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Quando maldições acontecem.

※ 7 de abril de 2021 (3:40 AM) + comentários (0)
Desde que abril começou eu não tenho pensado muito, não tenho feito muito. Tanto que se não tivesse me movido para fazer algo neste momento, provavelmente estaria assistindo a uma competição entre sopradores de vidro. Se não fosse pela minha irmã querendo assistir aos últimos capítulos da novela (que somente eu assisti pois a bonita acabou dormindo no sofá) eu provavelmente estaria dando continuidade a ideia de começar e terminar séries e documentários curiosos. Como o de roupas que assisti durante a tarde. Ver e ler sempre me movimentou muito mas acabou que ter entrado no Blogger hoje me foi mais frutífero do que eu sequer poderia imaginar - o que vai me render a mais uma noite indo para a cama tarde, mas isso não é uma novidade para alguém que tem madrugado relendo fanfic, não é mesmo? E, é com um sorrisinho bobo no rosto e o álbum mais recente do AJR tocando pelos fones de ouvido (muito obrigada Cilis!), que venho tomar vergonha cara de publicar estes drabble e oneshot que escrevi em março numa ideia que tive para o tema do Together [comemoração interna]
E eu não tinha realmente uma vontade de publicá-los, pois além de apressados e da minha ideia não ter dado certo, são apenas impressões minhas sobre os mangás que estive lendo nada para me orgulhar nada diferente do que faço mas me aproveitei disso para testar um novo molde para as minhas produções - se vocês vão gostar ou não isso pouco me importa, só queria testar algo diferente mesmo.

  • the red house
  • nene yashiro
  • jibaku shounen hanako-kun
  • palavras: 483

A voz por trás da fechadura mudava de tom mas não deixava de soar como a voz de uma criança, e o choro que a trouxera até ali, que a fizera ignorar as correntes na entrada onde a placa com os dizeres "não entre" estava pendurada finalmente se acalmara, enquanto ela trocava olhares nervosos com seu amigo que viera com ela no desespero de querer ajudar.

Ajudar uma criança aparentemente sozinha em uma casa assombrada a mais de cinco décadas, uma grande ideia, claro.

Mas naquele momento ela culpava seu coração e o peso em sua consciência em deixar uma criança sozinha em uma casa velha como aquela.

Eles tinham que sair dali o quanto antes, salvar a criança e sair dali o mais rápido possível, senão haveriam mais corpos a serem contados na longa lista de incidentes que aquela casa de telhado vermelho colecionava. Enquanto o medo em seu corpo subia e descia em ondas, Kou ao seu lado, batia repetidamente na porta que não abria.

A maçaneta não abria a porta, não importava quantas vezes houvessem tentado.

Até que a voz da criança chorosa perguntou coisas das quais Nene duvidava que uma criança deveria perguntar tão inocentemente.

"Você tem olhos?", "E suas mãos, braços e pernas, você os tem também?", "Você não tem nada faltando tia?", e por mais estranha que fosse a sensação em seu estômago, ela respondeu a voz dizendo que não lhe faltava nada, que seus membros estavam em seus devidos lugares.

E a porta se abriu.

— Então nós podemos brincar tia, do que nós vamos brincar?

Havia um garotinho por detrás da porta, na ponta dos pés, segurando a maçaneta com um olhar inocente.

Nene mal se deu ao trabalho de notar o que havia além do quarto, nas roupas do garotinho, em como aquela situação na qual se metera parecia fugir da realidade.

— A gente não pode brincar agora, primeiro temos que sair daqui.

O corpo dele era quente, ela conseguia sentir o pulso facilmente.

— Mas eu não posso sair tia.

— Por que não pode?

— Eles vão ficar zangados se eu sair.

Um arrepio correu por seu corpo, mas ela tinha que manter a compostura, estava na frente de uma criança afinal.

— Quem vai ficar zangado? Não tem ninguém aqui.

— Nene, vamos brincar!

E enquanto seu braço era puxado para dentro do quarto e Kou chamava por ela, Nene percebeu que nunca havia dito seu nome a criança. Quando deu por si estava sentada em um sofá pequeno, com o rosto do garotinho inclinado sobre o seu. Os olhos pareciam ter mudado de cor quando um sorriso maldoso apareceu em seu rosto.

Ele puxava os dedos das mãos dela com força, cantarolando uma cantiga estranha.

"Uma noite, duas madrugadas, três vão junto.
Acordados olhando para a lua, esperando pelo amanhecer"


— Você vai ser a minha nova boneca tia, e eu sei que você não vai quebrar.

Escrevi (pois aqui eu só narrei de acordo com o meu ponto de vista, esperando que algo bem louco acontecesse com a Nene) motivada pelos capítulos atuais de Hanako-kun (75/76), inspirada por "Body" e "Mad House" tinha pensado em criar um ambiente mais intenso, mas não fui muito fundo nisso. E essa cantiga ao final eu apenas traduzi, na minha opinião tem coisa nela, só não consegui desvendar ainda!

  • cursed love
  • yuta okkotsu x rika orimoto
  • jujutsu kaisen
  • palavras: 534

Yuta sempre fora uma criança sozinha, não por opção, as outras crianças que gostavam de isolá-lo do convívio social em uma idade onde os adultos imaginam que tudo o que as mentes em formação pensam é em querer brincar com o maior número de amigos.

Mas Yuta permanecia solene em sua companhia, se não fosse pela presença de Rika.

A garota adorava estar perto dele na caixa de areia do parque, onde Yuta estivesse, Rika estaria ao seu lado com um sorriso enorme no rosto. Seu apreço por ele era tamanho que em uma das tardes onde os dois brincavam sozinhos a garota lhe fez uma promessa com uma aliança em mãos.

"Quando formos grandes, você vai se casar comigo Yuta", ela declarara confiante puxando o mindinho dele junto do dela, assim selando a promessa.

Yuta nem conseguia pensar direito, o contentamento que sentia em saber que alguém gostava tanto dele a ponto de pedi-lo em casamento. No fim, tudo o que ele conseguira expressar fora um aceno de cabeça seguido de um "certo, então nós vamos ficar juntos para sempre, né?". Pois era isso que ele queria, poder ficar junto daquela que gostava dele tanto quanto ele gostava dela.

A aliança servia certinho em seu dedo, não pesava, só lhe trazia um sorriso enorme ao rosto - mas Rika insistira que o anel quem usaria seria ela, até que eles cumprissem a promessa que haviam feito.

Até o sangue vermelho cobrir a faixa de pedestre, uma linha em vermelho rubro ligando o corpo ao pneu do carro.

Bem no momento em que Rika a cruzava para encontrá-lo, para irem juntos a escola.

Rika havia sido atropelada por um carro, sua cabeça completamente esmagada pelo veículo.

E o sangue escorria para perto da calçada onde ele estava.

O corpo de Yuta relutava em se mexer, perplexo diante da cena a sua frente observando o corpo imóvel, o vestido amassado.

Rika não estaria mais ao lado dele e aquilo o assombrara rapidamente.

A aliança ainda estava no dedo dela, o braço machucado, coberto por lacerações.

Ele se recusava a perdê-la daquele jeito!

Não era certo, não era o que ele queria. Rika deveria estar ao lado dele até que eles fossem grandes, grandes o suficiente para se casarem e viverem juntos para sempre!

"Yuta"

Era estranho, por cima de todo o torpor, ele conseguia ouvir uma voz muito semelhante a de Rika, chamando por ele.

"Quando formos grandes, você vai se casar comigo Yuta"

Uma forma estranha surgiu a seus pés. Era escura como piche e vermelha como o sangue pintando a pista. Tinha uma boca enorme e mãos ainda maiores, se agarrando fortemente a suas canelas.

"É uma promessa Yuta"

Daquele dia em diante, sempre que alguém caçoasse de Yuta aquela mesma voz vinha por detrás dele. Mãos enormes e um rosto desfigurado, um monstro gigante que só ele via, chamando por ele, ralhando com aqueles que faziam pouco dele e deixando seus corpos completamente desfigurados.

Rika não suportava ver Yuta triste, mesmo depois de morta.

A aliança que ela dera a ele naquele dia, acompanhada de uma promessa ainda estava em sua posse, em uma corrente pendurada em seu pescoço.

Desde que ouvi "Lost in Paradise" fiquei com um negócio na cabeça, pois a letra não tem muito a ver com a trama de Jujutsu (talvez só sirva para quebrar o clima tenso) mas ela se encaixa bem com a história de amor do Yuta, então acabei narrando a história dele ao som da música só porque eu gosto muito do personagem - e caso queiram ler este piloto, ele é independente a trama original (Tokyo Metropolitan Magic Technical School) e logo mais será adaptado para um filme!


Obrigada por terem lido!

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※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★



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agradecer e se abrir para o novo.