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{ oneshot } A glimpse in the future.

※ 4 de julho de 2021 (4:52 AM) + comentários (1)
Era janeiro e eu ainda estava na fissura com Ao no Exorcist. Depois de rever o anime em uma madrugada e ler as minhas partes favoritas dos volumes que tinha na estante, do nada decido sair buscando mais sobre seus personagens e encontro essa seção de perguntas e respostas, onde os leitores mandavam cartas que eram respondidas pelos próprios personagens que eu não só achei o maior barato como também me aproveitei disso para fisgar mais detalhes sobre eles - curiosamente essa parte de "perguntas e respostas" aconteceu nos volumes seguintes aos que consegui comprar, logo só fui descobri-los lendo online mesmo. Foi dessa vontade sem fundo que eu tirei a ideia desta oneshot! Quando vi as respostas sobre "ser um exorcista e assistir programas de médiuns fajutos" não tinha como eu não bolar um cenário sobre!

E estou publicando hoje meramente por ser aniversário do Renzo (e do meu falecido avô) e eu querer sentir esse momento de publicar algo no aniversário de um personagem - assim como esse pequeno detalhe astrológico me fez pensar um pouco mais na dinâmica que existe entre ele e a Izumo, como com os outros personagens também.

  • a glimpse in the future
  • izumo kamiki x renzo shima
  • ao no exorcist
  • 1067 palavras

Ele não queria abrir seus olhos, não quando aquela seria a quarta vez que virava seu corpo procurando pela melhor posição, o melhor ângulo para sua cabeça sobre o travesseiro que já lhe incomodava o pescoço. Se Renzo abrisse seus olhos naquele momento, a árdua batalha estaria perdida então ele decidira que seria melhor saber por quanto tempo ele durara naquela noite mal dormida.

O cômodo ainda era breu quando sua mão buscou pelo celular sobre a estante e, assim como antes de ir para a cama naquela noite, o aparelho ainda estava onde ele o havia deixado.

Três e quarenta na madrugada. Contando que ele havia ido dormir depois da meia noite, era praticamente um esforço feito á toa, tentar dormir por tão pouco tempo, por mais que o brilho da tela ainda lhe cegasse a vista.

O corpo de Izumo parecia pequeno ao lado do seu, todo encolhido, buscando manter a temperatura mais agradável em meio a noite amena, enquanto que o dele parecia ter sofrido o efeito de uma maratona, o quão suado que estava. Agora ele definitivamente desistira de tentar pegar no sono.

Um banho quente, roupas limpas e livres de suor depois, a exaustão que sentia em seu corpo deixara de existir. Mesmo que estivesse aos bocejos ele sabia que não conseguiria pegar no sono tão rápido e como não estava no clima para ler uma de suas revistas favoritas acabou ligando o televisor na sala, se acomodando no sofá de dois lugares e deixando apenas que a estática da tela quadrada iluminasse o cômodo.

A programação durante a madrugada era quase nula, mas existiam algumas reprises que alguém nas qualidades de Renzo não se importava em assistir, como os melhores momentos de concursos de beleza de anos anteriores, por exemplo. Mesmo não sendo algo que ele veria normalmente, ter modelos desfilando em uma passarela não era algo de todo ruim.

Talvez lhe desse até sono. Bons sonhos talvez.

Seus olhos estavam tão entretidos, que dedicavam atenção total ao televisor, mal notando a presença que vinha lentamente do quarto atrás dele. Até ser pego de surpresa por um magro par de braços, deslizando por seus ombros e o peso de uma cabeça sobre a sua.

— Você me deixou sozinha de novo só para assistir um bando de mulheres tentando ganhar um concurso de beleza?

Izumo havia acordado. Nas outras vezes ele dera o azar de acordar no sofá com ela o encarando, claramente incomodada.

— É o que vejo quando não consigo dormir.

— Então me acorde, assim você não fica tão sozinho assim.

O beliscão na orelha que recebera o fizera rir, até as luzes serem acesas e sua vista doer no mesmo instante.

A presença dela desaparecera, sendo substituída por sons vindos da cozinha. Água preenchendo um bule de metal, as portas dos armários rangendo ao serem abertas. Quando deu por si, Renzo já não prestava mais atenção as modelos mas olhava para Izumo encarando o bule no fogão, bocejando de segundo a minuto.
Ele ouvira a água começar a ferver, assim como o som do fogo sendo desligado, então água sendo despejada em algum outro lugar, para depois ela retornar a sala com uma caneca branca decorada por ilustrações natalinas em suas mãos.

O vapor subia mas ele não sentia cheiro algum.

Quando olhou para dentro da caneca, percebeu a coloração vermelha e estranhou a escolha dela.

— Morango. Não vai te ajudar a dormir, mas beber algo quente relaxa, acho.

— Muito quente.

— Deixe de ser fresco, chá não se bebe rápido.

Dito isso o controle desparecera nas mãos dela, mudando os canais até parar em outra reprise, só que de calouros em um show de talentos. Havia uma garotinha cantando e isso pareceu emocioná-la o suficiente para se acolher ao lado dele.

O chá grudava na língua, mas tinha um gosto diferente que ele não sabia dizer se era bom ou ruim.

A respiração de Izumo mudara.

O show de talentos acabara.

O gosto do chá parecia melhor agora, havia menos de meia caneca mas ele bebia cada gole com cuidado.

Um programa de médiuns começara em seguida e por algum motivo ele achara isso engraçado. Principalmente quando via a mulher de roupas vibrantes dizendo algo com convicção, mexendo muito as mãos com aqueles anéis gigantes nos dedos, quando ele sabia que não havia nenhuma presença ali.

"Eu sinto ele aqui, seu marido está muito amargurado minha jovem"

Uma farsa televisionada.

— Eu sinto por quem gastou dinheiro com isso.

A voz cheia de sono dela fez com que ele risse mais do que deveria naquele horário e quando a notou coçando os olhos, percebeu que aquele momento inesperado era algo que ele não queria esquecer.

Que ele queria poder repeti-lo mais vezes.

Ter o mesmo chá, o mesmo programa e a mesma Izumo ao lado dele naquele sofá, a altas horas na madrugada.




a caneca já estava vazia


e


seus olhos focavam nela por muita insistência,

como uma lente de aumento.



Indo


e vindo


Algo estava diferente nele.



O televisor parecia sem foco algum,


haviam apenas cores, quadrados e retângulos coloridos.



Assim como o calor do corpo de Izumo, que era sentido em
                                                                                                       o


                                                                                               n


                                                                                                            d


                                                                                                                      a


                                                                                                                s.



                                                             O que estava acontecendo ali


com ele


                                                naquele mo



                                             me


                               n


                                       to


 
                        ?




                  E



                        xaa


                                                   taa



                                   me
                                            e
                                      e
                                              nte
 
 

                                         ee



                 ?



O teto do daquele quarto era incrivelmente branco e ressaltava as manchas de mofo nos cantos.

O relógio digital na cabeceira da cama de Koneko marcava exatamente quatro e meia da manhã em um vermelho vibrante.

Renzo fechou seus olhos calmamente.

Um sonho.

Aquilo. Fora. Um. Sonho.

Como ele conseguia pregar peças em si mesmo daquele jeito!? Era crueldade demais consigo mesmo! Poder ter Izumo dormindo com ele, fazendo chá para ele, assistindo televisão com ele, para depois isso não ser real!?

Crueldade!!!

Crueldade demais do seu subconsciente!!!

Ainda era cedo, Bon nem havia levantado para sua corrida matinal e Koneko dormia tranquilamente do outro lado do quarto.

Ele não conseguiria ficar naquela cama depois daquilo, nem ferrando.

Levantou, acordando seu corpo sonolento, procurou por seu par de tênis e seguiu para fora do quarto, longe de sua cama e qualquer resquício daquele sonho tão quente e reconfortante que ele desejava ter sido real.

O céu ainda estava escuro.

Uma corrida e sua frustração seria substituída pelo cansaço.

Até ela voltar a todo o vapor ao ver Izumo na primeira aula.

  • De primeira era para ser um cenário dos dois vivendo juntos pra valer com tudo bonitinho e cheio de fru-fru, até eu mudar de ideia e achar mais divertido transformar tudo isso em um sonho do Renzo [risos maléficos] só acho que detalhei muito o sonho.
  • Sonhos não são tão detalhados, né? Os meus são um pouco, me baseio nisso.
  • Como comecei em janeiro e aquela altura pensava em um domestic fluff apenas, os primeiros parágrafos ressaltam bem isso e não editei nada neles. A partir do meio que decidi pela perversidade do sonhar e acabei fluindo mais na inconsistência dos detalhes (e do texto também, sempre quis tentar isso!), me pergunto se alguém conseguiu notar isso.
  • Tentei achar o capítulo que me deu a ideia para colocar aqui mas acabei perdendo ele, então não sei se foi um delírio da minha cabeça ou algo que li de verdade por isso relevem.
  • Capa feita com nichi e senti que dessa vez ultrapassei meus limites de surrealismo :B
  • Tudo isso para eu ler o capítulo mais recente de Ao no Exorcist (132) e descobrir que dessa vez serão oito meses de espera para um novo capítulo do mangá. Oito meses. Tipo, eu já não botava fé que esse arco acabaria esse ano e agora terei de esperar até o ano que vem para ver se ele vai acabar mesmo. Phew! Só desejo sorte pra Kato nesse novo projeto dela, já que ela parou com AoEx para adaptar uma novel para mangá, enfim as minhas lágrimas finalizam essa postagem.

Obrigada por ter lido até aqui!

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※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
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