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Passagens de outono

※ 14 de maio de 2022 (12:24 AM) + comentários (1)
I.
as estações vem e vão, tal como os anos passam e a idade aumenta,
nunca decaindo,
é um ciclo onde a natureza se renova enquanto permaneço a mesma,
envelhecendo,
somando um número a mais a cada verão que termina,
resoluta,
vendo as pessoas ao meu redor seguirem e mudarem enquanto permaneço covarde observando a beleza imutável das estações

II.
talvez exista felicidade aqui e ali,
no fundo do peito,
em risadas altas e forçadas para aflingir meu sentimento,
talvez haja algo vivo e voraz,
arranhando os muros,
aqucendo meu peito e respingando brilho em meus olhos,
talvez seja essa vivacidade que me obrigue a rir e chorar mesmo que eu aflinja sem entender do motivo

III.
não há a alegria que me nomeia estando rodada de estranhos afetuosos, há desconforto e um estranhamento rídiculo, de que eu poderia ser como eles, se me deixasse levar mas como me seguro com rédeas fortes,
permaneço imutável

IV.
o ambiente e os outros me sorriem, e eu só tento entender o motivo de tanto afeto diante de uma forasteira que teme o mero toque de compaixão


V.
arrumo as estantes e as gavetas, varro os corredores e faço a cama em busca de limpar algo dentro de mim, em busca de obter clareza dentro, assim como consigo fora

VI.
as semanas começam no domingo e domingos não são os meus dias mais lúdicos,
tão pouco as segundas,
segundas não são início,
são o tranco no carburador,
aquela pedalada mais intença em uma pista inclinada, não são dias comumente felizes, as semanas começam as terças e se realizam nas quartas,
o resto pouco me importa

VII.
o frio vem, tal como o sol não aquece,
e a inquietação dentro de mim,
o inconformismo com meu estado físico se mostra mais uma vez,
as rachaduras e a secura do outono

VIII.
tudo muda e muda continuamente ao longo dos minutos de uma hora em um dia qualquer,
mas me pergunto se eu também mudo
nesse fluxo contínuo de mudança no qual me insiro como uma pedra no leito de um rio.
amanhã serei diferente com os cenários do dia anterior sendo reprisados em minha cabeça, ou serei capaz de apenas seguir com mais dia?

Caso se perguntem, ainda tenho preguiça e um mau humor latente e por isso resolvi encerrar essas crônicas barra poemas barra algo que falho em nomear que comecei a escrever com a chegada do frio do outono e consequentemente, com as inquietações dos meus brilhantes vinte e cinco anos de idade, weeee!!! Só queria ter conseguido publicar na sexta, poxa.

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doukyuusei (bijutsubu)

※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★



arquivos gerais

※ fanfictions e marcadores

Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★



(atogaki) sotsugyousei

※ blogues singulares e os créditos
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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.