{ oneshot } wish&wind
※ 9 de fevereiro de 2025 (11:10 AM) + comentários (0)
- wish&wind
- izumo kamiki, renzo shima, rin okumura, shiemi moriyama, noriko paku
- ao no exorcist
- 3.471 palavras
- "Izumo insistia em ser dura consigo mesma e nisso, afastava sua alma gêmea para longe dela." Uma continuação para o universo alternativo de "And July"
Maio.
Era superestimado pensar que o surgimento de sua alma gêmea fosse miraculosamente solver todas as dúvidas e impasses que estivessem lhe assolando a mente no momento em que se encontrassem e que, de certo, seria ridículo imaginar uma trama florida e cor de rosa para o que viesse seguido desse encontro afinal, uma alma gêmea não seria a solução para um problema, estaria mais para uma potência na equação.
E infelizmente, a mente de Renzo não era brilhante o suficiente para lidar com números, dirá cálculos matemáticos.
Longe de seus sonhos imaginar que tendo Izumo conversando com ele de maneira quase normal - considere normal uma conversa que levasse mais de cinco minutos e não fosse apenas definida por sons de descontentamento e negativas curtas da parte dela - fizesse com que os sentimentos dela por ele enfim se mostrassem verdadeiros, concretos talvez, assim fazendo com que eles enfim pudessem ter uma boa relação juntos. Isso fora apenas o vislumbre de um sonho bom que ele tivera durante uma das frequentes chuvas de primavera daquele ano. Seria pedir demais que sua alma gêmea viesse pronta com todos os itens preenchidos, com todas as emoções e sentimentos estocados e definidos, prontos para serem dedicados ao outro, como uma das bonecas que sua irmã mais nova decidira colecionar recentemente que só não andava sozinha por não ser tão moderna? Seria exigir mais do que um pino em um mapa indicando onde ela estaria, seria idealizar demais uma realidade que já era relativamente idealizada?
Você já tinha alguém dedicado - escolhido a dedo por algo ou alguém superior a tudo e a todos - especialmente para você, logo exigir que tudo fosse perfeito a partir desse encontro como em um conto de fadas seria realmente pedir demais.
Talvez eles fossem jovens demais, talvez não estivessem realmente prontos para se conhecerem, por mais que Renzo se considerasse pronto o suficiente para a próxima fase, ele sabia que da parte dela não era algo recíproco. Ao menos não naquele momento onde a convivência deles deixara de ser a trancos e barrancos para algo meramente agradável.
Izumo ainda assumia uma posição de completo resguardo ao lado dele aliás, ao lado de todos com quem ela costumasse interagir normalmente.
Apenas uma pessoa era capaz de saber o que se passava por de trás daquela expressão de quem bebera suco de limão sem açúcar e infelizmente, essa pessoa não estava ali. Era uma amiga que ela fizera no colégio anterior, uma com quem conversava por mensagens quase que diariamente.
Com o decorrer do tempo em que conviviam juntos, ele tão pouco notara que as rosas que outrora simbolizavam Izumo, cobrindo praticamente toda a extensão de suas costas, passaram a mudar e serem substituídas por outras flores que foram apontadas em uma tarde de sol que aproveitara perto de um lago ao lado de seus amigos de infância.
A inteligência de Koneko não deixava de surpreendê-lo quando ele notou as flores, como se possuísse uma enciclopédia sobre a flora dentro de sua cabeça.
Agora seus ombros eram adornados por pequenos conjuntos de urzes roxas, combinados com ramos de lavanda, se misturando entre si e chegando a altura da escápula, como em uma pintura impressionista famosa.
Eles nadavam vagarosamente pela extensão do lago escondido por folhagens densas de árvores velhas quando seu amigo rira diante de sua surpresa explicando o que sabia sobre as duas flores, trazendo um alívio as dores de cabeça que ele vinha sentindo nos últimos dias. "Isso é um bom sinal, não acha?", ele comentara quando os dois se sentaram sobre as pedras grandes que ladeavam o lago, "Mostra que ela só não confia em você o suficiente para se abrir Shima, não que ela te odeia", continuou seu pensamento, cutucando as novas flores e causando uma batalha de cócegas entre eles que fora levada para baixo da água.
Segundo a enciclopédia que seu amigo trazia dentro da cabeça, as urzes roxas - e ele insistira em frisar a cor - eram beleza, admiração e solidão, assim como as lavandas significavam pureza, silêncio, devoção, serenidade, graça e calma o que de certa forma, descrevia e muito a maneira como Izumo vinha agindo recentemente. Só lhe era estranho como essas flores necessitavam de uma mudança tão significativa nos sentimentos do outro para então mudarem de fato, ou talvez fosse necessária uma mudança de coração para que elas assim dessem lugares a outras.
Será que as dele também haviam mudado desde que se conheceram?
Ao menos suas emoções ansiosas encontraram alento para se acalmarem sempre que Izumo sentava ao seu lado durante as aulas e apenas assim, dessa forma mundana, no convívio diurno que dividiam que ele percebera as pequenas flores cor de rosa em formato de estrela que surgiram em seu braço esquerdo a dias atrás eram idênticas as que ela tinha em seu braço direito, flores estas que eram quase impossíveis de serem escondidas dado ao clima da estação, principalmente por estarem cobrindo toda a extensão do membro.
Renzo desconhecia o significado dessas, fosse este profundo ou não fosse esta uma vantagem significativa a suas esperanças ou não, ele sabia que ao menos algo ainda os ligava. De um jeito ou de outro.
Eles definitivamente eram almas gêmeas.
O que trouxera um pensamento cristalino a superfície de seus pensamentos aflorados.
"Você pode ter fechados todas as portas mas esqueceu uma das janelas aberta. Talvez e só talvez, você desejasse me dar espaço para entrar, mas a que custo? Quando tudo o que fez foi afastar todos a sua volta?"
Junho.
Os dedos alvos e delicados de Shiemi corriam por seu braço direito, o levantando e olhando avidamente por toda a sua circunferência então desenhando as pétalas cor de rosa com cuidado e atenção, até que ela se desse por satisfeita e assentisse com a cabeça, como se estivesse de acordo consigo mesma em sua resolução.
— São lírios orientais ou lírios stargazer, eles são chamados assim porque um cultivador de lírios tentando
agradar seus clientes que reclamavam que essas flores sempre olhavam para baixo, resolveu criar lírios que olhassem somente para o céu, para a estrelas. Por isso stargazer.O brilho nos olhos da florista fizera com que Izumo se sentisse menos constrangida pela pequena aula que tivera, quando só buscava pelo nome certo da flor que surgira recentemente para a sua frustração quase completa.
— Mas é estranho você não reconhecer lírios Izumo, nós temos trabalhado muito com eles por causa da estação.
— Eu sei Shiemi, mas você sabe mais sobre flores do que eu.
— E foi por isso mesmo que te contratei temporariamente!
— Você pediu para a sua mãe me contratar, Shiemi
— Quem viu potencial fui eu, não ela!
A jovem florista ria com seu distinto brilho no olhar, enquanto arrumava pela enésima vez os arranjos dispostos em frente a vitrine da floricultura de sua família na qual Izumo trabalhava por meio período três vezes na semana depois das aulas, e ela sabia que estava ali mais para fazer companhia a sua mais recém feita amiga mas ao menos, ela realizara seu sonho infantil de estar em um ambiente ladeado por verde e flores multicoloridas.
Fora ela quem lhe dera o veredito sobre as camélias e jasmins que substituíram as rosas e cravos de outrora, dessa vez cobrindo quase toda a lateral direita de seu corpo, do tronco a panturrilha.
Eram mais flores do que da primeira vez, isto ela notara.
— Parece que toda a paixão ardente dele finalmente se tornou branda, não? - ela dissera cutucando seu braço, bem onde as flores estavam - Também com esse mau humor seu, não tem fogo que não se apague.
Ela encarou a amiga, desgostosa de ter suas verdades ditas tão facilmente, sem o mínimo cuidado, esfregando o braço coberto por lírios orientais.
Mas fora exatamente isso que a fizera aceitar Shiemi ao seu lado, a resiliência que ela tinha em lidar com o que não lhe era confortável - assim como fora o primeiro contato delas, algo muito além do confortável - e a facilidade com que a garota tinha em lidar com o que desconhecia. Era uma tranquilidade que com certeza se sobrepunha ao nervosismo em seu sorriso e isso, bem, isso era algo que fizera Izumo admirá-la mais do que detestá-la por completo.
— E você poderia se preocupar consigo mesma, não acha?
Ela suspirou.
— Isso não vem ao caso, Kamiki.
E a entonação que usara em seu nome fez com que ambas rissem pois Shiemi não conseguia ser séria em momento algum. Sempre haveria doçura em sua voz e delicadeza em suas palavras.
Qualidades que Izumo gostaria de conseguir por osmose naquele momento.
Pois talvez assim, quem sabe e somente quem sabe, com tais trejeitos em sua personalidade ela fosse enfim capaz de entender sua alma gêmea melhor ou talvez e apenas talvez, deixasse de pensar tanto e aproveitar o que estivesse lhe sendo ofertado, sem questionar os motivos disso. Apenas aproveitando o momento presente.
Como se fosse tão fácil para alguém como ela simplesmente abrir mão de seus ideais em nome de algo tão espetacular quanto sua alma gêmea.
Ela ainda sentia medo.
Medo de cruzar uma linha invisível que dividia quem ela era de quem ela poderia ser e só de pensar que colocar um de seus pés sobre ela era o mesmo que abdicar sobre tudo o que ela já havia sido e conquistado era assombroso, ter uma alma gêmea ter Renzo sempre olhando para ela como se a lua estivesse ali, ao lado dele e não a milhares de quilômetros de distância no espaço por si só era um fato que a impedia de dormir bem a noite.
E por que tanto medo, por que tanto receio?
Sua mãe sempre parecera tão disposta a sentir algo por outra pessoa que ela simplesmente detestava essa ideia de estar no mesmo lugar que ela e isso fora antes, antes que ela descobrisse por uma infelicidade que a tão estimada alma gêmea que Tamamo buscava de maneira frenética, na realidade sempre convivera com ela e que estava ali, todos os dias e todas as noites... sendo ela e a irmã mais nova... suas próprias filhas... e pensar nisso, na natureza dessa singularidade, era questionar algo que aparentemente era inquestionável, mesmo que uma mãe tivesse sua alma gêmea divida em suas duas filhas.
Sua mãe bem costumava dizer que as duas eram seu maior tesouro.
E fora com o musgo verde e vívido, que cobria seu tronco quase que completamente que ela percebera isso. Claro que Shiemi a havia ajudado nessa parte, a mesma ficando com os olhos marejados enquanto explicava o motivo do musgo.
"Sua mãe ama mesmo você Izumo! É algo que eu nunca tive a oportunidade de conhecer, dirá ver, que lindo!"
Afinal o musgo era o maior símbolo do amor materno.
E mesmo sabendo que ela era a alma gêmea de duas pessoas tão semelhantes, seu medo persistia.
Mesmo quando no fim de seu expediente naquele dia aparecesse para acompanhá-la, como fazia desde que ela passara a trabalhar na floricultura, ignorando quase que completamente os resmungos que ela soltava durante o caminho, até que Izumo e seu mau humor houvessem enfim passado pela porta de entrada de sua casa. E como de costume sua companhia não estava sozinha naquele fim de tarde, ela pode ver da vitrine Rin sobre os ombros dele, gesticulando aos montes o contagiando a fazer o mesmo. Ambos estavam rindo alto quando a sineta da porta tocara ao ser aberta e continuavam a rir mesmo quando se depararam com as duas perto do balcão e enquanto Renzo decidira por esperá-la do lado de fora, Rin entrara e fizera da floricultura seu segundo lar em questão de segundos, a cumprimentando com mais um de seus apelidos estranhos não esperando por uma resposta e seguindo em direção a Shiemi que lhe entregara sua mochila, dividida entre desejar uma boa noite a ela ou cumprimentar Rin - que também era a alma gêmea de Shiemi mas nenhum dos dois tocava no assunto, mesmo sabendo disso - tudo acontecera tão rápido que quando seus pensamentos agitados deixaram de tomar a maior parte de sua atenção, seus pés já haviam cruzado o batente da porta a medida que a sineta tocava novamente.
Renzo não dissera nada, a mochila sobre um dos ombros e o uniforme desalinhado, o pôr do sol conseguira deixar aquele momento incrivelmente belo, enquanto seu olhar voltava para os dois além da vitrine conversando animadamente mesmo que o rosto da florista estivesse vermelho como uma rosa vermelha em flor, até que ela notasse seu próprio reflexo e percebesse a mão dele, estendida para que ela pegasse.
Com os dedos entrelaçados Izumo se perguntava o que haveria ali e se a resposta seria realmente uma tão longa quanto ela imaginava.
Renzo estava sendo paciente com ela e seus ideias, até demais.
Mais uma vez ela encarava as flores que se espalhavam por ambos os braços.
— São lírios ocidentais.
Ele a olhou nos olhos e depois observou seus braços, levantando suas mãos unidas.
— E o que eles significam?
— Não perguntei a Shiemi, ela iria me infernizar caso eu perguntasse.
— Por que? Vocês parecem se dar tão bem.
— Ela não é tão inocente quanto parece.
Como resposta ele apenas sorrira seguindo o caminho que os levaria até a casa que ela dividia com a mãe e a irmã. Ambas gostavam muito dele, para seu desconforto quase completo.
E tudo parecia fluir tão bem que Izumo se perguntava o motivo de ainda resistir. Havia medo e insegurança em seu peito mas tudo ao seu redor a parecia lembrar do contrário. De que ela estava apenas sendo teimosa como uma pedra cravada no leito de um riacho que se negava a mover diante da força d'água.
Seus dedos buscaram pelo celular no bolso da mochila para depois digitarem algo sobre a tela lisa e brilhante até que ela sorrisse e negasse com a cabeça diante do resultado.
Era uma resposta bem simples até.
Depois ela passara o aparelho para ele, que lera atentamente o que tinha a sua frente, até encará-la com surpresa.
— É isso?
— É o que parece.
A mão que segurava a sua ficou mais firme e os passos dos dois se apressaram meramente, seu celular ficando mais leve no bolso da mochila.
Os lírios ocidentais que os ligavam eram um símbolo de determinação, comprometimento, paixão e sonhos realizados.
Mas quais eram os sonhos de Izumo, exatamente?
Julho.
Quando contara a Paku aquela a quem chamava de melhor amiga antes de ter se mudado da última vez, sobre ter encontrado sua alma gêmea pode ouvir gritinhos do outro lado da linha, Izumo agradecendo mentalmente por ter anotado o número dela antes do adeus porque honestamente, se tinha algo da última cidade que ela sentia falta era da amizade de Noriko Paku, aquela que parecia compreendê-la melhor que qualquer um e ela temia que um dia Shiemi chegasse aos pés dela nesse âmbito mas voltando a ligação, sua amiga parecia infinitamente contente em saber da novidade, pedindo por todos os detalhes sórdidos que poderia conseguir sem estar presente no dia a dia de Izumo.
E ela contara tudo o que se lembrava desde que conhecera Renzo, com suas notas adicionais ao fim de cada episódio, claro.
A linha ficara muda pelo o que pareceram minutos, até a voz de Paku soar vívida novamente.
— Isso é ótimo Izumo!
— Não é ótimo, ele é um tarado sem causa! Como a minha alma gêmea pode ser um tarado sem causa Noriko?
Ela ponderou, o hm soando facilmente e se a garota estivesse a sua frente, ela tinha certeza de seus olhos estariam semicerrados, como os de um míope tentando enxergar.
— Lembro que minha mãe dizia que almas gêmeas existem para trazerem equilíbrio as pessoas, me diga Izumo, não tem nada além desse detalhe que te chame a atenção nele? Ou você só está com medo de se deixar sentir algo diferente do que já sente?
Fora a vez dela deixar a linha com apenas seu longo e incômodo hm soando seus olhos porém, não estavam semicerrados, eles encaravam sua estante de cima á baixo, observando as lombadas que ela conhecia de cor tentando de alguma forma ignorar o cerne da pergunta que sua amiga fizera.
É claro que ela sentia medo, quem não sentiria estando tão acostumado com sua própria presença, seus próprios pensamentos, lidando com as suas situações cotidianas para então ter de dividi-las com outra pessoa. Alguém desconhecido. Alguém certo. Alguém divina e cosmicamente certo. Quais eram as chances de não sentir medo diante disso? Izumo sentia medo de se deixar levar por qualquer que fosse o nome daquilo que Renzo trazia consigo tão naturalmente, sentia insegurança de apenas se deixar ser ao lado dele como era consigo mesma e pensando bem, intimidade era tanto uma dádiva quanto um infortúnio nesse aspecto. Dar espaço para um estranho deixar de ser estranho com base em similaridades ou no caso dela, por simplesmente serem destinados um ao outro.
A resposta estava clara
— Você sabe como eu odeio quando você está certa Paku
Uma risadinha fora tudo o que ela ouvira no outro lado da linha.
— E você não deixa de me divertir mesmo estando longe mas honestamente, não vejo motivo para você não tentar Izumo. Ele não parece ser alguém ruim e para não desistir tão fácil de você, é alguém digno de nota.
— Muito engraçado.
Um suspiro.
— Apenas tente Izumo de verdade, pelo que me contou você nem isso tem feito.
Outro suspiro. Conversar por telefone não era a mesma coisa que tê-la em carne e osso e naquele momento, ela sentia falta do afeto que Paku oferecia junto de seus conselhos.
— Eu sei.
— Tente por mim que eu prometo ir passar o final de ano com você!
— Para você estragar a minha imagem para ele? Não mesmo!
— Izumo, você já faz isso sozinha.
— É, mas você promete aparecer?
— Prometo.
O smartphone vibrara em sua mão, anunciando uma mensagem.
— Então depois eu te conto o que aconteceu.
— Estou ansiosa pelo o seu felizes para sempre!
As duas riram e a ligação se encerrou. Assim que a chamada sumira para dar espaço ao ecrã inicial novamente ela notou o ícone de uma nova mensagem na barra de tarefas, uma mensagem de Renzo, a convidando para o festival de verão que ocorreria naquele final de semana.
Izumo encarou a mensagem estupefata.
Que timing perfeito seu tarado maldito!
A conversa que acabara de ter com a amiga girava no topo de sua cabeça a deixando levemente zonza e com uma falta de ar pouco característica - um suspiro - lá estava ela sofrendo com algo que ainda não ocorrera sobreposto a sentimentos muito bem resguardados em seu íntimo dos quais ela não queria abrir mão por pura teimosia e ela sabia que eram eles que a faziam da maneira como era, só que reconhecer um problema não era o mesmo que ter uma resposta para ele e se havia algo que Izumo adoraria ter naquele momento era poder ter uma mente leve e livre de tantas preocupações desnecessárias.
A mensagem ainda não fora realmente lida.
Sua atenção passara rapidamente pelas flores em seus braços.
E em um impulso ela buscara pela mãe, andando a passos apressados pelos cômodos com o aparelho em mãos e a cabeça girando e girando e girando até que encontrara Tamamo na sala de estar, sentada no sofá assistindo televisão ao lado da irmã e repentinamente tudo voltou ao seu devido lugar o que pareceu um tanto quanto estranho, não haviam motivos para ela se sentir em frangalhos nada estava realmente perdido mesmo que algo nela parecesse perdido, em seu íntimo ela realmente sentia algo se perdendo nos confins de seu ser e olhando para a mãe a chamando ela não conseguia se lembrar exatamente o que era.
Talvez não fosse algo digno de nota, não?
No aconchego dos braços da mãe com sua irmãzinha rindo de algo dito no programa que assistia, Izumo sentiu seu coração se acalmar diante do estresse no qual se colocara por meses a fio e por qual motivo mesmo? Olhar Tamamo rindo com a irmã afagando seus cabelos curtos a fez pensar sobre seus sentimentos e que ser dura demais consigo mesma a estava fazendo ser dura com os outros, com pessoas que queriam apenas conhecê-la melhor e por mais que ela genuinamente quisesse ser melhor do que isso, dar o primeiro passo em direção a mudança não era fácil. Simples era mas a facilidade de colocar em prática algo que ela não conseguia domar por completo ainda... não era tão fácil... e olhando a mãe ela sabia que tinha a quem puxar.
E sua mãe mudara, melhorara...
Então ela também conseguia, com certeza!
Izumo pegou o smartphone e respondeu a mensagem de Renzo.
Melhor não deixá-lo esperando por mais tempo.
HERE SHE COMESSSS!!! E com uma continuação que ninguém pediu e nem mesmo a autora pediu, yayy!!!
Para ser sincera esse rascunho já estava fazendo aniversário no bloco de notas e eu não conseguia coragem de dá-lo por encerrado pois sempre (nas raras vezes) que eu o lia não conseguia ir muito além no universo que criei (um defeito que tenho que resolver, por isso não vou longe em originais) e também não me dava por satisfeita com o mês de julho, sempre pensava que dava para colocar algo a mais, algo pra fechar a persona teimosa da Izumo (e acho que aqui eu me vi muito nela por isso não ia além) então enrolamos até o presente momento onde cansada de enrolar, dei o rascunho por finalizado e levei uma hora para escrever três parágrafos, weeeee imaginem o meu estado!!!Marcadores: aoex, oneshot, rascunhos

doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

arquivos gerais
※ fanfictions e marcadores
Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

(atogaki) sotsugyousei
※ blogues singulares e os créditos
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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.