01!
02!
03!
04!

Uma sombra desafia a gravidade

※ 4 de janeiro de 2025 (4:27 PM) + comentários (0)
Eu adoro margaridas. Lembro de que ela se tornou oficialmente a minha flor favorita depois de um teste que havia feito em uma das minhas revistas W.I.T.C.H. e dentre rosas, girassóis e margaridas, acabou que a última conseguiu encabeçar o meu maior número de respostas (acho que era a letra 'c' ou 'd') e desde então elas são as minhas queridinhas. Nunca ganhei nem comprei margaridas mas, por esse resultado bobo e pessoal elas acabaram ganhando esse posto. Elas são simples, brancas e tem pétalas bem espalmadas, sem muito exagero logo servem para me lembrar de algo que sempre busco em mim - a simplicidade das coisas - então imaginem a minha pequena surpresa quando notei o fascínio de Jiyong pelas mesmas! Hah! Foi como um sinal estridente na minha cabeça ecoando em alerta, como algo me dizendo para prestar atenção nele. Eu, que não morria de amores pelo BIGBANG e falhamente só me lembrava da bomba intercontinental que foi FANTASTIC BABY como um marco para o grupo, acabei me vendo muito interessada em um pouco de tudo que o líder fizera e o que o tornara quem é hoje... eu realmente não queria ir muito fundo mas acabou que essa figura se tornou um grande marco para minha pessoa esse ano.

Não vou me demorar em detalhes pois não tenho muitos mas acompanhar o regresso de G-DRAGON aos holofotes me fez ver nele uma inspiração acho, alguém para se espelhar talvez visto que senti um pouco do que ele passou, não na mesma escala mas senti uma forte empatia por ele e bem, aqui estou tentando seguir os passos dele para manter a cabeça no lugar afinal, ele tá no meio dos trinta, é um exemplo meio próximo de mim eu diria.

É, eu realmente me encantei com a figura dele não vou negar, hah.

Nesse primeiro ano como cartazista queria poder estar mais a vontade comigo mesma para galgar alguma coisa na minha vida mas ele não correu como o esperado, tão pouco imaginado quando me encontrei engolida pelas demandas diárias e com uma ínfima expectativa positiva para comigo ou com a minha realidade. E vocês tem noção do quão ruim era olhar para o céu e perceber que mal conseguia aproveitá-lo? Por vezes me pegava pensando que mal me dava o tempo de apreciar o sabor de uma comida meramente gostosa pois aproveitava o almoço para conversar com os amigos que tinha de outros setores e isso me deixava muito mal (ainda deixa) e isso se repetia e repetia e repetia e repetia até eu me sentir saturada e saturada e saturada e num dia nublado, numa segunda ou terça-feira, me ver xingando meio mundo por ter cartazes demais para fazer em um único dia antes do almoço mas não vou ser cretina a ponto de dizer que o meu ano foi ruim, ele só me foi muito, muito custoso. Tive ótimo momentos, dias perfeitos (como no filme, que num primeiro momento achei lindo mas depois, beem triste) mas que quando submersa em tristeza e raiva pareciam ser tão pequenos... tão descoloridos... posso dizer que boa parte da minha histeria se deu por conta de tudo acontecer em todos os lugares ao mesmo tempo (sim, uma outra referência a filmes mas aqui me deu a vontade de deixar de viver e que nada realmente valia a pena) e eu não conseguir conciliar boa parte dos eventos, isso somado a um cansaço excessivo e uma apatia desregulada acabou se tornando o meu maior norte ao longo do ano.

Se eu medisse o meu estado mental ao longo do ano em um gráfico ele seria feito de altos muito altos e baixos muito baixos, me fazendo considerar uma vitória ter chegado ao fim dele ainda empregada, com as contas pagas e com muitos bons amigos - mesmo que eu tenha afastado algumas pessoas do meu círculo - para adicionar a soma pois mesmo em crise, me vi sendo muito querida e tendo muitas pessoas querendo o meu bem. Dentro e fora do trabalho. O maior dilema sendo conseguir simplesmente aceitar esse presente que me foi ofertado com o preço baixo de apenas ser uma presença constante na vida dessas pessoas... mas foi difícil, viu? Ser presente é difícil quando sua cabeça está explodindo em diversos fragmentos que se explodem em outros fragmentos e sim, estou sendo dramática. Este foi um ano muito dramático.

Mas eu gostaria de ter tido pausas nele.

Todavia, não existem pausas para o mundo.

E só de pensar nisso minha cabeça dói.

Então apreciar os momentos felizes virou uma resposta agradável. Agradável pois quando o estresse dos hormônios cantava alto e eu me sentia sufocada, me lembrar de uma conversa que tive com uma amiga me fazia respirar mais leve, me ater a outros trocando situações com uma amiga me fazia analisar a mim mesma e me colocar em xeque tantas vezes que em meados do fim do ano percebi que estava realmente limitada e precisava dar um fim a uma parte de mim pois me pegar em conflitos semelhantes com emoções equivalentes não era nada agradável. E eu estava cansada.

Tão cansada.

Por isso ter (re)conhecido o G-DRAGON me trouxe um pouco de alívio, em algum lugar aqui dentro.




Me disseram que sair um pouco de casa ajudaria mas detesto sair sem ter um destino, ficar a esmo me irrita tanto quanto me frustro pela inabilidade de fazer o que precisa ser feito então fui no cinema certa noite para assistir "Wicked" e numa sessão praticamente vazia notei o quanto a arte ainda me preenche. Não gostei tanto do filme mas me diverti bastante com a personalidade irritante de Galinda assim como ansiava pelo último ato! Adoro "Defying Gravity" por motivos que desconheço então ouvi-la mesmo que traduzida não deixou de me causar o mesmo impacto que a original e ali, naquela sala escura eu chorei. Chorei muitas vezes depois desse episódio. Ali, Elfaba abraçava a si mesma, a criança que fora para assim conseguir voar e caramba! Como aquela representação foi bonita! Um salto de fé, realmente.

Mas a magia do cinema não se perpetua por muito tempo.

Não me lembro de quando entre o fim de novembro e o começo de dezembro que decidi jogar algumas coisas fora, deve ter sido quando me senti desgostosa com o todo a minha volta. Deletei todas as minhas músicas que a muito custo baixei, do celular, fiz uma limpa no meu armário e todas as pequenas coisinhas que ainda guardava sem muito motivo foram de encontro a lixeira e assim, com um pouco de espaço, me deixei vazia por uns bons dias.

Ugh, ficar a esmo é um saco.

Em dezembro soube que entraria de férias em janeiro e que minha mãe viria passar o natal comigo mas essas boas novas não me trouxeram muito ânimo, acho que estava anestesiada de um todo com os eventos diários mais parecendo um montante de eventos aleatórios onde poderia facilmente associar algo que aconteceu na segunda, como sendo na quarta por exemplo mas, motivada pelos festejos do mês e as varias conversas que tinha ao longo dos dias me pus a me manter estável mesmo estando dividida em diversos estados. Era como flutuar a sensação de estar e não estar no presente, acho que agora entendo um pouco como os personagens de "Jumper" se sentiam saltando de um lugar a outro e sim, estou com muitas referências cinematográficas! Também notei uma característica marcante minha que vinha me deixando louca a muito tempo e colocar luz sobre ela me fez perceber o motivo por trás de tanto desgaste e, mesmo não sendo aquela solução mágica acabou sendo uma resposta. Mesmo que respostas não sejam realmente as soluções práticas para aquilo que precisamos ou no meu caso, que eu preciso. Ter uma necessidade de colocar os outros a minha frente realmente me cansou muito.

Com a chegada do natal me antecipei em comprar um ingresso para a estreia de "Sonic 3" pois era o momento do Shadow e eu precisava vê-lo numa tela grande com um som estrondoso de estourar os tímpanos, já que ele foi a minha obsessão do ano e calhou de fechar o dia de natal com um cineminha ter sido um ótimo evento, um do tipo que me encheu de energia novamente. Foi ótimo ter a casa cheia novamente, conversas e risadas misturadas com um sol quente e tardio preenchendo o ambiente me fazendo pensar em como as pessoas são o principal ingrediente para milagres acontecerem, mesmo atordoada pela quantidade de momentos sobrepostos eu queria poder me lembrar de cada detalhe, pedacinho daqueles dias. Este foi um dos melhores natais que tive e o colocado no topo me fez lembrar dos outros em retrospecto, daquele que passei sozinha comendo sorvete vendo AoEx, por exemplo.

E para encerrar esses pensamentos misturados, pois foi horrível terminar essa postagem e está sendo horrível ter a minha cabeça indo para dez direções sendo que eu só quero estar no presente momento mas enfim vejo que a certeza diante do furação, do caos, nunca foi tão certa mas fincar meus pés no chão novamente parece um ato descabido. O que me alivia é ver que não estou sozinha, eu nunca estive para ser honesta. E eu preciso fortemente de foco. De metas. De certezas e não lerdezas.

Um feliz ano novo meus queridos leitores, um ótimo 2025 para nós!

E essa é uma postagem resposta para a postagem anterior, tanto que coloquei duas playlists (que eu fiz para os dias alegres e os dias depressivos) diferentes em cada uma delas assim como imagens opostas :)



Marcadores: , , , ,





doukyuusei (bijutsubu)

※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★



arquivos gerais

※ fanfictions e marcadores

Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★



(atogaki) sotsugyousei

※ blogues singulares e os créditos
anageek antique faerie d-strawberrypie dama de ferro estranho peixe hishoku no sora into the next night porcelana la petit souris limerence litorais nasetet soshyu necropsist tsuki no shita yokuboumugendai

layout made by elle, with codes from symphony, sentimental, sad girl
and glenthemes (google fonts, sadthemes) background made with
nichi and fotor, color palette in coolors (timely!! album cover anri)
icons by b-aware, annicon, animeicons, sundry, recadreuse, trilies,
vuvuzela, dulcinea, hawkeye, 1000dreamers. thank u ♥
quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.