{ oneshot } Vamos dizer que isso não aconteceu
※ 28 de julho de 2024 (10:56 PM) + comentários (0)
- vamos dizer que isso não aconteceu
- fujita tatara, mako akagi
- ballroom e youkoso
- 2.093 palavras
- "Contemplar o espetáculo que era a presença de Mako Akagi não deixaria de ser uma de suas atividades favoritas tão cedo, mesmo que esta lhe trouxesse algumas dores de cabeça."
O riso dela era adorável e borbulhante, o preenchendo com um calor tão agradável nas maçãs do rosto que se assemelhava a sensação de aconchego que acabara chegando em seu peito. Tal sensação vibrara e se espalhara por todos os outros órgãos de seu corpo quando sentira os braços delicados dela apertarem o dele com força, enquanto respirava profundamente, buscando fôlego.
Seu outro braço segurou as sacolas de papel com um pouco mais de força que o necessário, as trazendo para mais perto do corpo enquanto a observava.
Como ele adorava fazer Mako rir.
Adorava como o corpo dela se contorcia e de como ela sempre cobria a boca com uma das mãos, tentando conter o sentimento para si mas sempre o deixando escapar.
Mako era adorável.
E ele adorava tirar o máximo de emoções dela, assim como um florista cuida para que suas flores estejam o mais vistosas possível na vitrine, ele desejava nutri-la ao máximo com tudo o que podia pois era belo ver as expressões passarem pelo rosto doce dela. A amabilidade presente em Mako Akagi por natureza lhe dava um tom totalmente diferente as emoções cotidianas e para ele, era uma grande deleite poder observar isso tão de perto.
Aquela noite de outono estava incrivelmente gelada. Havia chovido por entre a tarde o que deixara o ar noturno úmido e as ruas com poças de água de tamanhos variados, o que dificultava um pouco o caminhar por entre elas sem se molhar, não que isso fosse um tremendo problema para ela, que parecia estar tendo o momento de sua vida saltitando pelos volumes de água com a sandália de salto - em verdade fora esse o motivo dos risos dela - como uma criança o faria se não estivesse portando dos mesmos calçados.
E ele a avisara para ter cuidado por mais que ela estivesse determinada a se divertir.
Aquela era uma noite livre para os dois logo, ela queria poder aproveitá-la ao máximo estando ao lado dele.
E por isso eles estavam na rua, com sacolas nos braços.
Aquele frio estava ótimo para uma sopa de jantar, fora o que ela comentara, arrastando o corpo cansado de Tatara porta a fora.
Os dois estarem em viagem talvez fosse parte do motivo para a empolgação dela. Seus olhos brilhavam olhando os prédios espelhados e altos, assim como os outdoors iluminados.
Ele estava feliz em estar com ela. Dançando com ela. Viajando com ela em busca de aprimoramento.
Parecia como um sonho.
O prédio onde estavam alocados não estava muito longe quando seu corpo fora forçado a parar em frente ao que parecia ser um bar, as mesas do lado de fora pareciam cheias de jovens, assim como as de dento. Nada estranho, se não fosse o súbito interesse de Mako naquele lugar.
— Por que parou? Falta tão pouco pra gente voltar.
Ela colocou um dedo sobre os lábios dele.
— Escute.
E ele estava pronto para retrucá-la quando se forçou a escutar o que ela apontara. Para além das conversas e risos altos, havia música saindo de algum lugar com uma melodia suave porém não tão marcada. Em verdade existiam duas marcações, uma baixa e outra alta nada muito incrível, o leque de movimentos possíveis para elas eram variados mas sempre repetitivos. Novamente, nada muito incrível.
Nada impressionante.
— E o que tem a música?
Mako lhe sorrira, pegando as sacolas de seu braço que ainda as segurava com certa força e colocando sobre uma das mesas livres.
Mas para Mako aquilo certamente era impressionante.
E fora com as maçãs do rosto levemente coradas que ela colocara ambas as mãos sobre seu ombro, os dedos finos brincando levemente com os fios de cabelo mais baixos - visto que Tatara ainda tinha o hábito de aparar os fios mais rentes na altura da nuca - um brilho distinto nos olhos dela instigando a atenção dele para ela novamente. Tanto que ele quase não percebera ela estendendo um de seus braços para fora segurando a mão dele com cuidado e o outro na altura da cintura dela, em momento algum o libertando do contato visual, até que seu cérebro entendesse com certa lentidão o que acabara de acontecer ali, bem a frente dele. Sua memória muscular parecendo fazer boa parte do serviço naquele instante.
Mako queria que ele a conduzisse.
Bem ali, na calçada, em frente a um bar.
— Você já foi mais sutil, sabia?
E como resposta ela iniciara o movimento, o trazendo para frente e fazendo com que ele quase caísse sobre ela no processo. Quase. Já não era mais sorte os reflexos dele serem bons.
— Me conduza, então.
E ali, ela irradiava contentamento. O cabelo que antes ficava na altura dos ombros havia crescido, e ela não o cortara como de costume, para completo desespero do irmão que parecia desgostar de vê-la perdendo cada vez mais características que faziam dela alguém afável, por mais que ele discordasse desse pensamento. Mesmo com uma trança caindo sobre o ombro, Mako ainda conseguia ser a mesma Mako que ele conhecera anos atrás. A mesma garota doce, delicada e gentil, só que agora um pouco mais corajosa do que a velha Mako costumava ser.
Uma flor que desabrochara e agora queria ser vista por sua beleza.
E com um suave aperto em sua mão esquerda seu corpo se movera automaticamente, lembrando de pequenos detalhes como a saia longa que ela vestira naquela noite e de como saias longas eram ideais para standart e aquela melodia que ainda tocava era ideal para uma rotina que ele havia montado mas não tivera a oportunidade de colocar em prática, Mako era experiente, ela certamente conseguiria acompanhá-lo e quando dera por si, Tatara estava ocupando ao menos três metros da calçada.
Ele já tivera que lutar por espaço em lugares maiores e muito mais movimentados.
Indo de um lado a outro, girando no próprio eixo, todo o movimento que ele iniciava ela seguia e finalizava sem receio algum em errar. E ela não ousava em errar. Cada movimento iniciava e terminava limpo.
O peito de Tatara pulsava como nunca naquele momento.
Logo ele, que já se sentira inferior com sua dança estava ali, em uma calçada, no coração de uma metrópole, dançando como ninguém o estivesse vendo.
Mas estavam vendo.
Ele pode notar uma mudança brusca nos sons, as conversas haviam baixado em tom assim como as risadas, a melodia parecia ter ganhado mais espaço quando o corpo de Mako se esgueirou para longe do seu, os braços em um movimento suave para fora bem no momento em que a música que os guiara até ali finalmente cessara. O movimento final.
Que acabara sendo um completo improviso.
Os aplausos e assobios acabaram tirando a beleza do transe em que os dois estavam mas seguindo uma ordem quase natural para seus músculos, Tatara apenas afastara o corpo de Mako do dele, posando a figura dela ao final. Expondo um belo buquê de flores em sua moldura vistosa, bem como Sengoku o ensinara no passado, quando ele era apenas um iniciado no mundo da dança. E olhar para ela ao seu lado com o mesmo sorriso de sempre, a mesma delicadeza e refinamento, era como uma viagem aquilo que fora o seu ponto de partida e estar com ela ali no presente ah, que memória fabulosa ele teria para recordar agora!
Quando Tatara se tornara alguém assim ele tão pouco se lembrava.
Mas também, quem seria ele para querer se preocupar com isso naquele momento? O presente que importava! O presente que vibrava em seu sangue e pulsava em suas veias, trazendo certa tontura ao topo da cabeça, uma leve tão não natural que o fazia sentir flutuar quando seus pés estavam muito bem fincados ao chão por conta da gravidade que se fazia valer, seus membros pareciam os de outra pessoa quando se desgrudara do corpo magro de Mako para pegar as mercadorias na mesinha que agora ganhara uma pequena fila de pessoas que revezavam para colocar moedas e notas de valores diversos em uma das sacolas o deixando levemente nervoso. Seus lábios tentavam formular algo compreensivo diante do ato daqueles estranhos mas pouco conseguira dizer além de um miúdo obrigado naquele idioma que
ele pouco dominava e que sua companhia tomara frente, explicando a falta de necessidade no gesto. Eles não dançavam por dinheiro, não estavam dançando ali por dinheiro. Era algo de momento, instante, e isso trouxera um sorriso cheio de dentes amarelos de uma mulher acompanhada de outra de cabelos coloridos e cheios."Então aceite o nosso gesto como agradecimento pelo show que deram aqui", e tais palavras que ele falhava em compreender por completo foram o suficiente para trazer a tona a persona tímida de Mako que pouco conseguia reagir a gestos tão naturais. Elogios tão naturais. Talvez fosse uma consequência de seu passado do qual ela não conseguira de desgrudar por completo. Uma característica que fazia dela alguém especial, alguém tão Mako Akagi.
A destacando na multidão.
E vê-la agradecendo aos estranhos o lembrou de como ela costumava finalizar uma apresentação.
Com doçura e gentileza e sem arrogância alguma em seu gestos. Outra característica de Mako Akagi. E a observando ali se despedindo das pessoas do bar, enquanto voltava segurar as sacolas fora que ele percebera algo curioso ao qual vinha ignorando como um supérfluo. O de que a sua paixão pela dança trouxera outra quase tão poderosa quanto. Uma paixão por Mako Akagi. E ele passara a vê-la com outros olhos ali, naquele breve instante, quando os braços dela se grudaram ao dele e voltaram a andar rumo ao prédio que ainda era o destino final deles, com os pés dela saltando sobre as poças de água pelo caminho.
Seu corpo voltara a pertencer a ele e não a euforia.
Também não era como se ele ainda não houvesse notado o sentimento que nutria pela pessoa dela, parecia mais como uma constatação de tudo o que eles haviam vivido até então, algo forte em seu peito.
— Sabia que você é linda, Mako?
Ela o olhou intrigada, um sorriso brincando em seu rosto ainda corado.
— De onde veio isso?
— Lugar nenhum. Só que você é linda. De qualquer jeito. Principalmente dançando.
Ela continuou a olhá-lo curiosa, então voltou os olhos para a noite se desgrudando dele e aumentando a passada a frente para então rodopiar de uma poça a outra, a saia subindo conforme ela improvisava passos de uma rotina de quickstep a muito esquecida por ele - a primeira que dançaram juntos - e parar numa pose um metro a sua frente.
— Continuo linda Tatara?
A audácia dela era tentadora demais para se ignorar.
— Maravilhosa!
O riso dela os guiara nas quadras que faltavam rumo ao destino final.
No fim daquela noite de outono úmida, quando os pratos fundos sujos por porções de sopa devidamente devoradas eram esquecidos sobre a mesinha de centro, Mako murmurava a melodia da música que escutara no bar na cozinha, procurando por copos no armário, tentando decifrar a letra naquela língua que desconhecia... parecia algo como coreano, tailandês quem sabe, por mais que nada na fachada do bar indicasse a nacionalidade ou motivo da música que certamente era oriental... estava tão mergulhada em seus pensamentos que dera um pequeno salto quando Tatara a chamara da sala para ver algo e indo em direção a ele, notou com certa estranheza que ele a olhava com os olhos saltados e o rosto corado por de cima do sofá acenando com o celular em mãos.
— O que foi?
— Gaju me mandou um vídeo.
Ela se debruçou sobre o sofá, tentando ver o vídeo por cima do ombro dele.
— Que vídeo?
Ele mostrou a troca de mensagens que consistia, em sua maioria de varias mensagens em caixa alta do irmão mais velho de Mako, perguntando o que ele estava fazendo com sua preciosa irmãzinha nas ruas da Europa e notou o link de um vídeo ao final da sequencia de balões de texto exaltados. Tatara clicou nele e tamanha não fora a sua surpresa quando notou que o vídeo era deles dançando a horas atrás, na frente daquele mesmo bar
.
— Como?
— Não faço ideia mas parece que alguém do nosso grupo acabou achando o vídeo e compartilhou. Gaju não para de me mandar ameaças, só estranhei que ele não te ligou ainda.
Ela riu, impressionada com a velocidade dos acontecimentos.
— Acho que ele não conseguiu porque eu desliguei o celular antes de sairmos. A bateria tinha acabado e deixei ele carregando.
— Mako, você só me traz dor de cabeça sabia?
Oiê!
Como vocês estão pessoas doces e bonitas?
Esta escritora que vos escreve está cansada de habitar em um corpo, bem cansada, mas acho que isso se deve ao estresse do ambiente de trabalho. Sempre que me sinto pressionada pelo mundo essa reação é a resposta que tenho no automático, a de querer simplesmente deixar de existir e querer realmente algo nessa vida (um drama) e tentando
fazer algo mais útil do que simplesmente continuar nessa amargura resolvi produzir. Terminei o livro do Livro Viajante em um dia (visto que consegui o fim de semana de folga) e seguida disso conclui um dos rascunhos que vinha guardando e que não conseguia concluir por conta do fracasso mental. Encaro esse texto como uma versão melhorada de "Sentimental" ou o que eu queria ter feito de primeira, nessa aventura fui embalada por outra faixa do Jonghyun chamada "Grease" e é isso. Na minha cabeça Tatara e Mako são um ótimo casal E VEJAM BALLROOMMMM!!!!!!
— Gaju me mandou um vídeo.
Ela se debruçou sobre o sofá, tentando ver o vídeo por cima do ombro dele.
— Que vídeo?
Ele mostrou a troca de mensagens que consistia, em sua maioria de varias mensagens em caixa alta do irmão mais velho de Mako, perguntando o que ele estava fazendo com sua preciosa irmãzinha nas ruas da Europa e notou o link de um vídeo ao final da sequencia de balões de texto exaltados. Tatara clicou nele e tamanha não fora a sua surpresa quando notou que o vídeo era deles dançando a horas atrás, na frente daquele mesmo bar
.
— Como?
— Não faço ideia mas parece que alguém do nosso grupo acabou achando o vídeo e compartilhou. Gaju não para de me mandar ameaças, só estranhei que ele não te ligou ainda.
Ela riu, impressionada com a velocidade dos acontecimentos.
— Acho que ele não conseguiu porque eu desliguei o celular antes de sairmos. A bateria tinha acabado e deixei ele carregando.
— Mako, você só me traz dor de cabeça sabia?
Oiê!
Como vocês estão pessoas doces e bonitas?
Esta escritora que vos escreve está cansada de habitar em um corpo, bem cansada, mas acho que isso se deve ao estresse do ambiente de trabalho. Sempre que me sinto pressionada pelo mundo essa reação é a resposta que tenho no automático, a de querer simplesmente deixar de existir e querer realmente algo nessa vida (um drama) e tentando
fazer algo mais útil do que simplesmente continuar nessa amargura resolvi produzir. Terminei o livro do Livro Viajante em um dia (visto que consegui o fim de semana de folga) e seguida disso conclui um dos rascunhos que vinha guardando e que não conseguia concluir por conta do fracasso mental. Encaro esse texto como uma versão melhorada de "Sentimental" ou o que eu queria ter feito de primeira, nessa aventura fui embalada por outra faixa do Jonghyun chamada "Grease" e é isso. Na minha cabeça Tatara e Mako são um ótimo casal E VEJAM BALLROOMMMM!!!!!!Marcadores: ballroom, ineditas, inverno, oneshot

doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

arquivos gerais
※ fanfictions e marcadores
Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

(atogaki) sotsugyousei
※ blogues singulares e os créditos
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and glenthemes (google fonts, sadthemes) background made with nichi and fotor, color palette in coolors (timely!! album cover anri) icons by b-aware, annicon, animeicons, sundry, recadreuse, trilies, vuvuzela, dulcinea, hawkeye, 1000dreamers. thank u ♥ |
quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.