#42 melodies keep falling off the tip of my tongue
※ 17 de agosto de 2025 (2:52 PM) + comentários (1)
Acordei com uma sensação boa e uma vontade imensa de comer chocolate - detalhe que apareceram bomboms na geladeira quando me levantei para tomar café e eles não estavam láquando fui dormir - meu rosto já não doía como horas antes de ter deitado com a cabeça no travesseiro e a dor no ombro também estava menor, bem menor, peguei o celular para ver as horas e acabei abrindo a aba da fanfic que não consegui me ater a leitura antes de adormecer por simplesmente parecer algo errado a ser feito depois de tudo o que acontecera naquela noite. Por mais que tenha tido poucas horas de trabalho meu sábado foi incrivelmente exaustivo e me senti mais cansada que o de costume naquele lugar, por mais que eu já não me sinta afetada pela terríveis ondas de mau olhado que rondam aquele lugar o Refúgio das Sombras sendo muito mais tranquilo de se estar, depois da presença pavorosa daquela vaca entrar no recinto parecia que um pedaço pesado dela ficou ali para sugar qualquer bom humor que tenha estado em meu espírito me forçando ao sono, por vezes senti minhas pálpebras cansadas mas parecia estar mais forte do que a um mês atrás já que consegui terminar com todo o meu trabalho da semana. Me senti vitoriosa por mais cansada que estivesse quando bati o ponto e como mais tarde havia um compromisso inesperado, decidi me ater ao sono e ver se assim a sombra daquela vaca deixasse enfim meu corpo (não que eu esteja imputando tudo nela mas honestamente sempre que passo por ela algo estranho parece grudar em mim e detesto isso) e deixou, acordei ainda sonolenta mas consegui me aprontar para ir a igreja com minha avó e tia.O convite havia vindo no meio da semana e até pensei em recusar mas como meu pai pareceu contente aceitei. Quando estávamos no carro a caminho da igreja acabamos comentando sobre o estado dele com minha tia perguntando como estava o pé dele (ele está se recuperando de uma fratura) e no momento que o motorista do carro pediu a palavra, se dizendo fisioterapeuta algo estalou em minha mente com a palavra "divino" saltando de minha boca e se itensificou quando ele disse que estava com uma clínica em construção no meu bairro - fiquei sem palavras - mas segui em silêncio para dentro do prédio e para ser franca não sei como agir dentro de uma igreja por isso prefiro ir para dentro delas quando vazias mas naquela noite decidi abrir meu coração e seguir com o que quer que acontecesse ali. Havia uma imagem de Nossa Senhora tal como em Aparecida. O lugar era amplo e claro e bem mais espaçoso do que a última igreja em que entrei que era pequena e muito apertada e muito barulhenta (ajudou a calar minha cabeça mas me senti muito acoada ali dentro como se estivesse sendo expurgada) e havia um sentimento que calou minha mente do que quer que a assolasse antes de colocar meus pés ali dentro, até mesmo vi um amigo do trabalho o único ali se comparada a outra que parecia pipocar de rostos conhecidos e conforme ela se enchia de vida minha avó me perguntava o que achava dali e a única coisa que conseguia dizer a ela era "calmo", ali era muito calmo e sereno, as pessoas se vestiam como lhes agradavam e não se forçavam em becas bem apessoadas, não havia pressão, e encontrei uma antiga professora minha também. Me senti acolhida mesmo estranhando o espaço e isso mudou conforme palavras se propagaram pelas caixas de som, eu apenas observava e absorvia sem entender em larga extensão o que era proferido, apenas agradecendo que é o que normalmente faço mas quando o Espírito Santo foi mencionado lágrimas começaram a escorrer por meu rosto e desde então eu simplesmente não enxergava mais nada direito pois não conseguia ficar com os óculos por muito tempo. Um clamor muito forte surgia em mim junto das lágrimas e eu apenas deixei que isso corresse por mim, pedi muito pelo meu pai, pela minha mãe e irmã junto de um forte sentimento de gratidão até que as luzes de abaixaram e uma imagem dourada passou a circundar o lugar, meu choro se itensificou e ranho começou escorrer pelo meu nariz (simplesmente ótimo) mas novamente, simplesmente me deixei levar e então, o padre pegou a imagem dourada e caminhou pelo lugar parando ao lado de algumas pessoas que encostavam a testa junto a ela, um processo lento e catártico que quando chegou aonde estava me senti levemente empurrada pela minha tia para conversar com o padre e para ser sincera, não me sentia muito digna de tal momento (não sou tão fervorosa para merecer isso, pensei) mesmo que antes de minha tia me ceder o lugar dela eu tenha me prostrado em um pico desesperado de súplica ainda apenas pensava não ser forte o suficiente, que sozinha eu não conseguiria e então ele passou por mim, pensei que a minha vez não chegaria e havia aceitado até ele se voltar para mim e eu apenas seguir o que as outras pessoas haviam feito agradecendo de coração pois agradecer era tudo o que tinha na ponta da língua e a única frase, a primeira que ele me disse baixinho ficou gravada em minha mente até o fim do culto "mergulhe no mistério" e naquele momento pensei que mistério? e me disse outras coisas que não ficaram tão marcadas mas pareciam ser palavras de libertação para a velha corrente que queimava em meu pescoço, uma que me coloquei por conta própria e que me impedia de aceitar as recompensas pelo o bem que fazia me mal dizendo ao invés de elevar, foi algo estranhamente libertador aquele momento e ele prosseguiu, minha tia havia comentado que eu estava mais leve ela sempre teve um dom para isso, até que uma sede tremenda tomou conta e pela primeira vez naquela noite fui até os banheiros e por sorte, havia um bebedouro ali. Na volta respirei um pouco do ar da noite e voltei até onde elas estavam seguindo os dizeres e voltando a pedir pela minha família pois realmente era a única coisa que conseguia pensar e o culto que era para terminar as nove acabou se encerrando as dez da noite.
E quando todos rumavam a saída uma senhora de dentes tortos me perguntou se podia me abraçar e apenas permiti como já havia permitido muitas coisas naquela noite e por baixo da grande comoção de palavras e pessoas andando ela me disse algumas coisas também, não consegui ouvir com clareza para ser honesta os sons eram muitos ali mas notei algo como "você vai ser muito feliz" ou "você vai ter muita felicidade em sua vida, o pior já passou, confie" e segui atordoada rumo a saída. No ar frio da noite minha avó perguntou de onde eu conhecia a senhora, pois ela conhece todo mundo ali pelo jeito e eu apenas respondi o óbvio: que não a conhecia.
A casa estava vazia quando cheguei. Tomei outro banho e comi algumas bolachas com chá, buscando aliviar a dor que sentia em meu rosto pelas horas de choro, queria ligar a tevê mas o gesto me pareceu tremendamente errado como se mesmo com uma parte minha querendo voltar ao automático, ao mundano, uma outra recém acordada se recusasse a isso simplesmente depois de ter experienciado algo tremendamente renovador. Acabei revendo os primeiros episódios de Kuroko no Basket mas a emoção já não era a mesma, sorri ao ver as interações iniciais do Kuroko com o Kagami mas foi apenas isso. Ainda me recusava a normalidade depois do que havia sentido dentro daquela igreja.
Ainda escuto os sinos de metal do final da passagem da imagem dourada, ainda sinto a revolta em voltar a normalidade e me lembro daquelas palavras que me foram ditas e de ter me despedido de uma parte ferrenha minha que me segurou e protegeu com tanto custo até o presente momento. Acordei com a necessidade de relatar essa noite para não me esquecer e pensei em publicá-la aqui pois não sei, me pareceu o mais honesto a ser feito já que todo o resto parece ser errado. Principalmente escutar música. Várias melodias iam e vinham antes e depois de acordar e eu as empurrava para fora, me parecia que as melodias iriam apenas diluir a claridade que havia ganho na noite passada e eu não queria abrir mão dela agora que a havia conquistado!
ainda não comprei nenhum mangá mas outras coisinhas, sim :')
não quero perder esse sentimento brilhante e recém nascido!
eu me sinto assim, igualzinha a ed!
"you killed the music" debbii dawson
tentando assistir arcane, mas também parece errado
nubladinho-nhomMarcadores: inverno, script fairy, spiomind

doukyuusei (bijutsubu)
※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★

arquivos gerais
※ fanfictions e marcadores
Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★

(atogaki) sotsugyousei
※ blogues singulares e os créditos
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quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.