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{ drabble } Insomnia

※ 3 de janeiro de 2023 (9:01 PM) + comentários (0)
Era final de novembro quando me apareceu uma oportunidade de emprego, o que resultou numa busca quase que desesperada por papéis, históricos escolares, muitos xerox e em eu tendo de ir a uma agência bancária só para desencargo de consciência pois longe de mim querer fazer outra conta sendo que já tinha uma sem utilidade alguma somente esperando pelo seu momento de glória e, em meio a isso, comigo acordando cedo demais, dormindo de menos e com alguns pensamentos corriqueiros, acabei escrevendo esta bela peça sobre o meu mais recente queridinho no mundo dos slice of life o que não chega a ser uma grande novidade. Ballroom e Youkoso. E com a carga horária reduzida, acabei protelando sua publicação para este mês, pois achei que o motivo se encaixava melhor no início de um ano do no que no final dele.

E é assim que pessoas empregadas aproveitam sua folga semanal, crianças. Passando roupa, lavando o cabelo, assistindo seu cartoon favorito mas nem por isso esquecendo de atualizar o seu bom e velho clube de artes! E por isso mesmo, quero deixar aqui um pequeno agradecimento a todos que ainda passam por aqui para ler o que escrevo com tanto afinco ♡ gostaria de ter digitado isso no mês passado mas como a minha cabeça tem estado a mil, acabei não me lembrando dessa nota.

  • insomnia
  • fujita tatara
  • ballroom e youkoso
  • 498 palavras

Manhãs em cidades pequenas eram curiosas. Para os resolutos de pouco sono, acordar com o negro da noite se diluindo pouco a pouco e ganhando tons mais claros conforme as horas passavam era um ato de união ao desconhecido, como se um mero estalar de ossos ao se espreguiçar quebrasse esse elo mágico mas ainda assim, com o silêncio profundo e a falta de vida senciente fazendo seu comumente ruído algo sem nome permeasse o ambiente dentro das casas e seguisse pelas ruas. O amanhecer em cidades pequenas poderia ser descrito como um ato de igualdade entre homem e terra e os animais domésticos pareciam entender isso como ninguém, dominando muros e calçadas sem preocupação alguma sobre aqueles de pouca sorte que estavam tão atentos quanto eles naquela hora ímpia.

O orvalho da manhã depois de uma noite chuvosa era o detalhe magistral diante ruído de seus tênis pesando sobre os grânulos da calçada durante uma de suas caminhadas matutinas e, enquanto o ar frio o agraciava, saudando seu hábito de exercícios, sua pele começava a suar por debaixo das roupas e mesmo assim ele persistia em sua corrida, apreciando a paisagem ao redor enquanto podia. Era uma vista para além do comum que sua mente sempre ansiosa gostaria de poder eternizar em algum canto de sua memória.

Em breve ele não estaria mais ali e seu costumeiro hábito teria de ser mudado, ele perderia aquela paisagem para outras e nisso, seu sono se desregulara com ele acordando mais cedo do que estava acostumado.

Em breve seria a vista de outro lugar que ele veria.

Tatara já começava a sentir saudades de casa e ele não sabia como reconhecer tamanho sentimento diante disso, seus olhos marejando brevemente diante do pensamento.

Com as mãos sobre os joelhos e a respiração falha diante do excesso ele se perguntava se sair era realmente uma boa opção quando todos o incentivavam a fazê-lo. Seria ouvir seus amigos algo realmente válido ou deveria ele se acomodar diante do comodismo no qual vivia?

Kugimiya lhe dissera que cidades grandes são inquietas. Não dormem e não acordam devidamente. Grandes monstros que não sabem quando é hora de ceder a naturalidade de simplesmente ser.

Mas ele estava decidido. Mesmo estando incerto e inseguro em seu cerne. Com as mãos suadas e os pés tremendo em compasso, a certeza inabalável parecia contente em fortalecê-lo naquele momento.

O quão grato ele não se sentiria anos mais tarde, regressando ao colégio e encontrando um de seus antigos professores na sala onde entrara buscando por seu histórico escolar. Ele parecera surpreso em vê-lo, pouco lembrando de seu rosto mas conforme comentava sobre o tempo e seus dedos buscavam por uma pasta em uma lata enorme com gavetas enormes a memória parecera lhe dar uma mão e o brilho em seu sorriso parecera mais natural ao encará-lo com um papel grosso cheio de números e letras em mãos.

— Você mudou Fugita.

É, nisso ele tinha de concordar.

Obrigada por ler!

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doukyuusei (bijutsubu)

※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★



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※ fanfictions e marcadores

Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★



(atogaki) sotsugyousei

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