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O delírio de ser.

※ 27 de junho de 2020 (9:46 AM) + comentários (5)
Se não me engano, não tive tempo de relatar por aqui o quanto eu gostei de ler Sandman. Na verdade, quando tive todos os volumes da série em mãos, tudo o que eu queria fazer era ler e não pensar em escrever uma resenha sobre a incrível experiência que foi ler um quadrinho de qualidade pela primeira vez. Em poucas palavras, Sandman é uma série de HQ escrita por Neil Gaiman e ilustrada por diversos artistas, que nos mostra a perspectiva de existência de Sonho, e de sua busca em recuperar seu domínio depois de passar anos preso. Sonho é um dos sete Perpétuos, e ele(s) existe(m) em função dos humanos. De forma rala é isso, eu só li essa história uma vez e ela continua sendo ótima para mim, tanto que criei um carinho considerável pela mais nova dos Perpétuos. Delírio que, em um momento passado também já foi Deleite.

Inspirada nessa personagem, escrevi um conjunto de poemas +0505+ dez para delírio, e dez para deleite que postarei mais tarde!

a vitória vem a conta gotas
a luz de velas iluminando uma noite escura
arrancando as folhas do calendário
tirando os fios dos cabelos
a fala mansa no fundo da cabeça ludibria
nos convencendo de nunca chegaremos lá vivos e lúcidos
mas veja bem
nós já estamos lá
nós somos vitoriosos
















quando vejo onde estou me pergunto como cheguei e me lembro de tudo o que fiz e percebo que aquilo que escolhi passar era para ser meu, e somente meu
















era quente e assustador
sentir algo que não se vê
ouvir algo que não estava ali
e compreender os dois lados da vida
e a partir dali
traçar o que eu realmente seria
e o que eu queria para mim
















antes eu era como um gato medroso,
eriçando os pelos sempre que algo me assustava
hoje vejo que consegui dar sentido ao meu medo
fazendo dele meu amigo, sendo sua terapeuta
e assim conversamos uma noite inteira e ele me disse que não sabia do motivo de sentir medo
e eu lhe disse que éramos facilmente impressionáveis
mas que não deveríamos temer algo que não nos vê nem nos toca
que não podemos dar poder para algo sem forma e assim meus pelos se arrepiam e eu sigo em frente
















eu gosto da ideia de viver sem arrependimentos, sem remorsos, de sorrir e recomeçar algo quantas vezes eu quiser, e de me perdoar quantas vezes forem necessárias
















descobri que odeio apelidos
quem disse que encurtar um nome em duas, três letras é bonito? é fácil? diminui algo na sua frase chula? te dá tempo pra quê exatamente, me diz.
apelidos são desnecessários por isso mesmo faço questão de sempre chamar as pessoas pelo nome
as vezes deslizo, mas não deixo esse ideal fugir de mim
você ganhou um nome e é por ele que deve ser chamado
ou o mude caso ele te incomode
apelidos distorcem as pessoas
eu odeio o que fazem com o meu nome
reduzem sete letras a duas e sempre, sempre colocam um H ridículo como se ele fosse um acento
eu odeio o meu apelido, me chamem pelo meu nome.
- Snow
















a história contada não me representa, não mais, não quando as pessoas com poder, aquelas acima de mim, fazem questão de repeti-la com palavras diferentes
nada muda e o estrago é o mesmo
não é questão de querer mudar, mas sim se eles vão te deixar mudar o rumo da história
















os ideias são belos e robustos
cheios de pompa
são utópicos
são reais e cada vez mais
eles nos separam
















mentes diferentes pensam melhor, se ajudam, encontram a resposta mais fácil, mentes diferentes brigam, brigam muito e resta a elas cederem pela outra parte
















passei a gostar de compreender meus medos
eles sempre foram tão irracionais
hoje eu ainda me assusto fico uma noite sem dormir direito com algo impresso no fundo da cabeça
me alarmando mas com o tempo
dissecando cada emoção e forma
tudo cai em seu devido lugar e o medo
deixa de ser medo
pois ele não pode me assustar
















delírio (sub. masc.) 1. convicção errônea mantida por uma pessoa, baseada em falsas conclusões tiradas dos dados da realidade exterior, e que não se altera mesmo diante de provas ou raciocínios em contrário.

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doukyuusei (bijutsubu)

※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★



arquivos gerais

※ fanfictions e marcadores

Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★



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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.