track #02 Feather
※ 22 de outubro de 2024 (10:25 PM) + comentários (0)
- gimme! gimme! gimme! series
- feather
- nene yashiro
- jibaku shounen hanako-kun
- 683 palavras
Os babados do vestido bufante que usava cobriam sua vista a impedindo de ver os pés com facilidade e em verdade aqueles pedaços de tecido sobrepostos não pareciam em nada com um vestido deixando seu corpo incrivelmente exposto mesmo com a sensação de algo fino cobrindo suas pernas com a cadência de uma segunda pele e ela se sentia mais alta. Muito mais alta. Certamente ela também estava de salto alto e seus dedos doíam bastante e somente depois de notar essas pequenas sensações incômodas de seu corpo que ela se voltara para o estado e o todo que a rodeava - o lugar onde estava - e haviam cruzes por todos os lados que olhasse assim como o ambiente era alto, opaco, colorido, anjos estavam pintados no teto e como ela reconhecia aquelas imagens como sendo anjos se ela nem se lembrava de como chegara ali? O som de seus passos ecoavam facilmente pelo chão de madeira lustrada, iluminado por velas que traziam sombras estranhas pela visão periférica conforme ela andava pelo lugar preenchido por cadeiras..? de madeira e olhando para trás seu corpo estremeceu minimamente. Uma grande cruz sustentava a imagem de um homem magro em agonia com caixões coloridos sobre o altar.
Uma igreja.
Nene estava em uma igreja.
Mas...
O que era realmente uma igreja?
E o que ela estava fazendo em um lugar assombroso como aquele vestida daquele jeito? Não era do gosto dela usar algo tão curto... ao menos pelo o que ela conseguia se lembrar... sua memória parecia tão vazia e oca e escassa...
como ela acabara ali em um piscar de olhos deixou de ser importante enquanto andava a passos largos rumo a saída iluminada. Um desespero brotava em algum lugar dentro daquele corpo, a lembrando de uma imagem indesejável que não lhe trazia uma sensação agradável e que continuar embaixo daquele teto angelical não era o que devia estar fazendo. Talvez se continuasse ali a lembrança se tornaria mais clara e não, ela não queria clareza, era melhor continuar rumo a saída. Do lado de fora o céu cinza parecera mover seus pés em frente na calçada onde estava, e com uma melodia dançante em seus ouvidos seu corpo apenas se movia de acordo indo em frente e chamando a atenção por onde passava e algo lhe dizia que era por casa da roupa que usava tinha que ser por causa daquele vestido estranho! Sua visão periférica lhe dizia que aqueles rostos lhe eram familiares mas ela simplesmente os ignorava, talvez estes não lhe fossem importantes, certo?Ao menos ela se lembrava de quem era, mesmo que desconhecesse o lugar onde estava... certo?
Certo.
Até um forte baque cortar a melodia que parecia anular quase todo o som ao seu redor.
Quando olhou para trás ela sentiu o sabor corrosivo da bile entupir seus sentidos.
Suas narinas queimavam.
A ânsia veio sem que ela conseguisse controlar o impulso.
Uma poça de vômito verde amarela coloria de escuro o asfalto seco quando a meio metro estavam dois corpos estirados, a van branca que os acertara em cheio girara na rua parando em frente a um hidrante.
Um ruído estranho se instalara em seus ouvidos.
Ela não tinha controle sobre os impulsos de seu corpo, de seus olhos que pareciam fascinados com os dois corpos pulsando e a g o n i z a n d o de pura dor
- não estavam mortos -
- ela poderia ajudar -
bem ali,
a m e t r o s de distância.
O odor do vômito misturado a borracha queimada a deixava levemente tonta.
Por que havia sangue em suas mãos?
Por que ela estava banhada em respingos de sague em uma... onde estava agora... uma academia?
Como ela saíra de um lugar aberto para outro fechado e cheio... cheio de corpos?
Quem era ela mesmo?
Por que...?
O odor do vômito misturado a borracha queimada a deixava levemente tonta.
Por que havia sangue em suas mãos?
Por que ela estava banhada em respingos de sague em uma... onde estava agora... uma academia?
Como ela saíra de um lugar aberto para outro fechado e cheio... cheio de corpos?
Quem era ela mesmo?
Por que...?
Por. QUE?!
Ela vomitou de novo.
Os corpos sumiram do asfalto.
Ela precisava sair dali !!!!!!!!
Então ela correu.
Correu.
Correu.
E correu.
Até voltar a igreja.
Havia uma limusine na entrada. Grande e cor de rosa.
Ela não sabia como dirigir.
Mas ela iria aprender.
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doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

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Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

(atogaki) sotsugyousei
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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.