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{ oneshot } Black hole.

※ 16 de agosto de 2020 (1:58 PM) + comentários (0)
Pois então, meus caros leitores deste clube. Duas oneshots em um dia. Isso mais parece promoção de leve dois e pague um, né não? Tava tão empolgada com com Hanako-kun que não via a hora de poder escrever algo sobre, só não contava que ficaria tão frustrada com isso pois não me bastava ter pegado um ódio da adaptação feita para anime gente o Hanako- eu quero socar o Hanako pois aquela voz não casa com ele nem ferrando, no meio da produção dessas duas belezinhas eu fiquei numa montanha russa de tentativa e falha que me deu ódio do que eu mesma escrevia, ó só! Mas fiquem tranquilos, no final deu nisso aqui ou seja, deu tudo certo pois eu não publico coisa que não esteja no mínimo legível. Eu tenho, ou não tenho uma reputação para zelar nesse clube?

E para o caso de quererem conferir Jibaku Shounen Hanako-kun eu recomendo o anime, infelizmente. 'Cês não estão prontos para o mangá, vão por mim.


[ black hole - nene centred - jibaku shounen hanako-kun ]

Quando o conhecera, Nene Yashiro não imaginava que um fantasma poderia ser tão atrevido como ele era. Se não bastasse o péssimo serviço em atender seu desejo, ele ainda a obrigara a limpar privadas como pagamento de algo que saíra pela culatra! Eram tantos equívocos que ela se perguntava o motivo de ter ficado ao lado dele.

E não. Não a lembre que ela se colocara sob uma maldição e ele tentara ajudá-la a se livrar dela - Yashiro já sofria o bastante com a falta de auto-estima que sentia sobre suas pernas de rabanete.

Mas era curiosa a forma como um mero fantasma passara a preencher seus pensamentos. Pouco a pouco. Em meio a situações nada críveis. Ela se via querendo saber mais sobre ele, conhecê-lo de verdade, e não apenas dizer da boca para fora que era sua amiga.

Yashiro queria realmente saber quem era e quem foi Hanako, muito além do mistério número sete da academia Kamome. Ela queria colocar os adjetivos corretos, dar nome a todas aquelas pequenas coisas que sentia quando estava na presença dele, pois seu corpo só tinha duas formas de reagir as atitudes impossíveis de Hanako: sem jeito devido a confusão e agressividade pura, quando o mesmo tirava sarro de suas pernas. Sem meias opções.

Por que ela sempre voltava tudo o que os outros diziam a forma das pernas!?

Talvez fosse por sua própria insegurança, que ela deixava de perceber pequenos detalhes que o fantasma deixava escapar quando estavam juntos, não seria difícil de perceber que todos aqueles sorrisos e olhares maliciosos na verdade escondiam algo.

A chave presa ao pingente de foguete espacial, e todas as lembranças que ela vira a partir daquele pequeno objeto, a faziam acreditar que a dor que ele carregava talvez fosse grande demais para ser compartilhada. Yashiro até mesmo pensara em fugir, mas percebera que Hanako acabara se tornando sua responsabilidade e assim, vice e versa.

A maldição da sereia era compartilhada entre eles por um motivo.

Então quando vira os olhos dele fascinados pela lua, em uma noite que passavam no telhado da academia, ela sabia que o passado de Hanako não fora apenas marcado pela dor. Quando o vira apontando energicamente para cada pontinho brilhante no céu e dizendo seus nomes, ela percebera que a decisão que ele havia tomado em vida tivera um grande motivo.

Um motivo que o fizera desistir de seus sonhos.

Um motivo que o fizera ficar preso aquela academia por décadas.

Um motivo que a fizera visitar o passado dele, mesmo ele não sabendo disso.

Um motivo que os fizera ficarem presos a uma maldição estúpida.

Mas um motivo que fez com que ela tivesse o melhor tempo de sua vida, mesmo que fosse ao lado de um fantasma atrevido de olhar triste.

"Que as estrelas e a lua chegassem aos pés dela."

Hanako se surpreendera quando vira o pingente de foguete na palma da mão de Yashiro, a chave parecendo como nova mesmo tendo décadas de existência. Ele conhecia o segredo daquela chave, lembrava com clareza o quê ela abria mas pensava tê-la perdido.

— Como conseguiu isso Yashiro? Dependendo da resposta eu nunca mais quero vê-la no meu banheiro.

Ela riu puxando a bochecha dele que era decorada por um selo.

Ainda era estranho como Hanako controlava a solidez de sua forma. Em dado momento ele atravessava qualquer objeto ou parede e em outro, era tão gelado ao toque quanto o corpo de um cadáver porém, esse não era realmente o problema de nossa heroína romântica naquele momento.

"Que os astros do cosmos parassem seu lânguido curso e fossem tragados pelos dedos de suas mãos."

Pouco importava Hanako já estar morto, quando ela não sabia como explicar que vira o passado que ele ainda não se sentia confortável em compartilhar com ela.

— Lembra de quando fiquei presa naquele lugar cheio de portas e você me ajudou a sair? - ela o esperou afirmar com um aceno de cabeça — Foi onde consegui essa chave, uma das portas me levou até uma sala no prédio antigo da academia mas era no passado. Foi onde encontrei você Hanako-kun! Você estava todo machucado e quando tentei te ajudar, você começou a chorar e saiu correndo com medo. Será que você ficou assustado por causa dos minhas pernas?

— Yashiro!

— Certo, desculpa! Quando você saiu correndo essa chave caiu, e não consegui te devolver pois foi quando hakujoudai me achou e eu voltei ao presente.

Os olhos de Hakano pareciam inseguros, o dedo indicador coçando a borda do selo colado em sua bochecha esquerda.

— E por que não me contou?

— É difícil falar com você sobre algo que não te agrada, então eu só guardei ela esperando pelo momento certo. Só que nenhum parecia ser o ideal.

— Por isso inventou de me trazer para o telhado hoje?

— Akane me disse que era melhor fazer o momento acontecer, pois se dependesse de você eu já estaria morta.

Fora a vez de Hanako lhe apertar a bochecha.

— Eu sei que não vou morrer Hanako-kun! Você vai atender o meu desejo, né?

— Claro que vou!

— Ótimo, agora eu posso te devolver essa chave.

A palma da mão do fantasma estava tão gelada quanto a brisa refrescante de verão, as cores do foguete saltando em contraste com a pela alva.

O quepe cobria os olhos cor de caramelo quando ele perguntou o que Yashiro havia achado dele no passado.

Ele se sentia inseguro sobre o que ela poderia pensar dele.

"Que seus olhos fossem capturados pela presença dela e que seu coração fosse, mais uma vez atraído pela gravidade que ela tinha em um simples sorriso."

— Eu queria poder ter te abraçado, você parecia muito sozinho Hanako-kun - ela murmurou fechando os dedos dele sobre a chave — mas isso não me faz gostar menos de você agora, tá?

O fantasma imaginou por um breve momento se ainda seria capaz de verter lágrimas ao ter escutado aquelas palavras, mas isso fora completamente esquecido quando o quepe deixara de escurecer sua vista e os dedos quentes de Yashiro tocaram um dos lados de seu rosto, para o outro ser agraciado com beijo estalado.

Tanto Yashiro quanto Hanako estavam vermelhos abaixo de uma bela lua brilhante.

— Você quer ver o que essa chave abre Yashiro?

— Se você me vir com mais uma piadinha sobre as minhas pernas, eu juro que vou fazer você se arrepender de ter desistido de virar astronauta.

Ele queria sentir algo semelhante a melancolia quanto aquele dito mas acabou rindo.

— Como sabe que eu queria ser astronauta?

— A yorishiro de Tsuchigomori era uma pedra lunar, e ele me disse que foi um presente seu.

Qualquer resquício de riso em Hanako morrera ao tom daquela frase. A expressão no rosto de Yashiro era séria, mas seus olhos estavam tão tristes enquanto o encaravam, pois ela sabia exatamente o que dizer aquilo implicava. Ela acabara de deixar claro o quanto já conhecia do passado de Hanako.

— Então o que essa chave abre Hanako-kun?

A chave parecia ter ficado quente na mão dele.

— Algo que era importante para mim.

"Que a tênue linha que teimava em separar dois mundos deixasse de existir enquanto ela respirasse."

O luar iluminava os corredores academia a dentro, assim como os armários de metal de onde estavam. Na última porta da ponta, uma que estava de encontro ao piso, Hanako se sentou e colocou a chave no tambor, a falta de uso fazendo um som nada agradável ser ouvido enquanto o pingente de foguete balançava no sentido anti-horário. Yashiro se sentou ao lado dele, a cabeça recostando em seu ombro, enquanto o via abrir a pequena porta e tirar de lá uma caixa decorada com desenhos de estrelas feitas em giz de cera.

— Isso é tão constrangedor.

Dentro da caixa haviam papéis com desenhos do espaço sideral, notas detalhadas sobre constelações, espaçonaves de brinquedo e algumas feitas a mão com massinha de modelar. Naquela caixa estavam os sonhos de quando Hanako ainda era vivo. De quando ele desistira de levá-los até a lua.

— Meu irmão sempre mexeu nas minhas coisas e destruía tudo o que eu criava, daí pensei em deixar essas coisas em um lugar onde ele não pudesse encontrar. Por isso as deixei guardadas aqui na academia.

Yashiro pegou um desenho onde tinha um astronauta na superfície da lua.

— Eu gosto.

— Gosta mesmo?

Ela fez o som de "aham" com a garganta.

— São seus sonhos Hanako-kun, e eles ficaram guardados aqui juntos de você, para que não se esquecesse deles.

"E que os sonhos dele pudessem ao menos serem reais enquanto ela estivesse ao seu lado."

Por mais que não estivessem de frente um para o outro, naquele momento ambos compartilhavam do mesmo olhar triste. Uma nuvem passageira obscurecera o lugar, para que a luz do luar voltasse a iluminá-lo minutos depois. E em meio aos papéis e brinquedos, as mãos de Hanako encontraram uma página amarelada, que provavelmente fora arrancada de um livro. Ele não se lembrava dela com clareza, mas enquanto a lia, percebeu o motivo de tê-la guardado naquela caixa. Nela havia um trecho que o marcara de tal forma que seria impossível deixá-lo em um livro que ninguém leria.

Yashiro olhou para o curto trecho sublinhado e o leu em uma voz calma.

— Mais tarde naquela noite, o vento parou e o tufão havia acabado. Por toda a costa, era possível ver o que pareciam ser milhares de estrelas do mar que logo iriam morrer.

A cabeça de Hanako recostou-se sobre a dela, que ainda repousava sobre seu ombro. Yashiro pegou a página das mãos dele, dobrou em pedaços pequenos para depois colocá-la no fundo da caixa.

— Hanako-kun, o que acontece quando uma estrela morre?

  • A título de curiosidade, quando uma estrela morre ela não vira um buraco negro - esse seria o último dos últimos tipos de morte para uma estrela, caso tenham curiosidade tem esse link aqui.
  • Um item raro para aqueles que conferem o mangá de Hanako-kun é o passado de Hanako, e como raios somente a Yashiro conseguiu ver alguns momentos dele. São várias as teorias mas na minha opinião a causa de tudo ali é a Nene, daí eu tentar abordar isso nessa oneshot.
  • O chaveiro com pingente de foguete Yashiro conseguiu em um desses momentos mistério #22 e eu queria escrever algo sobre, já que até o momento ele não apareceu e me pergunto o que AidaIro vai fazer com isso e quando ela vai usar essa droga de chave! Que raios que ela abre!? EU TENHO CERTEZA DE QUE NÃO É A PORTA DE UMA CASA!!!
  • A hakujoudai é parte da habilidade enquanto mistério do Hanako, ela tem o design de uma alma. A outra é uma faca de cozinha.
  • E a yorishiro é o centro de poder de um mistério, ela dá poder e força a eles e pode ser qualquer coisa desde que tenha sido importante para eles.
  • A penúltima fala foi na realidade dita por Hanako mistério #41 achei ela tão bonita que resolvi colocar aqui também (e mais tarde descobri que esse trecho era de um livro de Mori Ougai)!
  • Ironicamente esse texto só funcionou graças a Bebe Rexha mas o título e toda a base dele são por causa de Black Hole, do SHINee.
  • As partes em itálico foram a minha primeira ideia +0508+ que virou um poema que inseri no texto completo +1208+ pois era lindinho demais e eu não queria desperdiçar.

Obrigada por ler!

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Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
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