O significado é essencialmente indizível.
※ 9 de setembro de 2021 (11:12 PM) + comentários (0)
Em agosto decidi retomar a leitura de um livro que havia deixado de ler por não ter intelecto o suficiente para entendê-lo verdadeiramente (e nisso ter tido a brilhante ideia de reunir todos os outros que deixei de lado nesse meio de tempo). Foi uma árdua tarefa me dar como meta um capítulo por noite, enquanto tentava absorver tudo o que ele poderia me oferecer a tempo de devolvê-lo a biblioteca sem precisar pagar uma multa por atraso. Resultado, tive de fazer uma renovação para conseguir ter a experiência completa e conforme passava as páginas, me perguntava se tê-lo terminado a cinco anos atrás teria feito alguma diferença no eu que eu sou hoje em dia, e pensando bem, com a mentalidade que eu tinha seria bem capaz do efeito não ter sido o mesmo, talvez algo um pouco distante do que tenho agora. O meu ponto é, conforme o lia acabei reunindo os pensamentos que me vinham a cabeça a cada capítulo que terminava, mas não de forma a resumi-los, procurei deixar a impressão que tive a cada marco dele. E lendo o resultado final pensei que seria uma boa publicá-lo aqui no clube - vai que isso faz com que mais pessoas tenham a curiosidade de lê-lo, não é mesmo? Aliás, o conto que publiquei essa semana acabou surgindo durante a leitura dele também!E para aqueles que desejam saber o nome, o livro do qual estou falando se chama O Poder do Mito de Joseph Campbell com Bill Moyers, que é basicamente (e bem basicamente, pois além do livro existe um mini documentário sobre) uma conversa entre esses dois sobre mitologia e como ela influenciou a humanidade ao longo de sua existência, assim como a perda de sua importância com a chegada da era moderna.
I
O mito e mundo moderno
O mito e mundo moderno
O mundo moderno carece de motivo, ele cresceu e se expandiu em tamanha velocidade que expurgou o mito que fez ele ser o que é, deixando órfãos suas novas crias que sentem falta de algo sem nome para se fazerem presentes na sociedade moderna. O mito que guia, o mito que molda, se perdeu com a velocidade da tecnologia. Carecemos de ritos de passagem, carecemos de cultura para o crescimento sadio e tudo o que temos se reflete em tamanha desordem e selvageria, tão imensuráveis que devoram o homem moderno sem demonstrar sentimentalismo, dirá empatia. Onde estará aquele deus que todos buscam quando tudo o que é dito é só mais combustível para ações desmedidas movidas pelo fogo da paixão que se carrega no peito e explode sem mensura.Os velhos se perdem e os novos morrem pelo caminho.
Necessitamos de novos mitos, mitos que se assentem a moderna realidade, mitos que guiem e deem amparo para aqueles que buscam a vida, e vivê-la como deve ser vivida.
II
A jornada interior
A jornada interior
Sábio é aquele que olha para seu interior e abraça de bom grado tudo aquilo que o habita, equilibra em uma balança seus pecados e suas virtudes, limpa e pole com cuidado todas as arestas e farpas que o preenchem e assim mergulha em seu próprio ser em busca de autoconhecimento.
Sábio e aquele que interpresa seus sonhos procurando conhecer-se ali, encontrando em si as respostas que mundo insiste em esconder e dizer que está em outro lugar.
Abre-te ao mundo que o mundo se abrirá para você. Desvende seus próprios mistérios e transcenda para além da ética, além do certo-errado, bem-mal, para além da dualidade que fez o homem moderno. Acima dessa existência sisuda certamente existe algo para você, porém somente você há de conquistá-lo com sua própria vontade.
Abdicar da vida é abdicar do universo que existe em você, abrir mão de todas as células que o compõem, que lhe foram ofertadas - é rejeitar a centelha divida que lhe foi agraciada.
Há medo, mas o medo sempre existiu desde que veio ao mundo o primeiro ser humano.
"Dificuldade? A vida é dificuldade."
III
Os primeiros contadores de história
Os primeiros contadores de história
O corpo nada mais é do que um veículo da consciência que assim como um veículo comum, com o passar dos anos perde a eficiência.
Os ritos morrem e aquilo que antes era crucial para fazer um parte do todo acaba por tomar o caminho inverso, destoando o um de um todo. Fazendo da unidade um valor maior que a totalidade e que os mais novos percam o seu papel diante dos outros. Aquilo que era tão certo quanto o nascer do sol em tempos distantes gera dúvida, mas esses questionamentos não trazem direção apenas indefinição.
O contato com a vida terrena se perdeu, os valores de antes não fazem mais sentido e o "vós" acabara por se tornar um grande punhado de "coisas", pois o homem está acima dos animais, das plantas e da terra por onde caminha logo o que não for seu igual lhe servirá para algum fim fútil.
Um rito concretiza um mito e nós nada além somos do que metáfora, muitas e muitas metáforas. Cordilheiras enormes que preenchem o todo.
IV
Sacrifício e bem-aventurança
Sacrifício e bem-aventurança
Há vida em todo o lugar e em todo o lugar há vida, o sacrifício desta também já existiu.
Se morre e se vive por isso, viver em seu enlevo é um bom caminho de vida para assim, ao final dela o sentimento de inconsistência não recair sobre a consciência daquele que vai pois a morte não é o oposto da vida, é apenas uma de suas muitas fases, seu final em terra. Em seu veículo.
A jornada se estabelece ao longo da vida, em suas fases, no crescimento de corpo e mente, colhendo ensinamentos para assim moldar a si mesmo em nome de sua melhor versão, e morrer em nome disso, morrer aos pouquinhos, abrindo mão daquilo que não mais lhe serve em busca de melhorar a si mesmo. Que nos dias de hoje se tornou apenas uma luta árdua e interna ao invés de externa, não existem dragões a serem derrotados, muito menos princesas a serem resgatadas - o que o mito lhe mostra fora, ocorre dentro e lhe cabe essa tarefa de fazê-lo por si mesmo.A jornada do herói é coberta de brilhantismos, mas sempre é esquecido do quanto o herói enfrentou para se tornar de fato, um herói. Há ensinamento e dúvidas, há tantos porquês que no final são respondidos com a glória de uma batalha vencida.
Provação e realização.
Primeiro se enfrenta, para assim o resultado desse enfrentamento lhe fazer sentido.
V
A saga do herói
A saga do herói
Sair ao mundo em busca do pai a muito perdido, sair ao mundo em busca de si mesmo. Abrir mão do alento materno para enfrentar as adversidades do mundo mas sempre com um objetivo em mente. Seja este um destino, seja aquele melhorar a si mesmo.
Na antiguidade haviam as provações físicas, os dragões a serem derrotados, hoje no alvorar da modernidade, a grande e desafiadora provação se encontra dentro de nosso ser - o dragão está ali dentro, esperando pelo momento de confronto.
Ama os teus inimigos porque eles são os instrumentos do teu destino.
E a saga do herói é a aventura de se estar vivo!
VI
A dádiva da deusa
A dádiva da deusa
O sagrado feminino sempre esteve ali e acolá, mostrando toda a sua grandiosa capacidade de doar formas, de criar algo a partir do que não era nada, e há quem diga que ela também está abaixo de nossos pés, na terra, uma fonte inesgotável de energia e geração de vida.
Ela está nos céus e na terra e ainda está, não importa o que outrem diga, não há como esconder o passado, o presente e tão pouco o futuro.
A Deusa-Mãe fora cultuada nos tempos de colheita, onde a terra era o principal motriz de vida e morte e ainda há muito a se aprender com a terra.
VII
Histórias de amor e matrimônio
Histórias de amor e matrimônio
Que o amor seja tão vasto quanto a vista alcança e tão próximo de nós quanto a palma de nossa mão.
Que aquele amor impessoal não morra ainda, ainda necessitamos aprendê-lo.
Tanto o amor do corpo como o da alma são importantes, mas não podem perder em significância ao amor pessoal.
Amor tão especial este que rompe com as barreiras da alma pois a transcende e une dois, em um.
VIII
Máscaras da eternidade
Máscaras da eternidade
Há um todo emaranhado de mitos e histórias que nos contam sobre a vida. Muitos deles carregando um humor que faz tudo parecer leve e simples, caso saiba interpretar os símbolos e as metáforas para enxergar um segredo que existe para além deles. Caso o faça com sucesso todo o resto lhe caí por terra, os grilhões invisíveis que antes lhe prendiam as pernas deixam de ser pesados e assim, mas não somente assim, você parte em sua própria aventura.Não seguindo um caminho já assentado mas fazendo o seu próprio, talvez.
Um caminho inteiramente novo que lhe causará dores mas ajudará os outros atrás de você a enxergarem algo que parecia ser impossível.
Cada um possui um mapa que transcende a palavra e só pode ser descrito pela poesia.
Se este caminho será fácil? Tão pouco eu diria, a diferença está em como se enxerga a adversidade presente a sua frente.
Tú serás seu próprio infortúnio?
Ao final, não penso que todos esses pensamentos vão realmente fazer algum sentido para outras pessoas (na realidade, enquanto revisava fiquei supresa na maneira como usei as palavras) mas decidi arriscar e fazer um teste para ver que no dá, ver se essas palavras despertam algo em outras mentes - pois se teve algo que me impactou e muito conforme mergulhava nas óticas de mundo que Campbell e Moyers tinham, foi em como ambos faziam uso da mitologia em benefício próprio, como Campbell conseguia ver metáforas tão claras e de forma tão certeira e porque não, simples? Francamente, ter tido a vontade necessária para terminar verdadeiramente esse livro me fez perceber o quão simples e dura é a vida, e que realmente eu pouco a vivi até o presente momento.
Marcadores: impressões pessoais, temperança

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Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.