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{ oneshot } Noite adentro

※ 23 de agosto de 2022 (7:56 AM) + comentários (0)
Aconteceram uns contratempos bem chatos na semana em que escrevi esse texto, assim como uma virada de tempo brusca com ventos fortes o suficiente para quebrarem mais da parede do vizinho e pedaços dela caírem no corredor de casa e enquanto lia para me distrair - pois em momentos assim a minha melhor opção é ler - um cenário que mesmo sem ter uma forma concreta se originou na minha cabeça graças a uma fanart que vi no grupo que participo de Noragami (sim, finalmente tomei vergonha cara e comecei a entrar no Discord do projeto com uma frequência mínima pela semana, yayy!) começava a crescer timidamente, até se solidificar antes que eu conseguisse dormir propriamente. É algo tão solto que nem eu sei o que comentar sobre, só que escrevi ele bem rapidinho, questão de uns vinte ou trinta minutos.

  • noite adentro
  • hiyori iki, yato
  • noragami
  • 745 palavras

As previsões diziam que uma tempestade viria ao cair da noite e fora com as gotas pesadas rente a janela que ela acordara, se sobressaindo dos cobertores devido a um forte clarão seguido de um intenso estrondo. O vento não parecia colaborar chacoalhando o que encontrava pelo caminho, causando sons estranhos demais para que ela conseguisse distinguir o que poderia ser e trazendo calafrios as partes descobertas de seu corpo graças as frestas que esse respiro de ar frio conseguia encontrar, assim adentrando cômodo onde estava. Seu corpo zunia enquanto a mente recapitulava o que acontecia ao seu redor. Luzes piscando lá fora. Assobios horríveis soando enquanto ela esfregava os braços e ia em direção a cozinha, o clima congelante preenchendo cada cômodo pelo qual passava. Algo não parecia certo... algo estava faltando e sua mente falhava em conseguir se lembrar... algo que queimava a ponta de sua língua mas parecia distante demais para formar palavras.

A chuva parecia não ter fim.

O vento era impiedoso.

Calafrios corriam soltos por seus membros.

Um forte clarão iluminava a cozinha quando ela vira uma sombra obscura do lado de fora da janela ampla, saltando de susto em seguida.

Seus olhos buscaram pela figura novamente mas ela não estava mais ali.

A sede que sentira desaparecera quando seus pés voltaram correndo para o quarto de onde saíra, sua mente lhe suprindo o que poderia ter visto enquanto ela buscava por algo pesado para vestir e depois correndo em direção á porta de entrada.

Os clarões e estrondos ficavam mais intensos.

Do lado de fora o vento poderia tê-la levado facilmente se não fosse pelo enorme cilindro de nuvens condensadas que subiam até onde a vista alcançava mas ela não perdera muito tempo observando, indo até a janela de sua cozinha e não encontrando ninguém ali. O corpo pesava diante da chuva e seu susto parecia diminuir circundando a casa até a sombra reaparecer acompanhada de um corpo sólido.

Os clarões a ajudaram a constatar que ela não estava delirando de sono, havia uma sombra no chão e ele estava tão encharcado quanto ela, seus sentidos puderam notar tal detalhe quando ele se aproximara e segurara seu rosto com ambas as mãos. Gelado demais. Ele a olhava vislumbrado, lágrimas pareciam se misturar a chuva quando sua testa se aproximara á dela.

— Eu pensei que tivesse te perdido.

E apenas com aquelas palavras um nome voltara a ter letras em sua língua.

— Yato...

Seu coração pulsava freneticamente vendo os olhos azulados nos poucos pontos iluminados de seu jardim.

— Yato!

Ela queria rir, o quão contente se sentia em finalmente poder dizer aquele nome novamente, seus braços se agarrando ao pescoço e fosse qual fosse as peças de roupa encharcadas que ele usava.

— Como é bom poder ouvir a sua voz, Hiyori.

Ela queria chorar, soluçar mas só conseguia se agarrar ao corpo dele tão sólido e gelado e molhado quanto o dela.

É você! É você mesmo, de verdade!

Ele rira segurando o corpo dela ainda mais próximo ao dele.

— Sentiu minha falta?

O corpo dela tremia, mas não de frio.

Então os soluços vieram, um seguido do outro e ela apenas conseguia chorar livremente diante daquele presente.

Quando o olhou nos olhos sua vista estava embaçada demais para distingui-lo, a chuva caía o vento rodopiava e assobiava os relâmpagos e trovões castigavam a noite mas ele estava ali - diante dela - novamente. Ele enfim cumprira sua promessa.

— E como eu poderia sentir falta de alguém que esqueci?

Ele fez uma careta.

— Me desculpe por isso.

E ela negou.

— Não mesmo.

E ele retrucaria se ela não houvesse começado a cutucá-lo, acentuando cada palavra que proferia.

— Você me diz que vai voltar, me promete que nada de ruim vai me acontecer e pra quê? Para que eu me esqueça de você em seguida?! Você achou que seria engraçado Yato, pensou que seria divertido me aparecer desse jeito, no meio dessa tempestade?!

As mãos dele seguraram seu ombros enquanto seus olhos se voltaram para as nuvens subindo em um cilindro.

— A tempestade é culpa minha.

Ela bufou.

— Você é incorrigível.

— E eu adoraria poder passar o resto dela com você Hiyori.

Os olhos dele brilhavam gloriosamente quando se voltaram para ela e um suspiro vencido a acometera. Ele voltara. E dessa vez para ficar com ela.

— Vamos para dentro, não quero ficar doente.

Era um feito incrível o dela ter conseguido trazê-lo para perto dela mais uma vez.

  • Ora, ora Snow, mas o que aconteceu depois disso? Queremos detalhes sórdidos, queremos romance e não me venham com essa, nem me perguntem o que me levou a escrever algo tão vago. Eu estava com sono e esse reencontro deles ficava se remodelando várias e várias vezes na minha cabeça ao longo da semana, eu só queria escrevê-lo mesmo. Muito obrigada.
  • Com essa nova leva de produtividade decidi por um novo motto. O de publicar minhas produções o quanto antes, sem essa de esperar por uma luz divina das minhas musas que pode levar de meses a anos para me atingir, para só assim dar continuidade ao texto. Sem preguiça da minha parte daqui pra frente!
  • Ao menos consegui algo interessante. Eu fiz Hiyori Iki quebrar sua promessa para com Yato. A de nunca esquecê-lo. O motivo? Eu não tenho, aceito teorias.
  • E como me deu na telha, vou aqui indicar uma música bacana do GRANRODEO para embalar a releitura de vocês, "Nejireta Yugami", que é linda maravilhosa emocionante com um som de arrepiar *chef kiss* mas caso queiram algo mais compreensível, indico "Stay" pois tá mais que na hora de vocês ouvirem Oingo Boingo!

Obrigada por ler!

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doukyuusei (bijutsubu)

※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★



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