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O trem dos sonhos infinitos.

※ 23 de outubro de 2020 (5:30 PM) + comentários (0)
Existe um trem que pode te levar a qualquer lugar e ele acaba de chegar na estação. Pessoas o observam, enquanto outras entram e se acomodam em seus vagões esperando pela partida, esperando chegarem ao seu destino em segurança. Houve uma época, não muito distante da nossa, onde a mera ideia de se ter algo capaz de te levar de um lugar a outro em menos tempo era algo descabido, mas então veio o primeiro trem e fez do impossível, possível. As pessoas poderiam ir de um lugar, a outro, sem perderem dias de caminhada.

O primeiro trem do período Taishō era diferente por si só. As pessoas entravam nele e algumas, não conseguiam sair, seus corpos muitas vezes nem eram encontrados. Um grande mistério.

Disseram que havia um demônio dentro dele, um bem faminto, um que tinha um poder incrível de fazer os tripulantes desse trem adormecerem, para que assim pudesse devorá-los.

E ele estava ficando impaciente. Por isso devorava cada vez mais tripulantes, e assim, os rumores cresciam cada vez mais.

Alguém deveria parar aquele trem e investigar devidamente se nele havia ou não, um demônio faminto.

Muitos tentaram sem sucesso, seus corpos desapareceram.

Então surgiu alguém no meio da multidão, e esse alguém era Kyojuro Rengoku.

Eu estava nervosa sobre como começar a redigir esse texto, não queria que fosse como o primeiro que fiz dedicado a Kimetsu no Yaiba. Sonhava em fazê-lo de uma forma especial, pois vou tratar do meu arco favorito da obra e de quebra, o que acabou de ser adaptado para os cinemas na semana passada - sucesso puro de bilheteria, segundo PaMu, aliás! O arco do trem infinito tem pontos importantes e na minha honesta opinião, emocionantes, mas não é só por causa deles que eu estava nervosa. Esse arco em especial trata do sonhar e como eu sou totalmente fisgada por esse assunto, queria fazer algo bonito!


Realmente temos um trem amaldiçoado por um demônio faminto porém, não é ele o foco do arco mas sim Rengoku, o Pilar das Chamas, que é por quem Tanjiro Kamado sai em busca para conseguir respostas sobre a Dança do Deus do Fogo, que foi passada em sua família por gerações. E só a presença de Rengoku aqui já é algo precioso, primeiro porque o ser fala alto a beça e segundo, porque é ele quem se destaca diante de um ponto que eu frisei na postagem que fiz anteriormente sobre essa obra:

"Sentimentos são eternos e indestrutíveis"

Me foi incrível como um cara falastrão ganhou destaque tão rápido e, o que a princípio achei ser engraçado, ganhou proporções maiores em muito pouco tempo.

O destino do trem se torna incerto quando seus tripulantes adormecem sem motivo, tudo parece não fugir das normas senão pela pequena inconsistência de algumas pessoas que andam de vagão a vagão, amarrando seus pulsos ao dos tripulantes durante o sono. Algo ali desperta os instintos de Kamado, que só entrou naquele trem procurando por Rengoku, buscando por respostas, e acabando sem as aquilo que tanto ansiava.


Ele também adormece, e em seus sonhos tem um desejo profundo realizado. Seus olhos mal conseguem acreditar quando veem seus pés fazendo aquele mesmo caminho sobre a neve, o caminho que sempre fazia quando voltava para casa - e todos estavam ali. Sua mãe, seus irmãos, sua preciosa família estava viva! Não havia mais motivos para lutar e brandir sua espada, nada havia mudado, nada, se não fosse pela pequenas inconsistências de seu sonho.

Era assim que o demônio faminto naquele trem atacava suas vítimas, as fazendo dormir e manipulando seus sonhos com sua habilidade demoníaca. Este era Enmu, cujo único objetivo era se aproveitar das pessoas que entravam naquele trem para devorá-las pacificamente, usando de outras pessoas para atingir esse objetivo. Ele tinha prazer em brincar com o subconsciente do ser humano, lhe mostrando sonhos felizes enquanto os distorcia, pouco a pouco, brincando com a mente do sonhador. O fazendo sofrer enquanto se alimentava de seu corpo.

Mas Enmu era visionário em seu próprio ego, ele almejava mais do que ter de usar pessoas infelizes para destruir a alma dos pobres tripulantes daquele trem.


Os sonhos manipulados por Enmu sempre refletem os desejos e emoções das pessoas, ele é muito bom em fazê-lo com eficácia mas para que tudo dê resultado a alma do sonhador deve ser destruída, só assim para pessoa perder qualquer capacidade física. Ficando eternamente presa em seus sonhos e completamente indefesa ao seu ataque final.

Esse é o motivo que me fez gostar tanto desse arco, a forma como ele apresenta uma das camadas do sonhar, quando esta é fabricada por alguém de fora - me lembrando muito de "A Origem" mas aqui com um objetivo menos nobre. Os sonhos que Enmu mostra a Kamado e Rengoku são o mais agridoce possível, criando um sentimento de empatia em quem lê a história, isso acompanhado dos breves detalhes que Gotouge coloca quadro a quadro, nos evidenciando coisas que sequer temos ciência de que são importantes.

Infelizmente, esses sonhos projetados por Enmu não não são infinitos, eles apenas rodeiam o sonhador enquanto as pessoas induzidas por ele buscam pela alma que se encontra no inconsciente daquele que sonha. Tudo isso tem que ser feito com o mínimo de cuidado para que essa pessoa não sofra influência estando em contado com o inconsciente forte do sonhador e, quando a alma é encontrada, ela deve ser destruída no ato - só assim para que o plano de Enmu seja eficaz. Mas algo que me encantou muito aqui foi a forma como os inconscientes de cada personagem foram apresentados pois eles são, de forma figurada, o coração deles.


E o coração de Tanjiro é tão, mas tão bonito e acolhedor que estou especialmente ansiosa para vê-lo adaptado. Um contraste curioso quanto ao de Kyojuro, que já foi completamente moldado pelas influências externas. Algo bem ardente e intimidador.

Tanto Kamado quanto Rengoku sonham com seus familiares, em momentos que acabam se tornando emocionantes conforme a trama do arco se avança - é possível aqui entender o motivo que fez Kyojuro Rengoku se tornar tão querido por aqueles que leram o mangá, pois só aqui nesse momento, temos uma outra perspectiva sobre seu personagem. Gotouge nos dá algo ao que se apegar, uma coisa que nos faz pensar em tudo o que ele passou para chegar ali, como um Pilar, alguém de renome e não somente isso, alguém forte capaz de ver a força nas pessoas.

E eles permaneceriam presos em sonho se não fosse pelo instinto de Kamado e a presença de sua irmã, que com a influência de seu sangue de demônio, conseguiu tirá-lo daquele pequeno paraíso.


É assim que Kamado encontra o demônio no trem.

Curioso como esse mistério começou com Rengoku mas acabou sendo resolvido pelo jovem Kamado, não é mesmo?

E se eu te contar que o demônio no trem não era o único demônio que apareceu por ali?

E se ainda houvesse mais um, um mais poderoso e assustador, um que pusesse toda a confiança daquele jovem caçador em cheque?

Você ainda estaria disposto a entrar nesse trem?

Eu acabei de descobrir que, quando começo uma postagem em forma de conto consigo conter o exagero que minhas emoções exigem que fiquem expressas no meio meio da produção - por mais que aqui eu quisesse ter detalhado mais sobre o sonhar e falado mais do Kyō, que se tornou o grande marqueteiro desse filme (é sério, teve mangá dele sendo distribuído nos cinemas!), que eu ainda não assisti, infelizmente. Mas uma hora eu consigo vê-lo, ah se consigo!

Minha primeira postagem sobre Kimetsu no Yaiba e, o tumblr de onde emprestei os gifs do trailer do filme. Esse arco vai do sétimo ao oitavo volume da série.

"Agora, uma parte do coração de Tanjiro, reside dentro de seu coração"

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