A filosofia das preciosidades humanas.
※ 19 de julho de 2019 (4:34 PM) + comentários (0)
Tirando o frio de julho, sinto que este mês ainda está guardando surpresas na manga, digo tem aquele negócio de mercúrio retrógrado e uma cacetada de coisas a serem revistas mas realmente, sinto que esse mês está me testando de alguma forma. Porque eu não esperava ser chamada para trabalhar quando fui no sebo segunda-feira, e muito menos que nos meus primeiros dois dias eu me veria em cenário muito semelhante ao do meu emprego anterior mas com certas diferenças. É que trabalhar com vendas não é algo que difere muito mas os clientes, bem esses mudam drasticamente e aqueles que vão ao sebo (você já viram a nota de quando o Brasil ainda se chamava "República dos Estados Unidos do Brasil"? Ela era muito semelhante ao dólar e era laranja!) são mais agradáveis de se lidar. Ao menos é uma experiência mais "agradável" a meu ver.Como vou ficar por lá apenas uma vez na semana não temo que vá alterar o ritmo de postagens por aqui, apenas a minha forma lidar com as edições. Well, demorei uns vinte minutos para escrever esse parágrafo aqui, agora fiquem com a postagem temática do Together!
[ julio - o que é precioso para você? ]
Enquanto matutava um título para esta postagem, até pensei em fazer referência a músicas como Don't Throw All My Legos (AJR) e Caught On The Middle (Paramore), mas percebi que elas não sintetizavam muito bem o que eu queria dizer aqui (por mais que adore essas músicas). Então heis que um programa da madrugada me lembrou que um dia eu gostei muito de filosofia e bang!
Objetos pequenos sempre me fascinaram. Fossem brinquedos, chaveiros ou apenas coisas brilhantes. Eu queria poder ter todas essas miniaturas pois elas eram tão pequenas e delicadas, ocupando um espaço pequeno dentro de uma caixa. Por isso, quando nova eu tinha o costume de furtar essas pequenas coisas. Era uma vontade incontrolável que me fazia querer tê-los mais do que qualquer outra coisa - e me fez contente ter visto essa sensação descrita com tamanha clareza em "O Homem de Giz" de C.J. Tudor. Ainda guardo um livrinho de plástico azul, menor que o meu polegar que tem um compartimento interno, que peguei discretamente da antiga brinquedoteca do fundamental, lá tinham tantos brinquedos pequenos e adoráveis. De alguma forma, esses pequeninos ocupavam algum espaço em mim, eram os meus tesouros inestimáveis, mas isso até eu perceber que furtar e pegar coisas da rua só por chamarem a atenção não serem ações muito bonitas.
Depois de alguns anos esse fascínio por miniaturas cedeu, assim como a vontade de ter brinquedos e brindes de ovos de páscoa. Com o tempo eles perdiam o sentido e eu nem brincava com eles, apenas os admirava e arrumava em uma caixa, como as preciosidades que eram.
Assim sucederam as paixonites do pré ao fundamental, que ocupavam um espaço considerável em minha mente romântica, e a minha vontade de querer ajudar os poucos amigos que tinha em tudo o que podia. Até mesmo colecionar pulseiras e cores de esmalte ou me aprofundar meramente no esoterismo de ler mãos e anotar poções em um livro com fundo falso- com o tempo, esses pequenos detalhes que em um momento me eram importantes, também perderam seu sentido.
Foi então que percebi o quão valiosos são os momentos e o quão felizes eles me fazem, mesmo quando são apenas lembranças. Conforme fui crescendo e sentindo o efeito de diversas ações minhas, percebi o quão importantes ele são, porque diferente dos pequenos objetos, eles não se repetem e muito menos permanecem intactos em uma caixa - eles fluem. E dependendo da intenção colocada neles, geram grandes ondas de retorno.
Lembranças são o meu mais precioso tesouro. Elas me trazem algo bom de um tempo onde tudo o que eu sabia era aproveitar o que tinha a minha frente. Fosse uma emoção, uma viagem de caminhão ou inventar o que fazer numa tarde solitária em um sítio. Elas geralmente são amarelo-alaranjadas e me lembram de apreciar os bons e maus momentos do agora.
Mesmo que seja editando textos pelo celular ou em frente ao computador. Porque querendo ou não, os meus textos e fanfictions também são preciosos para mim, coloco afinco neles e dou importância a sua existência, para que possam expressar o que muitas vezes não consigo dizer com palavras. O Doukyuusei é precioso por si só!
Nos últimos anos (acho que desde que criei uma conta no we heart it), tenho guardado um apreço tão grande por palavras pouco usadas e seus significados, por histórias e imagens bonitas, desenhos bem feitos - a ponto de ter eles como um pequeno tesouro encontrado. Como ágape (em grego "αγάπη", transliterado para o latim "agape"), sophrosyne (do grego "Σωφροσύνη", transliterado sôphrosýnê: "moderação") e shiawase (do japonês "幸せ", hiragana "しあわせ"), per exemple. Separadas e sem se saber de sua origem ou significado, são apenas palavras que não existem no português mas, quando compreendidas ganham um brilho completamente novo!
Costumam dizer que ágape significa amor mas penso que ela vai mais além, afinal os gregos tinham mais de uma palavra para se referir a esse sentimento que é o amor, assim como os japoneses - gosto de pensar em ágape como um amor maior, aquele que temos conosco naturalmente, sem necessitar ser direcionado a alguém especifico, incondicional; que na minha cabeça se liga a sophrosyne que significa moderação e bom senso, ela sozinha representa encontrar equilíbrio entre ações e pensamentos, um bem estar que resulta em alegria pois os defeitos já não ocupam um espaço necessário na mente para distorcerem o que está ao seu redor; resultando em shiawase que segundo os japoneses, é a felicidade que sentimos em longo termo durante a vida, sendo mais profunda que ureshii (嬉しい) que faz referência a uma felicidade temporária.Penso nisso como uma forma de me lembrar de alguns detalhes necessários, para não deixar que um dia que não foi tão bom me abalar por tempo demais, para não esquecer que perder tempo em apatia não traz benefício algum.
E não são somente essas palavras! Existem muitas outras, um mundo de palavras em desuso mundo afora aliás, vocês sabiam que eira é uma palavra galesa para neve? E que Mandalay (que por acaso é o nome de herói da Shino Sousaki (bnha)) é o nome de uma cidade da Birmânia?
Parando para pensar o próprio conhecimento me é precioso, uau! Mas, voltando um pouco as raízes, hoje o que me é precioso é poder viver com o meu pai e a minha irmã. Mesmo nada sendo perfeito, mesmo sendo difícil. Poder existir junto com eles é o que me faz ser eu, enquanto procuro deixar as minhas manias e tiques para trás, buscando melhorar a mim mesma.

Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva de Julio do Together, um projeto para unir a blogosfera! Para saber mais, clique aqui.
Marcadores: inverno, script fairy, temperança, together

doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

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Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.