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{ drabble } Passion

※ 9 de junho de 2021 (10:46 PM) + comentários (3)
Se teve algo que aprendi nesse começo de mês, e espero não esquecer tão cedo é a desistir de insistir em uma ideia que não vai para frente (ou de um pensamento, um hábito, um tique, esses grudes chatos), não importe quanto tempo eu a guarde, na esperança de que em algum momento no futuro consiga fazer dela algo legível. Se não me engano já devo ter digitado isso por aqui mas incrivelmente acabo me esquecendo dos meus próprios conselhos, mesmo esses que me livrariam de algumas dores de cabeça - começar e recomeçar o mesmo parágrafo com palavras diferentes não muda muita coisa se a emoção por trás disso não trás nada de diferente, e foi pensando nisso que acabei descartando um rascunho que tinha acabado de completar um ano para começá-lo do zero (e por rascunho entendam que eu falo das minhas fanfics) e, em incríveis vinte minutos da madrugada de hoje, aquela ideia inicial que não fluía de jeito nenhum ficara fácil de moldar mais uma vez! Ideia essa que começou graças a um comentário da Neko em Bright Eyes e que acabou levando mais tempo do que eu esperava para terminar e que está por ser publicada agora, neste momento, depois da quebra de página! Não sei se era isso que ela esperava, ou imaginava, mas foi o que aconteceu melhor - ao menos estou publicando algo depois de meses e isso me deixa levinha.

E só para nota, agradeço muito pelos comentários que vim recebendo nas últimas postagens (recebi até plaquinhas da Nat, vejam só que lindinhas!), sei que retribuí a maioria mas como isso é raro de acontecer, melhor deixar anotado aqui também!

  • passion
  • luka megurine x gakupo kamui
  • vocaloid
  • 757 palavras

Saltos eram completamente desnecessários, totalmente desconfortáveis e incrivelmente lindos, quando acompanhados das roupas certas - por mais que até com um saco de batatas eles provavelmente continuariam a cumprir seu papel. Serem bonitos, e deixarem a pessoa que os usasse ainda mais bonita, mas isso não invalidava o quão desnecessários eles estavam sendo naquela noite. Com o limo da calçada batizado pela chuva fina, Luka tinha de fazer um espetáculo de malabarismo com seus pés e, se não fosse pelo suporte que o corpo ao seu lado lhe dava, ela provavelmente teria estragado as roupas que sua irmã escolhera com tanto carinho para aquele encontro.

Um encontro que ia de mau a pior, na concepção dela.

Com o carro de Gakupo rebocado do estacionamento, para a chuva inesperada quando a previsão assegurara tempo firme e estável para a noite, a vaga desmarcada erroneamente pelo restaurante, aos dois andando a esmo pela cidade sem nenhum destino em mente - e francamente, com uma sorte daquelas até mesmo passar o resto da noite em um cinema parecia ser pedir para que algo inesperado acontecesse.

Mas ver e ouvir Gakupo lamentando pelo inevitável era algo que alegrava o humor dela. Principalmente quando ele decidira mudar seus planos para o aniversário (dela) e acabara amaldiçoado pelas palavras de sua amiga, que ficara mortalmente ofendida pela novidade de última hora, dizendo "que aquela berinjela ambulante pague por isso de uma maneira que o faça se arrepender disso", pelo telefone. E por mais engraçado que fosse escutá-la tão desgostosa, acabar sofrendo da maldição por tabela era algo no mínimo inconveniente para Luka naquela noite.

Era como se uma benção que saíra pela culatra caísse em seus braços, a fazendo deslizar por uma rua mau iluminada de incertezas - e que seus vinte e um anos não fossem da mesma maneira, por favor!

Um carro passara zunindo pelo lado deles, muito rente a calçada e consequentemente, muito em cima da corredeira de água empossada a beira dela, os encharcando por completo em seu show de exibicionismo.

E fora naquele momento da noite, do dia inteiro, enquanto sua companhia se desculpava pela sequência de inconvenientes, que Luka decidira fazer algo por si ao invés de deixar que os outros o fizessem - e ei, era o aniversário dela, mesmo que ela quisesse, parecia que o mundo a incapacitava por aquele ser o seu dia infernal - tirando o par de saltos dos pés e cruzando a rua iluminada pelos faróis de carros indo e vindo nas duas mãos, com Gakupo gritando por ela, enquanto ela apenas pulava sobre as poças que se formavam na pista. Seu destino era apenas o outro lado da rua, mas ela queria poder ser um inconveniente na vida dos outros também, cansada de ser apenas ela a sofrer pela ação dos outros.

Ela e seu relacionamento de primeira viagem. Era tão injusto vê-lo tentar e colocar tanto empenho em impressioná-la, para ter isso tirado de suas mãos antes mesmo de acontecer, que ela se perguntava se aquilo era realmente algo para durar mais que um dia ou dois aniversários.

Mesmo que sua amiga dissesse o quanto ele sentia por ela, por quanto tempo ele guardara esse sentimento, será que realmente haveria um futuro ali além de ligações e mensagens tarde da noite?

Quando seus pés tocaram o outro lado, havia um parque iluminado por uma corrente de postes, suas mãos mal se contendo em segurar em um deles para girar seu corpo logo em seguida.

Pela primeira vez naquela noite Luka rira, e quando observara do outro lado, sua companhia relutava em passar por entre os carros, a olhando de forma ansiosa.

Fora quando ela estendera a mão, o chamando para o outro lado.

Afinal, que ele tivesse um pouquinho de fé nela também!

As risadas vinham borbulhando por sua garganta ao vê-lo saltitar pelas buzinas, que quase formavam uma banda mau humorada em sua passagem. Havia água também, de cima e de baixo, mas isso não abalava em nada seu ânimo recuperado naquele momento. Vê-lo bravo, vê-lo sorrindo quando ela saltara do poste em seus braços, fazia qualquer inconveniente valer a pena.

Por mais que suas roupas não pudessem dizer o mesmo.

— E que ideia brilhante você teve agora?

Seu indicador apontara uma tenda brilhante no centro do parque, que mesmo com a chuva, continuava imponente.

— Tem um circo na cidade, vamos assistir ao espetáculo!

— E se já tiver acabado?

— Com certeza tem algodão doce! Vamos, é o meu aniversário e você me prometeu uma noite incrível Gakupo!

  • Lendo o resultado final, vejo que o texto pode ser interpretado de uma forma meio trágica na parte da travessia. Por favor, que vocês não tenham lido dessa forma!
  • Escrevi cantando mentalmente a abertura de Kaleido Star, ao menos a versão brasileira, e pensei um pouco na letra de Passion também - não que isso vá interferir ou somar na leitura, é que eu gosto de marcar meus processos criativos aqui.
  • Ultimamente tenho voltado a ler as letras do GRANRODEO e notei que continuo apaixonada pelo talento e criatividade do Taniyama em suas músicas!
  • A capa foi feita no nichi e a ilustração linda (a mais linda que encontrei) usada nela do Gakupo com a Luka foi feita por magz.
Obrigada por ter lido até aqui!

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Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★



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