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Com amor, Vincent.

※ 31 de março de 2019 (9:05 PM) + comentários (2)
Eu gostaria de dizer que sempre admirei a arte de Van Gogh, mas caso o fizesse estaria cometendo um erro, pois ele só fez parte de um breve momento da minha infância, quando aprendi sobre sua história - ou melhor dizendo, seus quadros - nas aulas de arte do pré. Porém, aquela altura eu não compreendia sua grandeza, aquele era apenas mais um conteúdo a ser aprendido - então refazíamos seus quadros mais famosos. Eu mesma o fiz, sem ter a menor noção de como usar pincel e tinta. Acabei ficando com seu auto-retrato (porque eu queria 'Os Girassóis' mas faltei no dia de escolha, então sobrou esse) e como eu odiava aquele retrato. E fora encarando essa "releitura" feita por mim que terminei o filme que contava um pouco mais sobre a morte do pintor.

E eu percebi que aos sete anos meu talento (e visão) para a arte era algo questionável.


Haviam anunciado a um ou dois anos a respeito da criação de um filme sobre Van Gogh composto inteiramente por pinturas. Lembro de ter visto a matéria em um noticiário noturno e ficado meramente curiosa - nunca tive uma relação tão forte com ele, mas gostava do estilo com o qual pintava seus quadros. E heis que a Netflix lança o bendito em seu catálogo e resolvo conferi-lo.

Pela primeira vez eu não aprendi sobre quadros mas sim, sobre o artista por detrás de sua obra - o depois da morte do pintor e como sua frágil existência colidia com as pessoas com as quais cruzava. É algo tão bonito, ver as pinceladas mudando a cada movimento, a cada mera fumaça sendo emitida de um cigarro - é estonteante mas me peguei pensando o quão trabalhoso fora fazê-lo. Na matéria, os pintores ficavam em pequenas salas que os separavam, apenas com o cavalete tintas e tela, acompanhados da cena que iriam reproduzir.

É tão triste ver o valor que atribuem a alguém depois de sua morte. Ele apenas vendeu um de seus oitocentos quadros em vida - apenas um - e depois de não mais a esta terra pertencer ganhara o nome de 'pai da arte'. Um homem tímido e gentil, alguém que pintava na chuva e via qualquer mero detalhe com atenção e carinho. Alguém que era ridicularizado pelos outros sendo chamado de louco, alguém um tanto quanto incompreendido.
De diversos pontos de vista, Vincent Van Gogh era alguém promissor que iria mudar o seu mundo com pinturas, mas ainda assim era alguém triste procurando por uma forma de se curar.

E me tira um sorriso poder ver essa breve estória contada por pinturas no estilo que ele tornou seu. Afinal, porque se importar com a o motivo da morte dele? Porque não se lembrar com carinho do que ele fez em vida e amargamente admirar seus quadros? Acho que agora eu não só o admiro como pintor, como também pessoa.

Um pouco tarde, admito, mas é sempre bom trabalhar com óticas diferentes, penso eu.


Teve uma comediante de stand-up chamada Hanna Gadsby que comentou sobre ele em seu show "Nanette". Em meio a piadas sobre sua sexualidade data a sua formação em 'História da Arte' expondo suas críticas pontuais sobre determinados artistas e quando menciona Van Gogh, a emoção com a qual ela conta sobre ele é tão forte - de como o remédio que ele ingeria o fazia enxergar a cor amarela com mais intensidade e por tabela, essa era uma cor predominante em seus quadros. É um show diferente de muitos stan-ups que já vi. Apresenta um conteúdo mais sério e pessoal em meio a piadas preparadas minuciosamente para fazer o público rir - e geralmente com teor auto depreciativo.

"Ele não pintou só os girassóis, mas fez vários retratos de psiquiatras. Não de psiquiatras aleatórios, mas dos que cuidavam dele, que o medicavam e curiosamente, em um desses quadros o médico segura uma flor, e não é um girassol. É uma dedaleira. E essa dedaleira faz parte de um medicamento que Van Gogh tomava para a epilepsia. E esse remédio derivado de dedaleira quando ingerido em excesso faz com que a pessoa perceba a cor amarela com mais intensidade que o normal. E hoje nós temos os girassóis precisamente porque Van Gogh se medicava."

"Sabem por que temos os girassóis?

Não é porque Vincent van Gogh sofreu. É porque Vincent van Gogh tinha um irmão que o amava.

Durante toda a sua dor, ele tinha alguém que o ligava ao mundo. E esse é o foco da história que precisamos.

Conexão"
Hanna Gadsby, Nanette.

Caso lhes interessem, o motivo do filme são as cartas que Vincent e o irmão trocavam enquanto vivos, vocês sabiam que ele tinha esse hábito? Por conta delas ele fez do carteiro da cidade onde morava um grande amigo, visto o número de cartas que ele escrevia ao irmão.

O longa tem uma hora e pouca de duração e caso tenham curiosidade de saber algo sobre quem foi Van Gogh, eu recomendo assistirem "Com amor, Van Gogh".


He was a quiet soul, with beautiful paints.
[ watermelon ]

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