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04!

{ drabble collection } Something cold and smooth.

※ 25 de dezembro de 2018 (9:03 PM) + comentários (1)
E heis que chegamos mais uma vez aquela época do ano onde vermelho e verde reinam absolutos sobre a neve branca, e quando as pessoas sentem a esperança ferver em seus corpos, fazendo com que tudo ao seu redor ganhe um tom alegre e caloroso. Essa é a minha forma a lá Anne with an 'E' de desejar um feliz natal a vocês, meus caros leitores. Aqueles que me acompanharam durante esse ano, é claro.
Nada mais justo e simbólico do que expressar meus sentimentos com algumas pequenas histórias, que possuem esta data tão bonita como cenário de fundo. Bom, talvez elas não sejam tão "natalinas" assim, mas a ideia com certeza é.


[ entre estrelas e velas - larsxsadie - steven universe ]

Beach City estava em clima de festa, todos os cidadãos da pequena cidade litorânea pareciam carregar uma felicidade fora do comum.

Todos, exceto Lars.

Ele não entendia o porquê de tanta festa assim, do nada. Tudo começara como mais uma daquelas ideias que tem tudo para dar errado - que viera de ninguém menos que Steven.

E como era de se imaginar a cidade inteira comprara a ideia.

As ruas estavam iluminadas, pinheiros apareceram magicamente pelas calçadas, enquanto os cidadãos preparavam o que seria uma grande ceia natalina.

Toda aquela agitação, palavras sendo trocadas rapidamente, pratos e mais pratos andando de mão em mão. Olhando de fora, parecia um grande comercial de refrigerante.

Fora o que ele pensara, enquanto caminhava para um lugar o mais longe possível daquela festa sem sentido. Tivera sorte de escapar a tempo de sua mãe sugerir que ele vestisse algo que não estava acostumado. Mas ali, perto da praia, só com as ondas do mar para acompanhá-lo ele conseguia se sentir estranhamente bem, sem toda aquela ebulição de movimento. Tranquilidade, era daquilo que ele precisava.

— Achei você Lars!

Talvez com a companhia de Sadie essa tranquilidade aumentasse, se bem que ela sempre tendia a aparecer em momentos como esse.

— O que foi, Sades?

A garota loira soltou uma risada curta, se sentando ao lado dele no banco a beira mar.

— Seus pais estão te procurando. O que faz aqui?

— Não gosto de multidão, e aquela festa que o Steven inventou não é para mim.

— Não diga isso Lars, você só está sendo rabugento - ela se virou para encará-lo — Porquê você faz isso?

Ouvir ela dizendo aquilo o fizera pensar por um breve momento. Geralmente Sadie tinha o mau hábito de adular demais o ego dele, fazendo com que tudo de ruim que ele causasse fosse culpa de outra pessoa - se não do acaso - mas agora, ele pegara se perguntando genuinamente o motivo do afastamento. Se lembrando das decorações e vozes alegres percorrendo as ruas, era tanto brilho que ele não sabia para onde olhar e, de alguma forma, o fazia não querer fazer parte daquilo.

Ele não queria estragar a felicidade dos outros.

— Eu tô tentando parecer legal - ele riu forçadamente quando sua companhia não se deu por vencida — Não sei Sadie, eu só não queria fazer parte daquilo.

Sadie parecia triste ao ter sua resposta, ficou pensativa por um breve momento, observou o céu estrelado e por fim, voltou-se para Lars.

— Você não percebe o quanto essa sua atitude magoa as pessoas que gostam de você. Não foram só os seus pais que notaram o seu sumiço, Lars - ela procurou pela mão dele, a segurando fortemente — Eu e o Steven também notamos e sabe, ele só teve essa ideia porque queria ver todos felizes. Todos nós, você não consegue ver o quanto você precisa disso, Lars?

— Do quê eu preciso?

Aquela mão que se agarrava a dele parecia cada vez mais real.

— Amor, carinho, afeto. Você gosta de se parecer durão, mas nem sabe expressar esses sentimentos, e quando alguém os mostra para você - ela riu — Você fica sem jeito.

— Isso é complicado.

— Só é se você persistir nessa ideia.

Ele soltara um languido suspiro, se resumindo a observar as estrelas e acariciar a mão que o segurava.

— E o que você sugere?

— Aproveite a festa, deixe seus sentimentos fluírem. Seus pais queriam tanto ter você por perto. Aproveite a noite, Lars!

— Certo - murmurou, se levantando e trazendo a garota consigo — Vamos aproveitar a noite, Sades.

[ uma noite para presentes e lembranças - handaxnaru - barakamon ]

A ilha de Goto estava iluminada, como nos festivais que ocorriam certas vezes ao ano mas hoje haviam festas separadas, em casas, não nas ruas.

E a casa de Handa era uma dessas.

Ele havia voltado ao seu antigo lar de reabilitação, para comemorar as festas de final de ano perto dos amigos que fizera durante sua estadia na ilha, e não ficara surpreso em ser recebido com uma grande comoção de pessoas.

Haviam muitos rostos conhecidos naquele lugar. Tantas vozes, tantas risadas, crianças correndo por todos os lados enquanto os adultos bebiam. E tudo a que Handa se resumia era observar aquela grande cena com um sorriso no rosto.

Ele estava feliz.

— Sensei! - chamara Naru, correndo em sua direção — Já é hora dos presentes, né? Eu tenho um presente para você!

Aquela garotinha agitada sorria e ria livremente, enquanto corria ao redor dele, e ele não conseguia imaginar sua trajetória sem a presença dela. Naru com certeza fora uma grande luz em sua vida, fazendo com que ele visse a simplicidade em cada situação.

Ela era algo incomum.

— Naru, o que exatamente é isso?

— Uma carta que eu escrevi sozinha - ela fez questão de frisar o sozinha enquanto que seus amigos balançavam a cabeça, concordando seriamente — Para você, e aquelas pedras engraçadas do riacho. Para quando você for embora se lembrar de mim!

— Ela queria te dar besouros de novo, mas eu consegui fazê-la mudar de ideia - comentara Miwa.

Só de pensar em besouros, o corpo de Handa se arrepiara. Ele odiava insetos.

— Obrigada Naru - agradeceu afagando os fios castanho-claro da garota.

Seu presente fora o suficiente, para alguém como ela pensar em uma carta, nem que fosse preenchida com palavras desconexas, já era o suficiente.

— Bom, agora é a sua vez de receber o seu - disse com uma voz brincalhona, dando para ela uma caixa colorida.

Os olhos dela brilharam ao notarem as cores vibrantes, não perdendo tempo em rasgar o embrulho - que se resumia a uma fita rosada - para ser surpreendida pelo seu conteúdo.

— Sensei - disse a garotinha com a voz embargada, observando seu presente.

Era uma coleção infantil de livros recheados de gravuras, com um apanhado de folhas cor de creme, tinta e pincéis, para que ela treinasse sua caligrafia. Talvez ela não fosse gostar da ideia que ele teve com o presente mas ao ver a reação de Naru, bem, aquilo não tinha preço.

Ele só não esperava pelas lágrimas e o abraço que recebera.

Um abraço maior do que imaginava, visto que algumas das pessoas presentes ali resolveram se juntar no gesto.

— Handa, eu quero o meu presente também! - Hiroshi gritara.

— Eu quero mais bebida! - era a vez de Takao se mostrar presente.

Mas a voz que ele reconheceu fora outra.

— Obrigada sensei. Obrigada - enquanto o agradecimento era repetido como um mantra, e a garotinha esfregava o rosto na camiseta azul dele.

Vir passar o natal aqui fora uma ótima ideia.

[ enquanto vermelho e verde decoram as ruas - shouyaxshouko - koe no katachi ]

Você está muito bonita", fora a única coisa que ele conseguira pensar em dizer observando Shouko, que acenava para ele enquanto entrava na casa.

A mãe de Shouya decidira fazer uma grande ceia este ano, convidando a família de Shouko para comemorarem a data com eles. A rosada acabara de entrar em férias pela faculdade e estava de volta a cidade - e como suas mães descobriram uma grande amizade estando juntas, uma coisa ligou a outra e agora eles estavam aqui. Reunidos mais uma vez.

Porém, por outros motivos. Existia algo mais suave nesse reencontro.

E Shouko estava com um lindo vestido vermelho.

— Cuidado para não babar, Ishida - comentou Yuzuru passando por ele.

Voltando a realidade, Shouya pode ver que a ela o agradecera, com um certo rubor nas maçãs do rosto.

O cabelo dela estava diferente, mais curto que antes. A forma como andava e se portava também mudara, parecia confiante.

Tóquio fizera bem a ela.

— Shouko, como você está linda! - dissera a matriarca dos Ishida, sorrindo.

— Isso é só metade - comentara a mãe de Shouko — Ela cresceu tanto!

— Você deve estar orgulhosa.

— Não imagina o quanto.

Ambas as mães caminhavam em direção a cozinha, enquanto os dois permaneciam no primeiro cômodo. Shouko perguntara sobre o quê as duas estavam conversando e quando soube que era sobre ela, soltou um riso desafinado.

"O curso é muito legal, ter mais pessoas como eu, é algo diferente. Eu gosto", ela pausara por um momento, tomando coragem para dizer o que viria em seguida, "não tenho mais medo do que os outros podem pensar de mim, não mesmo"

Um contentamento que Shouya não sabia descrever começara a preencher seu peito. Vê-la contente consigo mesma era algo que ele almejava alcançar mas, de alguma forma ela chegara lá sozinha. Mesmo sendo contra a vontade dele, sua ida a Tóquio fora um grande divisor de águas.

E agora ela parecia se sentir plena.

"Eu fico feliz por você, Nishimiya", era tudo o que conseguia dizer.

— Sho-ouko, você po- ela começara, se calando por um breve momento.

O que fora aquilo?

"Você pode me chamar de Shouko", para terminar por meio de sinais.

Shouko Nishimiya estava falando. Com palavras, que soavam muito melhor do que da última vez que as ouvira.

— Ela me pediu para ensina-la - dissera Yuzuru, entrando no cômodo — mas você a deixou nervosa, ela já sabe falar o próprio nome sem gaguejar.

— Por quê?

Para responder Shouya, ela pedira para que ele se inclinasse um pouco, como se fosse lhe contar um segredo.

— Ela queria te impressionar, bobo!

O garoto ficara sem ação, seu rosto ganhando uma coloração avermelhada enquanto seu olhar ia de uma irmã a outra, enquanto que Yuzuru ria.

— Vamos, sua mãe me pediu para chamar vocês.

A mesa farta e colorida, as risadas vibrantes de Maria enquanto via o pai fazer alguma brincadeira, as conversas paralelas em meio a garfadas e goles de bebida. Aquele momento parecia bom demais para ser esquecido. Shouya nunca que chegaria a imaginar algo tão positivo um ano atrás e agora, bem agora tudo parecia no lugar certo.

Sem arrependimentos.

Ele não esperava receber um presente de Shouko, nem que esta seria uma blusa verde de lã com adereços brancos.

Pelo jeito, o tato da ruiva para presentes melhorara só um pouco. Bem diferente do que ele havia comprado para ela.

Era Shouko quem não esperava por um conjunto de colar e brincos dourados, com pequenas pedrinhas cor de rosa, que contrastavam lindamente com o vestido vermelho que ela usava.

E enquanto duas mães sorriam abobadamente, uma irmã mais nova comemorava animadamente dançando com uma sobrinha sorridente.

— O Shocchan 'tá todo vermelho, né Yuzu? - a pequena Maria ria alegremente, observando o tio adolescente.

Com um sorriso, Shouko arriscara mais uma vez, dizer com palavras.

— Obrigada pelo presente - pausara para respirar e pensar no que viria em seguida — Sho-shouya. Você gostou do seu?

Tudo que Ishida queria fazer era rir. Sorrir por ouvir a voz dela, vê-la daquele jeito, inclinando a cabeça para o lado como se o gesto reforçasse a pergunta. Aquilo era bem mais.

Ele daria um jeito de usar aquela blusa verde.

"Claro que gostei, Shouko", os olhos rosados da garota aumentaram minimamente ao vê-lo usando seu primeiro nome, "gostei ainda mais te poder te ver no natal"

Talvez o abraço que os dois dividiram depois que ele terminara sua frase poderia significar algo maior.

[ os sinos começam a badalar - doumekixwatanuki - xxxholic ]

A loja parecia estranhamente silenciosa quando ele estava sozinho. Sem a presença de sua dona espalhafatosa e de suas igualmente agitadas acompanhantes, nada parecia ter som.

Sem Yuuko, Maru ou Moru, a loja de desejos perdia seu motivo de existir e parecia errada com a presença solitária de Watanuki, por mais que ele tentasse reverter tal realidade.

Só que, apenas com ele ali tudo parecia em ordem de uma forma tão errada. Antes ele brigava para deixar tudo no lugar e agora, todos os cômodos pareciam clamar pelos passos de suas antigas moradoras.

Um som suave se fez ouvir na porta da frente, seguido de uma presença forte, e Watanuki nem precisara perder tempo pensando em quem poderia ser.

— Você está atrasado, Kunogi e a outra menina estão esperando por você - dissera Doumeki, o tirando de seus pensamentos.

— Me desculpe, estava pensando um pouco. Acabei me deixando levar.

Tais palavras não pareceram convencer o arqueiro.

— Aquela mulher vai voltar, mas não de uma hora para a outra, e você não pode deixar de viver por conta disso.

Um suspiro vindo dele, e o som suave soara mais uma vez.

— Você está certo.

Escutando mais atentamente, o som que ouvira antes parecia um sino dos ventos, sendo agraciado pelo vento da noite.

Ele quase se esquecera que combinara de preparar a ceia de natal no templo em que Doumeki morava, e que haviam pessoas esperando por ele.

Uma mão fora estendida para que ele se levantasse de uma vez, e agora Watanuki podia ver e ouvir aquele som mais uma vez.

Ele não somente vinha, como era parte de Doumeki.

— Vamos, eu estou com fome.

Um tanto relutante, ele segurou a mão, se levantando de onde estava.

— Você não consegue pensar em outra coisa que não seja o seu estômago?

Ao invés de se separarem, os dedos mais longos se fecharam em torno dos menores.

— Claro, foi por causa disso que vim te buscar.

Watanuki negara brevemente com a cabeça, enquanto caminhavam para fora da loja. A noite estava linda, assim como o som tranquilizante que Doumeki emitia.

[ e crianças mimadas pedem por doces - tianxguanshan - 19 days ]

Mo.

— Não.

— Mo.

— Não mesmo, e nem pense em pedir de novo!

O moreno não se dera por vencido, mas sabia reconhecer quando perdia uma batalha.

Mas não a guerra.

Não depois de tudo o que ele passara para chegar onde estava, perto de quem estava.

He Tian não poderia deixar de se sentir grato, pelas pessoas que conhecera, pelos amigos que conseguira.

Por Mo Guan Shan.

Suas ambições e objetivos ganharam um novo destino com a presença do ruivo em sua vida.

E irritá-lo era um bônus.

Principalmente quando o dito ruivo ficava constrangido pelas suas "demonstrações de afeto", ainda mais perto dos amigos.

— Só um, pode ser meu segundo presente da noite.

— Não mesmo!

He Tian não chegara a imaginar algo tão bom em sua vida, uma presença tão agradável quanto adorável - e que ainda sabia cozinhar como ninguém. Ele não conseguia se imaginar sem Guan Shan, não quando ele o tinha em seus braços.

Não quando ele podia tomar autoridade sobre aqueles lábios tão ácidos quanto convidativos.

E poder celebrar uma data familiar como aquela, com ele, era algo bom demais para não se aproveitar.

— Droga He Tian, me solta!

— Não mesmo.

[ belas guirlandas decoram as casas - zappxvalerie - kekkai sensen ]

Aquele seria um natal de primeiras vezes.

A primeira vez que Zapp realmente comemorava a data a sério.

A primeira vez que Valerie comemorava o natal com o pai.

O primeiro natal que ambos, pai e filha, comemoravam juntos.

Havia uma grande comoção na agência, todos os membros da organização estavam empolgados por terem uma criança a participar das festividades natalinas. Principalmente pela menor ser filha de alguém como Zapp.

O moreno de cabelos prateados tivera de enfrentar uma grande enxurrada de perguntas mas, mais importante que isso, teve de se manter cauteloso pela presença de Valerie.

Sem exageros, sem bebidas.

E mais importante, sem mulheres.

Seu laço com a garotinha ainda era recente, e ele nem sabia ao certo como cuidar de uma filha. Por mais que K.K o auxiliasse em certos pontos, ele ainda se sentia estranho por ter que cuidar de alguém que deveria ser importante para ele.

Se bem que aquilo não seria tão diferente que cuidar da sobrevivência de Leo.

— Para onde a filha do Zapp foi? - uma voz alterada perguntara em meio a música que dava fundo as conversas dos presentes.

Ou talvez não.

Valerie estava na sacada do prédio, observando as luzes noturnas de Hellsalem's Lot.

— Por que venho para fora? Eu estava te procurando, Valerie - disse o pai num tom irritado.

— Aquele lugar é chato, o Leo foi desafiado a alguma coisa e me deixou de lado - a garotinha se virou para encara-lo de forma acusatória — E você também tinha sumido, papai.

Zapp suspirou. Era por aquele motivo que Valerie era mais complicada do que Leo.

Ela era muito geniosa para a idade que tinha.

— Desculpe - disse, se sentando ao lado dela — É difícil ter que manter os olhos em você.

— Por que?

— Porque eu nunca tive uma filha, e também nunca pensei em ter uma - ele suspirou — mas conhecer você não foi uma surpresa ruim.

Valerie rira do comentário, dando uma cotovelada no pai.

— Você é horrível, assim como a decoração dessa festa.

— Não diga isso perto do chefe, foi ele que deu a ideia.

Uma linha tênue entre eles começava a se reforçar. Desde que se conheceram foram raros momentos como esse, onde ambos tinham tempo para conversarem e dizerem mais do que se passava em suas cabeças.

E aquilo era incrivelmente libertador.

— Eu sempre quis conhecer o meu pai, por mais que mamãe dissesse que não valia a pena - ela sorrira, o olhando nos olhos — Você é muito legal Zapp Renfro. Nunca imaginei que meu pai seria tipo, um super herói.

Desde que se entendia por si, Zapp nunca se viu daquela forma. Nem de longe se comparava a um herói mas, ver Valerie o estimando daquela forma, fazia ele se sentir tão grande.

Bem maior do que ele se imaginava.

— Feliz natal, filha - disse pegando a menina de surpresa em um abraço de urso.

— 'Pra você também, papai.

[ um visco nasce e causa discórdia - yatoxhiyori - noragami ]

Era para ser uma reunião tranquila, onde todos poderiam sentar e conversar em meio a um grande banquete. Kofuku conseguira o impossível, convencendo todos os deuses a se reunirem em sua loja para passarem as festividades natalinas juntos. E tudo correra incrivelmente bem, sem discussões ou brigas desnecessárias, até aquele momento fatídico.

O beijo que Kazuma dera em Hiyori.

Todos ficaram estáticos, por um momento a reunião se resumindo aquela cena.

Até o flash de uma câmera ser disparado e no segundo seguinte, várias vozes serem ouvidas ao mesmo tempo. Risadas, comentários surpresos, ameaças de morte. A calma antes da tempestade durara até que por mais tempo, se comparado com da última vez.

E naquele momento, tudo que Yato queria era poder apertar suas mãos em torno do pescoço de Kazuma. Seu sangue fervia ao ter de ser um mero espectador daquela cena, observar pela segunda vez seu grande objeto de adoração ser beijado, e ele não fazer parte da foto o irritava de uma forma descomunal.

De nada ajudava ele estar parcialmente bêbado, a maior parte dos deuses ali se encontravam na mesma situação. Bishamon conseguira conter o ciúme mascarado de surpresa com maestria, se resumindo a arrastar sua regalia abençoada pela orelha até a saída mais próxima, evitando ao máximo o contato visual com Iki Hiyori.

E enquanto que Kofuku se divertia aos montes, Tenji tentava ignorar a situação conversando com Daikoku e Yato, bem ele se acomodava na varanda, tendo o pequeno Ebisu como companhia. Ambos observavam o céu estrelado, o deus da sorte balançando seus cadarços desamarrados procurando distrair os pensamentos de seu amigo sobre suas aventuras diárias. Ao fundo, Hiyori ainda se encontrava atônita, com o rosto quente, tentando ouvir o que Yukine lhe dizia.

Mais uma vez, acontecera uma grande comoção causada por um beijo.

Porém, noites de natal costumavam ser longas e recheadas de surpresas.

— Yato.

O garoto de íris azuis nada dissera como resposta, seu rosto estava vermelho e seus olhos pareciam cansados, parecia sofrer com os efeitos do álcool. Ele afagava os fios negros de Ebisu enquanto este dormia serenamente em seu colo.

Um suspiro se ouvira, enquanto que o lugar vago ao lado de Yato fora ocupado por uma garota extremamente sem graça.

— Me desculpe, eu não queria que aquilo acontecesse. Kazuma me explicou o que houve, foi tudo um mal entendido, ele só queria impressionar Bishamon ou algo do assim.

— Parece que eu não tenho sorte mesmo.

— Por que, Yato?

Pela primeira vez depois de toda aquela confusão, Yato tomara a coragem de observa-la por um momento.

Talvez não fosse uma má ideia tentar a sorte, pelo menos uma vez.

— Porque eu nunca consigo um beijo seu.

O rosto de Hiyori sentira um conhecido calor se apossar de seu rosto pela segunda vez naquela noite. Ela não esperava pela declaração de Yato e se surpreendera pela reação que seu corpo tomara sem que ela percebesse, imersa em seus próprios pensamentos.

Iki Hiyori não esperava que fosse ela a beijar Yato.

— Acho que você conseguiu um - ela rira com o nervosismo que crescia em seu peito — Feliz natal, Yato.

Fora pura sorte o casal estar absorvido demais no ato para notarem que mais flash era emitido de dentro da casa.


Bom, primeiramente eu gostaria de dizer que isso aqui não existiria sem o incentivo da Bia-flor. Graças ao pedido dela, consegui buscar algo que me desse ideias natalinas sobre o que escrever e, em menos de três dias já havia conseguido grande parte do que vocês devem ter lido mais acima. Consegui não repetir nenhum shipp se comparado ao ano anterior, e ainda adicionei tons mais familiares (handaxnaru e zappxvalerie) acolá, o que sempre é bem vindo. Todos os personagens contidos aqui, fizeram parte de algum momento do meu ano (o que dá um gostinho especial) e também peguei alguns momentos especiais de suas histórias para querer adicionar algo a mais - ao menos foi o que tentei com larsadie e douwata.

Espero de coração que tenham gostado do que leram e bem, desejo que todos possam aproveitar esse finzinho de natal (que aproveitei assistindo a uma série lindinha na companhia da minha mãe) da melhor forma possível. E caso queiram uma dica musical, recomendo ouvirem os singles recentes do Luck Life, pois é o que estou fazendo nesse exato momento!

Obrigada por ler, é como fundadora deste clube
que desejo um 'marry kurismas' a todos!

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※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★



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