01!
02!
03!
04!

famigliasf. A fool is the one who is tricked.

※ 16 de setembro de 2021 (8:21 AM) + comentários (0)
E chegamos a conclusão de mais um projeto neste meu clube de artes, yayy!!!
Nem consigo dizer que me sinto incrível por ter conseguido terminá-lo pois esse daqui mais me deu dor de cabeça do que satisfação mas, não deixa de ser um feito gostoso de se ressaltar. Para um impulso vindo do nada até que eu consegui algo bacana com famiglia sf. Tive aquele gosto em pegar os mangás para reler e me divertir com eles como não fazia a um bom tempo - principalmente nos primeiros arcos cheios de momentos cômicos que mais existem para o leitor criar um vínculo com os guardiões que são apresentados - sem contar que graças a esse impulso consegui ver muitos personagens com outros olhos, o que acabou sendo expressado na maneira como os descrevia. Assim como estes dois bonitos que encerram essa série drabbles e quase drabbles, com eles eu acabei criando um carinho curioso até!

E como esse é o final, me permiti extrapolar um pouco nas palavras. Só espero ter conseguido apresentar os guardiões devidamente para vocês, pois na minha cabeça 'tava tudo lindo.

  • famiglia series
  • a fool is the one who is tricked
  • rokudo mukuro & chrome dokuro
  • katekyo hitman reborn!
  • 1131 palavras

Eles estavam em uma cafeteria que fora fortemente recomendada por duas das melhores amizades que Chrome fizera desde que colocara seus pés em Namimori, antes disso ela não se recordava de pessoas tão gentis quanto elas, talvez o chefão mas este também viera depois do antes. O antes que deixou de existir quando Rokudo Mukuro entrara em cena e que fora substituído por uma infinita sequência de agoras a partir dele.

O lugar não estava cheio, era pequeno e agradável na medida certa para alguém como ela.

Mukuro a observava como se estivesse assistindo a um espetáculo, se deleitando com cada faceta e movimento dela, enquanto bebia do chocolate quente que pedira para acompanhá-la naquele fim de tarde. Seu olho direito completamente vermelho marcado pelo ideograma de número seis conseguindo ser o detalhe que mais destoava em sua figura - para além do corte de cabelo - mesmo que fosse aquele que complementasse sua personalidade ambígua e narcisista.

"O caminho divino", ele lhe dissera certa vez quando voltavam de uma missão tão emblemática que requisitara a presença de ambos ilusionistas dos Vongola, o que era raro quando Mukuro dificilmente entrava em cena, "existem seis caminhos" continuou "eu passei por todos eles, reencarnação após reencarnação" e quando ela perguntara qual fora o seu favorito ele rira de maneira atípica, dizendo que não tivera um favorito, sequer se passara por sua cabeça ter gostado de algum deles. Eram apenas artifício, uma arma para ser usada em suas ilusões.

Cada caminho potencializava um tipo de ilusão e a habilidade que ele tinha em manipulá-los como bem quisesse era tamanha que poucos conseguiam distinguir o que era criação da mente de Mukuro e o que era a realidade.

Chrome se encantava quando o via em ação, seu mestre era realmente alguém formidável e ela apenas uma aprendiz com sensibilidade o suficiente para tal.

E só em poder dividir um momento como aquele, simples e livre do confronto que sempre acompanhava a máfia, com ele e distante de todo o resto fazia com que seu presente valesse a pena. Principalmente quando o destino parecia querer afastá-la ao máximo de seu bem feitor.

— No que está pensando, minha bela Chrome?

A torta que Haru havia dito como uma de suas favoritas era realmente deliciosa, assim como a louça na qual ela fora servida era linda, realmente linda.

— Você encontrou um favorito?

— Favorito?

— Um dos seis caminhos, você encontrou um favorito?

Os olhos do guardião da névoa pareceram surpresos, até que ele sorrisse tão largamente que eles acabaram por se fechar.

E em uma piscada de olho, ela notara que não estavam mais na cafeteria.

O olho que lhe faltava doía diante daquele cenário no qual estava situada.

— Sua ingenuidade é algo que não deixa de me fascinar Chrome, mesmo depois de tantos anos você ainda se lembra disso?

— Como poderia me esquecer, se considero tudo o que você diga importante?

Ele negou com a cabeça, colocando ambas as mãos sobre os ombros magros dela.

— Não seja tão devotada assim, você já não tem mais idade para isso.

— Mas você é importe para mim, Mukuro-sama.

Houve uma troca de olhares significativa até que algo fosse dito para concretizar o que não se pronunciou ali.

— Se sou tão importante quanto diz, por que não me mostra?

Ela sorriu aproximando-se dele, se colocando na ponta dos pés para que assim pudesse estar equiparada a altura que os separava, encostando suas testas e fechando seu olho bom ao contato. O ar que comprimia seus pulmões desaparecera a medida que seus sentimentos eram transmitidos em ondas suaves, pulsando de dentro para fora e rumo ao seu mestre.

Um calor incomum para Mukuro acompanhava aquele gesto, como se a cada onda que o alcançasse, um resquício de seus rancores passados fosse diminuído e substituído imediatamente por uma imagem, uma lembrança, uma memória daqueles que o acompanharam até ali. Risos, palavras e sons ecoavam para dentro dele, expurgando por definitivo o menor grão que ainda pudesse existir dentro dele de animosidade em relação ao seu passado - fazendo com que aquele calor tamanho transbordasse para fora de seus olhos.

Rokudo Mukuro nunca, em toda a sua vida, ao menos não até aquele momento, havia chorado. Sequer derramara uma lágrima por si, dirá por outra pessoa.

E ali estava ela, sua doce Chrome o fazendo chorar.

— Ah! Não era essa a minha intenção, me perdoe!

Os dedos dela tentavam secar seu rosto de maneira atordoada, até que ele pegasse ambas as mãos tão cuidadosas, tão gentis, e as trouxesse próximo aos seus lábios.

— Obrigada Chrome - então um brilho de entendimento passara pelos olhos heterocromáticos do ilusionista — você usou música ao final, não usou?

As bochechas dela ficaram incrivelmente vermelhas por ter sido descoberta.

— Bianchi e Gokudera me ensinaram a tocar piano recentemente.

E o velho e carismático sorriso dele voltara a tona, passada a torrente emocional que sentira.

— Usando música em suas ilusões agora, hm?

— Percebi que a música me deixa menos nervosa, e tem me ajudado quando crio uma ilusão.

O olho bom dela, que não estava obscurecido por um tapa olho, deixara de transparecer insegurança como em tempos passados. Deixara de observar o que havia embaixo para olhar para cima, para o que estava frente dela.

— E você não deixa de me surpreender.

Havia um compasso persistindo em seu âmago quando ela sorrira. A natureza das ilusões dela mudara e o que antes apenas assimilava as características densas das dele, agora trazia tudo aquilo junto de uma leveza capaz de fazê-lo se esquecer do que mais o marcara em todas as suas reencarnações até aquele momento, assim como o que sofrera diante delas. Se Chrome fosse uma carta em seu baralho ela certamente seria um ás de espadas, um trunfo, um poderoso trunfo. Ela entretanto não era uma carta e tão pouco estava mais em poderio de suas mãos, tal pensamento se tornando bem mais concreto naquele momento.

De todos aqueles que o acompanhavam, ela era a única a destoar de suas vontades e ainda assim, compreendê-las melhor do que estes.

Encontrá-la não fora mero acaso, realmente.

— Vamos voltar, eles devem estar sentindo nossa falta.

De volta a cafeteria, como se nunca houvessem saído do ambiente, o ilusionista e guardião da névoa dos Vongola colocara a quantia necessária daquilo que haviam consumido sobre a mesa e se levantara, sendo seguido por sua aprendiz que não se demorara muito em acompanhá-lo.

Eles já haviam deixado Namimori quando a voz de Mukuro ecoara fraca pelos pensamentos dela dizendo, "o caminho dos homens Nagi, este é o meu favorito" como ele comumente o fazia quando sua consciência habitava a dela e a proximidade que dividiam era praticamente infinita.

Fora o caminho humano que o levara até ela, afinal de contas.

  • Os seis caminhos que mencionei são os caminhos de Samsara, ou os seis caminhos da reencarnação, do Budismo (e isso é mera interpretação minha pois não é algo confirmado com todas as letras). No mangá eles receberam nomes um pouco diferentes mas não perderam seu significado por completo, mesmo que a autora os tenha levado mais ao pé da letra na hora de ilustra-los. Eles são representados no olho direito de Mukuro que, conforme usa de um caminho a outro em suas ilusões tem os números representados por ideogramas nesse olho, geralmente o que fica é o sexto (六, roku).
  • Uma curiosidade é que por mais perverso que o personagem do Mukuro seja, a maneira como ele usa desses caminhos mostra muito sobre ele, principalmente quando notei o sutil desenvolvimento que ele teve graças a eles (quando percebi as flores de lótus em suas ilusões pós-luta-contra-o-Tsuna fiquei até boba!).
  • A relação dele com a Chrome (que antes de ser Chrome se chamava Nagi) é praticamente simbiótica nos primeiros arcos da série, já que por um motivo importante Mukuro acabava usando do corpo dela para assim se manifestar em um lugar onde não estava fisicamente - sim, ele literalmente possuía o corpo dela, o-ho! - fazendo dela uma guardiã também.
  • Além da Chrome, Mukuro possui um vínculo forte com outros dois personagens (Ken e Chikusa), aí depois somam-se mais dois (M.M e Flan) e estas são as únicas pessoas em quem ele realmente confia.
  • E eu detesto usar honoríficos quando escrevo mas a Chrome é muito certinha e a admiração que ela tem pelo Mukuro-sama chega até a doer, é literalmente uma doação de amor/afeto/carinho o que ela nutre por ele que não tinha como ignorar.
Obrigada por ler!

Marcadores: , , ,





doukyuusei (bijutsubu)

※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★



arquivos gerais

※ fanfictions e marcadores

Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★



(atogaki) sotsugyousei

※ blogues singulares e os créditos
anageek antique faerie d-strawberrypie dama de ferro estranho peixe hishoku no sora into the next night porcelana la petit souris limerence litorais nasetet soshyu necropsist tsuki no shita yokuboumugendai

layout made by elle, with codes from symphony, sentimental, sad girl
and glenthemes (google fonts, sadthemes) background made with
nichi and fotor, color palette in coolors (timely!! album cover anri)
icons by b-aware, annicon, animeicons, sundry, recadreuse, trilies,
vuvuzela, dulcinea, hawkeye, 1000dreamers. thank u ♥
quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.