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Muzan não é o Michael Jackson, mas vale o meme.

※ 15 de julho de 2020 (11:07 AM) + comentários (2)
Eu não sei se é o meu tempo livre, ou apenas a minha forte vontade de finalizar aquilo que comecei, mas se tem algo acontecendo nesse ano de dois mil e vish é que eu, Snow, estou conferindo muitos títulos novos- yay! Ao menos foi o que aconteceu com Kimetsu no Yaiba, que não tinha a mínima vontade de conhecer - e olha que não faltou recomendação - mas que minha prima me convenceu do contrário, e eu praticamente devorei o mangá (na realidade dei uma sorte danada de começá-lo poucos dias depois dele ter sido finalizado sim coisas boas acontecem!) em questão de duas semanas! Mas o que mais me surpreendeu é o quão rápida e emocionalmente forte foi a minha viagem pela trama - para tanto demorei uns dias até assistir o anime e olha, ele também brincou com o meu lado emocional, na verdade ele conseguiu reforçar aquilo que eu já tinha sentido lendo o mangá.

É, minha prima me deu uma péssima experiência e outra ótima só não disse isso para ela ainda.


E honestamente, eu nem sei como começar a falar de Kimetsu no Yaiba para vocês. De verdade. Eu já devo ter começado esse rascunho ao menos umas sete vezes, e sempre apago tudo para começar de novo o que tem me distraído bastante, já que dessa vez quero dar ao menos uma ampla visão do que senti lendo essa série - não apenas os meus delírios como vinha fazendo. Ou seja, algo completamente diferente de estar negativamente motivada, como foi no caso de Nanatsu no Taizai, onde eu só queria poder colocar para fora tudo o que tava entalado na minha garganta - e vamos dizer que, quando eu quero falar mal eu sou muito mais afiada do que gostaria. Mas dessa vez eu tenho a minha playlist temática tocando, meus ânimos estão calmos e bem, já são umas três semanas desde que terminei o anime - dessa vez a postagem tem que sair! E não. Eu não estou forçando a barra comigo aqui, eu só quero conseguir deixar isso registrado mesmo.

Como já havia dito, eu não tinha a menor vontade de conhecer Kimetsu no Yaiba. Nenhuma mesmo. Lembro da Bia ter me recomendado o anime, e até cheguei a ler as primeiras páginas do mangá mas logo ali eu sabia que a palha ia queimar da pior forma possível. Só de ver como a narração começa já dá aquela sensação de que o protagonista vai passar por maus bocados, e a gente que lê nem vai ter tempo de respirar pois na outra parte, vamos estar chorando todos os líquidos do corpo. E querem saber de um negócio? Eu estava certa. Tipo, cem por cento de certeza. Pois logo depois de ter descoberto que minha cara prima estava entrando no mundo dos animes, a bonita vem e me narra o começo da história e imaginem quem ficou motivada e comprometida a ler Kimetsu no Yaiba quando voltou para casa? Isso. Eu mesma.

E vamos dizer que eu gosto de mudar de opinião as vezes, chega a valer a pena no final.


Mas como eu estava com os nervos a flor da pele depois de finalizar Nanatsu no Taizai, fiz algo que nunca havia feito. Eu li o mangá muito rápido - com enfase no rápido - e só comecei por ele pois o mesmo já estava finalizado, então a sensação de tempo perdido não seria prolongada por muito tempo. Pelo contrário, seria rápida. E se a leitura fosse ruim, era uma tacada só. Porém, se o resultado fosse diferente da decepção completa, eu ainda teria um anime para assistir - e ainda bem que optei por esse método, pois acabei tendo uma ótima experiência!

Digo isso porque foi vendo o anime que consegui fixar melhor o nome dos personagens. Acreditem ou não, mas fiquei chamando o coitado do Tanjiro de tangerina a história inteira - e só depois descobri que os fãs da série fazem isso de piada. Mas bem, esse é o protagonista da história - Tanjiro Kamado - então acho que o quê não falta para ele é apelido. E vamos começar pelo tangerina, já que tudo nessa série só funciona por causa dele - não em função, mas por causa - já que, dado a alguns eventos é ele que faz tudo acontecer na trama. Por ele estar ali tudo muda, me fazendo pensar em como a história seria contada caso ele não estivesse ali.


  • Alguns detalhes que meus olhos focaram logo de cara nesse personagem foram seus brincos que não rasgam nem se perdem por motivos desconhecidos, e a bendita cicatriz de queimadura que ele tem na testa desde o começo da história.
  • E acreditem, esses detalhes não estão ali de graça.
  • Há também um destaque interessante aos cinco sentidos, alguns personagens os tem bem salientados como no caso do próprio Kamado, que tem um olfato muito aguçado, sendo capaz de sentir as emoções das pessoas pelo cheiro.
  • E eu sinto falta do Kamado com cabelo longo, ele era tão bonito e eu não sabia.

Kamado perde sua família da noite para o dia, e ganha de brinde uma de suas irmãs sendo transformada em demônio. Em um momento ele tinha um lar para onde retornar e no outro, um problema ao qual mal sabe como começar a resolver. É assim que trama começa, com um filho de carvoeiros, que mora distante de tudo e tem um dilema sem resposta em suas mãos. Completamente sozinho, sem ninguém a quem recorrer. Mas o que mais me chamou a atenção foi um detalhe que se perde conforme se avança na jornada de Kamado - o tempo no qual Kimetsu no Yaiba se passa. A história é narrada no período Taishō (1912 - 1926), uma data politica e economicamente complicada para o Japão, mas onde há uma mescla muito interessante entre arcaico e o moderno e, um momento muito sutil para se narrar uma ficção onde demônios comem pessoas durante a noite e espadachins procuram uma forma de derrotá-los completamente, enquanto os combatem nas sombras. Pois tanto demônios quanto espadachins não são reconhecidos pela massa, eles são apenas lenda, uma história contada de pessoa a pessoa com o intuito de manterem as crianças em alerta.


  • E parando um pouco para se pensar, grande parte dos mitos e lendas japoneses são datados desses períodos antigos - agora imaginem quantos deles tem um fundo de verdade? Pode ser um tanto ridículo vir questionar isso nos tempos atuais, mas foi algo que Kimetsu no Yaiba me inclinou a pensar e, com base nas lendas brasileiras, eu não duvido muito disso não.

Ainda no período Taishō, vou aproveitar e citar a arte que também mescla muito bem essa diferença entre o arcaico e moderno. Ela é mostrada em poucos momentos, mas nos momentos certos. Logo nos primeiros passos de Kamado, há uma pequena amostra do que falo quando ele vai em uma missão até Asakusa, onde os tempos modernos chegaram com força e forma. Nas roupas das pessoas, com seus vestidos, ternos, chapéus, sapatos e jóias, que contrastam com as vestimentas mais tradicionais; nos automóveis que buscam por espaço entre carroças; e no choque que o próprio Kamado sentiu ao colocar seus pés lá pela primeira vez - já que o próprio cresceu longe de toda essa "modernidade" - e eu realmente consegui simpatizar com ele nesse ponto, pois cresci em cidade de praia logo, na minha primeira ida a São Paulo eu já queria sair correndo! Mas é muito bonito ver como todos esses pequenos detalhes são mostrados a nós, de uma forma que até nos foge a atenção.


Até então Tanjiro Kamado não tinha uma noção do quê estava enfrentando e de como conseguiria fazer sua irmã mais nova voltar a ser humana, já que foi esse motivo que o fez querer seguir em frente, recuperar a humanidade de Nezuko. E entre comos e por ques ele encontra aquilo que poderia ser um caminho para a sua resposta, os caçadores de demônios. Uma sociedade secreta de espadachins que luta contra demônios a séculos e pela mesma linha de tempo, busca por uma forma de erradicá-los ou mais precisamente, encontrar aquele que deu origem a eles. Pois tudo na trama de Kimetsu no Yaiba tem uma origem, falarei sobre isso mais a frente, agora tenho um outro ponto que me deixou empolgadíssima com essa série.

É dito que demônios são seres muito resistentes, capazes de regenerar membros amputados em questão de segundos logo, é impossível para alguém totalmente despreparado matá-los sozinho sem o auxílio da luz solar - pois esse é o único ponto fraco de um demônio, além de ter sua cabeça cortada, a luz do sol - ao menos não sem o treinamento correto e a arma mais específica para tal. E aqui está o ponto que consagra essa série como um shounen redondinho, os poderes sobre-humanos que deveriam facilitar a vida do protagonista mas na verdade fazem ele comer poeira, e olha só, aqui eles não são tão impossíveis assim! Digo isso por um único motivo, o ponto de partida para se dominar esse tal poder parte de algo muito comum do nosso dia a dia: a respiração.


Pode até parecer idiotice o que vou dizer, mas achei isso o maior barato de todos! Imagina só, para uma pessoa comum conseguir pleitear um espacinho dentre os caçadores de demônios ela precisa dominar a sua própria respiração! Isso é, ou não é, demais!? Gostei muito desse detalhe pois, para qualquer pessoa comum que começa a se exercitar, é necessário aprender a dominar a própria respiração, senão logo nos primeiros minutos de uma série vai estar cambaleando devido ao esforço exagerado e despreparado do corpo. Em Kimetsu isso não varia, é necessário um treinamento rigoroso para se dominar a técnica da respiração com foco absoluto constante que de forma simplificada, faz com que o corpo se fortaleça a partir da respiração - a dominando é possível acessar a parte espalhafatosa do negócio, as respirações básicas, que se originam na respiração do sol e se derivam para chamas, água, vento, pedra e relâmpago, dando origem a suas próprias ramificações, como a respiração da névoa que se origina do vento, e a do amor que vem respiração das chamas, por exemplo. Algumas dessas respirações básicas nos são apresentadas na figura dos nove pilares, que são os espadachins de elite, aqueles que botam pra quebrar e ninguém segura.


  • Falei tanto de respiração que deu até um nó, né não? Se você for fazer uma busca simples, vai ver que o meme mais 'famoso' da série fala sobre isso- breathing is fun! ou talvez não, tô usando o feed do meu pinterest como base lmao.
  • Outro detalhe que me agradou muito nesse ponto é a importância que é dada a técnica. Não é algo que está ali de graça, tem fundamento e motivo. Não é algo fácil de se adquirir, só aqueles que se esforçam de verdade conseguem.
  • E as veias saltando no corpo dos personagens ao utiliza-la são um must na minha opinião.

E já que os caçadores são espadachins, os bonitos precisam de uma espada especial, não é mesmo? Para isso existem ferreiros especializados no assunto, que são aqueles que forjam a espada nichirin, uma lâmina única que é capaz de decapitar um demônio se usada com eficiência. Essa espada especial muda a coloração do ferro conforme o caçador que a manuseia, esse processo também mostra se a pessoa está apta ou não a se tornar um caçador de demônios.


  • Curiosamente a lâmina de Kamado ganha uma cor incomum, ela fica completamente preta, como um cristal de ônix.
  • E o ferreiro dele, Haganezuka, não fica nada feliz com isso - pois ele queria que a lâmina ficasse vermelha mas tipo, não é ele quem decide isso.
  • Na verdade, Haganezuka sempre tenta esfaquear o coitado do tangerina quando ele quebra uma espada - a relação deles chega a ser até engraçada.

Depois desse parêntese enorme, volto aquela questão de origens. Existem duas origens nessa história que são importantes, a origem dos demônios e a origem das respirações que existem para combate-los. Ambas surgiram em períodos diferentes e creio que uma surgiu em função da outra, mais para Kimestu no Yaiba ter realmente um ponto final, ou talvez por um curso mais mistico, se for para observar do ponto de vista dos personagens. E aqui eu faço o título dessa postagem acontecer! Pois vou citar a pérola dessa série que não é o tangerina, mas sim o rei do pop, o grande, o ilustre Muzan Kibutsuji! O vilão, o ponto de origem de todos os demônios, aquele que tem a cara do Michael Jackson!


  • Querem saber do segundo meme mais 'famoso' de Kimetsu no Yaiba? É o Muzan falando hee-hee. Sério.
  • Mas acho que nada supera a 'famosidade' que Giyuu conseguiu com o sad boy hours, esse menino é um caso a parte.
  • Já viram personagem ficar famoso por causa de depressão? Esse é o Giyuu.

Se existe um herói, então tem que existir um vilão durão e inalcançável, não é mesmo? E Muzan cumpre bem esse papel. Ele é do mal, ele causa o terror, ele se esconde tão bem que nenhum caçador antes conseguiu encontrá-lo, senão Kamado. O garoto foi o primeiro em séculos a encontrá-lo e jurá-lo de morte morrida por ter transformado a irmã dele em um demônio, porquê há um detalhe que eu ainda não havia mencionado. Muzan é o único que pode transformar pessoas em demônios, logo tangerina vai fazer do impossível, possível para que seu desejo seja atendido. E eu não diria que o conflito entre os dois é aquela rivalidade entre bem e mal, mas sim algo mais ideológico. Enquanto Kamado é benevolente e atencioso, Muzan é cruel e calculista - a forma como os dois enxergam o mundo é completamente diferente. Digo isso porquê é algo que fica em evidência, a cada luta que Kamado tem contra um demônio, ele é o único disposto a entender a história, os motivos que levaram aquela pessoa, a se tornar demônio.


Demônios são pessoas tristes, eles não tiveram alegria em sua jornada e cedem a uma oportunidade de poder, de crescerem, ou apenas de continuarem vivos. É disso que Muzan se aproveita, da fraqueza das pessoas. E é isso que Kamado escuta com seu coração, a fraqueza das pessoas - pois ele mesmo já esteve no lugar delas, quando perdeu sua família e mesmo assim, não desistiu de lutar por aquilo que acreditava nem por um segundo. Essa é uma das nuances mais bonitas da série, e tem gente disposta e zoar isso.

E eu não diria que Muzan é um bom vilão no sentido de me fazer odiá-lo em momento algum ele me fez acreditar nisso. Ele cumpre bem o seu papel, apenas isso. O personagem dele está ali para ser o polar oposto, aquele que repele e repudia qualquer ato benevolente, aquele que destrói e cria apenas para conseguir um poder maior de destruição, aquele com um poder descomunal- mas há algo nele que é realmente interessante. O demônio original teme a morte, não o sol, ele não quer morrer. Não foi a toa que ele criou outros de sua espécie a torto e direito, ele buscava por meios de conseguir superar o sol e assim, a sua própria morte (só para corroborar com a minha visão, coloco o significado por trás do nome dele (無惨 muzan) que representa alguém "miserável, lamentável, impiedoso"). E aqui entra uma das pontas soltas que mais me incomodou na série, o motivo para a existência dele. Até o último ato, todos os personagens tem o seu momento de brilhar, onde seu passado é exposto e aquela empatia triste é criada em nossos corações - todos com algumas exceções, ganham essa oportunidade, exceto Muzan. Se não me engano ele ganha apenas parte de um capítulo e ainda assim é algo muito inconclusivo, o que me leva a outro ponto, que não é tão importante para quem está entretido na leitura, mas é aquele que encerra a série de uma forma no mínimo, emocionante.

hee-hee

A reincarnação é citada por vários personagens ao longo da trama, e não somente ela, mas o que não falta são cenários no pós vida - seja para a morte de um demônio, como para a motivação familiar que tangerina e sua irmã recebem nos momentos de crise. Acredito que esse possa ser o cerne de Kimetsu no Yaiba, o motivo que fez os demônios e as respirações surgirem, e antes que eu me confunda e leve vocês nesse processo, vou explicar o que me levou a pensar nisso. Muzan tem um motivo inconclusivo, porém se usarmos das muitas explicações que levam a reincarnação esse motivo tem alguma valia - pois ele não quer morrer, ele repudia a morte, e isso vem desde o seu nascimento. Muzan quase morreu ao nascer mas algo o fez viver, o poder que fez dele o demônio original e, se pensarmos que em outra vida ele já teve esse forte desejo de não querer morrer de forma alguma, vai saber o que ele despertou com isso na sua vida seguinte? A janela de teorias aqui é enorme. Seguido disso tenho outros dois pontos a citar, um deles a meu ver corrobora esse pensamento e outro é apenas uma consequência disso, pois Muzan tem que encontrar o seu fim, não é mesmo?

O ponto fraco de um demônio é o sol, a respiração original é a respiração do sol, porém ninguém nunca conseguiu fazer uso dessa técnica ancestral - ninguém exceto Tanjiro Kamado. Agora vem me falar que o tangerina não é a causa de tudo nessa série!? A respiração do sol é algo perfeito e impossível de ser passado adiante, por isso mesmo as respirações básicas foram criadas, e por mais antiga que seja, quem a criou apareceu tempos depois de Muzan vir ao mundo - ou seja, para equilibrar a balança, uma força divina colocou na terra alguém com um nível de força equivalente ao dele, é isso ou uma baita duma coincidência!


  • Um adendo inconclusivo também é a ligação que Muzan tem com a família Ubuyashiki que, acreditem ou não, mas são os fundadores dos caçadores de demônios. É algo que é muito pouco explicado mas pelo o quê pude entender a família Ubuyashiki é uma ramificação da família na qual Muzan nasceu e por tabela, acabou amaldiçoando.
  • Já que a família que deu origem ao demônio original merece qualquer coisa, menos a paz de espírito.
  • E para ser super sincera, eu achava que o Kagaya era o vilão - tipo, imagina o plot twist!

Aquele que criou a respiração original existiu durante o período Sengoku (metade do século XV e o final do século XVI) e advinha o quê levou ele a criar a tal respiração do sol? Se você pensou Muzan, você está corretíssimo! Yoriichi Tsugikuni foi uma criança especial, com uma facilidade no manuseio da espada incrível porém, por ser irmão gêmeo de um outro menino teve muitas barreiras estruturais em sua família que o levaram a sair de casa cedo para beneficiar seu irmão, a quem ele amava muito. Foi Yoriichi quem criou a respiração do sol e foi ele quem fez Muzan tremer na base pela primeira vez. Foi Yoriichi quem libertou Tamayo da corrente genética que a prendia a Muzan e foi ele quem passou a Dança do Deus do Fogo ao primeiro antepassado de Kamado, que jurou a Yoriichi manter essa dança durante suas próximas gerações, para que ela nunca fosse esquecida. E consequentemente, é a Dança do Deus do Fogo que põe um fim a longa vida de Muzan - lembram-se daqueles detalhes que haviam me chamado a atenção no tangerina logo de cara? Os brincos e a cicatriz na testa? Então, eles são uma herança de Yoriichi.


Mas não pensem vocês que o bonito morreu facin-facin, esse daí é osso duro de roer e foi só por isso que eu fiz menção do Yoriichi! Já que foi graças a ele que Tamayo foi libertada da corrente que a prendia a Muzan - pois quando ele transforma alguém em demônio essa pessoa automaticamente se torna seu escravo, tendo que sempre dar satisfação do quê faz ou deixa de fazer - e como ela já era uma médica antes de virar demônio, depois que é libertada Tamayo decide que conseguiria uma forma de derrotá-lo, por tudo aquilo que ele a fez passar. E ela consegue atingir esse objetivo, mas não sozinha, pois shounen que é shounen tem que ter uma galera reunida pra matar o chefão, não é mesmo? Então coloquem na equação a Tamayo mais o tangerina mais os pilares mais o coração puríssimo do tangerina e aí temos como solução o fim de Muzan Kibutsuji!

Se tem um negócio que eu valorizo num shounen é como chefão caí! Mas não pensem vocês que eu dizendo isso estraga a jornada, se vocês realmente quiserem aproveitar Kimetsu no Yaiba, vocês vão aproveitar - independente de eu já ter dado uma bandeja dessas - pois a série tem muito mais o quê ser aproveitado além desses pontos e motivos que citei e explanei até o momento. De longe eles são apenas a base da trama, parte da fundação, e não sei se vocês perceberam mas eu não disse exatamente como o meu caro Muzan encontra seu fim, muito menos se o meu querido tangerina consegue cumprir o seu desejo de fazer sua irmã Nezuko, voltar a ser humana - isso é mais interessante ver com os seus próprios olhos do que ler a versão resumida.


  • Até aqui tinha alguns tópicos em mente para tratar: Tanjiro 'tangerina' Kamado, os períodos históricos, as respirações, Michael Jackson e a reincarnação, mas existem outros três que resolvi deixar para o final.
  • Os ensinamentos que Kimetsu no Yaiba deixou em mim.
  • E em ordem de importância, eu os colocaria dessa forma: 1 Muzan; 2 respirações; 3 reincarnação; 4 períodos históricos; 5 Tanjiro; 6 laços familiares; 7 perdas; 8 "sentimentos são eternos e indestrutíveis".
  • Mas a sensação que tenho é a de que ainda falta coisa a ser dita ah-haha!


Algo que apreciei muito nessa série foi a forma como ela trata dos laços familiares - mais especificamente dos laços entre irmãos. O que não falta ali são tipos diversos de relacionamentos entre irmãos e essas nuances são tão belas quanto tristes, pois muitas delas foram abaladas pelos demônios, isso quando eles não perderam toda a família como no caso do Kamado - para ele ter a irmã ao seu lado não foi apenas um apoio emocional, um motivo de perseverar, foi a noção de não estar sozinho e de ter alguém por quem olhar. Muitos personagens ali, lutam contra demônios por causa dos irmãos. Seja para protegê-los do pior, seja pela vingança, e ter tudo isso jogado na minha cara me fez pensar um pouco em como eu ajo enquanto irmã mais velha - e eu sei que a série corre num tempo passado mas honestamente, laços familiares é algo que valorizo muito. O que me leva a o outro ensinamento que Kimetsu me deu de graça mais vezes que meus dedos da mão podem contar, a forma como as pessoas lidam com a perda.

E isso acontece de uma forma tão rápida que dói, só dói sabe? Eu mal criei empatia pelo personagem e dali uns quadros ele morria, e eu sentia a necessidade de saber mais sobre ele, de gravar seu rosto e suas palavras, para que aquele momento não fosse algo passageiro - ao menos que ele não fosse tão rápido quanto a minha leitura, e depois isso apenas se assentou na minha cabeça. Todos ali estavam dispostos a morrer em nome de uma causa. Todos estavam prontos para sacrificar suas vidas em nome de outras, de algo maior - um belo epitáfio para Kimetsu no Yaiba.

E vão por mim, isso pode se agravar quando você conhece de verdade quem são os pilares. Que no começo achei que fossem ser uns remelentos chatos pra caramba mas que no final, eram tudo gente finíssima, quer dizer exceto o Sanemi - o Sanemi é chato pra caramba! Eu tenho uma dó do Genya, coitado do menino ter um irmão daquele! Sério, eu suporto o Obanai mas o Sanemi eu mando pastar! NÃO IMPORTA QUE EU ACHE O SANEMI BONITO E NO FUNDO, LÁ NO FUNDO, ELE SEJA LEGAL!NÃOIMPORTAAAAAA!!3!!


Mas tem algo que alivia um pouco esse sentimento triste que vem com a perda, algo que está tão sutil que só se percebe no ato da perda. Naquele momento onde seguro minha respiração e leio duas, três vezes o mesmo balão de fala, os mesmos quadros e páginas, tentando gravar os ditos e realmente senti-los mais do que a própria perda. Algo que Kagaya diz a Muzan quando eles se encontram pela primeira e última vez. Sentimentos são eternos e indestrutíveis. A vontade daqueles que morreram continua viva no coração daqueles que ainda estão vivos, daqueles que os conheciam e admiravam - esse sentimento se perpetua e vai tão longe quanto a vista pode alcançar, porque eles sempre podem ser passados adiante. E eu realmente não queria citar Kyojuro Rengoku como exemplo, mas ele é mais gritante na minha opinião, pois os sentimentos dele são os que mais motivam Kamado a se manter firme em sua jornada. Kyojuro acaba sendo aquele exemplo, aquela figura de perseverança no pior dos momentos. Ele tem algo fixo em sua mente - proteger os mais fracos - mas seu alcance vai muito além disso, pois seu ponto de vista mostra o quanto ele aprecia a vida e o ato de ser humano, numa realidade onde ser algo além não é impossível. Kyojuro se mantém firme em seu ideal e continua a apreciar a beleza de viver uma vida humana e morrer enquanto humano, passando isso adiante para garotos que ele acabara de conhecer com o mesmo fervor. Sentimentos são eternos e indestrutíveis e essa, essa é a beleza de se viver. De amar, de proteger, de crescer, de ter medo, de reconhecer a sua própria força, a sua própria grandeza.

Para finalizar finalmente abençoa senhor que eu mereço, vou aproveitar esse momento para falar um tiquinho do anime. Ele inclui a apresentação do Tanjiro e do problema dele, muito treino, apresentação do trio parada dura ou seria quarteto? tem a Nezuko também (best people EVERRR!!!!), primeira batalha tensa, apresentação dos pilares e tchãn! Corre que em outubro tem filme moleque! Se não me engano foram animados três arcos e a adaptação foi muito bem feita, podem acreditar em mim, estou sendo sincera. Todos os detalhes e cores, até mesmo a forma como o título dos episódios eram apresentados, deixou tudo muito bonito aos olhos (e aquele upgrade no design dos personagens também, sério a arte do mangá é um negócio louco), a dublagem me foi um tanto estranha mas acabei me acostumando a ela com o passar dos episódios pois na minha cabeça Zenistu teria voz de menina  o que me fez pensar se já havia assistido algo da ufotable. Aliás, a soundtrack também tá de arrasar quarteirão! LiSA tá incrível figurando tanto na abertura, quanto no encerramento, sucesso puríssimo!!

E mencionei um filme também, né? Tinha achado estranho quando minha prima me falou disso mas, depois de ter visto a série inteira um filme faz muito sentido, principalmente se você pensar que ela já foi finalizada, a sequência bate e fica muito mais interessante! Três arcos renderam vinte e seis episódios, um arco gera um filme. Penso que os próximos três arcos dariam uma segunda temporada e último mais um filme, e aquele final vai ficar lindo como final de um filme, fala sério!!!


  • Eu tenho certeza absoluta que vou chorar vendo o Kyojuro e o Senjuro, o Shinjuro em alta definição, animado, dublado, lindo maravilhosoaaaaaaaa- meu menino com tempo de tela estendido!!!! Tô ansiosa até demais bicho!!!!
  • Eu fiquei tão fixada no Kyojuro que entrei até no quotev para procurar fanfic- e acabei fazendo um monte de teste sobre a série e advinha qual respiração eu tirei?  A DAS CHAMAS !!!
  • Eu achava que seria água mas parece que é o meu destino gostar do Kyojuro - e vou deixar aqui os links dos resultados dos outros testes porquê sim, ninguém manda em mim!
  • E já que é pra passar vergonha alheia, que seja na internet!!!
  • Tô aqui, só na torcida para LiSA estar na trilha sonora do filme porque olha, o que essa mulher fez no anime tá 10/10!
  • Sério, ouvir as músicas é uma coisa - mas ver elas animadas durante os episódios é um troço lindo de doer! Aliás, as músicas foram feitas para a trama, tem noção disso!?
  • E não pense que eu não notei as nuances sutis de Soul Eater nessa série, viu? Um monte de pirralho tendo que resolver o problema dos outros e tinha aquele demônio com uma cópia fajuta do vector arrow da Medusa- mereço mesmo ficar lembrando de Soul Eater em tudo que leio lmao.
  • Ah! Eu pastei, mas peguei todas as imagens e gis e gráficos utilizados nessa postagem de artistas do tumblr, mas a besta aqui como sempre não salvou todos os links então deixo a tag onde os encontrei - os gráficos legais eu emprestei da dicennio, a artista mais incrível daquele lugar!!!!


São exatamente três e cinquenta e um da madrugada de onze de julho, e eu finalizo a postagem mais longa que já fiz em seis anos de Doukyuusei, dá para acreditar!? EU ENROLEI MAIS DE TRÊS SEMANAS PARA FAZER ESSE TEXTO LONGO PARA UM SENHOR CARAMBA EM O QUÊ SETE HORAS!!!??? Eu não tô acreditando que consegui um feito louco desses. Sentei, botei minha playlist inspiradora e apenas saiu. SAIU. COMO EU CONSEGUI ISSO!?

Eu vou entender completamente se ninguém conseguir ler isso até o final, gente tá muito sussa, sério. Eu fiz isso aqui para desencargo de consciência e feelings mesmo. Fiquem de boas que eu estou de boas. Sério mesmo!


See ya'll another time!
And don't be afraid of the greatness.

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Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
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