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Elipses & Parábolas

※ 2 de fevereiro de 2025 (12:42 PM) + comentários (0)
Me encontro nos últimos resquícios de tempo livre onde passo a maior parte deste em minha cabeça, e vamos apenas dizer que tem sido enfadonho o suficiente piscar e observar que estava lendo as conversas do pessoal da imersão no discord sem conseguir me sentir bem o suficiente para participar da interação para depois observar o relógio e notar que já haviam se passado vinte minutos, isso quando não divago pelo pinterest ou no banho. Nesses momentos reconheço a valia de meditar ou ter um mantra para me colocar no presente, espero conseguir manter isso essa semana. Com isso em mente, em um súbito impulso onde notei que estava empolgada para escrever resolvi organizar meu smatphone (galeria, mensagens, contatos, apps e afins) mais uma vez e nisso revisei os meus rascunhos no bloco de notas, foi quando encontrei alguns que não estava realmente apta para continuar e seguindo uma tradição de publicar rascunhos incompletos (2019 ~ 2021) lanço aqui mais um arquivo para a coleção!

Diferente da última vez aqui a maioria é original e sem um rumo certo, escrevi em ímpetos que não me importei muito em desbravar estes marcando momentos bem interessantes de tédio e frustração se consigo puxar da memória. Deixemos a exploração para quando a Snow do futuro tiver vergonha na cara de escrever o seu livro!

[23-01-23 ~ 9:29 p.m.]
foggy. escrevi enquanto voltava do trabalho


Durante a noite a chuva de verão que caía parecia como flocos de neve em alguma terra do hemisfério norte, tão pequeninos como grãos de areia, caindo do céu com a delicadeza de uma bailarina colocando seus pés no chão após um salto e umedecendo tudo aquilo que tocavam sem nem ao menos tocar. Era curioso como uma chuva leve como aquela era capaz de encharcar as barras de um par de calças quando causavam um efeito tão bonito a vista, quando observadas diante das luminárias que ladeavam a calçada daquele lado da rua. Caindo lentamente, como uma magia etérea da natureza volátil das nuvens mais ao alto. Seu efeito sendo tão calmante quanto uma xícara de chá ao fim da noite, assolando qualquer nervo ainda cansado do corpo todavia, parar para observar tamanha arte não era a melhor opção quando não se estava munida de um guarda-chuva.

[04-07-21 ~ 12:58 a.m.]
side roads. a introdução de uma oc pro universo de bbb


Ela conseguia sentir suas cordas vocais doendo enquanto cantava naquela noite, a lembrando de que se esquecera do preparo cuidadoso que aprendera no seu terceiro ano ali, naquele bar onde fora acolhida como apenas sua casa a muito longe dali seria capaz de acolhe-la. Seu coração sentia falta de casa enquanto seu corpo existia naquele lugar que só abria as portas com o cair da noite, com suas luzes coloridas e cegantes. O ato estava quase no fim, sua voz transparecia facilmente a secura em sua garganta mas ela insistira mais um pouco em continuar... até que acabou... seus olhos varreram a plateia e o acharam permeado pela fumaça do charuto que consumia avidamente, ele lhe sorrira enquanto palmas soavam junto de assobios e pedidos de bis mas ela já estava exausta demais para atender ao público.

Por fim agradeceu a presença de todos naquela noite e descera do palco, seus pés doíam como nunca, os saltos perfurando seu calcanhar.

Uma troca de roupas rápida e seus dedos corriam facilmente pelo balcão do bar para se despedir dela, daquela que a acolhera anos atrás.

A noite era uma criança.

Ele a esperava do lado de fora da saída dos fundos, o charuto a muito acabado e a noite fria fazia com que sua respiração pesada parecesse como a de um dragão cansado em um desenho animado.

A cicatriz em seu pulso doía no frio mas ela não se sentia mais corroída por ela, não haviam pesadelos durante a noite a lembrando do como chegara aquele bar.

Os dedos dele estavam quentes quando encontraram os dela.

Seus pés sentiam a diferença fantasma de não usar mais saltos.

E a noite ainda era uma criança.

[30-04-22 ~ 3:17 a.m.]
a intenção era escrever sobre nut e geb


Suas estrelas o observavam a distância, com carinho e esmero, lamentando não poder tê-lo por perto, se limitando o vê-lo de longe. Longe. Tão longe. Suas estrelas sentiam, cada uma delas, o lamento de seu âmago em estar longe de seu amado, brilhando a distância e se fazendo notar para que ele sempre as vissem, para assim ele a visse também.

As lágrimas de Nut caíam sobre a Terra em noites estreladas, com milhares de estrelas percorrendo seu corpo e se mantendo em torno de seu amado.

[19-07-22 ~ 4:46 a.m.]
quero escrever sobre detetives, isso foi um teste


Tudo começou com uma carta, ou foi uma matéria de jornal ou quem sabe o noticiário noturno? Pensando agora esse tudo parece mais imerso numa longitude imensurável onde fatos e imagens se misturam e convergem formando um emaranhado de paredes em um labirinto no fundo da mente, ou algo menos megalomaníaco que isso, mas lembro de meus pés balançarem e minha mente se agitar conforme algo crescia nela, uma figura maior e completa, e de como ria por ter pensado na mesma coisa que meu pai no exato momento em que a dissemos em voz alta. Foi algo hilariante, o de solucionar um caso com pistas ao lado dele, nos divertíamos bastante só com isso do conforto de casa, isso mudara de figura quando passaram a nos procurar, pedindo ajuda.

Uma habilidade inata se mostrara terrível quando pessoas necessitadas a descobriam.

[19-06-22 ~ 7:58 p.m.]
insp. 'kiss' dara. guess who's layla? another oc for ygh!


— Lay-lay...

Por mais que conseguisse claramente observar a mesa de centro a minha frente e sentir as cartas sendo seguradas por meus dedos algo não parecia estar certo, mesmo ouvindo vozes e os sons ao meu redor o foco não era aquele na realidade nada ali realmente chamava a atenção.

Ótimo, estava divagando novamente. O que me trouxe a isso dessa vez?

— Layla!

Como um puxão dado de mau gosto olhei para minha frente, notando primeiro o tufo bagunçado de cabelos castanhos até perceber de quem se tratava e assim os pontos aos poucos aparecerem para serem ligados em minha mente. Uma coisa levando a outra até que eu finalmente chegasse ao motivo do meu devaneio.

Cartas. Monstros de Duelo. Eu tentando duelar contra Jaden... um dos monstros com o qual ele me atacou, tinha algo a ver com a última jogada...

— Desculpe querido, mas qual foi a sua última jogada?

Ele me olhou confuso, seus olhos castanhos pareciam tristes pela minha falta de atenção.

— Eu te ataquei com o meu Kuriboh Alado, equipado com as Asas da Verdade. Disse que ele pode parecer fraco mas que com as Asas da Verdade ele acabava virando o jogo, e virou, eu ganhei de você. De novo.

Soltei um suspiro. O ar saindo automaticamente pelas narinas sem que eu controlasse, meu antigo patrão costumava dizer que eu suspirava muito enquanto trabalhava e que aquilo não era bom, ou algo que seria bem visto durante o horário de serviço.

Mas o que ele tinha dito mesmo? Algo ali me fez escapar e não fora a fofura do Kariboh Alado dele... fraco... virar o jogo..? Ao quê exatamente aquilo me era familiar?

"Sendo teimosa desse jeito a sua escrita nunca irá evoluir Layla, você precisa sair mais, conhecer pessoas, caramba Layla, você precisa ter o seu primeiro beijo em algum momento mulher!" ah, fora isso. A bronca que havia levado de minha editora quando enviei os rascunhos do livro de contos e o motivo de eu ter aceitado aquele duelo contra Jaden. Aceitar a realidade um pouco mais e deixar de ser uma rata de biblioteca que só sai de cada para ir ao mercado e pagar as contas. Estava com aquelas palavras gravadas tão incisivamente que qualquer coisinha adversa me levava a elas novamente.

E eu me sentia claramente fraca, incapaz.

Queria virar esse jogo, mostrar quem eu era de verdade.

Mas Jaden não tinha culpa nisso, ele só queria aproveitar a tarde comigo, até mesmo conseguira me apertar em sua reunião de amigos mas como haviámos sido os primeiros a chegar naquela tarde, ele me desafiara para um duelo e mesmo as minhas desculpas de ser alguém terrível no jogo não foram suficientes para convencê-lo.

— Eu te disse que não era boa.

Ele bufou irritado.

— Conversa Lay-lay, eu sei que aí dentro você tem capacidade, senão não teria conseguido tirar mil e quinhentos pontos de vida meus.

Eu ri olhando para o Dragão Prateado de Olhos Cerúleos, a carta parecendo rugir ao ter minha atenção.

— É, talvez.

— Mas porque ficou distraída?

Ótimo.

— Nada importante Jaden.

— Sei.

— É sério.

— Tão sério quanto essa carta aqui?

Ele balançava um Jinzo com uma das mãos.

— Ugh, o Jinzo é feio!

— É tão feio que foi com ele eu te venci, ou se esqueceu que foi ele que impediu as suas armadilhas?

Ele não se dava por vencido facilmente mas dizer para um amigo de longa data que você estava com bloqueio criativo por ser teimosa demais em viver a vida parecia ser um bela piada de mau gosto para o ego naquele momento.

— Layla, você nunca aceita os meus convites e quando aceita sempre arranja desculpas para não vir. O que aconteceu de diferente dessa vez?

Suspirei novamente.

— Minha editora recomendou que eu vivesse mais para deixar de ter tantos bloqueios estranhos na hora de escrever, por isso aceitei dessa vez... mas o que ela disse ainda me incomoda.

— Caramba, nem sabia que você escrevia.

— Que diferença faz? É só um hobbie mas ultimamente é o que tem me dado retorno por isso preciso melhorar, e para melhorar pelo jeito eu tenho que sair mais de casa.

Ele não pareceu convencido, com o cenho franzido, como se estivesse pensando avidamente em algo que desconhecia ele recolheu as cartas da parte dele do tabuleiro e passou a embaralhá-las, depois fez o mesmo com as minhas as voltando para mim.

— Mulheres pensam demais, como você consegue se preocupar com isso a esse ponto?

— Que ponto Jaden?

— Ao ponto da sua vida girar em torno disso. Não me leve a mal Layla mas você sempre foi mais introvertida que o Sirus, as vezes me perguntava como havia conseguido ser seu amigo com essa sua atitude de sempre se afastar dos outros e para isso estar te incomodando desse jeito... porque não apenas deixar pra trás?

Era por isso que eu havia aceitado aquele convite para uma noite de jogos, por mais que detestasse a ideia de passar uma noite inteira jogando com um monte de rostos que pouco conhecia, a presença de Jaden fazia o desconforto valer a pena. Talvez fosse por isso que o meu contato com ele se resumisse a poucas conversas e duelos por meio de mensagens, para preservar esses conselhos.

Mesmo que ele fosse quatro anos mais novo do que eu e essa diferença as vezes soasse inconsistente quando ele soltava uma pérola dessas.

Ele já tinha quatro cartas na mão e acabara de pegar uma do monte que estava do seu lado do campo, passando a me olhar, esperando. Peguei quatro cartas do meu e observei a mão que conseguira. O Dado Gracioso junto do Palhaço Zumbi pareciam ser uma boa combinação para começar. Coloquei as duas em campo, iniciando a minha jogada.

— Estou tão acostumada com isso que nem mesmo livros de auto ajuda parecem me fazer mudar verdadeiramente. E se mudo é questão de um dia ou dois.

Ele fez um som que indicava estar escutando, observou a minha jogada e fez a dele em seguida.

— Se no futuro eu me tornar alguém como você provavelmente vou ficar deprimido.

O Homem Bolha com uma carta virada para baixo..? Provavelmente eram aquelas bolhas dele ou uma carta para fundir com outro monstro elementar...

— Ao menos eu não sou deprimida.

— Me convença disso Lay-lay.

Olhei para ele por cima das cartas.

— O que te faz pensar que sou deprimida?

— Você pouco sai de casa, tem poucos amigos, sempre anda com essa cara de quem chupou limão e só me procura quando algo não vai bem. Francamente Layla, quantos amigos você tem? Que vida triste é essa que você vive mulher?

"Você precisa ter o seu primeiro beijo em algum momento mulher!", olhei as cartas novamente, a Madame Sônica parecia me julgar com sua foice em forma de colcheia, como minha editora costumava fazê-lo.

Será que tudo girava em torno de eu ainda ser virgem na minha idade? Caramba, eu nem sou tão velha assim, e eu bem que poderia ter evitado esses pensamentos se não tivesse comentado sobre isso, mas não era sempre que o meu lado esquerdo funcionava. Astra sempre fora tão segura de si que chegava a doer em mim tamanha a arrogância que ela transparecia em suas palavras, mesmo não sendo completamente arrogante.

Antes que ele me atacasse ativei o Dado Gracioso, ganhando alguns pontos a mais e conseguindo evitar o ataque de seu Homem Bolha.

— O suficiente e a minha vida não é triste.

— Viu? Você se fechou de novo.

— Não me fechei.

— Fechou sim, você sempre faz isso quando digo algo que não gosta.

Peguei a Madame Sônica e a coloquei em modo de defesa, tirando o Dado Endiabrado em seguida e o colocando virado para baixo.

— Não faço.

— Layla, você é melhor do que isso.

Ele ativara o Homem Faísca e o equipara com aquela arma ridícula de choque que o permitia me atacar diretamente e apenas deixei parte dos meus pontos de vida serem levados, anotando a contagem em um papel ao lado do meu monte de cartas.

De repente senti meus olhos marejarem, os números ficando brevemente borrados pela lágrimas dançando em minha vista.

— Será que sou?

— É, você é mais observadora do que a maioria e consegue desarmar qualquer um com as palavras certas. Ninguém consegue te bater nisso, e ainda assim fica mau humorada quando alguém aponta uma falha sua.

Bufei esfregando os olhos.

— Eu não gosto quando falho.

— Nem eu, é por isso que eu gosto tanto de Monstros de Duelo! Dá para se contentar com a derrota mais facilmente com o jogo, assim não fico tão mau quando isso acontece pra valer!

O encarei intrigada. E era exatamente por isso que eu não abria mãe de ter a amizade dele, mesmo sendo uma pessoa relapsa em relação a isso.

— Acho que descobri porque você não conseguiu uma namorada.

— Isso porque você me esculachou quando disse que fui apaixonado por você.

— E você não falou comigo por mais de um mês, sim, eu me lembro disso e lembro também que você é mais novo do que eu e eu não vou ter um namorado mais novo do que eu.

Fora a vez dele bufar incomodado.

— É por isso que você não consegue escrever, fica criando um monte de motivo idiota ao invés de viver um pouco!

Coloquei a Madame Sônica em modo de ataque e ativei o Dado Endiabrado para abaixar os pontos de ataque do Homem Faísca. Consegui um cinco, o atacando em seguida.

— Você nunca leu os meus contos então não pode falar nada!

— Eu leria se você me contasse sobre eles!

— Jaden suas notas sempre foram terríveis, Sirus sempre dizia que você colava dele nas provas para conseguir passar, tem certeza de que conseguiria se concentrar numa leitura?

Ele bateu duas cartas de monstro elemental em modo de ataque, desarrumando todas as outras dispostas na mesa, depois usou a Polimirização que havia acabado de tirar do seu monte de cartas para fundi-los, me atacando em seguida e destroçando minha Madame Sônica, me deixando sem monstros novamente.

Mas isso era apenas um detalhe irrelevante perto do quão irritado ele estava.

Viu? Você se fecha e depois usa tudo o que sabe de uma pessoa para machucar ela, só porque não consegue deixar essa teimosia de lado! É por isso que você tem bloqueios criativos, é por isso que você não tem amigos e é por isso que você não vive de verdade Layla! Porque se preocupa demais sobre o que pode acontecer e como isso pode te tirar o sono mesmo sem nem ter acontecido!

Antes que eu pudesse dizer algo, ele usou outra carta, uma que não me lembrava de vê-lo usando com frequência e uma que era capaz de incapacitar meus ataques por três rodadas.

— E já que você gosta tanto de se esconder eu vou acabar com você nas próximas três rodadas!

E por algum motivo naquele momento, aquela atitude birrenta dele me fez rir e eu coloquei minha mão sobre o monte de cartas do meu lado do campo, sinalizando a minha derrota, reconhecendo que ele havia ganho aquele duelo.

— Tudo bem, você está certo Jaden.

Ele olhou meu gesto estupefato, cruzando os braços em seguida.

— Ao menos perca de uma forma justa, caramba!

— Eu acabei de reconhecer a minha derrota, é uma perda justa.

Assim peguei minhas cartas, reunindo todas em um monte só e passei a embaralhá-las.

— E você está certo sobre tudo o que disse. Você e Astra, os dois estão certos, eu só não consigo mudar esse estado em que me encontro. Se é que eu realmente queira mudá-lo.

Depois peguei as dele, as embaralhando em seguida.

— Talvez seja por isso que eu não pare em um emprego e não viva verdadeiramente, nem mude os meus hábitos de fato. Por não querer lidar com o que pode vir em seguida e por me prender demais as experiências que tive.

— Que não foram muitas.

Assenti, devolvendo a ele suas cartas.

— Que não foram muitas. Eu só não tenho essa vontade de me relacionar com pessoas por um dia inteiro, semanas a fio, por isso prefiro escrever e já é bom o suficiente que eu ganhe algo com isso. Mas livros ruins não vendem.

— E eles são ruins?

— Não, mas talvez não sejam aquilo que as pessoas busquem.

— E o que você busca, Layla?

Suspirei pegando uma carta, a observando e lendo sua descrição mesmo já tendo decorado ela aquela altura.

Meu Dragão Prata de Olhos Cerúleos.

— Honestamente, eu não sei. Nunca soube, para ser sincera. E invejo aqueles que sempre tiveram um sonho para seguir como você Jaden, eu nunca tive isso, nunca realmente quis ter isso sempre me pareceu algo trabalhoso demais. A escrita é a única coisa que me prende e até mesmo ela as vezes me cansa mas é tudo o que eu tenho.

Ele pegou o dragão da minha mão, o olhando e sorrindo em seguida.

— Eu sempre admirei você mesmo sem saber disso, acho que até o Chazz te achava legal também e ele é péssimo em reconhecer isso nas pessoas.

— E você quer dizer... ?

— Que o que te preocupa não é tão grande quanto você pensa ser, você só tem que reconhecer isso e seguir em frente. Sempre em frente Lay-lay.

— Deve ser por isso que eu não tenho maturidade.

— Acho que ninguém tem maturidade. Algumas pessoas são sérias demais outras relaxadas demais e isso não impede elas de viverem um dia de cada vez, o que importa é o que você sente e apenas isso.

— Eu me sinto um lixo.

Ele sorriu, me devolvendo a carta.

— Isso é o que você pensa.

— E isso não importa?

— Não pra mim.

[21-04-23 ~ 2:06 a.m.]
omen. era pra ser algo de jshk mas não terminei


O corpo seco e sem vida decorava o solo, como se lhe sugasse a vivacidade, tragando das raízes de grama resquícios de vida, de algo que sustentasse a carne apodrecida e lhe afagasse as sombras diante daquela feição que chorava sobre ele. A cabeleira branca parecia sangue de unicórnio escorrendo sobre a pele fria, a lavando de seus pecados enquanto a lástima derretia daquele corpo quente e dedos brancos de esforço por se agarrarem a suas vestes esfarrapadas. Os soluços e a tremedeira atordoavam a figura feminina apaixonada que perdera seu coração. "Não se vá", ela lhe dizia. "Não me deixe", repetia. "Eu não quero sentir sua falta novamente", dizia em voz baixa enquanto de cima o fantasma do relógio lhe observava em curiosidade, enciumado pela ternura da jovem ser destinada aquele corpo quando o mesmo a amava de profundo sentimento. Seu ciúme tamanho o fazendo cometer tamanha atrocidade.

[04-10-21 ~ 2:08 a.m.]
o ponto de vista de alguém que levou um tiro


The blood certanly was ozing from somewhere on her face, she could literally feel it cascading from somewhere high on her face but she couldn't pinpoint were her body was somlely numb for some reason and her conscience was floating and what was really happening here? She could feel something inside her head but didn't have the strenght to touth, to look for it.

What was happening...?

It was the end?


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※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
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Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★



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