecie o melhor bolo que você vai comer na sua vida, Renzo.
Fora a vez dele rir e por um breve momento tudo de caótico que rondava a relação dos dois fora deixado em segundo plano, em nome de um delicioso bolo confeitado.
Já devia ser tarde quando se sentaram na varanda, esperando pelos fogos de artifício tão característicos daquela noite. Não conversavam sobre algo, apenas observavam a cidade por entre os vãos de concreto, saboreando os pedaços remanescentes e quando algo surgia, eles conversavam.
— Só seja sincero comigo ao menos uma vez e me diga por que aceitou essa missão suicida de ser um espião duplo.
Ele tentou argumentar dizendo que sempre estivera sendo sincero com ela, mas olhando a expressão de Izumo, se deu por vencido.
— Porque agora eu sou livre. - respondeu encarando o horizonte brilhante.
— Livre. Preso pela cabeça e pelos pés, me diga como é essa liberdade?
Ele rira de seu comentário astuto. Ao menos nisso era algo que Izumo Kamiki nunca o frustraria.
— É a melhor coisa que eu poderia desejar.
— Como pode ter certeza disso?
— É excitante ver os dois lados de uma mesma moeda e ter a sorte de ver onde isso pode chegar. Uma pena eu não poder compartilhar tudo isso com você Izumo.
Ele parecia convicto do que dizia, não era uma mentira, Renzo estava sendo sincero.
— Eu me recuso a ouvir.
— Sabia que diria isso.
E de repente, cortando qualquer palavra que poderia vir de qualquer um dos dois, luzes coloridas banhavam o céu escuro daquela noite especial. Um momento para apreciar e ver as cores estonteantes passando pelos membros do corpo. Um olhar para perceber que sua companhia, que aquele idiota de cabelo cor-de-rosa, não estava olhando para a vastidão luminosa, exatamente.
— Feliz ano novo Izumo-chan. - desejara afagando os fios escuros dela.
E ela poderia cortá-lo com uma frase rápida, afastar sua mão oportunista de perto dela com um tapa, mas estava tão perplexa pelo gesto que recebera - pela noite toda em si - que apenas conseguiu desejar o mesmo á ele.
— Feliz ano novo Renzo.
Fora naquele momento que o celular dela decidira tocar inúmeras vezes, sinalizando a chegada de mais de uma mensagem. Lendo, Izumo pode ver que eram felicitações dos seus amigos. Ao mesmo tempo que Renzo recebia uma ligação e não parecia muito feliz ouvindo quem estava do outro lado da linha.
— Um dos seus irmãos?
— É, minha família pode ser enorme mas eles sempre me acham.
— Você é importante para eles, cabeça de vento. Não se esqueça disso.
— Claro que eu sou, é claro.
— Sendo sarcástico assim, é claro que vai continuar sendo.
Ao menos seu comentário conseguira tirar mais risos dele, enquanto se despedia e procurava por uma saída. E tão furtivamente como entrara, Renzo Shima saíra do cômodo em que estava, a deixando na companhia de suas raposas mais uma vez.
Os fogos de artifício já haviam cessado quando o rosado decidira partir, deixando Izumo com sua maratona de shoujos e duas raposas falastronas.
— O que foi agora Mike?
"Ele disse que o garoto não é tão ardiloso quanto parece", respondera Uke.
— É? Agora vocês querem ser os meus cupidos pessoais? - perguntou afagando entre as orelha de Uke.
"Não coloque palavras na minha boca garota! Só disse que ele estava sendo honesto em tudo que disse para você hoje", argumentara Mike, irritado.
Izumo se sentia pega brevemente de surpresa.
— Isso parece ser novo.
Assim como a habilidade que as raposas tinham de ler seu coração, enquanto domadora. Então, se Renzo estivesse sendo honesto-
"Ele gosta de você Izumo", terminara Uke o mais calmo dos dois, tendo um aceno de cabeça do esquentado Mike como veredito.
Aquilo mudava tudo afinal?
- Antes que se perguntem, Izumo e Renzo são exorcistas em treinamento. Ela é uma 'domadora' título que faz dela alguém capaz de invocar demônios e manipulá-los a bel prazer (sim, essas são as duas raposas Uke e Mike). Ele é uma cavaleiro, um guerreiro que luta na vanguarda e que também é um espião duplo. E aqui terminam os meus spoilars, para mais informações o mangá está por aí, online.
Já fazia um tempo que eu enrolava para ler AoEx, até que em meados do meio de ano eu resolvo lê-lo, e me arrependo por não ter conseguido comprar os mangás pois essa é uma série que vale á pena. Um dos meus arcos favoritos foi o que conta sobre o passado da Izumo, que acabou estrelando essa oneshot de ano novo [o-wow! veremos se faço disso uma tradição] onde procurei retrata-la da melhor forma possível, com uma dose de Renzo (se bem que esse shipp anda meio balançado comigo) porque eu adoro ele!- A princípio eu só tinha o nome da one (uma música que fala sobre se jogar no amor, do f(x)) e não sabia o que fazer com isso. Só queria algo pulsante, que motivasse quem lesse, mas acabou que peguei outra rédea quando coloquei a Izumo como estrela da história. Ufa! Ficou bonito para algo feito tão rápido, espero ter transmitido bons sentimentos aqui, é a primeira vez que faço uma oneshot tão especifica e que venham mais por aí!
Um próspero 2019 a todos nós,
Estejam felizes, seguros e saudáveis, caros colegas!
Marcadores: ano novo, aoex, especiais, ineditas, oneshot

doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

arquivos gerais
※ fanfictions e marcadores
Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

(atogaki) sotsugyousei
※ blogues singulares e os créditos
| anageek antique faerie d-strawberrypie dama de ferro estranho peixe hishoku no sora into the next night porcelana la petit souris limerence litorais nasetet soshyu necropsist tsuki no shita yokuboumugendai |
and glenthemes (google fonts, sadthemes) background made with nichi and fotor, color palette in coolors (timely!! album cover anri) icons by b-aware, annicon, animeicons, sundry, recadreuse, trilies, vuvuzela, dulcinea, hawkeye, 1000dreamers. thank u ♥ |
quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.