{ drabble collection } A primavera vem e nós...
※ 23 de setembro de 2019 (4:50 AM) + comentários (1)
Hoje é o dia que marca o equinócio de primavera, e sabem o que isso significa? Exatamente nada, caso você não goste da estação das flores, mas como eu sempre gostei das meia estações Com isso percebi o quanto gosto de usar as estações como cenário para boa parte das minhas fictions.
Sei que ninguém deve ter se perguntado isso mas, o título da coleção é tradução do nome de uma música do UNISON SQUARE GARDEN que, por acaso é a quarta abertura de 3-gatsu no lion que, por acaso tem presença nessa coleção também. Aliás, fui dedicada a ponto de colocar o significado geral de cada flor em imagens das próprias flores! Mas para que ninguém fique confuso, abaixo das imagens está o nome da flor - seguido de shipp e título do qual eu os emprestei.
Tudo claro? Então aproveitem a leitura!
[ alisso - pipxseras - hellsing ]
As mãos dela eram mais convidativas quando não eram ofuscadas por luvas cor de terra. Ao menos fora isso que Pip pensara na primeira vez que pôde toca-la e sentir uma temperatura pulsante por sua pele. Assim como o rubor pelo rosto dela sempre que inventava de entrelaçar seus dedos aos dela. Ela era mais adorável quando não estava se escondendo por trás de algo.
Seu braço formigava quando sentia ela apertar o laço entre seus dedos, passando o polegar pela face externa de sua mão.
Até mesmo quando ela se sentia constrangida o suficiente a ponto de um beiço tomar forma em seus lábios.
Conquistar Seras era uma de suas tarefas favoritas.
[ áster - arnoldxhelga - hey, arnold! ]
Helga não parecia ser o tipo de garota que gostava de receber flores. Não ela que parecia ir contra todos os princípios femininos que poderiam se passar pela cabeça de Arnold.
Porém, há muito tempo ele percebera a fachada que ela colocava para o mundo a sua volta.
Helga G. Pataki, a valentona que comprava briga com qualquer um que se atrevesse a cruzar seu caminho, mas ele sabia que no fundo, em algum lugar pouco acessível, havia uma garota apaixonada que sempre procurava um meio de transparecer.
Isso e uma tonelada de livros repletos de poemas dedicados á ele, que sempre sofria ameaças de sua maior admiradora. E ele poderia até se assustar, evitá-la por medo mas assim como sua força encobria seu romantismo, sua genialidade estava ali para mostrar o quão sã ela era de seus atos.
Pelo jeito, em momento algum ela deixaria amá-lo.
E talvez, Arnold pudesse aprender a amá-la também.
Pouco á pouco.
Uma flor para cada poema escrito para ele.
[ ave do paraíso - yukixmachi - fruits basket ]
O apartamento em que Yuki morava era muito aconchegante, a decoração que seu irmão mais velho fizera, de uma forma surpreendente captara perfeitamente a essência do garoto que pela primeira vez arriscava-se morando sozinho. Haviam vasos grandes e pequenos por todos os cantos, até mesmo pendendo do teto, todos com plantas de diversas espécies em meio a decoração rústica que exalava natureza, e faziam ele se lembrar do pequeno jardim que tivera antes de se mudar. Existiam também algumas pelúcias pelos cantos, em maioria presentes que deixava para Machi quando ela aparecia para passar o final de semana e as vezes o feriado.
Tudo ali trazia conforto á ele, algo que nunca tivera em sua família. Curioso ele só vir a sentir isso agora, depois de ter deixado seu passado para trás. Ao menos seus amigos e parentes queridos não deixavam de visitá-lo sempre que possível. À pouco mais de uma semana, Kaoru e sua namorada apareceram de supetão, exigindo carne para o jantar enquanto que o garoto desligado reclamava do quão impossível sua mãe conseguia ser.
Mas faltava algo para seu conforto ser completo.
Mesmo com os estudos para lhe ocupar a mente, sempre havia algo o lembrando desse algo precioso.
Era Machi quem faltava.
E por mais que não fosse algo difícil para ele controlar sua ansiedade por antecipação, ele contava os dias para vê-la novamente. Era sempre bom poder estar com ela e apreciar esses momentos especiais era sua maior missão.
Já lhe valia muito ser importante para alguém como Machi.
E tamanha não fora a sua surpresa quando naquela tarde, o tilintar tão característico de chaves fora escutado do outro lado da porta, para mostrar Machi quando ela fora aberta.
Era inesperado, eles nem sequer haviam se comunicado por telefone para marcar quando ela viria, e ali estava ela, com um sorriso cansado - no qual ela havia se tornado mestre, já que a tempos ela desaprendera a sorrir.
— Surpresa, Yuki!
[ azálea - renzouxizumo - ao no exorcist ]
Sacolas de grifes variadas pesavam nas mãos de Izumo, enquanto caminhava por uma calçada repleta de vitrines lustrosas e recheadas de produtos chamativos. Tal como o vestido branco que encarava no presente momento.
As lembranças do primeiro casamento que assistira voltavam-lhe a mente, causando arrepios em seus braços. Ela gostaria de se casar, um dia, mas depois de tudo o que passara essa ideia perdera o sentido para ganhar outro logo em seguida.
A ideia de poder ser feliz e ter uma outra pessoa ao seu lado parecia tão agradável, quanto a dos shoujos que tanto lia.
E ela mal podia esperar para ver isso acontecer.
— Você se casaria comigo, Izumo?
A não ser pela presença de Renzo, que tinha a capacidade de demolir qualquer que fosse a sensação de contentamento.
— Credo! É claro que não.
No momento seguinte, antes que ela pudesse questionar o porquê dela querer se casar com ele, Renzo pegou suas sacolas e começou a caminhar dois passos a frente dela. Quando se virou para trás, a observou com um sorriso.
— Você vai querer milkshake hoje?
E um sorriso fez seu caminho no rosto de Izumo, enquanto ela corria em direção a ele.
— O mais caro que tiver!
[ cerejeira - nina centred - gangsta ]
O lugar onde estava em nada lembrava as vielas de Ergastulum. Eram tantas cores e detalhes borrados que não casavam com suas memórias de tons desbotados.
Seus olhos corriam, olhando pelos lados á procura de algo que lhe desse segurança.
Até que ela se deu conta de que não estava em terra firme.
Nina estava observando aquele cenário totalmente novo de cima. Ela estava no céu e seu corpo mirrado estava seguro nos braços de Nicolas, que tinha um largo sorriso no rosto, mostrando todos os dentes. Era como quando ele costumava saltar pelos prédios com ela em seus braços, aquilo era divertido, a fazia não querer se preocupar tanto com a realidade.
Mas o único twilight com o qual ela se importava, a ponto de aprender a linguagem de sinais, não estava nada bem. Nicolas definhava enquanto sua força se drenava, pouco á pouco.
Aquilo só poderia ser um sonho.
E foi assim que acordara ao lado de Alex, que a abraçava carinhosamente, como uma maneira de confortá-la. O lugar onde estava em nada lembrava a clínica, até que a memória de ter sido trazida a guilda de mercenários na companhia do doutor lhe veio a mente.
A realidade em nada se assemelhava ao seu sonho.
Nicolas acabara acordando de seu cochilo ao lado das duas, percebendo que ela acordara, perguntou com suas mãos se estava tudo bem - pergunta qual trazia um sorriso descontente ao rosto dela.
"Estou bem Nico, é que já faz algum tempo que não tenho uma boa noite de sono como esta", respondeu por sinais trazendo um aceno breve de cabeça do outro, que bagunçara seus cabelos.
[ copo de leite - shiroxyuri - ao no exorcist ]
O grandioso jardim reservado para aqueles que não viam demônios apenas como armas parecia mais vívido que nunca, mas não para Shiro, que custava a entender tamanho carinho que aquela garota remelenta tinha pelos demônios.
Mas ali estava ele, procurando por ela, no meio de tantas divindades demoníacas que ele adoraria poder dizimar.
Yuri com certeza tinha algo de especial, não importando a diferença de idade que existia entre eles - a garota chegara sorrateiramente fazendo com que suas poderosas raízes crescessem dentro do peito de Shiro, que falhara por um breve momento quando a avistara abaixo de uma árvore, conversando com uma planta.
— Veio me ver de novo, Shiro? - perguntara ela com um largo sorriso no rosto sujo de terra.
Ele não conseguia conter seu constrangimento, e ela nem era tão encorpada como as outras mulheres que abordava, não havia o que temer mas-
— É.
Ele não conseguia se sentir completamente seguro ao lado de Yuri, visto que ela sempre sabia como desarmá-lo - com ou sem palavras.
— Vamos, sente-se. Como tenho a tarde livre, vou ficar aqui, quer me fazer companhia?
[ crisântemo - shizuku centred - tonari no kaibutsu-kun ]
Era para ser apenas um café. Um momento curto do dia para reencontrar Yamaken, que inventara de convidá-la para conversarem depois de tanto tempo. Apenas isso.
Então porquê diabos Haruka estava ali, arrumando confusão com o outro por tão pouco?
Sinceramente, certas vezes Shizuku adoraria deixar de entender o próprio marido. Aquela cena exaltava ciúme barato, que a mesma nem sequer abrira a boca tentando argumentar algo.
Haru não deixaria de ser infantil tão cedo nessa vida, o que a fez se perguntar brevemente como seria se ela houvesse se casado com Yamaken. Ele já fora apaixonado por ela afinal.
Mas no momento em que imaginara tal cenário, balançara a cabeça para os lados, como se tentasse afastá-los de si. Ambos eram semelhantes demais.
— Haruka, menos.
Após ouvir o que ela dissera, Haru se calou, sentando-se ao seu lado, como se ele portasse uma coleira em seu pescoço e a guia estivesse nas mãos de Shizuku.
— E o quê você está fazendo aqui, pelas redondezas? - perguntara Yamaken irritado com a cena causada pelo outro.
— Meu irmão. Ele estava no hospital. No seu hospital.
— O hospital não é meu, é da minha família.
— Não muda nada.
Veias saltavam na testa do loiro.
— Quer saber, Shizuku, eu ainda não consigo suportar o seu marido babaca.
Quando o outro já não estava, Shizuku se virou para ele com uma expressão entediada.
— Obrigada Haru, agora perdi uma tarde de conversas batidas com um amigo em um café. Porquê você tem que ser tão infantil?
— É o meu charme. E nem adianta me contrariar, você se apaixonou por isso.
[ dália - decimxchiyuki - death parade ]
Eram raros, mas haviam dias em que Chiyuki burlava sua rotina de treino para caminhar pelas calçadas da cidade.
Fazia isso principalmente a pedido dos pais, que se preocupavam com o excesso de tempo que ela passava patinando no gelo.
Nesses dias ela costumava ir a um lugar específico, quase escondido por aquelas ruas movimentadas.
O bar que Decim possuía era pouco movimentado, com uma atmosfera aconchegante. Sempre que passava pelo batente da porta, ela podia sentir um aroma diferente de bebidas e era recebida por um quase sorriso do dono.
Eles eram bons amigos.
Decim sempre iria assisti-la em seus treinos e, quando tinha tempo, aparecia nas competições. Ele era um torcedor acanhado, mas depois de sua família, era ele quem ela gostava de ver na plateia - a aplaudindo.
E ela sempre viria ao bar para conversar com ele, e quem sabe, fazê-lo sorrir com mais naturalidade.
— O que trouxe hoje?
Um apanhado de flores acabara de ser colocado sobre o balcão, em um vaso transparente com água.
— Dálias, vai ver que o perfume delas é maravilhoso!
[ flor de cera - shouyaxshouko - koe no katachi ]
Depois que ela saíra da cidade, buscando se formar em um curso especializado de cabeleireiro, os dias de Shouya se tornaram mais lentos. O curso era o mesmo, ele estudava para um dia cuidar do salão da mãe, buscava a sobrinha na creche, as vezes encontrava com algum conhecido pela rua e voltava para casa.
As vezes ele ia até a ponte alimentar as carpas, sozinho.
E ao menos duas vezes na semana, Yuzuru aparecia em sua casa, pedindo ajuda com os cálculos de matemática. Nesses dias ela sempre ficava para jantar e quando a mãe vinha buscá-la, acabava perdendo a noção do tempo conversando com a mãe dele.
Nesses dias Yuzuru costumava mantê-lo a par do dia a dia de Shouko, contando tudo em ricos detalhes sobre como a irmã estava vivendo em Tóquio, naquela cidade monstruosa, dizendo aquilo que ela costumava omitir quando conversava com ele.
Como algumas pessoas não eram tão gentis com ela. E que em algumas noites, ela gostaria de poder voltar para casa.
Nesses dias, Shouya mandava muitas mensagens para ela, dizendo que caso ela precisasse, ele sempre estaria por perto.
Que caso ela precisasse mesmo, ele passaria alguns dias em Tóquio, sem pensar duas vezes.
Ele ainda se preocupava muito com ela.
E Yuzuru sempre ria, dizendo o quão super protetor ele parecia.
[ frésia - setoxmary - kagerou project ]
Mary ficava mais bonita ao lado das flores, da natureza, de tudo que fosse verde. Aquilo a deixava ainda mais adorável, o brilho nos olhos cor de carmim aumentando de tamanho sempre que uma coroa de flores fosse colocada sobre seus cabelos brancos.
Seto, as vezes, não conseguia conter as lágrimas que deixavam sua visão nublada. Vê-la tão vivida, tão contente, fazia com que seu coração saltitasse em alegria.
Esse era seu maior sonho, afinal de contas.
Mostrar a parte mais bonita do mundo á Mary, cada detalhe, borboleta ou salamandra, tudo aquilo que um dia ela pensou que machucaria. Mostrar uma parte do mundo que aceitasse tanto ela quanto ele do jeito que eram.
Com olhos de serpente ou não.
Ele só queria que ambos pudessem viver sem ter de sofrer nas mãos do mundo.
[ gardênia - tsunaxkyoko - katekyo hitman reborn! ]
Desde que se declarara para Kyoko e percebera que ela não se sentira ofendida por isso, Tsuna via-se andando sobre ovos, procurando uma forma de dizer o mínimo possível perto dela, com medo de algo dar errado.
Por curiosidade, nada dava errado de fato.
Coisas surreais aconteciam quando os dois estavam juntos, mas nada que o fizesse ficar só de cuecas, como antes.
Antes quando ele se resumia a observá-la, admirá-la ao longe.
Ele suava frio sempre que andavam de mãos dadas, tendo que desatar seus dedos dos dela para secar a mão sobre a calça, coisa que a fazia rir.
O riso dela era o mais bonito aos ouvidos dele.
Seu estômago funcionava fora do ritmo quando Kyoko recostava a cabeça sobre seus ombros, se aninhando em sua presença.
Era difícil focar em outra coisa quando isso acontecia.
Seu cérebro não funcionava corretamente quando conversavam. Ela era tão carinhosa e esperta, fazendo-o sentir-se um completo babaca por ter reprovado em tantas matérias.
Até mesmo Nuts gostava dela. Quando viu o pequeno leão, Kyoko tinha seus olhos maiores que o normal, os braços abertos para acariciá-lo.
O leão a adorava, porque Tsuna a adorava.
Exceto quando Enma surgia em cena, nesses momentos, Nuts só tinha olhos para o líder dos Kozato.
E isso fazia Tsuna questionar seus sentimentos quanto ao amigo, ao qual Kyoko batia com a mão levemente sobre o seu ombro, dizendo que eles eram como irmãos gêmeos e o pobre leão não via distinção entre os dois.
[ girassol - karako centred - deadman wonderland ]
Havia mais uma criança para ela cuidar naquele dia, só mais uma, era uma garotinha. Pelo prontuário, ela havia passado por diversas cirurgias e sua saúda era instável - mas pelo que constava no papel, o que a trouxera até ali fora outra causa. Ela passara mal por algo que tinha comido e se recusava a colocar qualquer coisa que fosse na boca, com medo que o evento se repetisse. Karako nem se surpreendia por ter sido designada aquele caso.
Ao entrar no quarto notou que a menina encarava fixamente a janela, por mais que não houvesse algo de fato do outro lado. Ela parecia cansada, mas quando notou a presença de Karako no cômodo seu ânimo mudara consideravelmente, principalmente pela bandeja que carregava em mãos.
— Eu já disse que não quero comer nada.
Sua voz soava pequena, se não fosse pelo eco do quarto a enfermeira tinha certeza de que não ouviria o que lhe fora dito.
Aquela garotinha parecia ser uma das difíceis, mas ela não desistiria tão facilmente, não quando cuidar dos outros ajudava a ela curar suas próprias cicatrizes. Desde de que o incidente Deadman Wonderland acontecera e fora esquecido, o trabalho de enfermeira que conseguira naquele hospital era tudo o que tinha. Tudo, pois de que adiantava ter conseguido uma vida livre, se aquele que tanto amara não poderia mais estar ao seu lado, para aproveitar aquela sensação indescritível?
— É só gelatina, tenho certeza de que ela não vai te fazer mal.
— Como pode ter certeza?
Os olhos desconfiados da menina lembravam, de alguma maneira, o olhar assustado daquele garoto medroso que conhecera nos seus tempos de DW. O mesmo garoto conseguira criar em si uma coragem que ela mesma só conseguira nutrir por conta dele, e agora ele deveria estar em algum lugar com a garotinha que salvara no dia em que a prisão sumira do mapa.
— Trouxe para mim também. Vamos comer juntas, assim você vai ver que nada irá acontecer com a gente.
Lembrar de Ganta aquela altura a fazia se perguntar se ele estava bem, se comia e dormia direito, se estar com Shiro era realmente a melhor coisa que poderia ter acontecido á ele.
Ela se sentara ao lado da garotinha, as cicatrizes de cirurgias anteriores percorrendo seus braços como as veias por debaixo da pele.
As vezes ela pensava que poderia ter mantido mais contato com ele, além do apartamento que conseguira para que ele tivesse aonde ficar.
— Você come primeiro? - perguntou a menina sem jeito.
O sabor adocicado dos diversos sabores de fruta traziam um sorriso ao seus lábios, como uma promessa de que sua vida poderia ser ainda mais doce.
Alguns segundos se passaram.
— Viu? Continuo do mesmo jeito, agora é a sua vez.
A garotinha sorriu, levando uma colherada à boca. Não demorou muito para que começasse a observar seu corpo freneticamente, procurando por sinais de que algo ruim poderia acontecer.
Depois ela riu, se abraçando.
— Eu tô bem!
— Eu não disse que nada iria acontecer?
Os olhos dela brilhavam alegres.
— É!
Um suspiro saiu dos lábios de Karako, contemplando mais uma missão cumprida. Ela tinha certeza de que aquela garotinha curara mais um pedaço dela com aquele sorriso radiante.
[ gladíolo - atsukoxandrew - little witch academia ]
Os primeiros voos de vassoura de Atsuko foram completamente desastrosos, para se dizer o mínimo. Mas ela não era do tipo que desistia facilmente - isso nunca.
Não até que ela estivesse decolando, suas botas não mais tocando o chão, voando pelas nuvens no céu em sua própria vassoura.
Ela só não esperava que fosse conseguir isso com a escola toda a assistindo. Ao menos agora a prova de que todos precisavam para deixarem de caçoá-la estava ali, ninguém poderia dizer um 'A' de que ela não poderia ser uma bruxa de verdade.
— Como é poder voar?
Fora a pergunta que Andrew a fizera em uma tarde que passavam no banco de uma praça, aquilo acabara se tornando algo recorrente entre os dois, por insistência do destino diga-se de passagem.
— Você nunca viu a Diane voando de vassoura?
— Como se ela fosse deixar. Você foi a primeira bruxa que vi voando em uma.
Realmente, Diane parecia ser reservada demais para o próprio bem. Por sorte, fora com a vassoura que Atsuko chegara aquele lugar, por acidente, era para ser apenas mais uma aula de condução mas ela acabara exagerando na dose. De novo.
Uma ideia surgira na mente da jovem bruxa em treinamento.
— Que voar comigo?
A expressão de Andrew ia de surpreso a temeroso.
As ideias de Atsuko nem sempre davam cem por cento certo.
— Tem certeza de que é uma boa ideia?
— Claro que tenho! Senão, eu nem tinha perguntado.
Dito isso ela pegou a vassoura em mãos, se colocando sobre a mesma, chamando por Andrew logo em seguida que pegou sua mão, se colocando sobre a vassoura logo atrás dela.
— Pronto?
Andrew suspirou.
— Pronto.
Atsuko colocou ambas as mãos sobre o cabo da vassoura, olhando para cima completamente confiante de sua capacidade. Poucos segundos depois estavam os dois flutuando sobre a praça, para logo em seguida cruzarem por nuvens brancas parecendo algodão, enquanto aves planavam ao redor.
A cidade parecia minúscula dali de cima.
— E aí, o que achou? É legal voar de vassoura, né?
Os olhos de Andrew estavam vislumbrados demais para responder no ato a pergunta que a bruxa em treinamento fizera. Ele nunca se imaginara de fato, voando em uma vassoura, sequer imaginava que conseguiria ficar sobre uma.
E ali estava ele, acima de qualquer lugar possível.
Sonhar não perecia ser tão impossível, seguir seus próprios desejos então - Atsuko não falhava em tirar-lhe as palavras da boca.
Ela só não esperava o ouvir rindo. Não naquele momento.
Mas nada a impedia de rir também.
— Eu sei que sou incrível - brincou a jovem bruxa mudando a direção de seu curso.
E ele não poderia deixar de concordar.
— É, você realmente é incrível, Atsuko.
[ goivo - leoxmichella - kekkai sensen ]
Michella estava na cidade com seu marido para visitá-lo. Mais uma vez.
Só de lembrar o caos que essa visita causara da primeira vez, os cabelos na nuca de Leonardo se eriçavam.
Quando soube que sua irmã viria visitá-lo novamente, ele estava em um daqueles cyber cafés escuros e fétidos, fazendo uma ligação por vídeo. Ele mal conseguira dar um simples "oi" a ela. Assim que o rosto de Michella surgiu em tela, o homem ao lado dela cochichara algo e no momento seguinte ele fora bombardeado pela notícia.
E Leonardo queria sorrir, queria muito.
Só era difícil com as lembranças do passado correndo por sua mente, como se o aconselhassem de algo.
No meio daquele pequeno turbilhão, tudo o que ele pode ouvir fora o marido de Michella dizer que a expressão dele o lembrava de alguém prestes a vomitar, ao final da ligação.
Como se vomitar fosse o maior dos seus problemas.
Era óbvio que todos na Libra saberiam da novidade, mas dessa vez, os membros resolveram pegar mais leve com ele. Então não haveria uma mega escolta em seu nome, Steven duvidava que outro ataque pudesse acontecer novamente, logo os irmãos ficariam por conta de Zapp e Zed.
O que era quase pedir para ser perseguido.
Ainda mais quando Zapp estava de mau humor.
Por algum motivo, desde a chegada de Michella até o presente momento, nada de preocupante ocorrera. Nada mesmo. O que fazia com que a mente de Leo pensasse em situações desastrosas mais vezes que o necessário.
Ele mal conseguia aproveitar o parque onde estavam, sua irmã sempre lhe chamando a atenção por esbarrar em alguém sem que ele percebesse.
Aquilo que tinha tudo para ser um dia promissor na companhia de sua irmã mais nova parecia estar indo ladeira abaixo, se não fosse por um detalhe. Em algum lugar daquele parque havia música sendo cantada, e por algum motivo aquilo o distraíra de seus pensamentos compulsivos.
Bem ali, ao centro do parque, havia um pequeno grupo de garotas cantando músicas de décadas passadas. Elas pareciam representar algum estabelecimento, pois uma delas distribuía panfletos enquanto as outras cantavam, dizendo para visitá-las. Nada realmente convidativo, mas além deles havia um considerável grupo de pessoas as assistindo.
Aquele parecia ser o ato final, quando o grupo perguntara a garota que entregara panfletos se ela queria encerrar a apresentação, receberam uma careta como resposta.
— Por que elas pararam de cantar, Leo?
— Parece que a apresentação já acabou.
— Que pena, estava tão bonito.
E então uma voz tímida começou uma canção que deixou ambos os irmãos petrificados. A garota estava no centro, um tanto assustada, enquanto as demais faziam um pequeno coro para acompanhá-la.
— Nossa! É a música que você cantava para mim, Leo!
— O quê? O Leo cantava?
— Michella!
— É, quando era mais nova, ele costumava cantar para mim, por mais desafinado que fosse.
Já era constrangedor o suficiente ter a irmã falando pelos cotovelos de hábitos que tinha no passado, mas quanto aquilo ela se enganara. Na realidade, era a mãe deles quem cantava, ele só tentava reproduzir isso quando ela não estava.
Mas a voz daquela garota lembrava e muito a da mãe deles.
E aquilo o fazia pensar em aproveitar mais a companhia que estava ali especialmente para vê-lo.
Michella começara a cantar junto da garota e logo ele se juntara a irmã.
Ao final, quando ambos os irmãos riam, algo destoara.
— Leonardo, parece que o seu amigo ali vai nos causar problemas de novo - dissera o marido de Michella.
Quando ele voltara a atenção para o foco do problema, vira Zapp tentando convencer a garota que encerara o ato a sair com ele, enquanto Zed procurava pará-lo.
Porém não haviam mais preocupações na mente de Leonardo.
— Parece que ele se apaixonou de novo.
[ hortência - haidaxretsuko - aggretsuko ]
Pensamentos são difíceis de serem controlados, surgem tão rapidamente quanto somem, deixando um rastro ardente que evapora em menos tempo que um piscar de olhos. Para Haida, não eram apenas seus pensamentos algo difícil de serem controlados.
Seus sentimentos por Retsuko também não eram fáceis de se lidar - surgindo tão vorazmente que poderiam muito bem devorar uns aos outros - tamanho o tempo que vinha os reprimindo.
Era difícil vê-la seguindo sua rotina, se apaixonando por outros caras que poderiam ser ele caso não fosse um tremendo de um medroso, temendo ser rejeitado.
E mesmo quando fora corajoso o suficiente para tal confissão, o que poderia ter feito seus sentimentos incontroláveis sumirem, fizera com que eles permanecessem cada vez mais intensos e a ideia platônica de sua amada Retsuko ganhava cores mais reais do que utópicas.
E a Retsuko que apenas existia em sua cabeça se mostrava ainda mais encantadora mas a real, aquela com que trabalhava todos os dias era ainda mais apaixonante.
E Haida esperaria por ela, ao menos por hora.
[ íris - yukinexnora - noragami ]
Por um momento, ou quem sabe dois, Yukine gostaria de poder estar com ela ao seu lado. Nem que fosse para estudar funções quadráticas complicadas juntos, apenas sentar perto dela seria o suficiente.
Poder observá-la de perto também seria bom, quem sabe conseguir tirar alguma emoção de seu rosto, vê-la sorrir. Algo que o faria deixar de pensar nela como inimiga.
Porquê, se ele fosse sincero consigo mesmo, o sentimento era o de trair seus próprios princípios.
Mas ele não imaginava que um dia fosse se apaixonar por alguém como Nora.
[ lilás - leorioxkurapika - hunter x hunter ]
Um hobby do qual os dois compartilhavam fervorosamente era a leitura, o que não faltavam eram livros pela sala de estar, onde passavam a maior parte do tempo.
Leorio estava sempre imerso em livros relacionados a medicina, enquanto Kurapika se perdia em meio a romances policiais. Suas presenças existiam e compartilhavam pequenos argumentos, enquanto páginas eram viradas e brochuras trocadas.
— Precisamos de mais espaço - comentou o loiro certa tarde.
— E que solução você tem 'pra isso? Todos os meus livros são importantes.
E de fato eles eram, Kurapika sabia o quão importantes os livros surrados eram para Leorio, e quase sempre eles eram organizados em uma ordem que somente ele entendia. Quanto aos seus, sempre novos e organizados em ordem alfabética por nome de autor, nem que fossem empilhados no chão ao lado do sofá.
— Eu posso vender os meus em um sebo, assim consigo mais espaço. O que acha?
Leorio maneou com a cabeça.
— Você que sabe, afinal é você que precisa de espaço.
[ margarida - kingxdiane - nanatsu no taizai ]
Diane era o completo oposto do que se espera de um gigante. As qualidades destinadas a vitória em batalha deveriam estar ali, em algum lugar, mas nunca transpareciam, sequer davam as caras á luz do dia. O que se via na realidade era a força da benevolência, todo o ímpeto que ela colocava a prova em uma luta não era para morrer em nome da glória de um gigante, mas sim em nome daqueles que ela amava de todo o coração.
Diane só queria ser aceita pelos outros.
Queria flores ao invés de pedras.
Sorrisos ao invés de ofensas.
Alguém que a amasse de todo o coração.
Sorte dela que as fadas são conhecidas por sentirem as emoções uma de cada vez, devido a sua estatura mínima.
E todas as vezes que King a via, ele só conseguia sentir amor.
Pois ele a amava de todo o coração, e continuaria amando, independente de quanto tempo passasse.
[ miosótis - saruhikoxmisaki - k project ]
O brilho refletido no vidro do relógio de pulso, o impedindo de ver as horas de fato, indicava em qual período do dia Yata estava. Logo mais ele estaria liberado do seu expediente e poderia voltar para casa.
Só de pensar em poder relaxar no sofá e jogar um de seus jogos antigos, já era bom o suficiente.
A sala não tinha sinais de vida aparentes, Saruhiko chegaria tarde mais uma vez. Se ele fosse parar para contar, fazer cálculos nos quais não era tão bom, a solução seria apenas uma. Saruhiko trabalhava demais.
Diferente dele, que sempre tinha mais de um emprego para bater ponto e, ainda assim chegava cedo em casa.
De alguma forma, a convivência que criaram parecia inofensiva, aquela rotina de um chegar antes do outro, havia se tornado algo comum e reconfortante.
Ao menos agora, ele tinha certeza de que o outro retornaria.
Tamanha não fora sua surpresa, quando acordara de cara para um bolo redondo muito bem decorado sobre a pequena mesa de centro. Saruhiko estava de costas para ele, sentado sobre o tapete no chão, digitando freneticamente algo em seu notebook.
— Que dia é hoje?
— Nenhuma data em especial, mas achei que não custava comemorar o dia em que você me perseguiu de bicicleta.
Aquilo fez Yata rir. Geralmente era ele quem se lembrava de datas importantes, não Saruhiko, que sempre reclamava da validade de se comemorar algo. E ali estava ele, com um bolo para celebrar o dia em que se conheceram.
— Então vamos comer, parece que hoje você não comeu nada. Vê se para de beber tanto energético.
Saruhiko se limitara a um estalar de língua.
[ narciso - eijirouxmina - boku no hero academia ]
Desde que se reencontraram no colegial, estudando na mesma classe com pessoas tão diferentes, Eijiro e Mina criaram uma pequena rotina de encontros - já que a rotina de heróis em treinamento era muito exigente. Ao menos uma vez ao mês, combinavam de sair dos dormitórios e aproveitarem uma tarde na companhia um do outro.
Eles já passaram uma tarde no parque, se aproveitando dos brinquedos. Já foram a uma sorveteria e a um café. Ao menos duas vezes foram ao cinema, pois se Mina podia assistir um musical bem coreografado, então Eijiro poderia arrastá-la para ver um filme de ação repleto de acidentes de carros e tiroteio. E até mesmo passaram pelo arcade, onde ele perdera feio em uma batalha de dança, que se repetiu cinco vezes seguidas.
Ou apenas procuravam por um lugar tranquilo, como a praça feita em nome do Símbolo da Paz na qual estavam.
Em todas essas ocasiões, Eijiro conseguia descobrir um detalhe completamente novo em Mina e assim, ela ganhava mais características em seus pensamentos. Ela não era apenas vibrante e inquieta, sempre pronta para dizer algo inconveniente a ponto de constranger seus amigos. Mina era mais esperta do que aparentava e mais segura do que ele conseguira ser em anos e, poder estar ao lado dela era uma oportunidade única de ver a si mesmo com outros olhos.
— Olha só Kiri, parece que você está deixando de ser emo finalmente!
O sorriso de dentes pontiagudos viera facilmente, enquanto ele comemorava no melhor estilo Kirishima de ser.
[ orquídea - lucyxatsushi - bungou stray dogs ]
De uma coisa Lucy tinha certeza, Atsuhi era lerdo.
Lerdo demais.
Seria estupidez de sua parte julgá-lo como um tremendo idiota, pois isso ele não era. Não, ele era apenas lerdo. Seu raciocínio não conseguia enxergar a sutileza nas ações dela, muito menos entender o significado que ganhara depois de tudo que fizera por ela no passado.
Sim, Atsushi era lerdo.
Ainda assim, não era fácil conter a velocidade de seus batimentos cardíacos quando ele estava por perto, ou quando ele não entendia suas declarações desajeitadas.
Provavelmente, estar apaixonada por alguém lerdo como ele requisitava muita paciência.
[ peónia - reixhinata - sangatsu no lion ]
Dias nublados não traziam surpresa a rotina centrada de Rei, não quando ele já se acostumara a dias chuvosos e turbulentos, quando tudo parece inundar e te tragar para baixo. Ele não se surpreendia. Já vivera muito disso, metade de uma vida já era mais que o suficiente.
Seu corpo já estava tão habituado a isso que, quando o calor da estação das flores chegara de supetão na forma de uma garota, ele não soube como reagir.
Ao menos não fora apenas uma, mas três. Três garotas de idades diferentes.
Mas a que mais lhe cativara fora a do meio.
Hinata era com toda certeza, uma grande luz radiante em sua vida. Seus trejeitos, seu sorriso, sua força de vontade, até mesmo suas lágrimas, eram todas elas memórias preciosas guardadas como frágeis próximas ao coração de Rei.
E mesmo em dias nublados, apenas a presença dela era o suficiente para que ele pudesse ver algo diferente de cinza.
[ protea - larsxsadie - steven universe ]
Desde que voltara a trabalhar no Big Rosquinha, os momentos que passava ao lado de Sadie se tornaram mais escassos. Agora que ela tinha uma banda para liderar, seu tempo era consumido entre ensaios e viagens para shows.
Foram vários desencontros até que conseguissem estabelecer uma rotina onde pudessem se ver sem grandes interrupções. Nesses dias, ela aparecia correndo na loja, enquanto Dewey maneava com a cabeça, batendo levemente em seu ombro, dizendo que ele poderia ser dispensado mais cedo.
Nesses dias eles costumavam caminhar pela praia, apenas para conversar.
Mas hoje acabaram por tomar outro rumo, subindo a colina de grama verde da cidade.
— Eu sei que você já deve estar cansado disso mas, como é trabalhar com o antigo prefeito?
Mesmo sem olhá-la, ele sabia que um sorriso travesso aparecera em seu rosto.
— No começo foi estranho, porque até mesmo como prefeito o Dewey era estranho mas, com o tempo percebi que ele só não sabia interagir com as pessoas. Até que agora 'tá legal, ele já me chama pelo nome.
— Para ele conseguir se lembrar do seu nome, você se tornou alguém importante.
— É, até que não é tão ruim trabalhar com ele, mas com você era mais divertido.
Ela riu, por mais que aquilo não fosse uma piada.
— Claro que era, eu fazia tudo.
— Você sabe que não é disso que estou falando Sades.
Os dois já estavam a uma distância considerável da cidade. Observar Beath City dali de cima era uma experiência e tanto.
— É, eu sei. Desculpa. Também sinto falta de trabalhar com você Lars, ou pelo menos passar mais tempo com você. Mas eu adoro ter uma banda.
Mesmo sem compreender completamente, ele sabia que sorria ao ouvi-la falando da banda.
— Eu sei, você aproveita mais isso do que qualquer outra coisa, dá até 'pra sentir. Então agora você toca bateria?
Ela deu de ombros, sentando-se sobre a grama.
— Você acaba aprendendo de tudo, quando tem com o pai do Steven como empresário.
— E como é trabalhar com ele?
— A primeira noite- o primeiro show com ele, foi algo incrível! Eu não imaginava que alguém como o Greg poderia entender tanto de música, e ter ele por perto é uma experiência e tanto.
E agora ele compreendia o sentimento que o fazia sorrir tão livremente, sempre que Sadie comentava sobre a banda.
Era orgulho.
E mesmo que ele quisesse sentir outra coisa, não haveria espaço para tal ideia mesquinha.
Assim, ele se sentou ao lado dela.
— Parece que ter uma banda fez bem 'pra você.
— Assim como virar um pirata espacial fez para você.
Ele riu colocando as mãos na cintura, fazendo pose.
— Fala sério, eu sou incrível como pirata!
— Pode até ser, mas eu prefiro os seus doces.
Um leve rubor aqueceu as maçãs já rosadas dele, enquanto coçava uma delas com o dedo, sem jeito.
— Valeu.
"Se eu pudesse sentir o gosto dos meus doces de novo...", pensou por fim sem dizer mais nada.
[ ranúnculus - kidxliz - soul eater ]
Liz não se lembrava de ter visto uma floricultura na primeira vez que viera a Death City. Desde que colocara os pés naquele deserto de sol escaldante, tudo o que conhecera fora o café em que era obrigada a trabalhar com Patty - ao menos por um tempo.
Depois vieram as viagens com Kid, e no tempo que tinha para andar pela cidade nunca notara a existência de uma loja especializada em flores. Em Nova Iorque deveriam existir aos montes mas no Brooklyn, no bairro onde zanzava, elas eram inexistentes.
Então não era surpreendente a expressão em seu rosto quando entrara em uma pela primeira vez.
Ela era pequena, mas tão colorida que quase não se notavam as flores.
Algo no canto do lugar lhe chamou a atenção, pediu a moça que separasse um ramo pequeno, mesmo sem saber como as flores seriam ajeitadas - saiu da floricultura com um pequeno buquê enfeitado por papel cor de laranja.
Quando Kid chegou a mansão no fim do dia, enquanto Patty estava distraída na cozinha, ela o presenteou com o buquê junto de um cartão.
E ele lera em alto e bom som o que fora escrito e ela fumegava de vergonha.
Era tão difícil para ele aceitar um presente?
[ rosa - shinraxcelty - durarara ]
As estações mais quentes eram impiedosas com aqueles que usavam uniformes em Ikebukuro. Diria Shinra que sofria em seu jaleco branco, mesmo durante a noite a temperatura não cessava, fazendo com que ele chegasse suando bicas em seu apartamento.
Ondas de calor saíam pelo asfalto e ainda assim, Celty não parecia incomodada em seu macacão preto, a temperatura não parecia afetá-la de forma alguma, o que incomodava Shinra em um nível que ninguém além dele entenderia.
Ao menos ele conseguira uma pequena vitória, quando convencera a motoqueira sem cabeça de que passar o tempo inteiro naquele colante preto não faria bem a pele dela.
Era claro que Celty vira a real intenção por detrás daquelas palavras, mas a mesma não via problema algum em ceder. Não quando ela poderia aproveitar o calor vibrar em seu corpo, enquanto trajava uma regata curta acompanhada de shorts, ambos em tons entre preto e cinza.
[ sálvia - erzaxjellal - fairy tail ]
Se a sabedoria é uma virtude, então Erza era moldada as bases dela. Não havia embate do qual ela não saísse vitoriosa. A batalha poderia ser dura mas ela nunca perderia, em hipótese alguma.
Fora dessa forma que ele a motivara afinal e, mesmo sem vê-lo, com uma promessa cega em seu coração, somente o fato de algum dia ter conhecido Jellal a fazia se manter se pé.
Seus amigos e companheiros de guilda a faziam se manter firme.
Mas era Jellal quem ela almejava no fundo de seu coração.
Não importavam as cicatrizes que outrora ele fizera nela, marcando momentos dos quais ela não conseguia esquecer. Suas lembranças felizes sempre sobressaíam as que traziam dor, e isso fazia dela alguém mais forte.
Alguém sabia e forte o suficiente para lutar em nome do seu amor.
[ trevo branco - gon centred -hunter x hunter ]
Gon era apenas uma criança, mas já vira muito do mundo em sua busca atrás do pai, que o deixara sobre a tutela da irmã mais nova.
Ele era apenas uma criança, o certo e errado eram ditados de acordo com o quanto ele gostava de uma pessoa, estivesse ela certa ou errada. Seu julgamento sempre o deixava com marcas no corpo.
Algo que o marcava muito era a vontade de lutar por seus ideias, colocaria seu corpo em risco em nome disso.
O garoto era tão inconsequente que a sua inocência, na maioria das vezes, conseguia ser maior que ele, fazendo-o ganhar mais uma vez seu brilho jovial.
Mas acima de suas fraquezas e defeitos, Gon não deixava de ser uma criança carismática.
Seu sorriso radiante muitas vezes era mais brilhante que o próprio sol.

[ tulipa - rinxshiemi - ao no exorcist ]
As vezes, custava a Shiemi crer que Rin era filho de um demônio poderoso. Não a julguem mal, só de olhar para as trapalhadas que ele fazia era realmente difícil de acreditar nisso.
Mas a verdade maior era a que ele realmente descendia de uma poderosa raça de demônios.
E a princípio aquilo a assustara.
Até deixar de ser algo assustador.
Até ele ter se declarado para ela, e ela não saber o que dizer.
Até ela saber o que dizer, e ouvir a si mesma dizendo que não estava pronta para escutar aquela declaração.
Sua única amiga dizia que ela estava apaixonada.
Apaixonada pelo demônio que não parecia demônio, com um largo sorriso e trapalhadas a mil, mas com um grande coração.
Ao final, Shiemi ganhara o grande prêmio.
O coração de um demônio.

[ urze - izukuxochaco - boku no hero academia ]
Certo, aquela não era a sua intenção, não mesmo. Ela não queria fazer com que seus corpos flutuassem sobre o parque naquele lindo dia de sol, onde toda turma estava reunida. Não, definitivamente não.
— Uraraka, eu não sabia que conseguia fazer mais de uma pessoa flutuar.
Acredite, nem mesmo ela sabia disso, já era incrível seu estômago não estar revirando com a situação.
E a voz analítica dele não ajudava em nada.
Justo quando ela pensava que conseguiria dizer alguma coisa sobre seus sentimentos por ele. No quanto sua admiração se tornara algo completamente novo, que ela não conseguia controlar e em meio a isso, as mãos dela encontraram as dele e no instante seguinte, eles estavam flutuando.
Com a turma inteira abaixo, assistindo.
Ela poderia ter escolhido um momento melhor, poderia ter deixado um dos dedos livres, mas não.
Eles estavam cada vez mais alto.
— Uraraka, você esta cada vez mais vermelha.
— Eu estou bem Deku, é só que, eu queria conseguir te dizer algo, só não consigo.
— Algo importante?
O olhar curioso dele estava ali mais uma vez e, caso não estivessem de mãos dadas, ela tinha certeza de que ele estaria anotando algo em seu caderno.
Claro, eles estavam de mãos dadas!
Só assim para ela perceber que ele também estava tão vermelho quanto ela.
— Eu gosto de você, Izuku. Muito.
— Sério?
Ela apenas acenara com a cabeça, sorrindo por não acreditar que conseguira dizer tais palavras. Até mesmo seu corpo e mente estavam mais leves com aquilo.
— Uh, Uraraka? Nós estamos caindo.
Ela olhou para baixo percebendo que realmente, eles estavam caindo, e rapidamente diminui a intensidade da queda.
— Desculpe por isso!
— Não, 'tá tudo bem, eu não sei no que pensar agora mesmo.
Quando atingiram terra firme, ambos estavam rindo, enquanto que seus espectadores procuravam entender o que havia ocorrido lá em cima. Nenhum deles parecia entender o motivo da graça que vinha da dupla.
Quando Ochako fez menção de separar suas mãos das dele, Izuku entrelaçou seus dedos a uma delas, tomando cuidado para que ao menos o mindinho não fizesse contato com sua mão.
Ele tinha um estranho sorriso nos lábios e olhos determinados, como se tentasse dizer algo a ela, antes de soltar suas mãos das dela e ir em direção aos outros colegas de sala.
O corpo de Ochako vibrava de emoção. Sem saber o que fazer, ficou parada no mesmo lugar que aterrissara.
— Parece que a mademoiselle conseguiu se declarar, hm?
— Fica quieto Aoyama!

[ violeta - watanuki centred - xxxholic ]
Watanuki era uma pessoa acostumada a ver coisas que pessoas normais não deveriam ver, e isso o acompanhava como uma sina que ele desconhecia o motivo desde tenra idade, não sendo incomum os olhares que o pobre garoto recebia só por estar conversando com o que deveria ser nada. Levara tempo para que seus olhos se acostumassem aos poucos, a diferenciar aquilo que não pertencia a sua realidade física.
Até que ele deixasse de temer o que via e passasse apenas a preservar sua existência, que sempre era perseguida por aquilo que os outros não poderiam ver com seus olhos comuns.
Até que uma loja misteriosa, com uma dona folgada, aparecessem em sua vida para mostrar-lhe uma maneira diferente de lidar com seu dom inconveniente.
Assim ele aprendera a compreender o que via de diferente, entendê-los propriamente, tal como a enfrentar aquilo que o perseguia descobrindo dessa maneira, que nem todos queriam o seu mau.
Se não fosse por Yuuko, em algum momento ele se deixaria ser devorado por aquilo que somente ele conseguia ver.
Ele sempre fora tão sozinho, sem uma família que lhe desse motivo de vida mas ao menos, ele poderia dizer sem receios que conseguira amigos.
Watanuki amava incondicionalmente uma garota que lhe trazia má sorte, e junto dela havia um rapaz ao qual ele odiava mortalmente. Curiosamente, ambos os três eram amigos inseparáveis.
E ironicamente, o rapaz pelo qual ele nutria um ódio mortal era a o único capaz de fazer com que ele não visse nada além do que não fosse o normal.
Doumeki iluminava suas sombras e lutava por ele com forças que ele mesmo não teria.
Ao lado dele, Watanuki sentia o desejo de não querer desistir tão facilmente de sua vida.
Heis que a coleção mais ousada (tá, nem tanto) que criei finalmente ficou pronta! Tinha o nome de "flower crown" anotado no meu bloco de notas a alguns anos, a ideia era simples, juntar alguns shipps e relacioná-los a flores. Mais simples dizer do que fazer. Para terem uma ideia, só consegui começar a trabalhar nisso em (07) julho do ano passado com o drabble de Yuki e Shiro e parei logo depois disso. Empaquei. Até resolver focar nisso em meados desse ano, e aproveitar que a estação das flores iria demorar alguns meses para chegar, foi bem rápido até, em questão de semanas já tinha um apanhado de dez drabbles e aumentando eu nem acreditei que a alguns meses reclamava de não estar com vontade de trabalhar nisso e do nada, pã, a coleção já estava pronta!- Tive uma grande ajuda desse site para aumentar o meu leque de espécies. O mais curioso é que, por querer deixar tudo em português, e ali todos os nomes estarem em inglês, descobri o quão diferentes são alguns nomes de um país para o outro - mas ainda sou uma adoradora de margaridas.
- A minha ideia inicial era variar nos fandoms, mas acabou que alguns se repetiram mais do que imaginei, não que isso não tenha me agradado, só fui perceber isso no final mesmo a coleção num todo ficou muito bonita! Também paguei com a língua, quando disse a um tempo atrás que não escreveria algo para 3-gatsu no lion e fruits basket, pelas tramas não me darem tanta vontade de fazê-lo, isso até eu amar a ideia do Rei com a Hinata e querer escrever algo para Yuki e Machi. Ninguém realmente perguntou mas, quando imaginei a garota e o grupo de vocais femininos cantando no parque em 'goivo' a música que me veio a cabeça foi chiquitita (ABBA)! Só depois pensei no Leo cantando ela mas acho que ficaria uma fofura.
Obrigada por ler!
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doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

arquivos gerais
※ fanfictions e marcadores
Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

(atogaki) sotsugyousei
※ blogues singulares e os créditos
| anageek antique faerie d-strawberrypie dama de ferro estranho peixe hishoku no sora into the next night porcelana la petit souris limerence litorais nasetet soshyu necropsist tsuki no shita yokuboumugendai |
and glenthemes (google fonts, sadthemes) background made with nichi and fotor, color palette in coolors (timely!! album cover anri) icons by b-aware, annicon, animeicons, sundry, recadreuse, trilies, vuvuzela, dulcinea, hawkeye, 1000dreamers. thank u ♥ |
quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.