{ drabble collection } When you get older.
※ 12 de outubro de 2019 (12:20 AM) + comentários (0)
É, parece que esse vai ser mais um mês de outubro sem dedicação a histórias arrepiantes, meus caros. Tendo em vista que nem sequer cogitei tal ideia dessa vez, e tenho uma inabilidade considerável para escrever algo do tipo. Sinto que o dia das bruxas não me é mais tão interessante assim, mas provavelmente comprarei doces no dia por motivos óbvios.Enfim, acabei tendo uma outra ideia, bem em cima da hora e resolvi seguir com ela. Uma coleção para o dia das crianças, outra data marcante deste mês - dá até para dividi-lo entre as duas datas se pensar assim. E depois que descobri o mangá de SPYxFAMILY, o clima familiar acabou tomando conta de mim, resultando numa motivação a mais, e aqui está, uma série de fictions dividida entre vários fandoms, porém focadas nos personagens mais novos ♥ afinal, temos muito o que aprender com essas crianças fabulosas!
Posso não ter mais idade para ganhar brinquedos (e nem quero) mas os comerciais feitos para esta data são realmente encantadores.
Estou meramente surpresa com a quantidade de pirralhos que consegui juntar aqui, afinal além dos títulos que adoro (aos quais nem todos tinham crianças) fiz um esforço para puxar outros e juntei uma boa quantia. Ufa! Também coloquei empenho para lidar com as mentes infantis aqui, é inédito para mim trabalhar esse tipo de perspectiva (coloquei imagens dos pirralhos também, vai que os olhinhos deles cativam vocês, hm) e criei uma playlist para a coleção, por mais que as músicas não tenham muito a ver com as histórias. Bom, lhes desejo uma boa leitura!
[ esperteza - anya - spyxfamily ]
Por mais que pudesse ler mentes e saber o que as pessoas pensam - habilidade que em lugares cheios de pessoas a causava grandes dores de cabeça - Anya não era capaz de saber algo que não se passasse pela mente das pessoas. Logo quando comera morangos estragados, percebera que sua mãe nem sequer notara o estado das frutas.
Se bem que aquela mulher não tinha muitos dotes culinários.
— Ma', é normal morango ter gosto de madeira?
Yoru, uma bela mulher que escondia habilidades mortais, parecia surpresa com a pergunta - para tanto, até deixara de lavar a louça, a água escorrendo sobre pratos e talheres sujos.
— O quê? Anya, como você sabe que gosto tem a madeira?
A garotinha permanecera impassiva, notando o desconforto da mãe, pelos pensamentos ela transmitia nervosismo.
— Os morangos estão estranhos.
Dito isso, Yoru fechou o registro da torneira, indo até ela e provando das frutinhas vermelhas dispostas em uma vasilha de porcelana decorada, fazendo uma careta logo em seguida.
— Desculpe, eu deveria ter provado antes.
Os pensamentos ansiosos dela faziam Anya rir, era divertido para a garota ver Yoru se dedicando tanto para ser uma boa mãe.
Visto que as maiores habilidades dela eram destinadas para matar - e para Anya, ter uma hitman como mãe e um espião como pai era algo incrível demais.
— Você pode pedir para o pa' ensinar você.
A mera menção de Lloyd o rosto da mulher se tornou vermelho, e seus olhos passaram a encarar o chão, sem jeito e com muito constrangimento borbulhando em suas veias.
Para seguido disso, a mente de Anya ser invadida por momentos de uma noite no passado, onde seus pais adotivos quase se beijaram - coisa que fez a garotinha vibrar.
— Ma', quando você e o pa' vão se beijar de verdade?
— Nós não vamos nos beijar Anya!
Um sorriso largo veio ao rosto da garotinha esperta.
Afinal, ela queria que seus pais se dessem bem. Que sua nova família permanecesse unida, para que dessa forma ela ainda tivesse um lar.
Um lar acolhedor.
Mesmo que fosse temporariamente.
[ cativante - naru - barakamon ]
E curiosamente, fora uma criança que o fizera amadurecer.
Naru via tudo por uma ótica otimista e criativa, de baixo, onde sua pequena estatura a permitia.
E foi por meio de atos inocentes, que ela mostrara ao homem que Handa era, o quão bom era conseguir ver a vida e seus obstáculos com uma ótica mais simplista.
Que nem todos os problemas eram o fim de um mundo.
E que ele, com seu jeito desengonçado, conseguira cativar a menina mais espevitada da vila.
[ rastros - haru - tsuritama ]
Isso até Haru aparecer. No momento em que se encontraram pela primeira vez, ele sabia que algo grande estaria por vir. Que aquele completo estranho, que não se importava com as mínimas lições de ética e com manias mais estranhas ainda, poderia mudar o mundo a sua própria vontade.
A verdade era que Haru não era exatamente um humano. E por isso mesmo, seu jeito libertino de agir, fez dele alguém que ele próprio não imaginava um dia ser.
Yuki amadurecera. Crescera. Fizera amigos. Salvara o mundo. Mas nada disso seria possível sem a presença de Haru na equação.
Haru, a primavera atemporal no corpo de um garoto, com mentalidade de criança.
Ele se fora, depois de ter sua missão cumprida.
Porém os rastros de sua passagem pela Terra estavam mais que marcados.
[ orgulho - maria&yuzuru - koe no katachi ]
Observar o quanto Maria crescera em tão pouco tempo ainda deixava Shouya surpreso. Parecia que até ontem ela era uma garotinha, miúda com poucas e inocentes palavras na ponta da língua. Para agora estar esticada, perdendo todas as pequenas características que fizeram dela uma criança tão adorável.
Shouya não queria admitir em alto e bom som mas, agora ele começava a se sentir um tanto quanto velho.
Quando comentara sobre isso com Shouko, por meio de mensagens de celular, ela contara do quanto Yuzuru a surpreendia mesmo estando distante dela. O quanto sua irmã mais nova conquistara com suas fotografias.
Nesses momentos, ambos admitiam sem medo do quão orgulhosos estavam das duas garotas.
[ empatia - steven - steven universe ]
Mas curiosamente, ninguém o fazia.
Ele era um garoto, apenas isso. Já era algo fora do comum toda a energia e alegria que tinha consigo, para dar e vender a todos os habitantes daquela pequena cidade praiana.
Assim como ele não pensava duas vezes em ajudar alguém necessitado, mesmo que a pessoa não pedisse verbalmente por isso.
Steven Universo tinha um coração de ouro, que sangrava sempre que procurava entender sobre si mesmo - sobre quem fora sua mãe e todas as responsabilidades que ela deixara sobre seus pequenos ombros.
Ele não gostava de pensar coisas ruins sobre a mãe, quando ela fora responsável por tantas coisas incríveis, mas doía não tê-la por perto e em troca, ter de enfrentar tantos obstáculos deixados por ela.
Ele poderia ter pessoas maravilhosas por perto, mas enfrentar esses obstáculos era dolorido demais para ele.
Até deixar de ser.
Até ele conseguir ultrapassar tudo isso com algo, um dom, que apenas ele tinha.
A empatia de Steven era uma de suas marcas registradas, e apenas ela sozinha já fazia tanto por ele.
[ gentileza - nina - gangsta ]
Era segredo mas Alex, as vezes tinha aulas de sinais com Nina. Acontecia em raros momentos, onde as duas tinham tempo na companhia uma da outra sem intromissões alheias. Em dado momento, Nina perguntava se ela conhecia determinada palavra e quando tinha uma negativa como resposta, mostrava o passo a passo de como sinalizar tal palavra ou frase.
As vezes era Alex quem perguntava, mas o ritmo era o mesmo.
— Você é gentil, Alex. Diferente da outra mulher que eles deixaram morar na sede.
Nina tinha uma expressão triste no rosto. E mesmo que brevemente, Alex se lembrava de ver Nicolas se encontrando com uma mulher acamada no bordel daquela mulher grande, Georgina, se não lhe falhava a memória. Sua curiosidade sobre ela era grande, mas sabia que aquilo não era algo que deveria saber.
Nicolas era o grande motivo por trás de ambas quererem aprender sinais.
— Ela sabia muito sobre a língua de sinais, falava bastante com o Nico. Foi por conta disso que quis aprender mais, mas ela era fria, sem emoção alguma.
— Por que diz isso?
Os olhos azuis da menina encaravam o chão.
— Ela ajudava o Nico a se machucar. Por isso ele exagera nos medicamentos.
Um prato com biscoitos fora oferecido a Nina, naquela tarde elas se encontraram para ficar na cozinha.
Ela pegou um, passando as costas das mãos sobre um dos olhos.
— Mas você é melhor que ela, você tem amor a vida e assim como eu, gosta do Nico. Não quer que ele se machuque.
O sorriso no rosto de Alex era agridoce.
— E você sabe que isso não cabe a nós, Nina. Quem decide isso é, e apenas é o Nicolas.
Ela riu.
— Você está certa.
[ frágil - nai - karneval ]
Em toda a sua vida, Gareki não imaginava que poderia chegar aonde chegou, e pelo motivo ao qual chegou. Não imaginava que um dia seria pego, ou que teria toda a sua atenção voltada para uma criatura que ganhara forma humana miraculosamente.
Mas não era difícil de acreditar nisso. Sempre que via a expressão no rosto de Nai, incapaz de ver malícia no mundo, como se houvesse vindo de uma terra longínqua e inabitada, tão diferente dele - seu senso protetor falava mais alto.
Mesmo sem compreende-lo completamente, ele já havia feito uma meta de preservar aquela existência tão curiosa e frágil.
[ inconsequências - killua&gon - hunter x hunter ]
Se Killua houvesse encontrado Gon em uma realidade diferente daquela, ambos poderiam ter levado mais adiante a amizade fugaz que se consolidara naquela seleção de caçadores, onde ele só queria fugir da família.
Ele poderia rir da maneira simples de Gon ver o mundo para, no dia seguinte ter insetos colocados nos tênis, ou algo assim.
Seria bom um mundo como esse, onde ele não teria de lidar com o egoísmo desenfreado do amigo e vê-lo se levar a própria ruína em nome de uma vingança.
Naquele momento, Killua pensara no quão inconsequentes as crianças poderiam ser e no quanto isso poderia doer.
[ convivência - uni&lambo - katekyo hitman reborn! ]
Tsunayoshi Sawada já havia se acostumado a ter uma casa cheia. Desde que percebera que seu elo com a máfia italiana não desapareceria simplesmente, ele apenas aceitara as inúmeras visitas que recebia durante a semana - desde os amigos de escola, a parentes e amigos internacionais.
Assim como Uni, que aparecia raramente em Namimori, acompanhada das duas famílias que liderava. Uma garotinha acompanhada de vários marmanjos, que só sabiam discutir sobre o que ela poderia querer.
Uni era muito querida e a mãe dele, Nana, sempre se iluminava ao vê-la. Era um brilho muito semelhante ao que ela tinha quando cuidava de Lambo, o garotinho que gostava de se vestir de bezerro e se gabar.
Os dois pareciam conseguir viver a infância em sua melhor fase, mesmo estando inseridos em negócios nocivos, ambos conseguiam transmitir algo que mantinha todos a sua volta com uma calmaria cristalina, que nem sempre existia em meio aos negócios.
— Tsuna-nii, parece que você subiu de ranking mais uma vez, agora como o irmão mais velho número um em uma escala de mil.
E havia Fuuta também, o garoto que conseguia rankear pessoas através de suas habilidades de contatar o universo contável, ou algo assim.
— Tio, veja o que consegui fazer.
Naquele dia, Uni não parecia em nada com a líder de uma família de mafiosos e de um grupo de arcobalenos em fase de crescimento. Ali na cozinha, ao lado de Nana fazendo petiscos, ela parecia uma garotinha normal.
— Parecem deliciosos, Uni.
Mas era claro que Lambo sempre conseguiria um meio de chamar atenção para si mesmo, fazendo estripulias pelo cômodo mais movimentado da casa, trazendo Haru em seu encalço.
E tudo o que Tsuna conseguia fazer naquele momento era rir, com Fuuta sendo contagiado ao seu lado.
[ precioso - kohane - xxxholic ]
Seus olhos já haviam visto tantas coisas em tão pouco tempo vivido. Coisas que não deveriam ser vistas, pessoas que já não estavam mais vivas, a ruína da mãe, alguém que assim como ela, já passara por experiências semelhantes e por um breve momento, pensou em coisas que ela pensara.
Kohane acabara criando uma boa amizade com Watanuki, e com ele aprendera lições valiosas para uma vida inteira.
Ao lado dele, ela pudera ver o mundo pelo o quê ele era realmente, com aqueles mesmos olhos que muito haviam visto.
[ admiração - eri&kouta - boku no hero academia ]
Quando Izuku os conhecera em frente ao perigo iminente, o sentimento que tivera fora o mesmo, a mais pura vontade que seu lado heroico poderia evocar.
Um sorriso. Pois ele acreditava que - assim como seu grande ídolo All Might - se sorrisse, o medo no coração daqueles que estava para salvar se dissiparia. E assim, ele seria motivado para cumprir com seu objetivo como herói.
Tanto Eri quanto Kouta eram apenas crianças quando foram salvos por Izuku, e quando o viam, faziam questão de sorrir tão largamente quanto ele.
A admiração de Kouta era tamanha, que ele até pedira para que a tia lhe comprasse um par de tênis idêntico aos dele, no mesmo vermelho marcante.
E ele deixara de agredir verbalmente Izuku quando o via, se resumindo a palavras eufóricas do quanto o estimava como herói, coisa que sempre trazia um sorriso ao rosto da tia.
Eri costumava escrever cartas para ele, sempre mostrando evolução no seu conhecimento pelas palavras, porém trocando algumas letras de vez em quando.
Ela se iluminava sempre que o via mas com certeza, a sua memória favorita sobre um de seus heróis favorito, fora quando ele lhe dissera que não havia motivos para ela se entristecer por suas cicatrizes, mas sim se orgulhar delas, assim como ele fazia com as que tinha.
[ doce - kyouka - bungou stray dogs ]
Exceto por alguns, como Ranpo e o mais novo membro da equipe, Kyouka, que se sentia desconfortável com a ideia de estar fazendo outra coisa quando poderia estar ajudando Atsushi em um caso.
Ela poderia ser nova - não só no tempo ali mas como em idade - mas suas habilidades furtivas refletiam claramente seu antigo cargo na máfia do porto. E curiosamente, ninguém ali parecia se importar com isso.
Muito menos Ranpo, que a chamara para comprar doces.
— Porque não veio sozinho?
— Por que eu não me lembro do caminho.
A doceria não era distante da sede da agência, pelo que o outro dissera, muito menos as direções eram complicadas. Até mesmo ela conseguira memorizar o caminho.
— Para um detetive, você tem um péssimo senso de direção.
— E quem disse que preciso disso para resolver um caso?
Ranpo cruzara os braços com uma expressão irritada.
— Só é estranho que uma criança consiga se lembrar de algo que um adulto nem sequer tenta memorizar.
— Não preciso disso.
— Mas sem mim, você não chegaria aqui.
Ele deu de ombros, entrando na loja.
— Só uni o útil ao agradável. Você também gosta de doces.
— Eu ainda tenho idade para isso, senhor Ranpo.
Ele parecia não se importar com aquilo, visto que enquanto Kyouka falava, seus olhos e mãos passavam rapidamente pelas gôndolas multicoloridas, pegando aquilo que o atraía.
— E quem disse para uma criança da máfia que eu não posso comer doces? - perguntou, oferecendo a ela um pirulito — Este é o melhor, são três sabores em um, e o palito é chiclete puro.
Enquanto encarava o doce, lembranças lhe vinham a mente, mas nenhuma delas conseguia ser tão brilhante quanto as que fizera no presente.
— A máfia é cruel, mas também é uma família.
— Bom, agora você tem outra. E doces, mas não todos, pois os compro para mim.
O pirulito realmente era saboroso, e para Kyouka, não seria tão ruim poder ter um pouco dele todos os dias.
[ brincar - angela - soul eater ]
Que a bruxinha adorava desaparecer em plena luz do dia, disso ninguém duvidava, mas que ela também era capaz de sumir com objetos e pertences, bem isso era uma completa novidade.
No começo ninguém realmente dera falta, mas aos poucos, de todos os membros da Shibusen que tinham o mínimo de ligação com Angela, passaram a dar falta de certas coisas - objetos principalmente.
Até os encontrarem pendurados nas pilastras do colégio, intrinsecamente selecionados, como se fossem apanhadores de sonho. Isso ocorrera depois de uma das reuniões entre bruxas as quais Angela comparecia ao lado de Kim, que guinchou ao encontrar seus preciosos acessórios refletindo a luz do sol no fim da tarde.
Sempre que se lembrava desse momento Angela ria, e só para não perder o costume de pregar peças nos outros, dava um jeito de esconder os brincos de Kim nos pertences de Black Star para que ele acabasse queimado.
[ crescer - ebisu&yukine - noragami ]
Ebisu não se lembrava de seu antigo eu quando renascia. Tudo ao redor poderia permanecer o mesmo mas, ele não conseguia se lembrar de nada, muito menos dos motivos que o levaram a voltar a ser uma pequena criança.
Ao menos suas shinkis eram uma constante, sempre que voltava a ter uma estatura pequena, elas cuidavam dele. O ensinavam coisas que ainda não sabia, ou apenas amarravam seus sapatos, pois ele ainda continuava péssimo em ter noção quanto ao seu corpo.
Seus deveres como o grande deus da fortuna permaneciam gravados em seu cerne, era a sua habilidade natural saber a quantas andava a economia no Japão mas, ele sentia que faltava algo.
Kunimi o avisara para tomar cuidado com a ganância por poder. Ele poderia necessitar de muitos funcionários, mas existiam limites, e isso poderia ser uma referência aos outros Ebisus antes dele.
Ao menos Yato o tratava diferente, como se ele fosse alguém que não soubesse de tudo inteiramente, como se fosse um irmão mais velho zelando por ele. Alguém com um ponto de vista inteiramente novo, alguém que tinha um cuidado por sua shinki tal como tinha por ele.
Yukine não mudaria com o tempo, não cresceria em estatura como ele mas, naquele momento ambos poderiam ser tratados de formas semelhantes.
Como duas crianças que ainda tinham o mundo para aprender.
[ diversões - anna - k project ]
Dificilmente Anna saía desacompanhada do bar, por mais que não houvesse perigo iminente, Kusanagi odiava a ideia de vê-la andando sozinha. Por isso mesmo que, quando ela disse que queria ir ao parque de diversões, Yata e Kamamoto foram escalados para a missão.
A pequena garota, por mais que parecesse delicada, adorava ir nos brinquedos mais radicais do parque. Só na montanha russa foram cinco vezes seguidas, para desespero de Kamamoto, que revezava com Yata na ida aos brinquedos.
E assim fora passado aquele dia, de um brinquedo ao outro com alguns palitos de algodão doce, e lágrimas saindo por debaixo dos óculos de sol que Kamamoto usava.
Até as cores do pôr do sol invadirem o lugar e Yata ter uma ideia.
— Ei Anna, o que acha de irmos na roda gigante?
— Yata, já chega-
— Tudo bem, Misaki.
Dessa vez foram os três em uma gôndola, e enquanto a dupla se acomodava em seus lugares, Yata pediu ao maquinista do brinquedo que os mantivesse no topo por mais tempo - que tentou negar embora tivesse algumas notas em mãos.
Enquanto a gôndola girava, Anna não conseguia deixar de observar o sol se pondo, vendo seus feixes de luz invadirem o pequeno lugar onde estavam, até que a instalação de metal parou. De cima, o parque parecia minúsculo, mas tudo que garota conseguia ver era luz vermelho-alaranjada no poente.
— É bonito, não?
Ela sorriu minimamente.
— É um vermelho muito bonito, Misaki.
Para Anna, vermelho era a única cor a ser vista, mesmo sabendo que existiam outras cores. Ela sabia que algo não era da cor do sangue quando o via, por isso, o entardecer a fazia sorrir.
Dessa forma, ela se lembrava mais um pouco do vermelho que Mikoto emanava.
[ brilho - momo - 3-gatsu no lion ]
Dentre as três irmãs, Momo era a mais nova. Uma garotinha adorável e cheia de energia, que sempre procurava ter com quem brincar, nem que fossem os gatos da irmã mais velha. Ela não parava quieta em momento algum, exceto quando o cansaço a tomava, pedindo por cama.
E quando Rei aparecia com seu amigo, que lembrava e muito um personagem de desenho animado, ela fazia questão de monopolizar a atenção dele. Por sorte, Nikaidou parecia gostar de Momo a ponto de mimá-la sempre que podia, fosse com um sorvete, fosse com um vestido novinho.
Na realidade, todos adoravam mimar Momo, desde a sua família aos amigos mais próximos.
Ela era uma estrela e cativava todos ao seu redor, até mesmo os animais mais animadinhos. E era bom dessa forma, assim a mais nova das irmãs não teria de passar a infância sofrendo a dor de perder a mãe e não ter o pai por perto.
[ presente - valerie - kekkai sensen ]
Era óbvio que eles comeriam pizza.
Quatro discos de massa com pedaços faltando, estavam dispostos sobre a mesa ao lado da janela, enquanto três pessoas comiam avidamente, entre goles de refrigerante.
— Será que o papai já foi criança?
A pergunta de Valerie tomou a atenção dos outros dois, que pararam de comer por um momento.
— Essa é uma boa pergunta - ponderou o homem com físico de peixe, enquanto bebia seu refrigerante.
Ao fundo, podia-se ver Zapp discutindo com um freguês da pizzaria, provavelmente uma dívida de jogo - isso era comum vindo dele.
Leonardo já até conseguia ver uma briga despontando logo mais.
— Por que está pensando nisso Valerie?
— Parece que ele 'tá preso no tempo, ele não age como um adulto.
O homem peixe, Zed, assentiu.
— Ela está certa, Leonardo. Curioso é ouvir a filha dele dizendo isso.
— Acho que Zapp deve ter passado por poucas e boas no passado, por isso ele é desse jeito.
— Mamãe dizia que ele era inconsequente.
— Na maioria das vezes, sim.
Os três riram, tornando a comer mais fatias de pizza, quando o dito cujo sentou-se pesadamente ao lado da filha, pegando uma lata de refrigerante.
— Papai é um grande idiota.
— Como se você fosse diferente.
Valerie riu, desaparecendo rapidamente para logo em seguida, estar de volta ao lugar.
— Você enganou ele papai, que coisa feia!
— O que eu te disse sobre suas viagens no tempo?
Ela apenas mostrou-lhe a língua, voltando a comer.
— Se você quer respeito, deve agir com respeito - comentou Zed.
— Cale a boca, cabeça de peixe!
- Tive essa ideia em (17) setembro, e como aquela altura estava tentando ler assuntos maçantes para um concurso, imaginei que não conseguiria a tempo - até eu conseguir ah-haha - como me senti um tanto estranha trabalhando com crianças, não sei se farei algo nesse estilo novamente, isso sendo uma mera tentativa. Caso tenham alguma dúvida sobre os universos citados, podem perguntar, viu? Não vou me negar a responder, já que o meu princípio aqui é mostrar os meus títulos mais que queridos (e ver se convenço mais alguém disso).
- Ah, sabiam que o dia das crianças varia (e muito) ao redor do globo? Aqui no Brasil mesmo foi uma bagunça total até decidirem pela data de hoje como sendo o dia das crianças.
Obrigada por ler!
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doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

arquivos gerais
※ fanfictions e marcadores
Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

(atogaki) sotsugyousei
※ blogues singulares e os créditos
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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.