Chorando por um fantasma em plena madrugada
※ 16 de dezembro de 2022 (4:28 AM) + comentários (1)
A programação daquele "Altas Horas" era promissora demais para o meu coração que nos últimos meses vinha cultivando um carinho considerável pelas melodias de Almir Sater mas o meu sono parecia estar mais forte do que de costume quando me vi indo para a cama e deixando as violas para que meu pai e irmã escutassem. Entretanto, eu pouco dormi naquela madrugada de sábado para domingo. Pude até mesmo escutar as músicas e palavras sendo trocadas pelos dois enquanto minha irmã parecia confusa diante de tanta familiaridade sem rótulo algum, um bom momento para eles que pouco dividiam palavras como aquelas diante de algo tão corriqueiro quanto os artistas que estavam no programa, neste momento penso que ficar sem internet tem seus benefícios afinal, nada que a programação da tevê aberta não traga para a gente discutir mas naquela madrugada me peguei num impasse. Já gasta das minhas leituras em torno de puzzleshipping e com muitas abas abertas apenas esperando uma chance de me conquistarem, resolvi pular para uma nova leitura e ver se o meu marasmo com as fanfics desse shipp em especial me deixava de lado um pouco. Só não esperava varar as horas seguidas com o coração na mão e muitas viradas no travesseiro em busca de uma posição melhor na cama porque, por Deus, que leitura formidável fora aquela! Estava tão envolvida que meu sono foi puxar minha orelha lá pelo nono capítulo, quando meus olhos já não aguentavam mais e caí nas manhas do sono finalmente.Ainda não sei dizer se foi a minha emoção que cantou alto ou o texto que foi bem redigido já que, para além desses pontos, não faço ideia do que poderia ter me deixado tão envolvida pela leitura a respeito de um fantasma assombrando o farol de uma ilha isolada em meio ao oceano e todos aqueles que o vinham guardando até a sua fatídica morte. Mas de alguma forma lá estava eu, encantada mais uma vez por uma trama sobrenatural girando em torno de Yugi Muto e Atem, o que acabou sendo um belo achado em minha opinião que vinha buscando por uma história onde o espírito do faraó sem nome realmente fosse um espírito; e não um ser sensiente como muitos gostam de colocar para que o "romance" entre os dois aconteça. Nada contra, adorei todas as ideias e cenários que já li deles até o momento mas o meu anseio era de encontrar algo com o bendito do espírito (ótimo, agora cada vez que digitar a palavra "espirito" vou me lembrar de como o pessoal do "Cine Holliúdy" dizia a palavra; como se fosse um espirro, hah) em sua essência original, um Gasparzinho atazanando a sanidade de quem estivesse por perto e incrivelmente, nessa fanfic encontrei o que buscava e melhor ainda, boa parte dos eventos da trama original foram usados de uma maneira espetacular-! Mas acho que aqui estou sendo um pouco exagerada.
Só fiquei impressionada pela qualidade do texto, explorando a personalidade de um jovem Muto inseguro e cansado de sua realidade, se jogando de cabeça em uma oportunidade questionável de mudança de ares para se encontrar assombrado por um fantasma em uma ilha, quase que completamente sozinho, se não fosse pela presença do fantasma que mesmo sem forma o seguia por todos os lados como sua própria sombra. O impedindo de dormir, mexendo em seus pertences, o observando em cada passo dado e assim tirando sua sanidade afinal, quem gostaria de ter aquela certeza dolorosa de que está sendo observando mas pouco poder fazer sobre isso? E como esses eventos se sucedem até que Yugi aos poucos perca o medo diante de tal entidade, buscando assim entendê-la é algo especial, principalmente a partir do momento em que ele e o fantasma acabam formando uma certa amizade e o passado dele começa a tomar forma. O que levaria um fantasma a ficar preso em uma ilha no meio do nada, assombrando quem
quer que colocasse os pés por lá até que morressem em plena loucura? As possibilidades poderiam ser muitas se não fosse a mais óbvia delas, quando o vilão se tratava de ninguém menos que um Maximillian desesperado para salvar a vida de sua esposa Cyndia, o resto foi se encaixando rapidamente em minha mente sonolenta como as peças de um quebra-cabeças. Da ancestralidade e misticismo da cultura do fantasma para a ganância de um inglês desesperado. Acabou que um coração praticamente livre de culpa mas nem por isso livre de ressentimento, seria a chave para o fim de um ciclo de mortes sem sentido que acontecia a décadas na distinta e isolada ilha de Crawford Sound.O curioso é que sempre busco por algo simples quando saio lendo tudo o que me parece interessante em uma dada categoria de shipp que é, de maneira simples, os vários cenários possíveis envolvendo os mesmos personagens a altas horas da madrugada e sempre acabo saindo com uma experiência no mínimo boa - uma ótica diferente sobre as poucas certezas que tenho, expressões novas para o meu inglês - e no máximo, uma que me faça questionar as minhas capacidades na escrita o que essa fanfic acabou me trazendo, heh. Isso e um forte senso de compaixão para com um fantasma forçado a reviver os seus piores momentos, até a sua própria morte.
Entretanto, os meus gritinhos histéricos se deram aos momentos de interação sobrenatural entre Yugi e Atem, assim para com o misticismo dado a Slipher que aqui acabou sendo rebaixado de um fantástico dragão dos céus para a um deus antigo do Nilo.
Para o caso desse texto ter incitado alguma curiosidade em você que está lendo, a fanfic sobre a qual tratei aqui se chama "Keep The Light Shining", com os personagens de Yu-Gi-Oh! em um universo alternativo ao da trama, mas em inglês, infelizmente.
E esta sou eu, tentando manter uma luzinha acesa sobre essa história de tirar o fôlego. Não é a luz de um farol mau assombrado que é acesa ao cair da noite e apagada com raiar do dia mas é um esforço válido para mim, que vinha tentando resumir a minha jornada enquanto leitora assídua de fanfictions e falhava miseravelmente com aquele texto que não funcionava como gostaria de jeito nenhum, mas em algum momento esse registro saí! Ô se saí! Nem que seja pra desencargo de consciência mas por hora, esse daqui faz o seu serviço, que é marcar uma leitura significativa mesmo.
"Uma vida sem tradição leva a uma eternidade á margem", foi algo que pensei lá pelo décimo segundo capítulo.
- Comecei na madrugada de sábado (22), lendo nove dos quatorze capítulos logo de cara e depois juntando praticamente o resto na madrugada de quarta (26), que foi quando comecei essa nota, terminando na quinta (27) de outubro, bem quando o meu plano de internet acabou.
Marcadores: impressões pessoais, incl. suffer, script fairy

doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

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Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.