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As histórias de um certo viajante.

※ 11 de abril de 2019 (4:56 PM) + comentários (0)
Em quatro de abril completei uma série de cinco volumes chamada "Children of the Sea", escrita por um autor de nome Daisuke Igarashi. E somente o fato dela ter sido um tanto demorada - a comecei em setembro do ano passado para terminá-la agora - já deveria me deixar contente, pois do jeito que minha situação financeira está ficaria complicado mantê-la. Só que, essa foi a segunda série que terminei desse autor e, por algum motivo, passei a admirar sua arte sem nem ao menos conhecê-lo.

Era algum feriado, lembro do movimento na loja estar fraco a ponto de não entrar nenhum cliente. Fora naquele dia nublado e sem nenhum carisma que gastei uma grana a mais numa capa linda e um nome misterioso. 'Witches'. Majo. Bruxas. Apenas dois volumes contando histórias curtas e longas sobre, bem, bruxas mas fugindo convencional. Povos distantes são citados, culturas tão ricas quanto cultuadas por povos pequenos são semeadas nas palavras e traços desse autor que, transforma uma palavra que causa diversas reações nas pessoas, algo tão contemplativo.


As bruxas ainda são mau faladas e carregam uma corrente de desdém tão grande e pesada quanto a sua história, mas Daisuke além de expor esse lado da sociedade coloca o outro lado da moeda com uma sabedoria anciã - de tempos longínquos que as bruxas carregam. Conhecimento esse que alguns respeitam e outros fingem que não existem. De todas as histórias contadas nesses dois volumes me agrada mais a da Mira, uma mulher que vivia isolada de uma vila no topo das montanhas na companhia de uma garota chamada Alicia.

Mira descobriu que uma grande mudança se aproximava da Terra e que ela causaria enormes transtornos a humanidade, tudo apenas com conhecimento próprio, observando as mudanças climáticas e sinais da natureza. E em meio a homens de fé, ela provara a sua verdade e salvara a Terra. Uma bruxa, salvara a Terra.


Esse é um breve resumo do que acontece no conto de "Pedra Genitalix", o último dos sete contos separados em dois volumes, as imagens que usei para adorná-la fazem parte de a "Ladra de Canções" outro conto misterioso que me trouxe a mente algo que sempre estranhei - o fato de darmos nossos nomes a estranhos tão facilmente.

"Você tem que usar o seu próprio corpo,
para ter consciência e perceber o mundo que a rodeia"
Witches - vol. 2, Mira

E nós somos uma pequena engrenagem, um grão de areia, em meio a isso.

E se 'Witches' me deixou surpresa, imaginem como não fiquei quando encontrei outra coleção do autor custando o dobro do preço?


Em uma, Daisuke mostrou o conhecimento feminino e o poder que 'elas' carregam. E em outro, o quão vasta é a sabedoria do mar.

O mar é um berço de mistérios e beleza, sempre fui muito encantada por ele principalmente por morar em uma cidade praiana, mas sinto que não consigo aproveitar tudo o que ele pode me oferecer de conhecimento. Em 'Children of the Sea' são contadas dez histórias de pessoas do mar - gente que pesca para sobreviver e tem ela como tradição, que mora próximo dele e tribos de ilhas isoladas, todas elas tem algo inusitado a relatar e em todas essas pessoas se vê o respeito que têm pelo mar. E existem duas crianças que vieram dele, nasceram nele e que guiam a curiosidade daqueles que só sabem viver em terra firme. A princípio o mar parece ser a única coisa a ligar esses dois pontos mas, com o decorrer da trama meticulosamente tecida, se percebe que um necessita do outro para fazer sentido. Se não houverem mitos e lendas, como nós iremos aprender sobre o mundo, como iremos compreender o oceano?

É uma jornada fantástica, o cuidado para retratar o cenário marítimo é tão minucioso que dá a sensação de fazer parte dele e estar imersa no mais profundo oceano, com diversas espécies de peixes, crustáceos, mamíferos e demais espécies de animais marinhos. É incrível se sentir parte do berço da vida, mas nem todos são realmente parte disso, a natureza seleciona aqueles que a conhecem profundamente e sabem de seus segredos. Isso me faz questionar se eu poderia ser um deles.


Caso leia, você também pode se ver nos lugares de Jim e Anglade, ambos tão curiosos sobre esses segredos ancestrais. Um cuidadoso demais enquanto o outro é incisivo em excesso. Ambos tiveram fins aquém se comparados a Ruka, a escolhida por Umi e meramente aturada por Sora - as tão preciosas crias do mar.

A forma como Daisuke lida com o mar e faz dele sua morada de histórias é tão sedutora quanto a dança sinuosa de uma serpente, ela te fascina e atraí sua atenção, te envolvendo de tal forma que se perde o caminho feito para chegar até onde se encontra, mas isso é um problema do leitor - se permitir seduzir mas não se embriagar em meio a isso - se não, em algum momento a canção estará perdida de novo e você nem sequer saberá que a ouviu. Ela é cantada sempre, pelos seres do mar e que volta e meia os humanos tentam traduzi-la para línguas faladas em uma forma de eternizá-la.

"Dizem que é a canção mais antiga da ilha.
Uma canção para guiar os mortos, para que eles não se percam de seu caminho.
Cantam quando alguém sai do barco para o mar, para que retorne à ilha em segurança.
A canção das estrelas, que se torna a guia da viagem."

"Da estrela. Das estrelas.
O mar dá vida.
As pessoas são o leite.
O céu é onde se brinca."
Children of the Sea - vol. 2

Essas são as emoções que senti, traduzidas em palavras das obras de Daisuke Igarashi.

Ao menos essas foram as traduzidas para o Brasil pela Panini, procurando mais fundo descobri outras ainda mais interessantes. Assim como encontrei uma notícia maravilhosa de que "Children of the Sea" será adaptado¹ para um filme²! Então caso você meu caro leitor, tenha ficado curioso sobre o mar mesmo que um pouquinho, aguarde ansiosamente por esse filme que está planejado para ser lançado em 7 de junho ainda este ano no Japão.


See ya' another time!

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