Os melhores dias são os de sol
※ 31 de janeiro de 2023 (12:10 AM) + comentários (0)
Sair de casa sem os óculos nos últimos dias tem se provado uma tarefa difícil de ser cumprida. Normalmente recebo de braços abertos as imagens sem nitidez e seus corpos e rostos compostos apenas por cores mas o hábito de usar regularmente as lentes com um grau e meio e seus quantos ajustes para o astigmatismo acabou fazendo de meus olhos mau acostumados novamente e a necessidade de ver se tornou mais agravante do que usualmente era, mesmo que o brilho na copa das árvores ainda seja o mesmo. Ainda chama a atenção e tira o fôlego de uma cidadã praiana que se encontra inconformada com o estado decadente de sua cidade; tenho pensado muito em fazer algo pela cidade por esses meses que se mesclam tão facilmente, algo substancial, que marque o fim de um ciclo e o começo de outro. O dilema é não saber por onde começar propriamente, ah, a frustração dessas vontades inquietantes. O que uma folga em um dia de sol e conseguir tempo para ver um velho amigo não me fazem!Esses dias pontuais que tenho tido para dormir e respirar e não fazer nada me colocam em retrospecto também, como se observasse nitidamente uma linha do tempo minha que somente aqueles que conviveram comigo seriam capazes de enxergar tão bem quanto eu e de como mudei nos últimos anos, acho que ter conseguido um emprego me fez colocar esses pontos em evidência com mais facilidade. O do antes e depois. De quando trabalhava no meu primeiro emprego e frisava muito a publicação de todos os rascunhos que havia acumulado enquanto queimava em ódio e frustração gratuitos por mim e quem quer que passasse pelas portas de vidro da loja por dentro, para o agora, quatro anos mais tarde, onde me vejo apenas seguindo o fluxo da corrente, vivendo um dia de cada vez e os aproveitando ao máximo independente de serem bons ou nem tão bons assim, mesmo que isso me custe tempo ocioso para produzir eu me sinto ótima como nunca! E acaba sendo uma aventura a parte reservar uma folga para escrever o dia inteiro e depois me sentir mal por não ter aproveitado o dia completamente ou,
pegar umas horinhas a mais da noite para ler mais uns capítulos de Yu-Gi-Oh!Eu me sinto tão calma e tranquila que me pergunto se sempre fui assim e me engava dizendo que precisava melhorar e, por mais que ainda existam muitos aspectos meus a serem aprimorados, essa calmaria que habita meu coração parece se expandir cada vez mais. Ao ponto de não ser difícil de me pegarem rabiscando algo nos pedidos de Televendas quando o movimento está mais tranquilo e ainda assim, não me incomodar em parar minha arte quando compras são colocadas sobre a esteira.
Como operadora de caixa descobri que sou um poço de tranquilidade, em comparação a energia abstrata que os cliente emanam e com isso, me vi me divertindo como nunca tendo que desempenhar tantas pequenas funções ao mesmo tempo. Claro que aqui, eu detestava a ideia de ter de fazer algo além de passar compras mas até mesmo esse detalhe foi aprimorado no último mês. É só uma oportunidade de verão. Uma chance de temporada que caiu no meu colo quando já estava a beira do desespero mas é algo que venho abraçando com todas as forças que tenho e, curioso como isso se repetir em menos de um ano me trouxe a mente uma fanfic que li avidamente a cinco anos atrás exatamente sobre isso. Um emprego de verão. Lembro que o motivo partia disso, de Izuku Midoriya conseguindo um emprego de verão em uma loja de departamentos e sim, quando digo a cinco anos me refiro a mega fase que tive dentro da categoria de Katsuki Bakugou/Izuku Midoriya no Archive of Our Own e só de pensar que no começo ela contava com escassas 500 produções que hoje em dia já passam dos 10.000 é algo de se surpreender (e olha que eu já tinha lido todos esses quinhentos trabalhos, viu?) mas voltando ao foco, o que me fisgou nela foi o dia a dia do trabalho e de como quem escreveu a bendita da história conseguiu descrever a adaptação de um completo novato a uma vastidão de setores e itens e miscelâneas das funções que eram apresentadas a cada novo dia de trabalho e em como eu me vi ali no último mês. Foi incrível e assustador estar nesse lugar novamente e ter enfiado goela abaixo informações que até ontem fugiam do meu conhecimento e que agora eram necessárias caso eu quisesse, por exemplo, ver a lista de todos os produtos que já haviam sido passados. Isso sem contar o bendito cartão da loja e suas funções e argh, como eu detestei esse cartão nos primeiros dias meus caros! Era um tal de pagar fatura para lá, consultar saldo para cá e nem me falem do probleminhas de atraso e acordos com relação as faturas mas que, assim como todos os outros eventos que me ocorreram no último mês, foram emoções intensamente brandas que caíram por terra. Tal como algumas insistências teimosas que tinha enraizadas em minha mente. Nada como estar por conta própria lidando com todo o tipo de gente por horas a fio com a garantia de receber um salário no fim do mês não resolva. A motivação de pagar todas as contas atrasadas do meio do ano passado sendo apenas aquele impulso mais do que necessário para que eu deixasse de ser uma besta quadrada mesmo.
Benditas as palavras de minha mãe, dizendo que minha cabeça precisava apenas de um trabalho para deixar de pensar asneira!
Hoje, por mais vazia e exausta que minha mente esteja posso dizer que me sinto incrível, só torço para que essa sensação se perpetue por muitos dias mais mas, vamos apenas dizer que ter achado um interesse interessante em um dos muitos funcionários não tem sido de muita ajuda. Quem diria que me sentir apaixonada por alguém novamente fosse ser tão desconcertante quanto da última vez em que me dei a chance de me colocar sob essa ótica, onde parte da minha atenção sempre diverge a outra pessoa quando na realidade deveria estar focada em outra? Isto é, se consigo descrever isso que venho sentindo como estar apaixonada. Tal como Izuku Midoriya na história, a diferença aqui se dá pelo rumo da minha história não ir por uma vertente tão dramática pois estar na mira dos sentimentos de alguém como Katsuki Bakugou - e isso em boa parte da tramas que consegui ler - nunca é uma tarefa simples e aqui penso que algumas dinâmicas se encaixam muito bem com certos personagens. Enfim, é verão e posso dizer que estou aproveitando muito esta estação que tem se dividido muito bem entre semanas de chuva e nuvens ranzinzas e outras de sol escaldante e céu límpido.
E caso alguém além de mim ainda tenha interesse pela relação de Midoriya e Bakugou, a fanfic que mencionei se chama "Just for the Summer", estrelada por boa parte da turma A de Boku no Hero Academia em um universo alternativo ao da trama onde todos são funcionários em uma enorme loja de departamentos, só que em inglês e infelizmente, sem uma conclusão definida até o presente momento e tipo... isso vem desde 2018... Mas os insights são ótimos e ainda assim recomendo a leitura, Hitoshi está um sucesso como melhor amigo do Izuku e os dilemas pelos quais o Katsuki passa são mais intensos do que normalmente via sedo explorados por lá! "Entretanto, sem o caos que segue a serenidade, poderíamos nós querê-la com tamanho afinco para começo de conversa? Nos agarrando aos momentos em que o mundo desacelera e suas dores angustiantes enfim cessam; então que diferença faria para o yang existir sem o yin para equilibrá-lo? O todo acaba sendo um ato de equilíbrio."; sendo uma das minhas passagens favoritas da história em tradução livre feita por mim e parando para pensar, é curioso que a tenha lido pela última vez no ano em que deixei o meu primeiro emprego, hah!
- Com uma força de vontade tamanha, condensei um mês e algumas semanas de trabalho e seus pensamentos soltos muito porcamente em dois dias de folga separados. O último sendo hoje (segunda) depois de um domingo incrivelmente revigorante, se comparado ao primeiro domingo em que trabalhei.
- Em algum momento me dou espaço para relatar as desventuras que é trabalhar como operadora de caixa. Prometo. Por hora comemoro esse feito e o de ter tido só uma quebra em janeiro e ainda estar trabalhando mesmo depois do fim do meu contrato de experiência e o de ter terminado mais um livro!
- E, enquanto a mega postagem da minha estória como leitora de fanfics não sai vou pontuando pequenos marcos de leitura dessa forma. Mesclando com eventos do cotidiano que me lembrem dessas leituras tão marcantes.
Marcadores: daily, script fairy, temperança

doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

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Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.