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{ oneshot } Promessas amarelas

※ 5 de fevereiro de 2025 (5:11 PM) + comentários (0)

  • promessas amarelas
  • rin okumura, shiemi moriyama
  • ao no exorcist
  • 975 palavras
  • "Shiemi era uma boa amiga e uma ótima ouvinte."

A vida é feita de promessas. Algumas duram toda uma vida sem serem quebradas e outras perdem sua força conforme a vitalidade do corpo muda, conforme as pessoas mudam e assim, algumas promessas mudam também assim como existem aquelas que são desfeitas de maneira azeda, capazes de deixar um amargo na boca por mais do que alguns meros dias.

Semanas, meses e as vezes, até mesmo anos.

Shiemi acreditava piamente na longitude das promessas alheias. Sua infância de fundara em promessas feitas a avó, logo não seria estranho vê-la sorridente diante de um casal passeando indecisos pela floricultura de sua mãe, que fora de sua avó e que agora, ela também aprendia a gerir nas horas vagas quando os estudos não exigiam muito dela.

Shiemi acreditava em promessas e fazia as suas sempre que sentia a necessidade. Promessas lhe eram como as ervas daninhas que cresciam nos vasos a venda vez ou outra e que era ela quem tinha de podar e lhe arrancar as pequeninas raízes. Promessas sempre nasciam enquanto outras morriam e este era só mais um ciclo criado pelas pessoas, mesmo que elas não o percebessem de maneira consciente.

Ela não fizera exatamente uma promessa aqueles dois irmãos mas seu coração sim, silenciosamente e derradeiramente, ela se vira ligada a eles de uma forma a qual era difícil colocar em palavras. Apenas sentir e isso para ela já era o suficiente.

Seu coração os amava genuinamente, alegremente e sem parar um minuto sequer e assim, ela só desejava que os dois acabassem bem, pois eles brigavam muito, ela não tinha irmãos, era filha única, então o laço de sangue que os unia era sempre algo que ela adorava admirar por mais que detestasse vê-los indispostos um com o outro. Irmãos brigam muito afinal.

Mas ali um cedia mais do que o outro e ela temia pelo pior.

Quando soube da última briga que tiveram e dessa vez o nível fora mais alto do que uma mera discussão, ela sentiu seu coração apertar, aquele órgão musculoso se contraiu tanto mais tanto que seu peito doera dada as palavras de Rin e lágrimas estavam abundantes em seus olhos quando ele lhe contara o que levara ele - ele que sempre cedia ao mais novo - a brigar duramente com o irmão. Com Yukio.

Ele havia atentado contra a própria vida.

Diversas vezes.

Como ela não havia visto isso?

— Rin... como..? Por que...?

Ele ainda se permitira algumas lágrimas olhando a amiga movida com suas palavras, tentando encontrar os motivos que Yukio lhe dera naquela noite.

Os irmãos haviam sido criados pelo pai, a mãe falecendo diante do nascimento deles, anos mais tarde o pai também vindo a óbito e por mais que Rin sofresse devido a perda do pai, Yukio não conseguia aceitar a falta da mãe que nunca tivera. Não aceitava a situação deles onde por mais que um fosse brilhante, aquele que mais falhava era reconhecido.

— Rin... o que se passava na cabeça dele... minha nossa, eu...

— E ele ainda tinha prometido que cuidaria de mim, vê se pode uma coisa dessas.

Shiemi se permitira sorrir um pouco.

— E onde ele está agora, você não deixou ele sozinho, né?

— Ah, não! Suguro sempre dá conta do recado!

Mas o rosto dele não parecia tão despreocupado como suas palavras.

Rin estava atordoado.

— Quanto tempo Rin?

— Semanas, meses talvez... me peguei pensando a mesma coisa...

A atenção de Shiemi divergira da faceta consternada do amigo, tentando se concentrar melhor no arranjo que fazia antes da chegada dele. A floricultura ficava tranquila fora de temporada mas nem por isso ela deixaria de encontrar o que fazer ali mas a presença de Rin sempre trazia animosidade consigo, ele simplesmente não conseguia parar quieto por muito tempo.

— O que eu- o que a gente pode fazer para ajudá-lo então?

— Sinceramente eu não sei. Tudo o que fiz foi ser um bom irmão, alguém presente mas eu não consigo resolver os problemas que ele coloca na própria cabeça.

O arranjo estava pronto e ela o colocara perto da entrada, limpando as mãos no avental em seguida.

— Então esperamos.

Ele olhou para a amiga.

— É, é isso eu enfio isso na goela dele - disse mostrando o punho fechado.

Shiemi segurou aquele punho com ambas as mãos.

— Vamos evitar a violência, sim? Yukinho é um bom menino, talvez o problema seja a sua figura que o incomode.

— Como Shiemi?

Ela deu de ombros.

— Você causa problemas e ele resolve, mesmo você sendo o mais velho sempre foi ele a cuidar de você.

— Ele é mais inteligente que eu.

— Exatamente, e você sempre conseguiu se safar de tudo naturalmente. Entende o que digo?

— Então ele sofre porque não reconhece o próprio valor?

Ele dissera a frase pausadamente, como se ele mesmo processasse o que dizia.

— Exatamente.

— E como que eu nunca vi isso?

— Porque você queria ser um bom irmão apesar de tudo.

Rin maneou com a cabeça observando a amiga, subitamente agradecido por ter recorrido a ela primeiro do que qualquer outra pessoa. Ela os conhecia bem afinal de contas.

Suguro não ouvira todo o motivo, não era o melhor momento de dizer "ei, você pode ficar de olho no meu irmãozinho que tentou se matar?" quando ele precisava pensar antes de meter os pés pelas mãos novamente e brigar feio com Yukio.

— Você é incrível Shiemi, sabia disso?

Shiemi sorriu.

— Você que é incrível Rin, você só precisa reconhecer isso.

Ele não era uma falha, não era o culpado pela morte do pai, tão pouco pelos desvios do irmão.

Ele só precisava enxergar além da figura que via todos os dias e até mesmo para ela, esse era um exercício difícil e ali, naquela tarde ela prometera a si mesma não deixar de apoiar o amigo pois ela sabia que ele não tinha realmente alguém com quem contar.

O impulso que resultou na postagem anterior surgiu na manhã de sábado, quando cheguei no salão de cabelereiro e notei que teria que esperar um pouco pela minha vez mas isso em nada me incomodou. Por cortar muito pouco o cabelo dificilmente vejo como o ambiente funciona quando cheio e estar ali escutando conversas alheias a minha realidade me trouxe uma sensação muito gostosa de estar presente, troquei de salão ano passado e consegui ir com uma certa frequência cuidar das minha madeixas (assim como descobri que meu cabelo além de grosso é ondulado e seco e cuidar de cabelo grosso, ondulado e seco é um saco) mas ainda não o havia pego cheio e acabou que me diverti bastante ali, tanto que tentando aproveitar o tempo livre esperando procurei algo para escrever, foi quando encontrei esse rascunho e eu realmente não sabia o motivo de tê-lo largado então só retratei os sentimentos do Rin diante dos atos suicidas do irmão em um modern setting sem exorcistas e demônios, tentando trazer a situação mais pra perto sabe?

Para algo que escrevi em vinte minutos acho que ficou razoável. Lembro que por mais que a Kato tenha demorado muito para tratar desse dilema no mangá (ch. 126) quando o ato finalmente aconteceu ele foi beem catártico e na minha opinião, incrível, muito a cara dos Okumura de resolver tudo na porrada!

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