Os adereços do Faraó sem Nome
※ 5 de janeiro de 2023 (11:53 PM) + comentários (0)
Era uma quinta-feira nublada e chuvosa aquela onde o Brasil faria a sua estreia na Copa do Mundo e eu estava contente tomando o meu café da tarde enquanto o primeiro tempo se desdobrava dolorosamente, isso até as palavras começarem a cantar em meu imaginário e o pão velho com mortadela deixar de ser tão saboroso. Deixei que elas corressem soltas até perceber que já tinha um pensamento de começo meio e fim sobre a palavra "casa" legal o suficiente para escrever e, enquanto o segundo tempo acontecia com os gritos de alívio preenchendo as ruas do bairro eu finalmente terminava essa belezinha que talvez leiam mais abaixo. A princípio, meu intuito era prolongá-la em uma série pomposa sobre meu mais novo vício - peões&espadas
- 328 palavras
A loja de jogos possuía todos os tipos de jogos.
E pelo o que Yugi havia lhe contado com um entusiasmo pouco contido, sempre chegavam novos jogos conforme as temporadas passavam. Franquias eram renovadas. Títulos inéditos eram criados. Um sempre mais recente e inovador que o anterior entretanto, nenhum deles parecia ser como os jogos que costumava jogar segundo suas lembranças que eram tão incertas quanto eram confusas.
Lembranças que invés de o ajudarem só o confundiam cada vez mais.
Monstros de Duelo ao menos lhe era familiar.
Sua estratégia com o jogo vinha quase que naturalmente tendo as cartas de monstro em mãos mas ainda escondia falhas que Yugi era grato em preencher com sua sorte e astúcia afinal, o que duas mentes pensantes não eram capazes de produzir, não é mesmo?
Entretanto, quando encontrou aquela velha caixa de madeira no depósito - uma caixa esguia e ladrilhada por quadrados claros e escuros que se abria em um quadrado completo - fora quando ele encontrara algo semelhante a um jogo que ele adorava quando não passava de uma criança cheia de energia.
Shoji poderia ser muito bem ser considerado um senet dos tempos modernos por sua pessoa, mesmo que com peças e regras diferentes, uma partida de senet sem apostas não era senet de fato. E uma partida de senet sem algo em jogo era azar na certa.
Uma pena que sua alegria diante do jogo de tabuleiro fora tirada de seu corpo a medida que ele crescia e as aulas de combate e manejo da espada passavam a ser a norma da casa, tal como aprender a cavalgar e cuidar dos cavalos da realeza. Ele fora um príncipe afinal.
Um príncipe perdido no tempo, desgarrado de suas raízes que agora encontrava divertimento aprendendo a promover as peças de shoji junto do avô de Yugi, que parecera igualmente surpreso em ver a figura do neto interessada naquele jogo de tabuleiro que apenas os mais velhos pareciam interessados em disputar.
- diadema
- 182 palavras
Era como fogo.
Queimava. Queimava uma chama latente que corroía com facilidade pela pólvora em suas veias.Era como fogo.
Seu rosto queimava também.
Era como fogo.
A adoração de seu povo certamente o irrigava como nada que ele conhecera ou viria a conhecer.
Queimava como fogo.
A sua vontade enquanto a figura de Hórus em terra, a coroa sobre sua cabeça pesava como nunca antes houvera quando vira sua terra, seu reino e seus súditos correndo o risco de perderem tudo aquilo que tinham.
Então que sua vontade como faraó fosse feita, que seu sangue divino e sua coroa trouxessem paz ao seu povo, a sua terra e por fim, seu reino! Seu reino! Mesmo que estes não mais lembrassem de seu nome. Ele tão pouco.
Era como fogo em brasa.
Lambendo sua pele graciosamente, lentamente.
As imagens que lhe vinham a mente o entorpeciam conforme observava aquela enorme tábula no museu trazendo uma pergunta que ele ignorara até então por carecer de informações que a sustentassem, e que agora possuía. Ao menos uma pequena parte destas.
Quem ele fora afinal?
- corpocasa
- 267 palavras
Casa.
Areias quentes durante á noite.
Casa.
Responsabilidades e deveres.
Casa.
Sofrimento.
Casa.
Escuridão provida de dor e ressentimento.
Casa...
Justiça e iluminação!
"Casa: substantivo simples que denomina moradia, construção edificada para proteção contra o mau tempo; lugar acolhedor, familiar." Ao menos essas foram algumas das definições que mais chamaram sua atenção em uma das aulas de História, onde o professor de meia idade parecia mais empolgado do que de costume em tratar sobre a origem das civilizações desde a antiguidade e Yugi estava sonolento demais para querer prestar atenção, com sua consciência se sobressaindo a dele com certa facilidade. Casa. Essa era uma palavra que ele não se lembrava de ter conhecido daquela maneira, pelo contrário, sua noção de casa não chegava perto de ser tão simples e afável como aquela. Algo em suas emoções fizera com que o peito do garoto doesse em apreensão.
"Lugar acolhedor."
Dividir o corpo de Yugi certamente passara a ser algo acolhedor depois que ele deixara de se incomodar com o excesso de bondade que o garoto tinha para com as adversidades que o acometiam, ao invés de buscar pelo justo diante delas como ele o fazia. A força mas o fazia. Quando aceitara a benevolência latente naquele corpo, de alguma forma miraculosa, ele também passara a ser a sua casa.
Afinal ele se sentira tão solitário até que finalmente fosse encontrado, tanto que pouco sabia por onde começar a enumerar o quanto ele devia a Yugi somente por esse gesto.
Onde Yugi começava e ele terminava? Bem, essa era uma pergunta que ele ainda não desejava saber como responder.
Na minha cabeça, os aspectos que compõem uma figura de poder ou nesse caso, de um faraó, se dividem em três
pontos. Um reino, uma coroa e uma figura que exerce poder. Com isso em mente, depois de ter escrito o último drabble comecei a explorar a ideia de como usar esses pontos na figura do "Espírito do Enigma" em Yu-Gi-Oh! que se descobre como um faraó a muito esquecido e, mesmo não tendo lá muita informação sobre, fui o mais longe que consegui e provavelmente retornarei para dar os toques finais quando chegar ao "Millenium World" mas deixemos essa parte para quando alcançar a minha meta pessoal. Por hora tem sido divertido escrever sobre um personagem que pouco conheço.- E pensar que tudo isso saiu de uma reflexão que tive enquanto escutava "Crown" e "Home".
- Fiquei aqui, caducando por alguns minutos, sobre como nomear a "coroa" de um faraó e assim, existem algumas muitas nomenclaturas para elas tipo, uns quatro tipos de coroa maaaas que eu me lembre, a figura de Atem nunca realmente chegou a usá-las. E a única que ele realmente usou mais me lembrou um diadema do que uma coroa entãããão...
Obrigada por ler!
Marcadores: drabble collection, ineditas, ygh!

doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

arquivos gerais
※ fanfictions e marcadores
Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

(atogaki) sotsugyousei
※ blogues singulares e os créditos
| anageek antique faerie d-strawberrypie dama de ferro estranho peixe hishoku no sora into the next night porcelana la petit souris limerence litorais nasetet soshyu necropsist tsuki no shita yokuboumugendai |
and glenthemes (google fonts, sadthemes) background made with nichi and fotor, color palette in coolors (timely!! album cover anri) icons by b-aware, annicon, animeicons, sundry, recadreuse, trilies, vuvuzela, dulcinea, hawkeye, 1000dreamers. thank u ♥ |
quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.