Eu gosto de lobos agora.
※ 31 de março de 2021 (2:05 AM) + comentários (0)
Os últimos capítulos de Beastars foram lançados em outubro do ano passado, encerrando assim uma trama narrada em 196 capítulos e compactada em 21 volumes. Em seu quase romântico fim, se apresentou um novo começo, um começo que se daria na cabeça daqueles que leram e acompanharam a narrativa mas, sobre quem exatamente Beastars se trata? Se forem olhar o subtítulo colocado ao anime, podem imaginar que a história se trata de Legoshi, o "lobo bom" mas, indo mais fundo a trama vai muito além dele - nós vemos a realidade de Beastars a partir da ótica dele, e ela se expande de uma forma que me fez pensar no quanto Paru Itagaki estava disposta em explorar aquele universo sobre predadores e presas e suas pequenas individualidades, tal como suas comunidades. E aqui está outro ponto importante, o quanto Paru está envolvida com sua criação!É quase palpável o carinho que ela tem pela narrativa que criou, e podemos ver isso na quantidade de detalhes que ela espalha sobre a trama e não tem o menor pudor em explorar. Aqui posso destacar três pontos que considero muito interessantes: a relação entre carnívoros e herbívoros, a diferença dentre os nativos da terra e do mar e a coexistência desses no mundo moderno (pois a história dessa sociedade tem seu início e meio, o fim, assim como o da nossa não existe de fato) o que me inclina pensar no quão semelhantes mas diferentes Beastars e Zootopia conseguem ser, mesmo tratando do mesmo tema - que carnívoros nunca deixarão de enxergar herbívoros como presa - seus pontos de vista destoam quando partem de uma coelha em um e um lobo em outro, com o adicional da relação interespécies que faz com que a história cresça espantosamente bem. E é aqui em que me pego pensando se sou ou não sou uma furry, visto que essa temática me acompanha desde as animações da DreamWorks. Eu estava fadada a isso, só pode!
Mas me foi muito fascinante ler uma obra tão completa e tão disposta em seu próprio universo, Beastars é sem sombra de dúvidas, uma história barbara que não exagera, só expõem a verdadeira natureza de cada espécie e com o adicional da personalidade de cada indivíduo. E tudo isso através dos olhos de um lobo, um lobo nada comum, que move céus e terra em nome do seu amor por uma coelhinha branca e que, de forma torta e relativamente lânguida consegue conquistar seu coração (assim como o meu, falando sério mais lindo e cativante que o Legoshi só o Yahya e ele é um cavalo- UM CAVALO SEN HOR AMADO).Afinal, Beastars não tem um vilão maior (sim, eu sei que o Melon existe mas ele traz a tona a discussão sobre a existência de híbridos, o personagem dele não chega nessa vilania toda é mais um questionamento, aquele ser ou não ser, uma validação da real natureza dele), não é sobre uma jornada onírica de um herói - é sobre um lobo de mente simples enfrentando a sua realidade em nome daquilo que acredita ser o correto, mesmo que ele não saia inteiro na conclusão dessa jornada. E se vocês resolverem ler e comprar a ideia da Paru (que antes desta já mostrou ao que veio com a coletânea de histórias em Beast Complex) vão perceber que Legoshi é bom em compreender aqueles que o cercam, se colocando no lugar deles e as vezes de uma forma bem literal. E isso acaba sendo algo crítico quiçá necessário, para o desenvolvimento de sua personalidade em relação a história narrada. A forma como ele está completamente aberto a adversidade alheia independente dele ser um lobo, ou melhor dizendo, um carnívoro.
Ah, e o que 'Beastars' significa? Bem, essa foi uma pergunta recorrente enquanto assistia ao anime em uma madrugada. Por que colocar como subtítulo "o lobo bom" se juntos (ao menos na dona Netflix está assim) os dois não geram um sentido completo? Acontece que a palavra "beastar" no universo da trama é um título dado aquele que se destaca dentre todos os animais, num sentido geral aquele que melhor representa as espécies e olhando agora, o próprio Legoshi defenderia muito bem esse título. Ele seria os músculos enquanto Louis, o cérebro com certeza!
Escrevi esse pensamento em primeiro de janeiro, logo depois de terminar o mangá de Beastars e acabou dele ser mais resumido do que eu esperava. Focado mais no Legoshi do que eu esperava mas, ao menos deixei claro o sentimento que me levou a dedicar um layout exclusivamente a ele, não é mesmo?
Acontece que Beastars me fez enxergar o reino animal com outros olhos. A paixão que Paru sente por sua obra acabou respingando em mim, que me vi encantada pela riqueza de detalhes que dificilmente daria assistindo um documentário do Discovery Channel por exemplo, acabei me vendo muito investida nessa ideia de ser curiosa sobre determinada espécie, classe animal, tanto que me sinto um tanto idiota admitindo isso depois de já ter passado tanto tempo nessa, com trabalhos escolares e afins. É, parece que não foi á toa que comecei a tecer um interesse tímido por lobos! Graças a esse lobo bobo eu notei certa graça em ver um que detesta a ideia de uivar para a lua e agora, reúno aqui forças para assistir a segunda temporada do anime.
Vejo vocês em outra hora!
Marcadores: beastars, impressões pessoais

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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.