Retalhos de uma odisséia
※ 8 de dezembro de 2021 (5:27 PM) + comentários (0)
Espero que já não seja uma grande novidade para vocês que leem minhas publicações E é isso. Mais abaixo vocês terão alguns drabbles dedicados a ene shipps que eu tenho ou tive nos últimos anos, e que mesmo incompletos busquei arrematar de última hora para não ficarem tão soltos durante a leitura, ao invés de guardá-los para um momento que não chegava.
"Para se esvaziar uma mente cheia, basta olhar para um céu limpo"
- páginas no calendário
- aoi kiriya, ichigo hoshimiya, ran shibuki
- aikatsu!
- 330 palavras
- De primeira, a minha ideia era escrever algo baseado na animação da ending de "Calendar Girl" mas eu só comecei e deixei que o resto viesse anos mais tarde, adivinha a novidade, não veio.
É fácil perder a noção do tempo quando se está totalmente ligado a uma determinada atividade, quando menos se espera já são dez da noite ou metade de uma semana.
Para Aoi, uma garota dedicada e apaixonada por idols, que vez ou outra tinha de se preocupar com a sua franja pelas manhãs. As mechas azuis sempre lhe insistiam em ficar desorganizadas, não importando o quão bem ela arrumasse seus cabelos, o que lhe tirava minutos preciosos no começo do dia.
Já Ichigo, por mais esforçada que fosse também tinha seus momentos de preguiça. Haviam certos dias em que o sono era tanto que ela odiava a ideia de ter que levantar da cama, mas sua mãe estava sempre por perto para privá-la de tal desejo, mesmo que isso não impedisse um dia ou dois de atrasos graças ao despertador que falhava em despertá-la.
Ran, por sua vez, não via problema algum em ter de se arrumar para ir a academia, muito menos de levantar da cama. Gostava de tomar seu café da manhã preguiçosamente, com café latté e torradas cobertas de geleia.
Para elas tão engajadas no objetivo de crescerem como idols e se tornarem grandes artistas elas mesmas, reconhecidas pelo mundo todo, muitas vezes falhavam em perceber o que poderia acontecer a sua volta porém, não seria este o motivo que as impediria de viverem ao máximo o momento que tinham em mãos.
- estágios
- tatara fujita x chinatsu hiyama
- ballroom e youkoso
- 395 palavras
- Lembro que tive essa ideia ao ver uma postagem sobre os estágios da amizade (estranho, amizade e devoção) relacionado ao Luffy e o Zoro, e achei tão bacana que pensei em escrever algo sobre, só que com personagens diferentes, foi aí que me lembrei desses dois - já havia escrito os dois primeiros, só faltava o último.
estranheza.
É dito que as melhores amizades são cultivadas nos relacionamentos mais incongruentes e que a princípio, apenas mostram o pior de cada pessoa mas para Tatara, a primeira impressão que teve de Chinatsu era a de alguém relaxada o suficiente para se aproveitar de um completo estranho - um estranho que lhe traria o autógrafo de sua grande ídola na dança competitiva!E estaria tudo em seu devido lugar caso os dois não houvessem caído na mesma sala com a mudança de turmas, ela imaginava nunca mais ter que encontrá-lo, até estar sentada na carteira em frente a dele e seguido disso outras situações fizeram com que esses dois estranhos conhecessem melhor um ao outro - ao menos o suficiente para que ele a chamasse de "Chi" por insistência dela, tudo por seu grande objeto de admiração!
laços.
Chinatsu era direta e afiada como a lâmina de uma faca, pronta para se defender de qualquer palavra que não lhe soasse bem ou fosse incômoda o suficiente para desajustá-la por dentro, pois em seu âmago, a insegurança era maior que seu ego em ceder por alguém, ambos poderiam ser equilibrados os suficiente mas sempre que a dança de Tatara se colocava no meio ela repudiava em aceitar, pois ele não era um líder comum, pois ele não era como ela e ela tão pouco poderia ser como ele.Ao menos, algo em que ambos poderiam concordar era a incapacidade de desistirem.
Desistirem da dança.
Desistirem de seus parceiros.
E Chinatsu não era alguém fácil, não era uma parceira fácil e maleável.
Ela era dura como o junco.
Mas Tatara era a tempestade que dobraria sua estrutura em nome da dança.
E assim, o par Fugita saía do salão discutindo ardentemente sobre tudo o que acabara de acontecer na apresentação, enquanto esperavam pela próxima.
devoção.
Para Tatara a dança era o motivo que ele sempre buscara mas sempre falhava em encontrar um nome para que assim pudesse segui-lo aonde quer que fosse. Para seus olhos astutos e atentos, os passos de dado par competindo em uma ampla disputa eram os ladrilhos de uma estrada tortuosa porém brilhante e inspiradora.Seu coração pulsava pela dança assim como a dança lhe ludibriava os sentidos e ele só queria poder fazer além do que fosse o suficiente para mantê-la em seus braços.
Ainda não lhe era suficiente apenas dançar.
- uma manhã promissora
- izuku midoriya x katsuki bakugou
- boku no hero academia
- 500 palavras
- Não era a minha ideia inicial me deixar levar pelo universo de Ballroom e Youkoso e fazer de Izuku e Katsuki dançarinos (na real era pra ser algo bem mais doméstico) mas isso acabou acontecendo, mesmo que não de forma explicita e aqui estamos.
Aquela seria uma boa manhã, uma promissora, daquelas que oferecem no início tudo o que um ótimo dia pode oferecer. Ele soubera disso antes mesmo de sequer abrir seus olhos, com o corpo acordando cedo por hábito para as suas atividades matinais rotineiras e ainda conseguindo uma hora a mais para um cochilo antes de começar seu dia de fato todavia, antes mesmo que pudesse desfrutar de tal dádiva simplista, ele notara que não iria conseguir levantar da cama com a mesma facilidade de sempre, já que seus músculos não correspondiam com aos comandos dados. O simples movimento de cabeça denunciara que algo ali estava terrivelmente errado, seus pés doíam só de mexer os dedos e os ombros pareciam rígidos demais para sequer saírem debaixo do travesseiro onde passaram a noite.
Todo o seu corpo parecia reclamar ao mero movimento e levara ao menos dez minutos para que ele finalmente conseguisse se levantar da cama. Dez minutos terrivelmente doloridos, diga-se de passagem.
Izuku imaginava se robôs poderiam sentir tamanho desconforto para se moverem, até se lembrar de que robôs eram máquinas e ele, apenas um mero humano. Um ser humano com dores musculares.
Só depois que conseguira passar do batente da porta do banheiro e olhar seu reflexo diante do espelho que ele se lembrou do motivo para ele estar assim, naquele estado, sua parceira de dança havia lesionado uma das pernas e depois de semanas a fio sem ter com quem treinar, cansado de dançar com sua própria sombra para não perder o hábito, ele pedira ajuda para a pessoa que causara suas dores no presente.
E aquilo não era realmente um presente. Não mesmo.
Mas treinar sozinho é o mesmo que se limitar e ele precisava de alguém que o desafiasse e se seu amigo de infância não fosse o desafio ele desconhecia o que poderia emular tal palavra, pois algo que Katsuki se recusava a fazer era brincar em serviço. Realmente, não era á toa que nenhuma dançarina ficava com ele por muito tempo.
Seus ombros doíam até mesmo quando estavam cansados.
Izuku tentava pensar no que fazer agora, depois de uma semana treinando com ele seu corpo finalmente havia cedido a pressão e aceitado que existia alguém mais insistente do que ele próprio.
Seu celular tocara no outro cômodo e depois de muitas caretas ele finalmente chegara ao quarto, vendo quem poderia ter lhe mandado uma mensagem.
Katsuki.
"Desistiu baixinho?"
O relógio mostrava que ele estava atrasado para o treino.
"Se eu sou baixinho então você é um bomba relógio, idiota."
A resposta demorou mais do que ele esperava.
"Você não conseguiu nem levantar da cama, né?"
Ao menos ele conseguia rir sem se contorcer tanto.
"É, acho que exagerei com aqueles passos, você estava certo."
"Precisa de ajuda?"
Hm, uma resposta incomum quando ele normalmente se vangloriaria de que estava certo o tempo inteiro e era ele quem estava errado, melhor não se aproveitar tanto da bondade alheia.
"Não Kacchan, obrigada por se preocupar."
- simplicidade
- yamikumo x katsuki
- boku no hero academia
- 506 palavras
- E como prova de que um dia eu já estive fundo demais nos shipps de Boku no Hero temos aqui esse texto, que eu escrevi usando dos protótipos dos personagens que viriam a ser Izuku e Katsuki na trama original (e não me levem a mal mas as coisinhas que havia lido sobre eles eram fofas demais para serem ignoradas!).
O giz branco deslizava pela lousa escura, montando expressões e algarismos que só faziam sentido quando o homem a frente dava espaço e assim, dando sequência a próxima fórmula, o som se repetia novamente, o mestre explicava a matéria. De novo e de novo. Aquela aula já estava entediante e ele nem sequer anotara o que estava na lousa se não fossem os bilhetes que estavam sobre sua carteira, esparramados sobre seu caderno. Íris vermelho escuras o encaravam, acompanhados de um sorriso faceiro como se o motivassem a ler o que as folhas de papel amassado diziam mas ele sabia que era só uma das formas favoritas do outro de matar tempo e acabar com a pouca paciência dele.
Ao menos agora era apenas com isso que ele tinha de se preocupar.
Yamikumo desconhecia outra realidade que não fosse a solidão e sua falha em comunicação só piorava a situação, isso até ele aparecer subitamente e se tornar sua única companhia. Fora com ele que aprendera o que a palavra amizade realmente significava, por mais que ele fosse sua maior dor de cabeça.
Katsuki poderia ser classificado como um idiota feliz que nunca seria capaz de entender o quão dura a realidade poderia ser. Ele era brilhante e inocente demais, um conjunto que nem sempre dava certo, fazendo dele uma companhia não tão desejável - ao menos era assim que Yamikumo enxergava - diferente dos outros, ele tivera tempo para se habituar a toda essa energia que Katsuki carregava afinal, eles se conheciam a um bom tempo.
Com uma grande ênfase no bom.
"O seu rosto 'tá sujo", comentara um garotinho loiro sorridente, se aproximando de um outro garoto que brincava tranquilamente em uma caixa de areia no parquinho do bairro.
Esse garoto se assustara com que o loirinho lhe dissera, correndo suas mãos pelo rosto em busca de limpá-lo mas de nada ajudou, servindo-lhe uma bela coceira nos olhos.
"Desculpa, eu não sabia que seu rosto tinha manchas de nascença", tentou se explicar sem jeito mas ele não poderia culpá-lo por não saber o que sardas eram naquela idade, ele mesmo demorara um pouco para entender.
Fora dessa forma simplista que Yamikumo conhecera aquele que seria seu grande e único amigo, Katsuki, e desde aquele momento perdido na infância eles dificilmente se separaram. Caso brigassem, o loiro sempre cedia, assim como estava sempre disposto a ajudá-lo nas matérias em que tinha mais dificuldade. Fosse o que acontecesse um sempre estaria ali pelo outro, mesmo com o infame detalhe que fazia de Yamikumo alguém distante dos outros de sua idade. Ninguém gostava de ficar perto dele por sua falta de individualidade, ao menos não por muito tempo mas Katsuki era a infame constante que sempre o colocava para cima quando os outros tentavam colocá-lo para baixo.
E naquele momento, durante aquela aula entediante com seu caderno coberto por pedacinhos de papel ele tivera uma breve noção de que aquele laço que tinham não era de todo ruim.
Na verdade era algo bom até.
- inconvencional
- killua zoldyck x gon freecss
- hunter x hunter
- 197 palavras
- Então, eu não lembro o que me levou a começar esse rascunho, só lembro que eu sempre queria escrever algo para esses dois pirralhos e sempre detestava o resultado. Só isso mesmo.
Seria muito azar ter sua confiança traída pelo seu primeiro amigo, não o culpe julgando-o inocente demais para tal, vir de uma família excêntrica como a dele fez com que seus parâmetros para relações interpessoais ganhasse tons diferentes dos convencionais. Afinal, ambos se conheceram de uma forma que fugia um pouco do convencional para crianças daquela idade, suas aventuras então, eram mais absurdas ainda mas Killua acreditava no laço que formara com Gon quando se conheceram e aquilo era algo tão bom, ter alguém da própria idade para interagir.
Porém, ele não contava que seu primeiro julgamento sobre o garoto que viera de uma ilha mercante isolada pudesse estar tão errado.
Ambos poderiam ter suas semelhanças mas a maior delas talvez fosse a de serem crianças solitárias e isso só fazia com que os pensamentos dele fizessem ainda mais sentido.
Por mais que ele não imaginasse ver um egoísmo tão forte sendo escondido por uma fachada tão desmiolada quanto a dele. Gon poderia ser muitas coisas, mas não alguém incapaz de enxergar aqueles com quem se importava, isso até algo mais importante estar em jogo.
Afinal, para alguém simples Gon Freecss era alguém que sentia muito ardentemente.
- o grande dia
- tsunayoshi sawada x kyoko sasagawa
- katekyo hitman reborn!
- 630 palavras
- Se Akira Amano não casa os personagens dela, eu caso (e consequentemente eles são o segundo shipp onde meto um casamento no meio).
Tsuna sempre sonhara em se casar com Kyoko.
Chegava a ser irônico ele ter esse tipo de pensamento na realidade em que se encontrava, tendo de lidar de frente com pessoas que careciam de parafusos e tinham poder em demasia, mas seu coração não ligava muito menos se importava com isso, pois a importância que a Sasagawa mais nova tinha em sua vida era maior.
Muito maior.
Kyoko Sasagawa.
Ela era graça, beleza e gentileza em um único pacote.
Tsuna finalmente conseguira pedir Kyoko Sasagawa em casamento, e suas mãos suavam exageradamente enquanto seguravam as dela, que apenas dissera "sim" como resposta.
Um "sim" que soava como uma vitória para seu antigo eu apaixonado.
Mas ele não queria esconder de sua amada o poder que havia herdado das gerações passadas de sua família e naquele ponto, Tsunayoshi até mesmo conseguia simpatizar com a decisão de seu pai, mas não compartilhava da mesma. Diferente dele, que aparecia de tempos em tempos, dando a desculpa de trabalhar em uma mineradora fora do país, Tsuna pensava que era melhor ser realista agora e lidar com as consequências disso depois.
Ele era o décimo chefão de uma das famiglias mais poderosas da máfia italiana afinal, e isso além de chamar a atenção, era como ter um alvo nas costas, mas ele decidira não esconder nada de Kyoko. Com ele, isso seria diferente.
A primeira conversa que tiveram sobre o assunto ainda rodeava sua cabeça como os planetas que orbitavam o sol.
Tsuna estava para agradecer a qualquer deus presente o feito de um encontro sem desmaios, explosões, leões fugindo de jaulas ou pior, Kyoko sendo perseguida por Shamal, naquele dia em que decidira contar sobre seus antepassados mafiosos. Os dois estavam no mesmo lugar em que ele se declarara para ela. Onde ele enrolara, tropeçara nas palavras mas finalmente conseguira declarar seu sentimentos mais valiosos e os teve retribuídos por sua amada. Fora naquele lugar que ele tivera sua primeira e verdadeira conversa com Kyoko, uma onde não houvessem interpretações errôneas da parte dela sobre o que ele falava - o que havia de diferente era que eles não estavam mais correndo risco de vida em um futuro desafiador, por mais que ele sentisse o mesmo nervosismo que sentira daquela vez, ao menos por um motivo completamente diferente.
E aqui estava ele, esperando por ela, no altar de uma igreja, suando de nervosismo enquanto todos os amigos que fizera desde que aquele bebê vestido em um terno negro aparecera em sua porta, se dizendo ser seu mentor particular, pareciam fazer do casamento um evento particular para festejarem a alegria de Tsuna. Sendo tão barulhentos como de costume.
Então as palavras altas e risadas e promessas de morte cessaram no momento em que duas figuras apareceram as portas da igreja. O vestido branco de Kyoko contrastando perfeitamente com o traje cinza que sua melhor amiga forçara de alguma forma Ryohei a vestir para o grande dia, se não fosse por insistência ele provavelmente vestiria qualquer coisa, mas como ele bem insistira de maneira extrema que seria ele quem levaria sua irmã mais nova até o altar, então que se portasse de acordo.
Palavras de Bianchi, não de Tsuna.
Afinal, o que ele poderia exigir de seus amigos naquele momento? Francamente, ele estava tão feliz que seu único desejo era que todos ao seu redor também estivessem.
- sentimentos ácidos
- ryuko matoi x aikuro mikisugi
- kill la kill
- 359 palavras
- Tenho quase certeza de que nenhum leitor do meu primeiro blogue vai se lembrar do meu surto com Kill la Kill, mas calhou da minha pessoa ceder pelo shipp do Mikisugi com a Ryuko e um texto chamado "Citrus Feelings" ter sido publicado lá, anos atrás, e da toupeira aqui ter excluído esse mesmo texto anos mais tarde por pura toupeirice - essa foi a minha tentativa de tentar reescrever ele com o que me lembrava (ou seja só o limão e a maçã). O resultado tá bem aquém do esperado mas eu tinha dois rascunhos deles e esse era o menos pior.
Estava quente naquela tarde e mesmo assim ela se atrevera a caminhar pelas ruelas estreitas, observando crianças brincando em jogos suspeitos, roubando e sendo roubadas ou apenas fugindo quando pegas no pulo. Aquela situação era um tanto simplória aos olhos dela que mesmo assim continuava em sua caminhada, desviando facilmente da mão leve de um garotinho que se fingira de esperto mas não conseguira nada com ela.
O céu acima era laranja e tudo que ela queria era um pouco de refresco. Foi quando avistara uma venda de frutas e surrupiara um limão tão amarelo quanto o sol poente, os donos não sendo capazes de notarem sua mão leve afinal, quem poderia julgá-la se não não tinham motivo para tal?
O sabor ácido da fruta corroía seu paladar enquanto seus pés continuavam insistentes em seus passos, seguindo sempre adiante, até pararem em dado ponto obrigando que ela se sentasse ao meio fio para aliar a tensão que causara a eles.
Gritos ecoavam ao fundo, o suco do limão escorria por sua mão enquanto ela ainda mordiscava da fruta.
— Eu honestamente não entendo como você consegue comer isso?
Uma veia pulsara no lado esquerdo de sua cabeça, ele chegara mais cedo do que havia dito.
— Você não precisa entender Aikuro, eu mesma não tenho o menor interesse em entender os seus gostos.
— Isso porque você detesta se abrir com os outros.
Ele se sentara ao seu lado, havia uma maçã vermelha mordida em uma de seus mãos.
— E você é a última pessoa com quem eu faria isso.
— Amargurada.
— Idiota.
Ele rira de seu comentário mordiscando da fruta, a deixando mais incomodada.
— Continua infantil como sempre.
— E você poderia ter um pouco mais de sensibilidade com as palavras.
Sem se prolongar muito ela apenas esticara a mão que outrora carregara um limão para surrupiar a maçã dele, terminando de comer a fruta sem cerimônia.
— Você demorou hoje.
— Mako precisou de mim.
Mako não precisara dela, ela só pegara o caminho mais longo até o lugar que haviam marcado, que por acaso não era no meio fio.
— Dói tanto assim aceitar a ajuda de alguém, Ryuko?
— De você? Com certeza.
- dias melhores virão
- shouya ishida x yuzuru nishimiya
- koe no katachi
- 1208 palavras
- A ideia inicial seria bem diferente dessa mas para algo escrito em uma tarde, foi melhor do que eu mesma esperava. Ficou lindão até!
Alguns punhados de cabelos cor de ferrugem caiam pelo chão do salão, aquela seria sua última cliente do dia e pelos vidros da janela ele podia ver que a tonalidade do céu ganhava uma tonalidade cor de rosa, deixando tudo lá fora parecer ser parte de um grande algodão doce. Hoje a maior parte dos horários fora cumprida por ele mas nada que o fizesse reclamar, aquilo era o mínimo que podia fazer por sua mãe que teve um dia cheio reencontrando uma velha amiga. Ela sempre sorria ao vê-lo fazendo diversos tipos de cortes e padrões, no começo ele preferia ficar só a cargo da gerência mas com o tempo e muito treino, ele acabara cedendo a estética dos cortes de cabelo.
Caso o perguntassem onde ele se imaginaria quando mais velho, ele teria certeza de que o velho salão não seria uma das opções, se é que ele tivesse alguma em mente.
Enquanto observava o sorriso no rosto da garota ao ver seu trabalho ele se pegou pensando se ela demoraria muito a chegar, Shouko dissera que passaria o final de semana na cidade e ele queria poder aproveitar a presença dela ao máximo, faziam-se meses que eles não se viam pessoalmente, conversando por mensagens de celular e o máximo de informação que ele conseguia era o que ela se dispunha a contar, exceto quando a irmã mais nova dela intervinha e contava o que não havia sido dito.
E mesmo distantes, era uma boa relação aquela que eles mantinham e no fundo ele se sentia bem por isso, bem por saber que Shouko também mantivera suas amizades do fundamental e que ao menos no agora, ela se sentia bem consigo mesma o que era quase um alívio, para dizer a verdade.
Quando a última cliente se despedira, depois de agradecer pelo corte e pagar pelo serviço, Shouya começou a se preparar para fechar o salão. Punhados de cabelo eram reunidos em uma pilha ao canto para depois serem colocadas em uma sacola de plástico preta, as cadeiras e lavatórios eram devidamente limpos assim como os produtos para cabelo e tesouras eram devidamente organizados, somente depois dessas tarefas feitas era que ele colocava as mãos no caixa mas naquele fim de tarde sua rotina fora subitamente interrompida.
— Yuzu está aqui para ir com você até a estação, Shouko está para chegar. - fora o que sua mãe lhe dissera ao começo da escada que dava para o andar de cima.
— Mas eu nem terminei de varrer.
Ela apenas cruzou os braços e negou com a cabeça, os fios loiros indo de um lado a outro.
— Nada disso, eu já fico feliz o suficiente por estar você me ajudando Shouya! Considere isso como uma folga, aproveite o tempo que vai ter com a Shouko e deixe que eu cuide do resto, tudo bem?
Sua mãe tinha um jeito com as palavras que ele falhava em reproduzir e que em momentos como esse viriam bem a calhar, então ele apenas concordara, deixando o cabo da vassoura nas mãos dela e depois tirando o avental, o colocando sobre uma das cadeiras.
Yuzu acenava do lado de fora das portas de vidro.
Shouko viria no penúltimo trem e ele acabaria se atrasando naquele dia, logo os dois acabaram por se sentar em um dos bancos esperando por sua chegada.
O tempo estava brando e incrivelmente confortável para qualquer peça do guarda-roupas ser usada, assim como a Nishimiya mais nova passara a adotar o uso de saias longas que pareciam arrematar o conjunto que se dera graças ao seu novo corte de cabelo, nem curto nem longo, uma medida no meio termo que a mãe de Shouya encontrara quando ela chegara as portas do salão pedindo por qualquer coisa que não fosse ela completamente careca - uma piada, claro - Yuzu não conseguia perder seu senso de humor em momento algum.
— Shouko tem estado bem esses dias, disse que os clientes tem gostado mais dela...
— Isso é bom.
— É, eu gostava de ter ela por perto, ficar só eu e minha mãe em casa tem sido algo estranho.
— Por isso você prefere ficar na minha?
A garota fez pequenas armas com seus dedos, apontando diretamente para ele dizendo "pew, pew".
— Exatamente Ishida.
— Você não pode fugir por muito tempo Yuzu.
— Ah, mas eu prefiro por hora, ao menos eu não larguei os estudos.
Fugir nunca era uma boa solução, os vagões passavam rapidamente pelos olhos de Shouya mas suas últimas palavras ditas eram só mais um conselho para que a garota evitasse que algo ruim lhe acontecesse no futuro.
Somente quando ele deixara de fugir que a beleza realmente viera a seus olhos, pois limitá-los ao que estava abaixo só o fazia enxergar aquilo que estava no chão no início, assim como no fim de sua vida. Ele poderia ver o verde dos campos e as cores vibrantes das carpas mas também via apenas o fim das flores de cerejeira, apenas uma parte do processo. Somente quando ele verdadeiramente olhara para cima é que via a obra completa, em seu eterno ciclo de mudança.
E ele não queria que Yuzu se fadasse a mesma sina por mais que soubesse, no fundo, que ela era esperta demais para isso.
— O que você vai fazer quando a Shouko chegar?
— Alimentar as carpas?
— Não, Ishida! Você não planejou nada?
— Não?
— Sério mesmo?
Ele se limitou a balançar a cabeça para cima e para baixo.
— Achei que você fosse levá-la para um encontro ou coisa do tipo.
— Bom, eu não vou fazer isso agora, o dia já 'tá acabando, talvez amanhã. Por hora eu só pensei em levar vocês para tomar sorvete, o que acha?
Yuzu tinha uma das mãos embaixo do queixo, o analisando criticamente.
Ela preferia não ser incluída com frequência nas ideias que Ishida tinha mas quem seria ela para negar um sorvete ao lado da irmã?
E também, ela aprendera a gostar da presença dele, de uma maneira esquisita e torta, Ishida era alguém bom de se ter por perto. Sua falta de presença parecia trazê-lo a tona quando se preocupava com os outros mas era completamente esquecida quando ele agia por si mesmo.
— É uma boa ideia. Você também poderia tentar reunir seus amigos do colegial, não?
— Eu tentei, mas os horários não batem, então os que estão por perto vão passar para vê-la.
— Vida adulta.
— Responsabilidades da vida adulta.
Ela fez uma careta e cruzou os braços, amassando ainda mais a camiseta branca de botão que usava.
— É, que saco.
Os minutos pareciam se estender cada vez mais a medida que frases se ligavam a outros pensamentos entre os dois, a medida que o céu mudava de cor e o movimento da estação ganhava vida novamente.
Pessoas iam e vinham quando o penúltimo trem atrasado chegara ao seu destino e o olhar dos dois facilmente encontrara o cabelo cor de rosa de Shouko, que olhava para todos os lados com uma mala vermelha de rodinhas arrastando pelo chão em mãos.
Quando ela finalmente os encontrara um belo sorriso trouxera vida a sua faceta assustada.
E a noite se encerrara com três casquinhas coloridas e uma quarta, pois Shouya não poderia se esquecer tão facilmente de sua sobrinha.
- para uma sombra, a luz é tudo
- tetsuya kuroko
- kuroko no basket
- 437 palavras
- A ideia não veio ligada ao Kuroko exatamente, mas quando pensei nessa coleção achei uma boa ideia colocá-lo no meio visto o queridismo que adquiri por ele e ele gostar de ler romances, enfim..
O marcador mal chegara a metade livro quando elas apareceram, escritas numa caligrafia rabiscada e desleixada, marcadas por uma caneta esferográfica preta - não tinha como ser uma caneta tinteiro, as letras se ligavam facilmente sem nenhum ponto de pressão específico - as impressões do antigo dono do livro que ele conseguira em um sebo próximo ao lugar onde costumava tomar milkshake depois das aulas. Dono, dada as terminações dos pronomes usados. Ele parecia muito certo do que pensava pois não se resumia a sublinhar seus trechos favoritos, mas esclarecia linhas de raciocínio muito interessantes no rodapé das páginas, ou nas bordas delas, isso quando não descordava de uma citação feita de um capítulo a outro. Quando passara do meio do livro, ele notara o descontentamento dele pela leitura, demonstrado através de palavras ríspidas e menos indagáveis - uma grande pena já que para ele o livro rendia um mundo de descobertas - o fazendo pesquisar nomes que ele nunca ouvira falar e dialetos que ele jamais imaginava que se depararia um dia.
Havia também o detalhe dele não ser um nativo muito fluente na língua já que por vezes, alguns caracteres eram circulados e seus possíveis significados serem escritos pelo rodapé da página, acima ou abaixo de seus próprios pensamentos, como um lembrete pessoal e as vezes, certo muitas vezes, ele parecia ter se confundido durante a leitura deles, fazendo com que suas ideias acabassem sendo confusas. Ao menos esse detalhe do antigo dono do livro era o mais divertido, pois o quão descontente ele ficara durante a leitura o deixava curioso do motivo que por vezes ele deixava de registrar, como fizera tão bem no começo.
Com o passar dos capítulos, se aproximando do fim, as notas ficaram escassas, restando somente os círculos e os possíveis significados dos caracteres marcados e ali ele percebera o real motivo para a falta de interesse do antigo dono, ele provavelmente estava se esforçando para entender o que lia já que avistando a nota na última folha Tetsuya enfim notara que aquele livro havia sido um presente e não comprado com a intenção de leitura da parte dele.
Aquelas letras ovais e estreitas que destoavam tanto daquelas que havia visto até então pareciam ser femininas. Havia uma leveza singular em como a tinta vermelha marcara o papel na hora de escrever o recado que dizia "para melhorar o seu japonês, Taiga" e abaixo disso o nome dela seguido de uma data recente, com diferença de meses até aquele momento em que ele terminara o livro.
Talvez Taiga ainda estivesse pelas redondezas, não é mesmo?
Quem sabe se eles se encontrariam em algum momento.
- complicação
- hiyori iki
- noragami
- 174 palavras
- Por mais que eu tente, yatori é um casalzinho que não consigo trabalhar como gostaria. Não. Mesmo.
O ato de amar deveria ser algo simples, sem grandes floreios ou presentes. Apenas o sentimento pulsante que inocentemente fazia com que pessoas mudassem de humor de forma caricata.
Mas com Hiyori era diferente.
E quando ela se perguntava do motivo disso sempre tinha sonhos estranhos e repetitivos.
Por algum motivo, seu subconsciente gostava de colocar um rosto familiar escondido nos diversos cenários que sua mente criava. E sempre que acordava havia alguém ao seu lado, a observando atentamente, causando quase sempre gritos histéricos da parte dela que se lembrava claramente de ter ido para a cama sozinha.
O ato de amar deveria ser fácil, simples, isso se o sentimento não fosse tão incontrolável e volátil gerando inúmeras tangentes dado ao número de pessoas que se dedicavam ao ato de amar.
E quando os gritos cessavam ela se perguntava o motivo mortriz de não ter se apaixonado por ele primeiro, amar um deus não deveria ser algo possível mas aqui estava ela, com seu fio vermelho do destino ligado a uma divindade tão problemática.
- detalhes quando percebidos
- nami x luffy d. monkey
- one piece
- 287 palavras
- Sempre quis escrever algo para luna mas sempre que tentava, não gostava do resultado. Isso até pegar uma ideia que tive e tentar encaixar nos personagens, que ficaram fora de órbita mas pra mim, ficou legalzinho e saciou a minha vontade.
Era algo incrível que ela mal se dera conta a princípio, uma habilidade única, algo que ninguém daria muita atenção no decorrer do dia. Ela conseguia distinguir as pessoas pelo o seu andar. Não pelo rosto ou a voz não, estes são fáceis. O andar. O simples ato de caminhar, era o suficiente para que ela reconhecesse alguém. Os pequenos tiques, a forma como o corpo se movia em conjunto. Como uma grande máquina de carne e músculos e ossos. Era assim que ela sabia quem estava a sua frente antes mesmo de encarar a pessoa nos olhos.
E fora assim que ela encontrara ele.
Ele, aquele ser infeliz que ousara sair pela tangente de seus cálculos milimétricos na hora de surrupiar um valor a mais dos compradores rabugentos que mais reclamavam da sua humilde vendinha de laranjas do que levavam o produto. Ele que se esticara sobre o estande onde estavam a mostra as frutas frescas e lustrosas e cochichara com uma das mãos em concha, dizendo que havia visto o que ela fez mas que não diria nada se ela lhe desse uma laranja de graça pois aquele homem realmente fora truculento demais com ela e ele não pudera fazer muito a respeito.
O infame ele que ia e vinha esporadicamente vê-la em sua vendinha e perguntava dela quando sua irmã cuidava do estande em seu lugar.
Ele tinha um andar tão relaxado e desligado da realidade que parecia viver em sua própria. Os braços balançavam soltos, enquanto seus pés iam alto no andar o que fazia seus costumeiros chinelos emitirem um som arrastado quando andava rápido.
Ele que tempos depois se apresentara como Luffy e a convidara para uma aventura em alto mar.
- a lua na água
- zoro roronoa x sanji
- one piece
- 389 palavras
- Outro sonho de princesa meu era escrever algo para zosan já que graças a eles eu acabei me enfiando no
yaoipara não sair mais, porém nem sempre conseguia algo legal... mas essa daqui não ficou só legal ela ficou linda! Doméstica na medida certa e belíssima demais bicho!
A cafeteira emitira seu costumeiro som, anunciando que todo o café já havia sido coado e estava pronto para ser adoçado, enquanto ao fundo sua mente registrava a força das gotas de chuva batendo sobre o vidro da janela e a lentidão se apossava de seus membros, fazendo com que cada movimento pudesse ser mudado no meio do percurso.
Ele quase pegara o pote de margarina pensando ser o de açúcar, balançando a cabeça para os lados enquanto fechava a porta da geladeira com o recipiente certo.
O vapor ainda subia da cafeteira quando ele se pôr a adoçar o líquido escuro e amargo com fartas colheres e lânguidas mexidas giratórias rente a borda da leiteira metálica. Nenhum dos dois se importava realmente com a ausência de sacarose na bebida mas ultimamente ele passara a adotar o hábito de adoçar o café, ao menos assim ele poderia começar seu dia com doçura, quem sabe.
Sua companhia pouco se importava com esse tipo de pensamento, aliás.
Tal como pouco se importava em assustá-lo logo pela manhã enlaçando os braços em torno de sua cintura - pouco notando o curto salto que ele dera por estar tão imerso em seus próprios pensamentos - repousando o queixo e sua massiva cabeça idiota sobre seu ombro direito.
Uma péssima mania essa a que ele tinha, sempre o pegando desprevenido mas o estranho era ele ter levantado tão cedo naquele dia. Ele detestava acordar, principalmente em dias chuvosos.
O café estava enfim pronto.
— O que houve dessa vez?
— Eu tive um sonho.
— E?
O queixo em seu ombro mexeu para os lados.
— Eu era um pirata nele.
— Hm, e eu estava nele também?
Outro movimento do queixo, só que dessa vez causando um arrepio.
— E o que eu era?
— Um pirata também.
— Nós dois, piratas?
— É. E o Luffy era o nosso capitão.
Ele rira, se voltando para encarar o rosto sonolento dele, os olhos semicerrados.
— Isso é bem a cara dele.
- bons tempos trazem sorte
- jason chase x piper mclean
- os heróis do olimpo
- 121 palavras
- Se me perguntarem nem eu vou saber dizer o que pretendia com essa ideia, tive ela bebendo suco verde, o que dá pra seguir com isso?
Piper, uma garota de raízes tribais e cabelos castanhos, sentava ao lado de um rapaz loiro, roubando do pasto a atenção.
"O que houve Pipes?"
O olhar vibrante dela deixara de se preocupar com as nuvens mudando de forma rápido demais para terem formas.
"Hã, nada em especial, só queria passar mais tempo com você, posso?"
Jason sorrira balançado a cabeça para os lados, o aro dourado de seus óculos refletindo a luz do sol.
"Você passa o tempo todo comigo Piper"
"Mas não é a mesma coisa, eu queria uma aventura com você, só nós dois juntos Jason!"
Ele pegou a mão mais próxima a dele e entrelaçou seus dedos aos dela.
"E viver já não é aventura o suficiente?"
- agito
- maka albarn
- soul eater
- 337 palavras
- Eu adoro a discrepância entre o gosto musical da Maka e do Soul e por um acaso tinha me esquecido desse rascunho, onde a princípio queria colocar toda a turma em um karaokê cantando horrores mas esse resultado final não ficou de todo ruim.
Que Maka Albarn tinha um gosto musical singular disso todos sabiam e se não sabiam, bastava perguntar o que a rata de biblioteca costumava ouvir. Era engraçado mas ao mesmo tempo, fazia sentido. Suas listas de reprodução eram na maior parte pop chiclete, daqueles que grudam rápido na cabeça e, se você fosse um pouco observador poderia ver que aquilo era parte do seu desejo interno de "se soltar" mais, porém sempre acabava em risadas.
Aquela que conseguira a última Death Style cantarolava alegremente a música que tocavam em seus fones de ouvido enquanto caminhava pelos longos corredores da Shibusen. Era um horário livre e ela decidira passá-lo organizando materiais com Ox e relaxar com suas músicas animadas, o final de semana vinha logo aí e tudo que ela queria era poder descansar um pouco.
Ela mal pode notar o comentário de Kim quando a viu saindo da ala de pesquisas com seus fones estalando sons estridentes.
— A Maka é muito estranha Ox, você não deveria trabalhar com ela.
Comentários e olhares curiosos a seguiam por onde ela passava mas a loira nem conseguia notar tal atenção. Em algo os curiosos de plantão poderiam concordar, era o quão estranho e atípico a sua figura era o gosto musical de Maka Albarn.
Mesmo que quando chegasse no apartamento aconchegante que dividia com sua arma ainda cantarolando melodias repetitivas ela fosse recebida por notas muito mais formais e alinhadas, e como se houvesse sido reprogramada a esquecer as letras bobas que ouvira por uma tarde inteira, ela apenas pausava a música atual para se colocar ao lado de Soul no sofá de dois lugares e assim se atentar especialmente a escutá-lo testando notas e rabiscando símbolos um uma folha cheia de linhas juntas - partitura - ela sempre se esquecia do nome daquele papel e notas, ela também se esquecia delas.
Francamente, se o gosto musical de Maka em nada configurava sua figura, o de Soul tão pouco se aplicava a mesma ideia.
O que fazia deles uma boa dupla.
- mudanças em tons de laranja
- ryuugi takasu x taiga aisaka
- toradora
- 311 palavras
- Escrevi esse texto inspirada na ending "Orange" do anime, que além de ser a minha favorita, acabou me motivando a replicar a torta que o Ryuugi faz na animação, que ficou uma delícia diga-se de passagem!
Fazia algum tempo desde que Taiga comera da comida de Ryuugi. Fazia alguns meses que eles não se viam. Faziam-se alguns dias que eles não conversavam.
O aroma característico que a fruta redonda e acida chamada laranja tinha se espalhava pela cozinha, as janelas abertas faziam com que ele escapasse do cômodo, se dissipando para fora dele. A acidez da fruta havia sido atribulada a algo mais doce, fazendo com que uma fome arrebatadora tomasse conta daquele que o sentisse, era o aroma de uma deliciosa torta de laranja. Torta essa que Ryuugi preparava distraidamente para ver o tempo passar enquanto seu papagaio desmiolado tentava assiduamente cantar uma melodia que lhe fora ensinada pela mãe dele - o pobrezinho mais parecia morrer do que cantar algo.
Laranjas são frutas que nem todos gostam, assim como as cebolas - que não fazem parte das frutas mas sim dos vegetais - não possuem um gosto tão acentuado quanto o dos morangos e necessitam atenção de quem as colhe para que não sejam pegas no tempo errado. Elas são apressadas, mal nascem verdes e já desejam se tornarem laranjas para chamar a atenção das pessoas, aquela cor vibrante e lustrosa que tanto atrai os olhos das pessoas. São as laranjas as frutas favoritas de Ryuugi, aquelas que ele mais gosta de usar como ingrediente chave para seus doces. Inconscientemente ele acredita que pode fazer as pessoas mudarem de ideia quanto a elas.
Assim como mudara de ideia em relação a Taiga.
A garota de olhar feroz era como suas preciosas laranjas, nem todos gostavam mas aqueles que arriscavam conhecê-la descobriam um coração tão doce quanto o de uma de suas tortas de laranja.
O mel diluído era despejado sobre rodelas de laranja dispostas ao fundo da forma que ficaram retidas a massa já assada.
A torta estava pronta.
E ele esperava pela chegada de Taiga.
Para o caso de notarem repetições ou semelhanças em algumas passagens, eu terminei todos esses textos em dois dias tipo... dessa semana sabe... então foi intencional mesmo, não quis elaborar muito, só finalizar parte da ideia que tive no começo de cada um e ainda consegui deixar cinco deles para trás pois estavam bem... isso não é algo para o público alheio Snow, nem você consegue ler isso, não força a barra... sim, eu sei que em algum momento isso foi importante pra você, já chega... no mais é isso pessoas, ao longo do mês ainda trago outras produções para fechar o ano numa boa!
Ao menos agora zerei a cota de 2015 pra valer, aew!
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doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

arquivos gerais
※ fanfictions e marcadores
Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

(atogaki) sotsugyousei
※ blogues singulares e os créditos
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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.