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{ drabble collection } Odyssey.

※ 23 de julho de 2019 (1:48 PM) + comentários (0)
Aqui estou eu fazendo algo que imaginei que demoraria mais algum tempo para se concretizar de fato. Acontece que além de todas as fanfictions que tenho publicadas e rascunhadas, volta e meia calhava de surgir algo que não se encaixava em nenhum shipp/personagem, algo único que eu sempre deixava no fundo do meu bloco de notas - os meus esboços originais. E para livrar espaço no bloco de notas (e também na minha consciência) vinha pensando no quão bom seria poder publicá-los aqui, só não tinha ideia de como o faria, já que são ao todo vinte textos. Então heis que me vem a mente a ideia de juntar tudo de uma vez e fazer uma coleção fuleira, e aqui estamos nós.

Podem esperar de tudo, textos longos, curtos e alguns que dariam um bom livro infanto-juvenil. Aqui estão todos os meus esboços desde 2014 - separados por ordem cronológica e notas de rodapé, porque sou dessas.

"A spiritual quest is an example of an odyssey."

24102014 Hm, se não me engano esse foi um spin-off de uma das minhas primeiras histórias originais que até o momento, se chama "Adorable" e eu descobri que sumi com ela lmao mas como eu não conseguia dar continuidade a ela, ficou engavetada. A ideia para esses spin-off veio literalmente do nada, só imaginei uma consulta no médico dando errado.

A atmosfera era pesada e a tensão poderia ser facilmente pega no ar do consultório onde ela estava. Era apenas uma consulta de rotina, nada demais, embora o silencio que o médico lhe dera como resposta ao resultado do exame a deixasse cada vez mais ansiosa.

— E então doutor?

Mais silêncio, sua resposta estava nas mãos do médico, mas a expressão em seu olhos dizia outra coisa.

— Senhorita, me desculpe por isso. Eu adoraria poder lhe dar uma boa notícia sem grandes ressentimentos mas-

— Mas?

— Seu exame não foi um dos mais felizes, o que é raro em uma situação como essa.

— Assim você me deixa ansiosa! Diga logo, parece mais que vou morrer!

O médico se surpreendeu.

— E vai.

— O que?

— Isso mesmo senhorita. Em seu exame descobrimos que esta com uma doença incurável dentro de si. Nós não podemos fazer muito para amenizar os danos.

— Isso é sério?

— Sim, eu estimulo poucos meses de vida.

Um grande balde de água fria encharcava seu corpo, deixando pequenos pontos de calafrio que possuíam seu corpo, pouco a pouco. Assim como a certeza que pareciam irreal se tornava cada vez mais concreta em seus pensamentos.

— Estamos a sua disposição caso necessite.

— Claro.

— Anne, nós-

— Não, tudo bem. Eu preciso de um pouco de ar. Eu-

Anne pegou sua bolsa e saiu em direção a porta. Estava atônita, os olhos sem foco. Não tinha digerido a noticia ainda, também pudera, ninguém digeria um anuncio de morte exposto na sua cara. A recepcionista lhe direcionou um olhar triste, quem mais ali sabia daquilo?

Os rostos a sua frente a deixavam enjoada. Abriu a bolsa em busca de algo que pudesse distraí-la, talvez musica aliviasse sua mente, um pouco.

A quem estava enganando? Suas pernas estavam bambas, precisava se escorar em algum lugar, mas sentia que se o fizesse não levantaria mais. Queria chorar, queria se esconder. O que faria agora?

— Ann? - alguém lhe tocou o ombro direito.

Se virou bruscamente reconhecendo parcialmente de quem se tratava.

— Matt! - finalmente, ela se agarrou a ele.

Seu corpo doía, seu coração estava em frangalhos. Agarrou os braços de Matt como se fosse a última vez que o veria.

Nem se passava pela sua cabeça que ele, justo ele, fosse se lembrar dela. Quase nunca se falavam, mas sempre tiveram boas conversas, até que ele sumiu. Agora ela chorava compulsivamente agarrando com força seus braços. Havia achado seu porto seguro.

— Ann, o que houve- você esta chorando?


07042015 Outra que não me lembro exatamente o que me levou a escrevê-la, só me lembro da imagem de uma garota em uma livraria sumindo do nada e, bem saiu isso que se eu trabalhasse mais daria um livro! Mas sabe, criar uma mitologia de dragões bem feita é trabalhoso ah-haha.

O céu girava enquanto a garota de cabelos ruivos admirava a nuvens de algodão que o decoravam. O único porem era a enorme dor de cabeça que lhe assolava, ela não entendia muito bem o que se passava. Em um momento estava tranquila em uma livraria, comprando livros sem se importar muito com o quanto gastaria. Agora, se via embaixo de uma enorme e robusta árvore, com enormes galhos recheados de folhas verdes. Algo bonito de se ver. Em uma imagem. Vivenciá-lo eram outros quinhentos.

Uma sensação desconfortável tomou conta de seu ser, algo que começara na boca do estômago e que agora começava a se apoderar de seus pensamentos. Onde estava? Que lugar era aquele?

Ela não sabia. Não fazia ideia de como chegara ali, era algo estranho.

O sentimento de insegurança a deixava cada vez mais aturdida, olhava de um lado a outro, captando cada informação que sua mente era capaz de processar daquele lugar. Não reconhecia nada. O cenário mais parecia ter sido retirado de um livro medieval. Da natureza rústica as arvores, o local em si parecia ser perfeito demais para ser real.

Onde ela estava?

A mera ideia de dizer algo a procura de uma resposta não parecia inteligente, o lugar parecia estranho demais para tentar a sorte. Ela estava nervosa, e não ter nenhum senso de ação só piorava o seu estado naquele momento.

Ela precisava voltar para a livraria. Só não sabia como o faria, ali onde estava não era o seu lugar.

"Não diga isso criança. Se você esta aqui significa que deveria estar aqui, em algum momento", disse uma voz suave lhe invadindo os pensamentos, como o começo de um nevoeiro, sorrateiramente se aconchegando em sua mente. Aquilo a princípio a assustou, mas aos poucos, se sentia relaxada o suficiente para procurar a origem daquela voz.

O cenário a sua volta não mudara. Árvore, gramado, mais árvores, pelo que podia calcular estava em uma área alta e deveria ter alguma coisa abaixo, mas era complicado distinguir o quê era pois uma neblina embaçava sua visão.

Neblina? Pelo que se lembrava não havia nada do tipo antes-

"Não se sinta assustada criança, nada de ruim vai lhe acontecer, a menos que eu esteja por perto", a voz disse novamente, em seus pensamentos. Sua garganta secara ainda mais do que podia imaginar mas ela se forçara a articular algo.

— Quem esta aqui?

Ela não esperava ser surpreendida por uma sombra que era maior do que sua própria estatura. Era difícil dizer com exatidão o quê estava ao seu redor, a cercando como uma presa indefesa. A única certeza era de que era algo grande. Muito grande.

Haviam olhos enormes a observando, globos do tamanho de bolas de demolição de um ouro derretido que a faziam tremer dos pés a cabeça. Imaginar o que estava ali, bem ao seu lado era quase impossível e isso a assustava. Onde ela poderia estar?

E tão rápido quanto tudo aquilo acontecera ela conseguia ter a dimensão de sua companhia misteriosa.

Um ser de corpo reluzente e quase translucido, com asas enormes, garras assustadoramente grandes que davam facilmente o comprimento de seu braço e sua cabeça estava direcionada aos olhos assustados dela.

— Um dragão? Como pode isso, eu- onde diabos eu estou?

"Tente falar menos com suas cordas vocais, criança. Eu posso lhe entender muito bem sem você fazer uso delas", os olhos de ouro líquido pareciam lhe dar uma bronca enquanto sua voz era entendida por meio dos pensamentos.

— Desculpe - disse em um tom baixo — Mas como faço isso, exatamente? É só pensar o que quero dizer, é isso?

O dragão assentiu.

"Dessa forma?", tentou.

"Exatamente, não doeu, não é mesmo?", o dragão parecia rir, "Tente se comunicar assim por enquanto, temo que outros podem te ouvir".

A afirmação alarmou a garota.

"Outros? Existem mais dragões?"

"Sim, alguns não são amigáveis como eu mas todos me respeitam. Por isso, não tema a minha companhia. Se você foi trazida a essa terra tem um motivo para isso, como anciã é meu dever entender o porquê"

Os cabelos ruivos da garota se arrepiavam a cada palavra trocada. Era impressionante, ela não conseguia acreditar em seus olhos, não conseguia entender como estava conversando por telepatia com um dragão, uma criatura que ela só via em histórias.

Agora dragões existiam.

"Anciã? Quem exatamente é você e porque estou aqui? Eu só quero voltar para a livraria, não entendo que diabos faço aqui"

"Tenha calma, eu também não tenho todas as respostas mas meu cargo me faz buscá-las. Sou a anciã de todos os dragões desse vale, por isso é meu dever saber e poder guiar meus seguidores", a dragão suspirou.

"Então você não sabe o motivo? Se aqui só existem dragões é muito estranho uma humana estar aqui, não concorda? Existe alguma coisa para lhe auxiliar?"

O ser grandioso parecia suspirar.

"Vamos por partes, creio que temos muito a aprender, criança"


— As marcas em seus braços, nos seus dois braços, isso- sua danadinha! Você provou sangue de dragão. Não, melhor ainda, é uma conjuradora. Uma bruxa. Caramba, você é uma bruxa de verdade!

— Calado! Não diga isso, você não deveria saber disso.

Bruxos comuns usavam varinhas para fazer seus feitiços serem reais - precisavam de um canalizador de energia forte o suficiente para aguentar o peso de suas palavras e vontade colocada nelas. Ela nunca precisara disso, suas mãos eram sua fonte inesgotável de magia, fora Eira que a ensinara como usar seu poder. Fora ela que a salvara das portas da morte, ela que a ensinara tudo o que sabia. Seu reino não existia naquela realidade então, como ele saberia?

— Só quem lida com dragões é capaz de saber disso. Eu nunca pensei que viveria para ver isso mas aqui esta você, uma bruxa com sangue de dragão em suas veias. Uma imortal.

— Calado. Nem mais uma palavra.

— Como conseguiu isso? Os dragões foram extintos a séculos, não existe mais um resquício de sua existência que não seja papel - seus olhos a analisavam minuciosamente - e você não parece ser velha o suficiente para ser imortal.

Faziam-se seis meses desde que retornara a sua realidade, ainda era difícil deixar certos hábitos de sobrevivência de lado tão facilmente. A realidade de Quordia parecia ter durando tanto tempo, era difícil acreditar que fora somente uma questão de dias.

Ainda assim, não era qualquer pessoa capaz de ver a nova forma de suas mãos e ante-braços. Seus familiares se preocuparam com ela, não com as cicatrizes que deixavam seus membros negros e seus dedos distorcidos.

Aquela pessoa era diferente.

— Como você sabe disso tudo?


14082015 a.m. Lembro de estar esperando a aula de espanhol começar quando uma música da Pitty me veio a cabeça e surgiu esse texto, queria expressar como é chorar por algo importante, assim como a música o fazia.

Era uma quarta-feira. O terceiro dia útil da semana, aquele que guardava uma de suas aulas favoritas da grade - aulas essas que a garota insistia que deveriam preencher um tempo maior do que apenas duas aulas na semana. Deveria ser por volta das onze da manhã. Ela rabiscava algo distraidamente sobre a carteira, enquanto ouvia a professora explicar algo sobre as vanguardas artísticas brasileiras - era um conteúdo um tanto monótono, mas que deveria ser ensinado, já que a mulher alta amava insistir que o componente de Artes é algo muito importante na vida das pessoas, tão importante quanto a matemática. A garota gostava dessa matéria, não era um supérfluo, como muitas pessoas ao seu redor gostavam de frisar. Ela conseguia enxergar o que sua mestra via, quando dizia que a arte faz parte da vida e conta a história, não era apenas desenho livre. Ela ia além.

Tão além que agora ela estava prestes a comentar algo quando seu celular vibrou sobre a mesa. Ela tinha ciência de que celulares não eram permitidos em aula, mas algo lhe dizia que era bom deixar ele a vista naquele dia.

Era uma ligação. De um número desconhecido.

Seus olhos voltaram ao quadro negro, ninguém havia notado o que acontecera e ela bem que poderia ignorar aquela ligação desconhecida porém, mais uma vez, algo lhe dizia que era melhor atender aquela ligação. Com certo desconforto, pediu licença a professora para ir ao banheiro.

Enquanto caminhava pelos corredores, atendeu a ligação.

E antes mesmo que pudesse dizer algo, uma voz feminina contida se fez ouvir do outro lado da linha.

— Espero que seja você a filha do senhor Valentine.

Aquilo era estranho, ela não reconhecia aquele timbre, seu estomago congelara em apreensão.

— É ela. Quem gostaria?

A voz pareceu tomar fôlego.

— O senhor Valentine. O seu pai, ele. Ele chegou no hospital pela manhã mas não resistiu. Ele. Ele faleceu, senhorita.

— O quê?

— O seu pai faleceu.

"Isso é sério?", como algo assim poderia acontecer do nada? Pelo que ela conseguia se lembrar ele estava bem pela manhã, eles tomaram café da manhã juntos, não havia nada de errado com ele.

Então como?

Como?

— Senhorita?

— Sim.

— Você tem algum responsável com o qual podemos entrar em contato? Encontramos o seu número por acaso, e creio que não era para você ter me atendido, certo?

Contato? Quem ela poderia indicar? Porque o ar não fazia seu percurso corretamente, ela se sentia sufocar.

— Minha avó.

Ela não conseguia processar metade da conversa que tivera com aquela voz, tudo parecia nublado e o corredor parecia se prolongar cada vez mais. Onde diabos estava o banheiro?

"Seu pai faleceu"

A porta de tintura descascada estava a sua frente. Suas mãos tremiam. O ar estava pesado. Sua vista, trêmula. Ela estava chorando.

Tudo que conseguira fazer fora se encolher ao lado da pia e chorar algo que ela não tinha ideia de que guardava dentro de si.

Ela acabara de perder seu pai. Seu coração doía. O que ela faria? Eles nem ao menos conversaram uma última vez.

Seu corpo encolhido tremia.

Lágrimas sem fim corriam pelo seu rosto.

Ela sentia que uma parte de havia sido arrancada sem aviso prévio. E aquilo doía.

Ela não queria estar no colégio.


30112015 p.m. Esse texto surgiu de um momento épico meu, quando deslizei numa "poça de água" a caminho de pegar o ônibus de volta para casa, depois do meu curso de adm. Por sorte foi tão rápido que ninguém percebeu, mal caí, corri para o ônibus!

Sua noite não havia sido das mais produtivas. Seu dia, se parasse para analisar também parecia decair, e olha que a semana nem sequer havia começado direito.

A professora dispensando a sala fora um anuncio dos céus porém, ter que esperar o ônibus não era o exercício de paciência do qual ela queria fazer parte. O letreiro iluminado indicando seu destino se aproximava. O automóvel havia estacionado alguns carros ao fundo, o que condizia com ela tendo de caminhar até ele. Desviou de dejetos animais, uma bicicleta que ocupava a calçada inteira e quando estava a poucos passos da entrada do ônibus, ela escorregou.

Não era desequilíbrio ou o musgo na calçada encharcada pela chuva, fora tudo falta de atenção. Se ela houvesse direcionado seus olhos para o piso ladrejado mal arquitetado, logo sua queda não teria existido. Fora numa fração de segundos, seu calcanhar forte e decidido a fizera deslizar, caindo de lado, a bolsa mal posta em seus ombros alavancara a queda para baixo e, no mesmo instante em que caíra no chão já estava de pé - nem sequer havia direcionado o olhar para quem estava vindo logo atrás. O tombo não tivera som, ela nem esboçara reação quanto a ele, duas garotas a frente notaram e se viraram para perguntar o que havia se passado. Ela apenas disse o óbvio, com uma expressão indignada e seus cabelos sobre o rosto.

— Eu caí.

— Nossa, mas nem deu pra notar.

"É que eu sou rápida e tenho a habilidade de não fazer barulho nem na queda", pensou em ironia. Subiu as escadas do ônibus entregando a quantia exata ao motorista, passou a roleta o mais rápido que pode, se direcionando ao fundo do automóvel.

"Ou talvez o meu reflexo seja bom demais", suspirou se sentando na última fileira. Em sua cabeça a queda a deixava constrangida, muito constrangida, parecia que a imagem que construíra em sua mente de si própria havia desmoronado em uma queda. Pudera, nem era assim tão notável, dirá importante, mesmo assim aquilo a envergonhava internamente e a única coisa que aliviava as dores incômodas no pulso e joelho era a música alta e o ato rebelde de ocupar dois acentos, como se o ônibus fosse sua segunda casa.


14022016 Se eu disser que 2016 foi um ano quase negro você apenas aceitem e acenem com a cabeça. A produtividade era bem baixa, assim como o meu humor.

Eu ainda peno a entender toda essa minha complexidade de sentimentos. Eles não são em um todo complexos. São apenas sensações com as quais não consigo (ou sei) lidar e acabo por acumula-las em algum canto do meu coração. São sensações fortes e densas a ponto de fazer lágrimas caírem, são impactantes e me dominam rapidamente por não solve-las em uma dia comum. Elas tomam meu dia num piscar de olhos. Mas eu ainda sou muito egocêntrica e invejosa, sinto inveja daquilo que não tenho mesmo sem me sentir no direito de ter. Um grande buraco se abre e se fecha dentro de mim quando sou confrontada por esses sentimentos. Isso doí. Me faz querer desaparecer cada vez mais, sumir e não existir, resumo toda a minha existência a nada e isso é o que basta. Afinal, eu não sou algo que se valha a pena.


▶ 09042016 a.m. Essa ideia, se não me falha a memória surgiu graças a um episódio de Victorius, onde os personagens ensaiavam falas relacionadas a aniversários. Só não sei como dar continuidade a ela.

"Feliz aniversário", disse a garota.

"Hoje é seu aniversário?", questionou o garoto.

"Não, mas deve ser o de alguém, em algum lugar. Essa pessoa ficaria triste de não receber uma felicitação, não é mesmo?"

"É, talvez. Mas sério, hoje não é seu aniversário?"

"Não sei, eu não lembro a data. Eu não lembro quando nasci. Meio estranho não é?"


11062016 a.m. Estava lendo Sandman (Neil Gainman) quando essa ideia me pega as quatro da madrugada, e como a forma de narração do autor é muito inspiradora acabou surgindo esse texto. Gosto muito da fluidez dele mas não tenho a mínima vontade de continuá-lo.

Bianca acorda com o lado direito de seu corpo adormecido, com dificuldade se levanta e vai até a janela do quarto, numa manhã totalmente fora do padrão que seu senso comum consideraria normal.

Nicolas tem problemas para dormir. A meses ele não consegue controlar suas noites mal dormidas, e isso tem se intensificado cada vez mais quando ele percebe que seus sonhos estão transpassando para a fronteira da realidade.

Cenários impossíveis. Prédios que pareciam rascunhados em tinta neon, numa folha bem escura com pequenos pontinhos coloridos. Seres que na realidade, não são capazes de serem vistos a olho nu.

Isso atormenta Nicolas, pois ele não sabe se esta sonhando ou acordado.

No terraço de um prédio no subúrbio esta Erika. Ela não possui problemas com sono, apenas não quer dormir. Subiu para o terraço na surdina durante a noite, procurando um lugar mais calmo que seu quarto para pensar. Seus pais haviam se separado, na verdade fora a mãe que decidira sair de casa, insatisfeita com a união e aquilo havia perturbado um pouco os pensamentos da garota. Ela não conseguia entender o motivo daquilo e que agora só tinha o pai em casa, a quem ela ouvia o descontentamento todas as manhãs.

Estava frio, era outono e ainda assim o céu estava estrelado. Ela buscava ali a sensação de felicidade que sempre a contentou. Haviam centenas de milhares de pontinhos cintilantes no céu noturno. Alguns coloridos demais, brilhavam intensamente num vermelho que depois passava para o verde, amarelo e rosa. Ela se perguntaria se estava vendo tudo corretamente, se já não tivesse presenciado esse evento em outras noites, enquanto lavava a louça, pela janela da cozinha. Se impressionava, quando elas se moviam, mas ficava apenas a admirar o cenário.

A cidade dormia, porém com luzes coloridas vagueando por suas ruas, não eram carros nem pessoas. Erika apenas tinha para si que aquilo parecia um sonho e que ela estava voando pelo subúrbio com suas asas transparentes de fada.


21062018 Eu realmente só queria escrever algo para a palavra "kaching" que, se não me engano é nome de uma das músicas do EXO também lmao.

Indomável.

Dona do próprio nariz.

Aquela que seguia as próprias regras.

Uma mulher como muitas outras, porém detinha algo que muitas não conseguiam sentir. Força. Não algo físico, algo visível por fora para que qualquer um pudesse julgar aos olhos, não isso. Uma força que era mostrada sempre, sem necessitar o sentimento para tal - uma força que era mostrada com graça.

Toda a sua ferocidade estava ali, mas não havia a necessidade de ser exibida e bajulada. Apenas admirada.


09072018 Um sonho do qual consegui me lembrar quando acordei. O nome foi devido a uma música do grupo tailandês Lip B que me veio a mente.

Ela se sentia pequena, como uma brinquedo colecionável naquela estante. Ela não tinha ideia de como sabia o nome do móvel, mas no fundo de sua mente, era o que sentia. Ela sentia medo também, algo estava a observando, algo com uma força maior do que ela tinha naquela estatura minúscula. Quando a sensação de uma mão grande tentando apanhá-la se fez opressora, ela despertou.


▶ 05092018 O.k., isso vai soar bem saindo pela tangente mas, esse texto foi um sonho que tive e consegui me lembrar quando acordei. De forma simples, acabei escrevendo um hot dream que tive de izuchako!

Em algum momento no passado, ela consideraria estapafúrdia a ideia de dividir uma banheira cheia de água quente e aromas distintos vindos de pequenos vidros aromáticos com alguém, especialmente com ele que não tinha muito a ver com ela. Sim, eles tinham uma boa convivência, eram bons amigos nos termos gerais mas algo assim seria demais.

Afinal, era impossível conter os arrepios que corriam sobre sua pela cada vez que as mãos dele encontravam um lugar diferente de seu corpo para explorar. Sua respiração descompensava quando a sensação de lábios passava por uma de suas orelhas e quando aquelas mãos ásperas encontraram divertimento em seus seios, um som completamente novo saíra de sua boca.

Como aquilo poderia ser real?


▶ 06092018 Inspirada pela música Dead (Madisson Beer) escrevi isso, e honestamente, todas as músicas do "As She Pleases" são ótimas!

O cenário, pouco a pouco perdia suas cores vibrantes e cheias de vida, sendo substituídas por tons opacos. Parecia que uma grande tempestade viria, nuvens carregadas cobriam até onde a vista poderia alcançar. A melancolia em seu peito crescia compulsivamente, soluços de um choro silencioso presos em sua garganta.

Ele deveria estar morto. Já não deveria existir no mesmo plano que o seu, ou sequer respirar o mesmo ar, então porquê diabos ele estava presente em sua realidade, porquê ainda conseguia vê-lo com tanta facilidade - mentindo e iludindo outros rostos, outras vozes.

Havia uma grande espiral ao seu redor, engolindo qualquer apoio no qual pudesse se amparar. Já estava sem chão e fora assim no início, quando suas feridas eram recentes e sangravam sempre que as limpava. Quando as lembranças eram tão calorosas quando dolorosas.

"E você costumava dizer que não poderia viver sem mim, não é mesmo?"

Foram longos dias, se estendendo languidamente em meios a lágrimas e sons nada bonitos, em um canto bem marcado do quarto. Dias tão cinzentos e desprovidos de cor que agora, quando os observava mais sóbria, sentia pena de si mesma - aquilo de alguma forma deveria ter sido sentido, assim como sua amargura do presente.

Foram juras e promessas tão ardilosas, que agora seu mantra era a última coisa que recitava antes de dormir e a primeira quando acordava pela manhã. Era algo para mantê-la forte, sempre que deparava com alguma lembrança muito forte.

"Porque você ainda não morreu?"


09092018 Uma perspectiva de uma trabalhadora cansada dos seus afazeres diários, com uma breve referência a DURARARA!! porque sim.

Ela gostava de passar a maior parte do seu tempo na praça, lendo ou apenas ouvindo música - a inspiração tende a fluir tão bem em lugares calmos e abertos. Já estava na primavera e ainda assim, as folhas das árvores mais robustas caiam graciosamente com a força do vento, o laranja caindo para o amarelo decorando as calçadas acinzentadas e mesmo quando chovia e tudo fica cinza, elas continuam estrelando o chão. Ela gostava dos dias ensolarados, observar a copa das árvores contrastando com o sol era algo maravilhoso para a vista. Assim como o canto dos pássaros que, por mais que sejam de espécies diferentes, comunicavam-se entre si com facilidade. Ainda assim, ela deixava muitas coisas para trás, esquecendo deveres e quando lembrava se via como idiota por deixar algo tão bobo passar.

Logo ela que se considerava uma boa ouvinte, sempre pensou que ouvir o que os outros tinham a dizer era uma boa forma de conhecê-los melhor, e continuava empurrando esse ideal goela abaixo com o passar dos anos mas sabe, a verdade é que ela realmente não conseguia se agarrar a isso. Sempre que tentava ajudar alguém, era como se fossem palavras ao vento, e ver isso se repetir dia após dia a cansava. Talvez ainda fosse cedo para pensar assim mas ela estou cansada, e poque não frustrada?

Ao menos três vezes na semana, se tornou quase um ritual ver um senhor aparecer em frente a loja onde trabalhava com uma fatia de bolo para apreciarem juntos. Ele costumava olhar os carros da rua e sempre ganhava um bolo da doceria que ficava a frente, eles na maioria das vezes eram super-doces mas não deixavam de ter alguma coisa de diferente.

Assim como as duas lojas que ficavam em frente ao ponto de ônibus, uma pequena lojinha de conveniência e um estúdio de tatuagem. Agora esses dois estabelecimentos estão fechados e o terreno onde eles costumavam existir está com uma mureta de madeira pintada de preto, o encobrindo. Ela tinha certeza de que, com o tempo ninguém iria conseguir se lembrar do quê um dia existiu ali, talvez até ela mesma me esquecesse.


▶ 09102018 Esse é um dos meus clássicos rascunhos de quando a apatia era tremenda que eu já não conseguia suportar quieta, então escrevia.

Inspire, expire. Tente ter um pouco de paciência, mais uma vez.

Inspire, expire. Imagine o que você quer, não se acanhe, de novo.

Inspire, expire. Não deixe que um dia ruim lhe afligia por uma semana inteira, continue.

Inspire, expire. Continue fazendo isso, como um mantra, mesmo depois de um palavrão ou até mesmo antes dele, não se esqueça de fornecer ar ao seu cérebro. Você vai precisar dele para pensar.

— Você não está completamente errada - murmurou, bebendo mais do líquido contido naquela garrafa de vidro transparente — mas ainda falta algo aí, continue pensando.

— Isso foi de grande ajuda, idiota.

— E continuar me insultando, menos ainda.

Como se isso fosse possível, insultos e palavrões se tornaram a melhor válvula de escape quando o assunto era ele. Aquele completo imbecil que só sabia lhe apontar seus defeitos.

"E você sabe que não é bem assim", disse uma voz no fundo de sua consciência.


▶ 18102018 Por algum motivo queria muito escrever algo no ritmo de Red Light (f(x)) então, em uma noite quando voltava do trabalho, enquanto o ônibus estava parado na luz vermelha surgiu isso.

Os intervalos eram contados, junto dos estalos e vidros sofrendo atrito devido a velocidade da condução. Tentando se distrair enquanto via os relâmpagos iluminarem o céu noturno - talvez conseguisse enxergar fagulhas de eletricidade caminhando pelas nuvens.

Tudo parecia sereno, ela conseguia sentir a sensação se apoderando de seus ossos, como uma recompensa pelo dia que tivera.

As pequenas gotículas de água que ficavam presas na janela do ônibus escorriam a cada novo solavanco, e poder observá-las refletindo o semáforo vermelho traziam a sua mente uma pequena fagulha de algo incompreensível, como se ela pudesse ter poderes mágicos. E mesmo não possuindo nenhum dote poderoso ela não negava o poder que lhe energizava sempre que o ônibus era preenchido pela luz vermelha.


06022019 Outra tentativa de fazer de uma música, algo escrito. O alvo da vez foi Dreams (Dua Lipa).

Algumas vezes um rastro de saliva acordava marcado em seu rosto, acompanhados de uma poça umedecida no travesseiro. Outras era despertada bruscamente de seus mais doces sonhos pelo estridente som do despertador. De uma forma ou de outra, seus preciosos sonhos sempre eram arrancados de si de forma abrupta.

Seus dias corriam da mesma forma, com pequenas modificações aqui e ali, enquanto tinha de ver seu objeto de adoração andar por uma calçada diferente da sua. Seus olhos voltados para um horizonte onde ela não estava. Aquilo por si só seria de doer o coração, caso ela já não estivesse acostumada a isso. Não havia importância ser notada ou não. No final do dia ela sempre poderia tê-lo em um lugar que ninguém poderia tirá-lo de seu domínio, um lugar que mudaria de forma a bel prazer.

Era tão bom poder tê-lo de alguma forma, fosse apenas pela imaginação de seus doces sonhos.

Constrangimentos à parte, poder saciar seu desejo dessa forma era algo exitante.


27012019 Um resumo de como eu me sentia no começo desse ano, tendo pesadelos horríveis e varando a noite com medo de dormir.

Sempre existiria uma mistura sem sentido de ordem dentro de si, buscando pelo melhor momento de se mostrarem presentes - tendo poder de voz sobre seu esguio corpo. As vezes se sentia alegre e por vezes se encontrava lamentando por breves eventos passados com uma força que honestamente, não lhe faziam tanto sentido. Pensar sobre isso sempre lhe causava dores de cabeça e falta de apetite e, por mais que quisesse sair daquele emaranhado sem controle, não tinha ideia de por onde começar.

Era tão difícil encarar pessoas com as quais acabara de conversar com sorrisos, como se gostassem de sua companhia. Difícil era saber se elas só estavam sendo corteses, pois no fundo nada naquela troca de palavras soava como sendo algo dito por si.

Acordar de sonho ruim, ter ele te perseguindo o dia inteiro até a hora dormir novamente. Não conseguir expressar o quanto aquilo incomodava parecia ser ainda pior.

Ter a mente lhe pregando peças e seus consciente indo a loucura de medo.

Muitas coisas passavam a perder o sentido até que nada mais existia. Até uma resposta surgir, empurrando seu corpo para fora da cama.

Afinal, teria de haver uma saída daquele estado tão corrosivo e tóxico.

Irônico talvez fosse tudo aquilo ter sido causado por ela, de alguma forma reunindo tudo o sentia dentro de si, sem conseguir se libertar de tudo que oprimia.


02052019 Então, ler Sandman como já disse mais acima, me marcou muito. E um de seus personagens que me cativou foi a Delírio, a mais nova dos Eternos, que possui uma personalidade vibrante e dissonante.

O forte odor nada convidativo era sua marca registrada, o cheiro úmido de suor contorcia qualquer narina que fizesse contato com ela. Como uma roupa usada vezes demais, um cordão no pescoço nunca tirado. Algo tão incomodo quando ludibrioso, pois sua mera caminhada atraia pessoas desavisadas, em qualquer canto da calçada em linha reta em uma noite de luminárias muito brilhantes e coloridas, iluminando parte da decadência daquele lugar. Em seu caminho homens tomavam decisões premeditadas, mulheres se perdiam em seus passos, pedintes tinham um fim lamentável. Com olhos iluminados e um corpo de aparência mutável, ela fazia com que os outros vissem as maiores sandices imagináveis.

Um riso infantil se ouvia, mas apenas alguns seletos ouvintes poderiam escutar tal som, não eram todos que estavam no limiar em que ela se encontrava.

A cabeça desprovida de fios ganhava uma cabeleira em vermelho vivo realçando seus olhos bi-colores, enquanto que uma jaqueta de couro curtido maior do que sua estatura pequena surgia cobrindo seu corpo esguio. Com um olhar agora triste ela seguia seu caminho, os pés descalços deixando de serem saltitantes enquanto procurava por algo na noite. Algo que nem ela conseguia se lembrar.

E as cores sempre tão vibrantes que a rodeavam tomavam um tom ácido, os peixes que nadavam no ar morriam tal como o humor dela.

O que os humanos haviam feito dela, nem seus próprios pensamentos faziam sentido.

Perdida em seus devaneios, Delírio caminhava em meio a noite.


02062019 Devaneios de uma adulta depois de cometer uma mancada daquelas.

Eu sou vazia. Me sinto vazia sempre que estou na minha única companhia, procurando por algo ao qual poderia me preencher. Minha alma chora de tristeza de me ver assim, mas a minha estupidez me leva a fazê-la chorar afinal, eu não a escuto, já não sei o que é pensar por mim e ser vazia, faz com que nada de útil saia de meus lábios. Posso contar lindas histórias do que vi e ouvi mas isso, são apenas preenchimentos que, por certo motivo, permaneceram em algum canto da minha mente. Provavelmente procuro pela melhor forma de encerrar a minha pequena existência, já não trago algo para aqueles que me amam além da raiva ou da tristeza de me ver dessa forma. Estou triste e insatisfeita de não conseguir melhorar, mudar algo em mim. Nem minha personalidade existe, sou insegura e ansiosa, tenho medo de algo inexistente, não apenas de baratas.

Ser vazia é se encher de qualquer coisa que lhe oferecem, sejam elas boas ou ruins, se afundar em pensamentos incertos e perder-se em meia a indecisão. Ser vazia é não saber se amar, é não ter alto estima, é não dar atenção a saúde e bem estar.

Podem chamar isso de estupidez e provavelmente seja, só coloquei algo diferente.


08072019 Então, naquela tag de shipps, eu mencionei o nome de Emília Zoe como sendo uma das poucas OC's criadas por mim, mas nunca cheguei a escrever algo para ela de fato - armazenava tudo na minha cabeça mesmo - mas com essa oportunidade aqui, pra quê deixar passar? Apresento a vocês a personagem que criei especialmente para o meu crush no Zapp Renfro (Kekkai Sensen) saicorrendodevergonha

Vermelho e roxo chegavam longe de serem suas cores favoritas, mas ela era obrigada a vê-las passando por seus membros todas as noites, enquanto se apresentava naquele palco. Cantando para ninguém em especial, as dançarinas sempre chamando a atenção do que aquela que servia como som ambiente.

Ao menos fora assim no começo, quando ela mal conseguia se aguentar em pé na frente de tanta gente desinteressada, com o pulso esquerdo ardendo por uma ferida fantasma que já cicatrizara a semanas. Já se passara tanto tempo desde aqueles dias, ao menos agora ela tinha algo para ocupar a cabeça, a música sempre a preencheria. Sempre. Desde que ficara incapacitada de retornar a sua terra natal, a música era a única coisa com o que poderia contar, e mesmo que pudesse se comunicar com seu pai esporadicamente pelo celular, era ali. No palco, que ela deixava extravasar suas emoções.

Cantando.

Ninguém realmente a conhecia. Aquele lugar iluminado por vermelho e roxo era seu centro exclusivo, onde ela poderia ser qualquer pessoa. Então todas as noites, ela escolhera ser Em. Ao meno era assim que chamavam a persona que estava no palco.

Além da mulher que comandava aquele lugar ao lado de seu marido, havia apenas mais uma pessoa que sabia seu verdadeiro nome, e ele vinha todas as noites para ver suas apresentações. Um homem que por algum motivo deixara de beber tanto quando sentava no bar, a observando com olhos atentos.

Como ele conseguia conduzir sua lambreta bêbado, era uma pergunta que ela ainda não tinha resposta. Ao menos, nenhum dos dois sofrera um acidente sobre ela.

Eles sempre voltavam juntos, Zapp sempre viria buscá-la e eles sempre conversavam sobre algo antes de montarem na lambreta.

Hellsalem's Lot não parava por um minuto sequer.

— Eu posso te levar aos céus!

— E eu posso colocar os seus pés na Terra, o que acha?

— Você não é nada divertida, Zoe.

— Me surpreende você querer ficar com alguém assim.

— Vem cá, vamos 'pra casa, você 'tá pessimista demais hoje e isso 'tá começando a me irritar.


16072019 Já que comecei esse especial mencionando "adorable", nada mais justo do que terminá-lo com um esboço do que realmente deveria ser essa história que criei a partir de um desenho que encontrei a alguns anos no tambler.

As cartas pareciam estar mais pesadas recentemente, sua bolsa vermelha cada vez mais cheia enquanto que pequenos pedaços de papel multicoloridos saíam a procura de atenção. Já fazia uma semana que ela estava ignorando seu trabalho, uma semana muito bem aproveitada com jogos, refrigerante e uma baita arrumação em casa.

Porém a sua visão de tempo não estava no mesmo limiar das cartas, elas ansiavam por serem entregues, precisavam encontrar seus destinatários. Precisavam fazer as pessoas felizes.

Porém ela não se encontrava nessa lista. Essa era sua única condição imposta. Ter de juntar pessoas enquanto não conseguia nutrir sentimentos por elas. Essa era sua tarefa.

Porém nada a impedia de levar seus dias como bem entendia. Depois de tanto tempo nesse ramo, ela aprendera a ler pessoas como ninguém, e sabia dizer quando uma carta se tornaria em um casamento vitalício ou um romance de aprendizados.

As pessoas eram no mínimo curiosas.

Mesmo sentada naquele vagão, suas cartas pareciam vibrar além do normal que seria pelo andar do trem, pelo jeito existiam almas predestinadas naquele local, seus olhos conseguiam enxerga-las destacadas em tons de vermelho.

Com um suspiro e muito cuidado, ela se levantou tranquilamente pegando duas cartas em papel machê, que quase saltaram em sua mão e se direcionou as duas pessoas em questão. Nem a mulher, muito menos o homem notaram sua presença, ao colocar uma carta em sua bolsa e bolso do sobretudo.

Outra habilidade fantástica, anulação de presença. Era impossível perceber quando ela se aproximava com um envelope em mãos.

Ela só gostaria que as pessoas parassem de notar a anomalia em seus olhos.

"Tuna, os seus olhos são lindos! As pessoas deviam agradecer a você por fazê-las felizes, ao invés de rirem de você", era o que Anne sempre lhe dizia.

Incrivelmente Anne era a única que sabia de seu trabalho em tempo integral, e a única a quem ela não queria entregar uma carta. Por mais que sua única amiga insistisse em saber se quem fosse seu par seria alguém rico.

Ela não poderia deixar isso acontecer e guardaria o destino amoroso de Anne por quanto tempo fosse.

Ao menos por ela, isso poderia ser feito.


Estão surpresos? Decepcionados? Nem chegaram a ler todos os esboços, não é mesmo? No meu caso, estou bem leve de poder colocar essas coisinhas frágeis em algum lugar de fato. Gosto bastante delas, o suficiente para não descartá-las sem nem ao menos dar-lhes uma chance de brilhar - e também não deixo de esconder uma surpresa em contabilizá-las e ver a quanto tempo as vinha guardando (!!!). A única verdade é que eu ainda tinha esperança de trabalhar mais nelas mas, com o número de rascunhos que tenho, sempre as deixava para o final - então vou deixá-las aqui, caso algum dia eu queira dar continuidade é só fazer isso mesmo. E caso queiram me dar sugestões de como fazê-lo, sou toda ouvidos! Ah, e as imagens usadas como capa foram retiradas do pinterest, por não terem anime base resolvi usar imagens mais realistas :)


Muito obrigada por ler!

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Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★



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