Pedra, flor e espinhos.
※ 20 de março de 2020 (12:50 AM) + comentários (0)
Esse verão foi quente, tão quente que nem a brisa da tarde refrescava, a garganta secava com facilidade enquanto o verde das folhas ficava cada vez mais brilhante a luz do sol, em contraste com o azul do céu - ao menos eu pude ir a praia - enquanto que, na outra metade vinha uma chuva forte, violenta, sem dó nem piedade, alagando e enchendo, subindo e deixando a minha rua parecendo uma corredeira em questão de minutos. Esta estação quente foi feita de dois extremos. E chegamos ao fim de mais um verão, de mais uma estação, e como já se tornou um praxe meu, fiquem com as minhas dedicatórias as estações do ano (porquê eu não faço algo somente para uma estação, eu tenho fazer para as quatro!).é tão quente e aconchegante
que beira o exagero
acordar com o céu azul
sem nuvem alguma
e um sol estralando o asfalto
é tão quente
que as roupas secam rápido
e a casa praticamente implora por limpeza
a sensação de renovação
parece vir dia após dia
ah verão, como eu adoro você!
- o começo de um ano
quando nova
o verão simbolizava o fim das aulas
e o início das festas
poder dormir até tarde
e ver desenhos na televisão
era tempo de brincar
de rir e aproveitar cada segundo
era o melhor momento do ano
quando viajava para o sítio
onde ficava quieta a maior parte do tempo
mas aproveitava ao extremo cada coisinha nova
cada pé de goiaba
cada tazo encontrado escondido na terra
cada momento
onde me divertia sozinha
pois sempre me sentia deslocada com as crianças de lá
- memórias quentes e poeira
o vento frio e o cinza te marcam tão bem
que fica difícil me lembrar das folhas cor de laranja
e dos dias coloridos em tons quentes
- uma queda ou duas
há poças pelo asfalto
meus casacos leves de xadrez quase sempre sendo usados
seja chuva
seja sol
as árvores mostram a beleza
da natureza morta
em seus galhos
e eu me sinto inconstante
pois o outono é tão belo mas tão oco
que me deixa oca por dentro
ansiando pelo chute de outra estação
- guardem as palavras belas em seus corações
roupas pesadas
botas e guarda-chuvas sempre a mão
o céu pouco nos sorri então
de que adianta uma música lhe aquecer
quando o frio lhe congela o ser?
- o frio não me serve
a sala de aula sempre parecia estar em um roteiro de filme no inverno
não havia brilho vindo das janelas e certas vezes
somente a luz fabricada poderia fornecer clareza
nesses dias me encolhia em minhas roupas
pegava um livro qualquer
enquanto procurava fugir daquele lugar
- eu sou um gato
é cor
é muita cor
eu sorrio sempre que você chega
com os braços abertos
me dizendo que está tudo bem
e que o pior já passou
você cura as minhas feridas
me convida a tirar os casacos
e me presenteia com a chuva mais bonita de todas
pois sempre que ela vai embora
há cor
quando eu já estava quase me tingindo de cinza
- as flores de plástico não morrem
há flores nas árvores
há cor nas ruas
há nuvens tingidas no céu
tudo parece brincadeira de criança
você
primavera
faz com que eu me lembre
de como é ser criança novamente
me faz cantar
dançar
pular
tantas vezes que me sinto pequena novamente
com as minhas camisetas de desenho animado
unhas coloridas e pulsos cobertos de pulseiras de miçanga
- assim como você
pedra, flor e espinho é nome da minha música favorita do Barão Vermelho, o solo de violino que colocaram no acústico ficou incrível - e enquanto escrevia esses poemas (lá em janeiro) eu só conseguia pensar nessa música, que fala sobre um amor ardente - os sets de emoji.
Marcadores: outono, poemas, script fairy

doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

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Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.