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Mais uma noite em que não consigo dormir

※ 4 de agosto de 2023 (2:05 AM) + comentários (2)
Segunda-feira, 31 de junho, provavelmente as cinco da manhã.
Ontem assisti a um filme cheio de jump scares, para fechar um dia incomum e rançoso de domingo, depois de ter passado a tarde de folga ouvindo relatos de casos de assassinatos e assassinos seriais com pitadas de lugares mau assombrados e vídeos assustadores de procedência duvidosa. Mas o que me pegou foi o filme pois, por mais gatilhos ruins que ele tivesse com suas cenas cruas e incômodas, o que mais me incomodou no final foi todo um motivo que eu já previa... e que me lembrou e muito de Soul Eater... assim como do motivo que me fez gostar tanto desse título. "Sorria", ou "Smile" em inglês, é filme de suspense/terror que brinca com a cabeça do telespectador nos fazendo duvidar da sanidade da protagonista que, por vezes é assombrada e perseguida por rostos com sorrisos macabros e tenta desesperadamente entender o motivo disso, já que sua vida parece estar com os dias contados e estes são menos dias do que o dos personagens de "O chamado" e o ponto que me trouxe Soul Eater a mente foi exatamente esse. O motivo por trás do sorriso macabro e uma serie de mortes sem sentido mas com uma ligação direta a algo em comum entre todas as vítimas, o trauma. A suposta entidade que persegue a protagonista precisa de uma mente fragilizada pelo trauma para poder existir e se esbalda na missão de enlouquecer seus perseguidos até o momento em que de tão fracos mentalmente, ela possa enfim possuir sua casca e o corpo deixe de pertencer a pessoa para ser dela e assim ela continuar a sobreviver de mente a mente. O confronto final me lembrou muito aqueles que Maka Albarn enfrenta ao longo do mangá mas infelizmente, Rose não era ela, não era forte como ela e tão pouco tinha o Soul por perto... e nisso eu penso como o roteiro foi esperto em enfraquecer ainda mais as pontes da protagonista, a deixando completamente sozinha... e depois dessa atrocidade traumática meu pai comentou sobre outro filme na classificação biruta dele que traz a mesma pegada mas, eu ainda estava presa demais aquela trilha incômoda de desfecho, pois ninguém merece escutar "Lolipop" depois daquele final.

Eu não gosto de filmes de terror, eles me trazem memórias ruins. Não chegaria ao ponto de dizer que tenho trauma com o gênero, só sou facilmente sugestionável á ele por isso mesmo o evito, exceto quando me sinto corajosa o suficiente para encará-lo assistindo algum filme de terror barra suspense barra qualquer coisa que possa cair bem num jump scare e em noites como essas eu demoro a dormir e, depois de uma semana de sono curto ter essa ideia brilhante me fez pensar em um monte de coisas antes de dormir. E eu dormi pouco. Talvez eu caia bem como protagonista de algum filme B que não lida bem com o próprio sono algum dia desses. Tinha acordado de um sonho estranho onde perseguia a pé alguém numa moto em uma pista cheia de carros e encarei o breu do meu quarto, os pôsteres nas paredes facilmente ganhando vida no escuro mau iluminado enquanto lutava para que meus olhos continuassem abertos, me questionando o porque de tantos pôsteres de pessoas famosas me guardando, me pregando peças. Era como ter voltado a tempos passados onde não dormia de puro medo irracional. E de repente senti falta de ter a minha irmã na cama de baixo. A fanfic salva no navegador do celular era uma boa distração mas não boa o suficiente visto que ainda estava deitada, e pelo horário não seria uma ideia ruim levantar para fazer o café, algo me dizia para levantar e foi o que fiz.

O som da cafeteira veio depois do televisor falar com episódio de "Hey Arnold!" que havia deixado para terminar outra hora, e depois de eu ter conferido a conta e ver que o pagamento havia enfim, caído, e ir eliminando as opções do que faria com a quantia restante me peguei distraída com um episódio onde Helga queria conseguir furtar o boné de Arnold, um sorriso vindo fácil por sentir simpatia por ela. Ainda me sentia uma boba pela mensagem que havia mandado sem necessidade no dia anterior, assim como me censurava por outros motivos semelhantes e me perguntava o que estava fazendo pela enésima vez, mas aquele velho incômodo no centro da coluna que me pegou durante o banho que tomei depois do filme e que voltou depois de eu ter acordado pela manhã me fez questionar se havia realmente superado a maneira copiosa com qual lido com filmes de terror.

Existe um local na minha mente onde habita o pássaro no qual transformei meu medo. Ele é só escuro e não há nada ali. Nem um sinal de vida tão pouco de morte e não vou lá com frequência mas quando vejo algo que me impressiona é como se ele se expandisse e tomasse conta de todo o resto. Talvez seja hora de acender uma luz ali ou só tocar fogo mesmo, só que sem ninguém além de mim para assistir.

Juro que quando peguei esse tema me lembrei de outro lugar que já descrevi por aqui, mas como não queria me repetir estava pensando no quê realmente escrever no lugar disso e então, tive esse pensamento mais acima. Uma boa recapitulação visto os meus outros relatos e escritos sobre a maneira como lido com o sentir medo, uma visão mais madura quem sabe... o ponto é que nesse domingo eu percebi que amadureci só um pouquinho com relação a isso.

E seguindo os meus comentários a cerca da edição desse skin atual, a ideia para esse tema completamente roxo veio a mais ou menos cinco anos atrás. A princípio não tinha ideia de que o usaria dessa maneira mas acabou me saindo uma mão na roda, quando me vi salvando todas as imagens interessantes do Shin - o Senhor Kaiō do Leste de Dragon Ball Z - a torto e direito e, encontrei esta que ilustra o visual de agora e que na postagem do tumblr onde a encontrei era dividida em duas, como um espelho da realidade do Shin e do Goku, algo bem bonito, e no momento em que a vi pensei em como ela ficaria bonita num layout, só não sabia como faria isso... aí encontrei o código base do "Cold Nostalgia" novamente e tudo se encaixou como as peças de um quebra-cabeças... mas entender como o bendito código funcionava era outra história...

[tema #03] descreva um lugar que existe apenas na sua mente.

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