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{ drabble collection } Imagine.

※ 18 de julho de 2020 (3:45 PM) + comentários (1)
Então né, como 'cês bem sabem, eu li e me entreti horrorez com Kimetsu no Yaiba! Fiquei toda eufórica e apaixonada, não consegui nem me obrigar a ler mais nada depois de ter terminado a série porquê bem, eu não esperava ter gostado dela tanto assim. Foi tão rápido que nem shipp eu consegui ter- qué dizê, obamitsu tinha lá seus hints mas acabou que só deu eles mesmo, e mesmo não os amando tanto deu uma produção bonita +1006+ que eu sequer pensava que sairia! Fiquei contente? Fiquei. Obanai é um guri chato e mala? É, mas a Mitsuri equilibra bem a malice dele e isso já vale - porquê shipp bom é shipp equilibrado e eu inventei isso agora, tchau!

Pera que até tem uns casais legais lá também - como Inosuke e Aoi, Tanjiro e Kanao, Shinobu e Tomioka - mas tipo, eu realmente não tenho a menor vontade de shipar eles, assim como Uzui e Zenitsu ou Rengoku e Tanjiro, não importa o quão fofas as coisas que encontro com eles possam ser. Não emporta!! Agora sim, tchau!


[ if i'm honest - obanaixmitsuri - kimetsu no yaiba ]

As cartas que recebia de Kanroji eram sempre animadas, cheias de onomatopeias e palavras que as vezes, ele falhava em compreender - ao menos fora assim no começo. Com o tempo, ele percebera que ela tinha uma imensa dificuldade em controlar suas emoções, fossem elas boas ou ruins. Era difícil para Kanroji não deixar de transparecer o que sentia, principalmente quando falava ou escrevia sobre isso.

Ela era translúcida como água.

E tão forte quanto um boi.

Mas isso não o impedia de sentir algo diferente em seu corpo, sempre que lia as cartas que ela lhe enviava com tanto carinho. Ele sentia seus lábios se repuxarem com dificuldade em um sorriso, enquanto a temperatura de seu corpo parecia aumentar. Nesses momentos, Kaburamaru se acomodava mais próximo ao seu pescoço, buscando um pouco daquele calor tão acolhedor.

Aquela serpente albina fora sua única amiga, afinal. Em seus tempos mais sombrios, o único ser com quem ele poderia contar era aquela serpente esguia e fria, que parecia entendê-lo completamente.

Por isso Kaburamaru o mordeu quando ele esbarrara com Kanroji.

Porquê quando vira Kanroji pela primeira vez, ele percebera que havia encontrado sua resposta.

E ela estava bem ali, com um sorriso livre de qualquer preconceito ou medo. O aceitando pelo o que ele era, sem restrição alguma, sem interesse algum.

Logo ele que, até aquele momento se afastava das pessoas e repudiava as mulheres - seu trauma era tamanho que ele sempre se lembrava do passado com nojo.

Mas Kanroji o fizera mudar de ideia no ato.

Quando seus olhares se cruzaram ele sabia que algo, uma peça, uma engrenagem pequena, fora colocada em seu devido lugar, e seu ser passara a funcionar com uma nova motivação.

E enquanto não podia se declarar a ela, seu coração se contentava com cartas - que ele guardava com carinho.

[ it’s like a magnet ]

Obanai sabia que sua vida seria curta.

A principio era isso que deveria acontecer com ele, sua mera existência era apenas uma presa para um demônio, uma oferenda de sua família vil e corrompida em nome de um trato do qual ele nunca quis realmente fazer parte.

Ele tinha poucas certezas em sua vida naquela idade, mas ele com certeza odiava demônios. Odiava a força que tinham e a facilidade com a qual devastavam vilas e destruíam famílias, reduzindo tudo a sangue e morte. Odiava estar sozinho e não ter ninguém com quem contar, então viver arriscando sua vida no combate deles parecia ser a sua única opção.

Isso mudara quando Kanroji entrara em cena.

Quando a vira ele percebera que queria algo além de combater a desvantagem das pessoas contra os demônios.

Ele também queria viver uma vida com ela.

Mas não seria aquela. Não uma vida onde os grilhões de sua família, as mãos podres daquelas que o criaram, o puxavam para baixo com as piores intenções possíveis.

Obanai se sentia sujo e corrompido e não queria que Kanroji fizesse parte disso.

Mas quem diria, que uma promessa feita em seus minutos finais ao lado dela o faria partir daquela vida revigorado?

[ keep it alive ]

Em dado momento da vida, as pessoas aceitam a morte. A acolhem como parte do ciclo da vida. Entendem que para se nascer, também se deve morrer, e aprendem a viver a vida que possuem naquele momento.

Leva tempo até que isso faça sentido.

A mera ideia de pertencer e ter toma conta da jornada, nubla algumas escolhas e ilumina outras decisões. É uma caminhada longa, e algumas vezes existem pedras no meio do caminho.

Mas sempre haverá algo a ser encontrado. Uma coisa especial que regra a jornada.

Ele não a havia notado quando se encontraram pela primeira vez. Ambos estudavam em colégios diferentes afinal - mas sempre cruzavam pelo mesmo percurso quando iam embora, no final do dia.

Seus olhares tinham outro foco, a atenção pairava sobre outras coisas, sobre outras pessoas.

Havia chovido no dia em que se encontraram, o asfalto da rua e o cimento na calçada brilhavam abaixo da luz dos postes. O chão parecia coberto por pequenas estrelas douradas. Seus pés cruzaram caminhos opostos, mas seus rostos se viraram, em tempos diferentes. Vozes diziam coisas que nenhum deles se atentou a entender.

Por um breve minuto.

Algo no peito dele, um músculo desconhecido, se apertou, o fazendo parar. Mas sua reação foi se virar para trás.

Os olhos dela encontraram os dele e algo mudou.

A dor em seu peito se intensificou, o puxando, como se quisesse levá-lo a força ao encontro dela.

Mas ele estava parado.

Ela estava parada, no mesmo lugar.

Seus olhares continuavam a sustentar algo que ambos desconheciam, mas nenhum dos dois esperavam pelas lágrimas que viriam em seguida.

A sensação no peito dele cessou, e algo surgira em seus pensamentos.

Era ela, a garota que estava passos a sua frente - só que diferente.

Como se ela viesse de outra época, saído de um túnel do tempo. Ela tinha um sorriso bonito, que o fazia querer sorrir também.

E aquele sentimento estranho, aquela mágoa que volta e meia o incomodava finalmente se dissipara. Era ela a pessoa que seu coração buscava tão avidamente.

[ i feel magic ]

As cores frias do cômodo eram aquecidas pelos armários e utensílios cheios de cor. O que não faltava ali eram pequenos detalhes, que faziam uma enorme diferença para a mulher de cabelos cor de rosa mesclados de verde. A mesa redonda de vidro, coberta por uma toalha colorida decorada com frutas, servia um café da manhã regado a panquecas e mel. Enquanto que a mulher sorridente ia acordar aquele com quem dividia o apartamento.

Ele odiava acordar cedo, ao menos quando o tinha que fazer por conta própria - só a imagem mental de sair debaixo dos cobertores o fazia querer fechar os olhos novamente, diminuindo seu corpo na cama.

Mas isso mudava sempre que os dedos longos dela afagavam sua cabeça, brincando com os fios negros, o convidando para o café da manhã.

Depois que se conheceram, qualquer manhã parecia ser especial - como nenhuma outra, e como qualquer outra.

[ just imagine ]

Ora! Naquele dia o restaurante estava cheio, os pedidos não paravam de chegar e as folhas brancas e amarelas constando os pratos pedidos se acumulavam no balcão, na mesma velocidade em que eram descartadas. Um ponto positivo para o ponto deles, a espera era mínima e as porções eram sempre fartas.

A ideia para criá-lo unira o útil ao agradável, ela tinha um belo sorriso e sempre comia muito, ele lidava pouco com as pessoas mas cozinhava tão bem quanto ela e assim, o negócio estava feito.

Os dois estavam feitos.

Quem diria que em outra vida eles estivessem tão perto, mas tão distantes?

Era tão bom para ele finalmente ter realizado seu maior desejo, seu grande sonho - o de poder estar ao lado dela, de finalmente poder estar casado com ela. Era algo tão bonito, tão agradável e bom que ele não deixaria isso passar.

Não a deixaria passar.

Não iria permitir a ideia de deixá-la.

E ela finalmente conseguira encontrar o amor de sua vida, alguém que ela sabia que retribuiria seus desejos e sonhos, que a amava pelo o que ela era.

Que estaria ao lado dela, sempre.

Sempre, sempre e sempre.

Eles haviam prometido isso afinal, um ao outro, em seus últimos suspiros, em uma realidade tão distante que não seria a eles possível lembrar.

Mas quem se importaria em lembrar de algo passado, uma vida passada, quando o presente era o mais agradável possível?

Bom, não eles.

Para eles, o presente já era mais que o suficiente.

  • a minha pretensão era escrever só um drabble, baseado no último capítulo do mangá onde eles estão renascidos e bonitinhos, mas aí inventei de fazer uma pequena coleção de drabbles - uma parte no período Taishō e a outra nos tempos atuais, por isso não dei nome a eles nos três últimos.
  • imagine do KEY embalou toda a produção dessa belezinha, então os títulos de cada drabble são trechos da primeira estrofe da música.
  • engraçado é eu ter a altura e peso da Mitsuri, e foi nisso que me baseei para dizer que ela tem dedos longos - e sim, ela é tão forte quanto um boi, isso não foi exagero.
  • e eu devo ter romantizado isso horrores ah-hahadesculpaaa!
Obrigada por ler!

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※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★



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