{ oneshot } Soulmate.
※ 28 de novembro de 2020 (11:20 AM) + comentários (1)
Sendo honesta, depois de Blazed (é, tô mencionando esse drabble de novo, uma semana depois, se não gostou é só ignorar Sério, eu até reli os capítulos onde os dois apareciam nos livros, pensamentos do Leo, dei uma engajada pra não fugir do personagem, por isso enrolei.
[ soulmate - calipsoxleo - os heróis do olimpo ]
Ás vezes ela pegava a palma de sua mão direita e traçava as linhas marcadas ali com seus dedos agéis, seguindo todas as ramificações que poderiam existir nelas, como se tentasse ler algo invisível aos olhos dele e algum momento mais tarde, ele descobrira que ela realmente lia algo invisível, algo imutável e efêmero, algo sobre a vida dele.
Ela deduzia, através das linhas na palma de sua mão o tempo de vida que ele teria e dizia que ele viveria muito, muito tempo.
E que aquilo a aliviava.
Saber que Leo poderia acompanhá-la por mais tempo a aliviava de uma preocupação frequente, uma insegurança que vinha a superfície sempre que algo dava errado. Por menor que fosse.
Era difícil de Calipso admitir isso a si mesma mas ela temia a ideia de ficar sozinha novamente, mesmo depois de séculos abandona em uma ilha, presa sem chance de refutar em liberdade, amaldiçoada pelos deuses ela já deveria estar acostumada a essa constante mas só de pensar que em algum momento ele poderia deixá-la por qualquer outra coisa bem, o sentimento retornava com força.
A fazendo ver coisas que não existiam. Fantasmas no calor que subia do asfalto da pequena cidade onde estavam naquele momento.
Por isso ela se resumia aquela leitura diária, depois de meses isso se tornara um hábito difícil de largar.
Ela esperava que em dado momento as linhas mudassem - as linhas sempre mudavam conforme as pessoas cresciam - mas na palma de Leo a única novidade eram calos vermelhos e brancos.
Eles estavam trabalhando bastante, afinal.
"Como eu montaria a Oficina Mecânica Leo e Calipso, sem a Calipso?", ela sorria sempre que se lembrava daquela frase. Mesmo depois dele tê-la tirado daquela ilha, os momentos que passaram lá juntos insistiam em perturbá-la em pequenos ciclos, nos seus pensamentos, até mesmo se assimilavam a alguma das engenhocas que ele criava - sempre girando - pois ele odiava quando algo que deveria funcionar, não funcionava.
Era para Calipso odiá-lo desde o momento que colocara seus olhos nele e em sua mesa de jantar totalmente destruída mas de alguma forma, ele a conquistara.
E assim vice versa.
No tempo em que ele a deixara com a promessa de retornar para buscá-la, ela duvidara inúmeras vezes se o sentimento que o fizera ir fosse apenas parte da maldição - que mais uma vez ela houvesse sido feita de idiota - por se apaixonar por um herói que não sentia o mesmo por ela mas,- no momento em que ele aparecera no céu em um enorme dragão de bronze, a certeza que ela tivera quando o encontrara pela primeira vez, voltara.
Leo não fazia parte da constante que era sua maldição.
E estava tudo bem, enquanto o êxtase de finalmente ser livre corresse em suas veias. Calipso precisava desapegar dessas pequenas coisas. Ainda mais agora que tinha um mundo de novidades bem abaixo de seus pés.
Mas dúvidas surgem quando menos se espera e com o passar dos meses, conforme viajavam de um lugar a outro - vendo pessoas, conhecendo pessoas - ela percebera que talvez, e só talvez, algo não estivesse completamente certo em seu coração. Pois estar livre fisicamente era algo libertador, até mesmo para seus sentimentos.
E ela tinha dúvidas do que sentia por Leo.
Calipso por muito tempo não teve sobre o quê se questionar e se ver diante disso, tão de repente, logo agora que ela tinha o gostinho da liberdade, da felicidade na ponta de sua língua, a fazia se sentir um tanto quanto ingrata por tudo aquilo que Leo fizera por ela enquanto que ele não pedia por nada em troca.
Ele apenas sorria com o rosto inteiro, fazendo pés de galinha se formarem no canto de seus olhos.
Mesmo nas noites em que ela madrugava o observando dormir, seus pensamentos não deixavam de apertar a mesma tecla e ela sabia que ler suas próprias linhas não traria a resposta desejada, pois lhe fora dito que a autoleitura de nada valia, mas ela sempre o fazia e ali encontrava algo que se repetia mais que seus pensamentos.
Não havia nada de errado.
Por tanto tempo, seu corpo se acostumara a sentir emoções negativas e pensamentos nada agradáveis surgiam com facilidade devido ao seu ego ferido, mas Leo quebrara essa constante, ele apenas surgira e colocara suas engrenagens no lugar, como se ela fosse uma de suas invenções problemáticas.
Leo se importava com ela, mais do que qualquer outro herói com o qual ela tivesse convivido.
Ele a amava.
E ela não sabia exatamente o que sentia por ele, mas com certeza era algo bom.
— De novo?
— Fique quieto, eu só quero confirmar uma coisa.
A palma da mão dele permanecia a mesma.
— Então qual o motivo de fazer isso todos os dias?
— Eu só quero ter certeza que nada vai mudar.
— Flor do dia, você está bitolada. O que acha de irmos para outro lugar amanhã?
— Aqui está bom, não precisamos viajar mais.
— Tem certeza?
O semblante dele parecia preocupado.
— Tenho Leo.
— E quando vai me dizer o motivo de ficar assim?
— Assim como?
— Como se algo te preocupasse.
Ele sabia.
Sabia que algo estava diferente nela, havia notado isso a algumas semanas, na verdade.
E não importava o quanto ela se empenhasse em distraí-lo, os olhos e atenção de Leo sempre se voltavam para ela. Era por ela que eles estavam ali afinal, viajando até se cansarem e pensando nisso, não haveria oportunidade melhor do que aquela para deixar de esconder algo dele.
Ela mordia fortemente a parte interna da bochecha enquanto seu indicador parava em uma ruptura na linha da vida dele, uma que indicava mudança. Uma mudança que já havia ocorrido.
— Eu não sei o que sinto por você. Não me entenda mal mas, depois de tudo o quê passei é estranho pensar se o que sinto por você é realmente verdadeiro.
— E o que você sente?
— Já disse que não sei Leo.
Ele deu de ombros.
— Qualquer sentimento é valido.
Não havia tristeza, nem desapontamento no olhar dele e isso a aliviou de uma forma que ela sequer conseguia projetar quando esses pensamentos começaram.
— Eu não tenho mais vontade de bater em você.
— Então isso é algo bom!
— E estar com você foi a melhor coisa que me aconteceu.
— E onde isso é algo ruim? Eu sou uma ótima companhia!
O riso surgiu naturalmente, fazendo Calipso deixar de dar atenção a linha da vida de Leo. O vendo sorrir, contagiado por ela e puxando uma de suas bochechas no instante seguinte.
— Seja menos convencido, Valdez.
— E você seja mais honesta comigo, flor do dia.
Dito isso, ele colocou uma de suas mãos sobre a dela, que deixara de pressionar-lhe a maçã do rosto com tanta insistência, batendo com o indicador sobre a face da mão algumas vezes a fazendo encará-lo com um olhar confuso.
— O que foi isso?
— Código Morse - quando ela não entendeu, acrescentou — você tem as suas manias e eu tenho as minhas, Calipso.
— E o que disse?
— Se você me ensinar o que tanto vê na minha mão, eu te ensino o código. Não é tão difícil, você vai aprender rápido!
Dias mais tarde ela descobrira que Morse não era algo tão simples quanto parecia e levara mais algumas semanas até que conseguisse compreender o que Leo havia lhe dito daquela vez. Mesmo não se lembrando por completo dos toques, ela pode ter uma ideia do que ele dissera - a fazendo pensar no quanto Leo sabia sobre ela, mas pouco deixava transparecer.
"Vou sempre estar ao seu lado".
Pois ele entendia como era ser sozinho e assim como ela, não desejava mais voltar aquele estado.
- Enquanto buscava por uma imagem de capa (viria, você é a melhor) vi algo que nunca imaginei. O pessoal do fandom destilando um ódio tremendo pra cima da Calipso que fiquei sem entender completamente o motivo. Tipo, ou foi algo "imediato" demais ou ela é "velha" demais para o Leo ou "os dois não formam um bom par" e isso de alguma forma me incomodou, pois eu gosto deles juntos - mas como não sei o quão longe Rick Riordan pode ter ido com eles na série seguinte, fico nessa :v
- E como isso me fez pensar um bocado, minhas impressões se refletiram nessa peça, então acabei colocando em dúvida o que ela poderia ter ou estar sentindo por Leo.
Explanando a situação da Calipso: ela foi amaldiçoada pelos deuses do Olimpo a ficar presa em uma ilha sozinha e sempre que se apaixonasse por um herói que caísse por lá, ela tinha que deixá-lo ir. Nessa condição de ter de se apaixonar por um estranho completo e ter de vê-lo partir sem chance de revê-lo, sem chance de mudar sua situação, até que Leo aparece e quebra essa constante. Ela aparece tanto na série de Percy Jackson e os Olimpianos, como em Os Heróis do Olimpo.
- Originalmente, Leo chama Calipso de "sunshine" mas a tradução para "flor do dia" é tão mais fofa- ao menos eu acho fofa hehe.
- A leitura de mão não é complicada, e até tinha pensado em descrevê-la melhor no texto, mas percebi que não teria o mesmo efeito como no cenário que montei na minha cabeça (tinha até pensando em descrever o lugar onde eles estavam e tal), e explicando brevemente, todas as linhas da mão (seja palma ou dedos) são legíveis e as que mais me marcaram são as da palma, a linha da vida que Calipso lê é a que contorna o polegar (rupturas nela mostram mudança brusca ao longo da vida), a do meio da palma é a linha do trabalho e a que fica embaixo dos dedos é a dos sentimentos - isso muda de mão para mão mas essas três linhas sempre vão estar lá :B
- O Código Morse é chatinho de se aprender, mas é divertido depois que se pega a manha - diz a pessoa que levou meses pra entender como fazer ponto e linha para formar uma palavra.
- Nos livros, Leo costuma dizer "eu te amo" por meio do código, que era algo que ele costumava fazer com a mãe - e eu até pensei em colocar isso na peça mas não quis me prolongar taanto assim, e citar a mãe dele ia resultar em mais drama a ser trabalhado. Ugh. Semideuses tem mais dramas familiares do que eu!
Obrigada por ler!
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※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

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Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.