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{ drabble collection } Para tudo aquilo que brilha

※ 25 de dezembro de 2022 (5:40 AM) + comentários (0)
É natal novamente pessoas e vocês não imaginam a minha surpresa quando me vi inspirada a escrever textos temáticos para esta bela época do ano novamente! Logo quando no ano anterior me sentia tão exaurida que a única coisa que queria era relaxar e dormir, poder me ver revigorada em explorar temáticas familiares e acolhedoras - geralmente com cenários mais frios que os meus - foi tão prazeroso quanto das últimas vezes que o fiz e olha que quando comecei com essa pequena tradição por aqui a ideia era apenas a de ver o quão longe a minha imaginação consegui ir, viu? Agora me colocar no desafio de sempre renovar esse intuito é mais desafiador do que em 2017 mas não deixa de ser interessante pois sempre tenho novas personalidade com as quais lidar e como nota para essa coleção, resolvi misturar meus queridismos anteriores com os mais recentes e ver no que dava. A mescla de natal e ano novo persiste e espero que as mensagens estejam mais maduras conforme os anos passam!

Dessa vez ao invés de notas finais, coloquei cada pensamento sobre cada drabble exposto acima deles e torço para que isso não estrague a leitura de vocês ♥


  • natal&ano novo
  • ao no exorcist
  • izumo kamiki, renzo shima
  • 433 palavras
  • terminamos o ano anterior com uma pequena coleção dos meus rascunhos em torno desses dois logo, nada mais justo do que começar esta bela redenção com eles também, não é mesmo? e pensar que só escrevi isso por ter encontrado uns brincos de estrelas lindos no pinterest.

Seus polegares com unhas de um roxo cintilante deslizavam com certo resguardo pela caixinha de cor escura que ganhara no natal dele, resguardo pelo presente ofertado, inquietação pelo o que havia dentro da caixinha mas ela ainda não queria olhar seu conteúdo, a memória replicando o que seus olhos haviam visto naquela noite entre a estranheza e a dúvida banhada pela iluminação colorida; os risos de seus amigos em reunião e como seu estômago ainda doíam em reminescência a quantidade de comida que se fartara naquela noite de natal.

Rin era um ótimo cozinheiro, disso ela já não tinha mais dúvidas.

E como ele conseguia reunir e agradar pessoas apenas com comida.

Mas a lembrança daquela noite ainda dançava em seus dedos.

— Ainda não ficou pronta Kamiki?

O comentário de Shiemi viera acompanhado de um puxão em sua cintura, acentuando o momento onde deveria estar e sem pensar mais sobre seus sentimentos e inseguranças, ela abrira a caixinha onde um par de brincos dourados com uma cascata de estrelinhas que balançavam ao toque - a lembrando de que elas provavelmente balançariam com facilidade conforme ela andasse - a aguardavam assim como bela as havia deixado na noite de natal. Parecia um sonho. E acordar dele a cada puxão dado pela loira arrumando seu yukata, a traziam para a realidade compulsivamente.

— Oh, então foi por isso que não usou aquele que eu trouxe?

Izumo a encarou por cima do ombro, percebendo que fora dali que viera o comentário observador da amiga.

De uma estampa floral ela acabara escolhendo uma coberta por estrelas grandes e pequenas, seu cabelo preso com um grampo também enfeitado por estrelas, os brincos talvez sendo o motivo principal de toda aquela comoção brilhante. Talvez.

— É, talvez tenha sido.

— Então por que não usa, Kamiki? Foi um presente e vai ficar lindo em você!

Shiemi detestava fazer mal uso de presentes.

Um suspiro. E logo depois seus dedos eram agraciados pelo metal gelado enquanto ela colocava o acessório no lóbulo de suas orelhas, uma de cada vez, os balançando em seguida com um manear de cabeça.

Honestamente ela mal usava os furos que tinha nas orelha.

— Acho melhor irmos. Você disse que íamos nos atrasar, não?

Os olhos de Shiemi deixaram de admirar a amiga para se lembrarem do compromisso que ainda tinham de comparecer.

— É, disse mesmo!

Depois de passarem o natal reunidos o grupo de exorcistas decidira que em seu último ano como estudantes, passariam mais uma passagem de ano reunidos. Celebrar o fim de mais um ano difícil não parecia um feito de todo ruim, até mesmo para alguém como ela.

  • natal
  • spyxfamily
  • anya, bolt
  • 307 palavras
  • esse ano juntei os dois drabbles que havia escrito para spy×family numa coleção quando fui passar para as plataformas do nyah! e spirit e, por pura coincidência, cada um deles era dedicado para um membro da família (no caso Lloyd e Yor) e só faltavam Anya e Bolt entããão, aqui estamos!

Os latidos roucos de Bolt eram por vezes silenciados quando o enorme cão peludo mordia a barra do vestido de Anya, tentando chamar sua atenção enquanto a garotinha parecia entretida demais, empoleirada sobre uma cadeira de frente para o balcão da pia da cozinha fazendo sabe-se lá o quê em uma bacia média de plástico com trigo espalhado por toda extensão da bancada de pedra, seu rosto, cabelos e vestido inclusos.

Mas Bolt, o super cão, sempre tão preocupado com a amiga, parecia incomodado com outra coisa. Estas sendo as diversas visões que vislumbrava conforme a garotinha murmurava sobre seu grande plano, que começara quando seu show de espiões favorito fora subitamente interrompido da programação costumeira para ser substituído por um programa de culinária para crianças. Anya esperneara o suficiente até Lloyd se cansar do drama da filha e dizer que seu programa apenas mudara de horário, não que ele nunca mais passaria no televisor.

Isso a acalmara até que ela resolvesse querer aprontar pela cozinha as receitas que via no programa de culinária. A primeira tentativa fora interrompida com sucesso pelo pai, a segunda motivada pela mãe e resultando em fumaça cobrindo a casa já a terceira, bem, a terceira chegava rumo a sua conclusão.

O natal estava praticamente batendo á porta e Anya queria muito saber se conseguiria fazer biscoitos de gengibre com amendoim.

Por sorte, Bolt, o super cão, conseguira chamar a atenção de Yor antes que uma de suas visões ocorresse e ela ajudasse a filha a assar as atrocidades que eram seus biscoitos natalinos. A terceira tentativa fora uma sucesso.

Isto é, se biscoitos de gengibre com amendoim e suas cascas para decorar poderiam ser considerados um sucesso e, segundo os pensamentos de Lloyd, a culinária de Anya ao menos não era tão destrutiva quanto a da mãe.

Logo, um sucesso.

  • ano novo
  • boku no hero academia
  • eri, hitoshi shinso
  • 278 palavras
  • já escrevi para tanto personagem de bnha que só faltava a minha petúnia linda e maravilhosa chamada Hitoshi, colocá-lo com a Eri foi só para apaziguar a montanha de cenários familiares que tenho deles dois.

Um miado ecoou junto de uma risada infantil ao longo do cômodo e logo depois um gato malhado já em seus anos dourados passou correndo por ele, tendo em seu encalço uma garotinha de cabelos platinados vestida de roupas felpudas e fofinhas que parecia estar tendo o momento de sua vida perseguindo o bichano por todos os cantos da sala de estar espaçosa como um playground para alguém de sua estatura. E ela continuaria em seu pique-pega se o gato não houvesse sido levantado para longe de seu alcance, seguro nos braços de um Hitoshi contente em vê-la se divertindo mesmo com seus olhos cansados.

O bichano ronronava no colo dele.

— Você sabe que ele é velho demais 'pra esse tipo de brincadeira Eri.

Mas a garota apenas cruzara os bracinhos, claramente chateada.

— Mas vocês prometeram que a gente iria sair para ver o festival e até agora nada, Hitoshi!

— E você quer ir sem o Togata e os amigos dele?

Aquilo parecera atiçar sua atenção.

— Então a gente não foi ainda por causa deles?

— Exato.

— Mas eles estão demorando muito!

Então Hitoshi se abaixara a altura da garota, deixando que o gato encontrasse seu caminho em direção a outro cômodo, a pegando nos braços e fazendo cócegas onde seus dedos conseguiam alcançar.

— E você fica mais chata a cada ano que passa!

— Isso é mentira!

— Verdade!

— Mentira!

— Verdade e você sabe disso!

Os risos já sem ar de Eri acabaram declarando sua vitória quando ela enfim se desgrudara do abraço dando tapinhas em seus braços magros.

Para depois cruzar os dela, claramente chateada.

— Aizawa foi buscá-los, é só ser paciente que eles chegam logo.

  • natal
  • servamp
  • ildio, niccolo carpediem
  • 294 palavras
  • gente. servamp tem estado tão bom, mas tão bom, que vocês não fazem idéia. sério. cada novo capítulo que saí é algo novo sobre os personagens que é revelado e os últimos sobre World End foram os meus favoritos no momento. para tanto escrevi esse textinho.

Ildio gostava de comer. Ponto. O problema era a voracidade de sua gula que nunca se dava por satisfeita, sempre querendo mais e mais, chegando a um ponto onde que Niccolo duvidava de que ele realmente apreciava aquilo que comia, apenas devorando qualquer fosse o prato que estivesse a sua frente e por um curto período de tempo o jovem mafioso não conseguia encontrar um motivo que o satisfizesse sobre isso. Principalmente quando o próprio se recusava a lhe dar algo substancial como resposta.

Então, Ildio realmente gostava de comer. Ponto. Ele só não apreciava o ato, ou não sabia como fazê-lo.

E tais detalhes como o de ele ser um vampiro com uma força tremendamente grande e uma mente tão rasa quanto caiam por terra diante disso. Se não fossem estes os motivos de sua golodisse e infelizmente, não por um engraçado ou curioso como Niccolo gostava de pensar afinal, quem diria que um ser tão simplista quanto ele teria uma história tão triste?

"Apenas os fortes sobrevivem, os fracos perecem."

Ao menos assim ele conseguia entender o motivo por trás dele detestar sorvetes ou bebidas que não fossem água. Qualquer alimento que não sustentasse o corpo era como nada para alguém que sempre dependera de sua força, e vivera a base de pão e água, mas doía nele saber o quanto aquele estranho que acabara por se tornar uma parte de sua família havia passado. Fazer com que ele entendesse isso, que agora ele era parte da família, era a outra metade da história.

Mas naquela noite de natal ele pudera sorrir um pouco, observando Ildio com um brilho resplandecente no olhar só de observar a mesa posta e agora entendendo o peso e significância que apenas isso, tinha para ele.

  • ano novo
  • chainsaw man
  • denji
  • 123 palavras
  • chainsaw man voltou e eu escrevi mais do mesmo para o meu menino denji porque sim. sério não tenho mais nada a declarar sobre isso.

Para alguém com baixa escolaridade e poucas expectativas sobre a vida, Denji poderia se considerar alguém com sorte. Sorte de ter tido o melhor da vida quando já havia perdido tudo. Sorte em perder o pouco que conquistara e ainda sair vivo disso. Dizer que seu mundo se expandira para voltar ao velho estado latente de outrora parecia ser até uma piada ruim, se não fosse verdade.

Talvez ser um completo ignorante diante de todos esses eventos não fosse de todo ruim, quem sabe, de acordo com as aulas que frequentava Denji enfim notara uma passagem de tempo que não se limitava as prestações que seu falecido pai devia.

Quem diria que as pessoas sortudas gostavam de celebrar o fim de outro ano?

  • natal
  • gangsta
  • worick arcangelo
  • 220 palavras
  • conforme montava a coleção procurava equilibrar cenários de natal e ano novo mas ao mesmo tempo, buscava no fundo da cabeça por cenários e personagens sobre os quais escrever e como esse não foi um ano de muitas novidades para mim no quesito assistir/ler resolvi tirar umas peças do fundo do baú. assim como eu gostaria que Kohske fizesse com gangsta.

Cicatrizes antigas costumavam doer mais nas estações onde a baixa temperatura era maior entretanto, fora-se o tempo em que Worick se deixava abater por dores em seu olho porém, sempre que sentia aquela córnea inútil pulsar como se ainda cumprisse sua função, clamando por atenção e cuidado ele sabia que não era apenas um dito popular se fazendo valer. Não. E tão pouco era seu passado em reminiscência aflorando novamente sua memória. Longe disso. Seu olho doía nos piores momentos pois era uma cicatriz que ele ainda não havia perdoado da maneira como deveria. Era uma nota colada no espelho para que ele se lembrasse sempre que visse o seu reflexo da escolha que tomara quando seu pai queimara a retina e inutilizara todo o resto ali com o cigarro que ele fumava apenas com o intuito de chamar a atenção.

E era a isso que seu olho doia naquela noite de neve, enquanto imagens de bons momentos corríam por sua mente.

Nick. Ally.

Eles não estavam mais ali. Com ele. Ao lado dele.

Worick estava sozinho.

O cigarro estava quase no fim conforme seus dedos passavam o tempo tamborilando sobre a mesa, o televisor sendo apenas ruído.

Sempre que tentava chamar a atenção para si ele cometia os piores deslizes.

Um ótimo aforismo para aquela noite de natal.

  • ano novo
  • katekyo hitman reborn!
  • rokudo mukuro
  • 265 palavras
  • quando pensei em uma nova coleção de final de ano logo pensei em praia e ano novo e tão rapidamente estava escrevendo esse texto sobre o Mukuro, que no último ano cresceu em mim de uma maneira que eu não esperava. logo eu caída de amores por uma personalidade como a dele mas enfim, logo no primeiro texto dessa coleção escrevi algo revigorante. só o coloquei no meio por dessa vez não pensar em uma ordem predisposta, só escrevi e fui organizando os cenários que me pareciam ser mais semelhantes mesmo.

A água gelada agraciava seus pés com a baixa temperatura que aos poucos parecia pouco importar conforme caminhava mais a fundo no mar, as luzes ao redor praticamente ofuscavam o brilho da lua naquela noite mas ele pouco se dera importância em notar tal detalhe, assim como a cacofonia de sons que vinham detrás dele, gente indo e vindo, crianças gritando e famílias se reunindo a beira mar. Mas ali eram apenas ele, o mar, e o reflexo da lua e suas estrelas no espelho agitado de água salgada.

Mukuro não daria o devido crédito a ideia que a mulher de Tsuna tivera naquele final de ano, quem em sã consciência acreditaria que reunir todos os membros da família em uma mansão a beira mar seria uma boa ideia? Entretanto ali estava ele, completamente fascinado pelo mar naquela noite de ano novo, enquanto todos os outros pareciam se divertir na areia. No final tal ideia estúpida tivera seu valor, todos pareciam e estavam felizes e ele também. Algo difícil de se acreditar.

Rokudo Mukuro se sentia em paz consigo mesmo.

E ao menos ele parecia dar o devido valor a natureza do mar ali, notando agora que sua calça já mudara de tom o quão fundo ele estava na água embora seus olhos procuram memorizar cada detalhe daquela noite que mais parecia uma das ilusões que sua bela Chrome havia se tornado mestre em moldar.

Quando os fogos soaram anunciando a passagem ele mergulhara por debaixo de uma das ondas altas pedindo por aquela paz em seu coração novamente, naquele novo ano que se iniciava.

  • natal
  • cowboy bebop
  • faye valentine, jet black
  • 490 palavras
  • irrá, que eu escrevi algo para esse anime, irrá! gostei tanto de cowboy bobop que não me imaginava escrevendo algo para seus personagens mas ora vejam só quem deu o ar da graça, não é mesmo? minhas musas me agraciaram com algo tão belo.

As datas comemorativas já não tinham o seu devido valor naquela sociedade futurista na qual viviam, cowboys tão pouco se preocupavam com a importância de um dia no calendário que não fosse relacionado ao recebimento de uma boa recompensa ou ao anúncio diário de foragidos da semana. O futuro ali não era apenas distópico mas também carecia de pertencimento, de algo ao qual apreciar notando as mudanças que cada passagem de ano trazia. Era como viver em um eterno vácuo, vagando sem rumo algum e se eles não estivessem no espaço, essa poderia ser uma boa piada.

Ao menos fora o que Faye comentara quando em uma caçada acabara caindo em cima de um porto coberto por containers antigos, que guardavam varias relíquias dos tempos de outrora mas que ali não passavam de lixo. Porém Faye era uma remanescente destes tempos e se ver rodeada de artigos e itens antigos trouxera um curioso sentimento de nostalgia a sua sequência de reclamações e fora assim que um pinheiro verde de plástico, praticamente sem folhagens, viera parar em um dos cômodos da Bebop.

"Não me diga que nunca comemorou o natal, Jet!", comentou ela enquanto se entretinha colocando enfeites já sem brilho na árvore.

E observando a ladra de mão leve com um sorriso distinto e um brilho incomum nos olhos o fizera se perguntar se em algum momento de sua vida até aquele ele já não houvera feito o mesmo que ela, se colocando empenhado em enfeitar algo apenas para o próprio contentamento diante de uma data específica mas, infelizmente suas lembranças lhe trouxeram uma negativa.

Ele, Jet Black, nunca comemorara algo como o natal. E dizendo isso em voz alta trouxera uma indagação surpresa da parte dela, que se colocara empenhada em contar dos motivos da data ao colega cowboy.

Desde que Ed, Ein e Spike se foram para não voltar eram apenas os dois que restaram como tripulantes da Bebop.

E era incrível o espaço que três adultos, uma garota cheia de energia e um cão eram capazes de preencher.

A nave estava incrivelmente vazia e nem mesmo o sucesso em suas caçadas cumpria o serviço de enchê-los com algo substancial.

"É para isso que serve o natal Jet, para reunir a família", concluíra Faye Valentine se esticando para colocar uma estrela sem uma de suas pontas no topo da árvore.

Eles nunca foram uma família de fato mas saber que ela acabara por se entreter com a ideia em certo ponto o fazia se sentir menos idiota por dentro.

Quando o dia de natal enfim chegou eles haviam feito uma pequena fortuna caçando alguns peixes grandes, procurados pelos feitos mais hediondos, e ao menos naquela noite teriam muito o que comer.

Faye sorrira entregando a ele uma garrafa de uma bebida antiga que encontrara naquele mar de containers, e ele retribuíra o gesto consertando sua nave.

O que seria do natal sem alguns presentes, não é mesmo?

  • ano novo
  • kamisama hajimameshita
  • shinjirou kurama
  • 297 palavras
  • sem internet me lembrei de uns dois animes que ainda estavam salvos em algum canto do computador. dois shoujos. mas na épica disputa entre lovely complex e kamisama hajimameshita quem acabou me ganhando foi o Kurama, que me motivou a terminar um mais rápido do que o outro (em verdade a trama de lovecom é mais extensa o que cansa um pouco mas não desvaloriza o anime em si, ele acaba tendo uma trama muito mais firme do que filmes como "Crush a Altura" por exemplo).

Botanmaru estava encolhido em seu colo, cochilando, enquanto que ele passava os dedos das mãos pelo belo par de asas negras que agora cobria elegantemente as costas do garoto que estava cada vez mais perto da maturidade, e que ainda carregava um brilho de empolgação nos olhos sempre que o via, exibindo cada novo centímetro na extensão de suas asas. Nunca deixando de admirá-lo. Sempre tendo uma enorme estima para com o filho desgarrado do deus que liderava aquele grupo de tengus mas que preferira viver em meio aos humanos a seguir como sucessor do pai. Ainda lhe era estranho o reconhecimento, ver o quanto seus irmãos o estimavam mesmo com ele não estando mais presente em seu convívio diário, trazia uma sensação calorosa no peito, uma a qual ele ainda não se acostumara a sentir completamente e talvez essa falta de costume não fosse algo tremendamente fora do comum. Uma coisa era ter a adoração de seus fãs enquanto artista, outra bem diferente era ter seu sinônimo vindo de sua família.

Logo quando ele já havia se desprendido de tudo ali alguém tão similar a ele o puxara de volta, como um novelo de lã recolhendo as linhas que lhe foram tiradas.

Mas Shinjirou não se sentia de fato preso aquele lugar, pelo contrário, pisar naquele templo era como ser recebido de braços abertos em seu antigo lar. Ao menos da parte de Suirou.

E apenas isso não era de todo ruim. Era bom ser querido, fora o que ele decidira naquela noite que marcava o fim de mais um ano.

Aquela noite na qual a grande família de tengus se reunia abaixo da cerejeira milenar para celebrar o fim de mais um ano.

Mais um ano ao qual Shijirou se reunira a sua família.

  • natal
  • soul eater
  • death the kid, maka albarn
  • 448 palavras
  • nada a comentar sobre esse texto pessoas bonitas. apenas nada.

Death the Kid, mesmo depois de ter se tornado um shinigami completo, ainda se agarrava a suas manias quanto a simetria mesmo que neste novo estado ela se encontrasse mais latente do que de costume, não era de todo incomum vê-lo encarando uma estante de livros por mais de um minuto sem depois se colocar os organizando por tamanho e ordem alfabética.

Vê-lo agora era colocar aquele velho dito de "observe suas ações, elas se tornam seus hábitos, observe seus hábitos, eles se tornam a sua pessoa" á prova, de fato.

Maka tinha plena ciência das manias do amigo de longa data mas não que esse mero detalhe fizesse com que ela deixasse de se divertir ás custas dele, como o fizera naquela noite de natal onde apenas os mais chegados do então diretor da Shibusen se reuniram em sua mansão para celebrar um momento de união quando passaram o ano tão distantes. Todos pareciam contentes em meio a conversas e bebidas, as vezes trocando lembranças e presentes, mas a loira parecia tramar algo em sua mente enquanto terminava uma taça de bebida rosada e cheia de bolhas efervescentes, o sorriso e olhar estreito passavam despercebidos pelos ali presentes mas sua companhia parecia saber mais do que deixava transparecer.

Soul apenas maneara com a cabeça quando vira sua artífice se levantar de onde estava para ir em direção ao anfitrião que parecia entretido o suficiente com a filha de Marie - agora com seus quatro anos completos e um sorriso tão assustador quanto o do pai - para notar a aproximação dela, que o pegara de surpresa em um abraço apertado que cobrira apenas seu lado esquerdo.

— Feliz natal Kid!

O que fizera Patty cair na gargalhada sobre o ombro da irmã, dado o rubor que parecia colorir toda a extensão de pele do artífice de arma.

— Obrigado Maka, mas você poderia me soltar? Por favor?

Ela sorrira com o claro desconforto do amigo.

— Ah, deixe disso - resmungou olhando Tsubaki que cobria o sorriso com uma das mãos — vem Tsubaki! Assim ele deixa de ser tão chato.

E a anchi parecera meramente confusa com a chamada da amiga, até notar como ela não soltara o corpo de Kid por momento algum e se levantar de onde estava sentada, deixando um Black Star sonolento dormindo sobre o colo de Angela e seguindo em direção a dupla de amigos, para depois abraçar o lado direito do shinigami que parecia estar prestes a entrar em combustão com o gesto.

Juntas as duas disseram em uníssono.

— Feliz natal Kid!

E depois todos os presentes decidiram fazer o mesmo, para o completo desespero do deus da simetria, se é que tamanha divindade existisse.

  • ano novo
  • carole&tuesday
  • gus, flora
  • 188 palavras
  • inspirada por boa parte das interpretações de Gal Costa acabei saindo com essa belezinha aqui. revisitar meu casal favorito em caroles&tuesdays foi uma ótima experiência.

O último bar com música ao vivo de Marte fervia no último dia do ano na cidade de Alba, para tanto haviam pessoas amontoadas do lado de fora com seus olhares maravilhados dado ao ato que acontecia no pequeno palco ao centro do estabelecimento. Músicos e banda se revezavam em suas apresentações, trazendo grandes sucessos de outrora e entoando um coro que seguia pelas ruas da cidade como um hino. Momento maravilhoso aquele, ficaria eternizado na memória daqueles que o viveram, daqueles que cantaram e tocaram, avivando a vida e coração dos remanescentes da Terra assim como dos nativos de Marte.

Flora olharia o jornal no dia seguinte, notando com um certo marejar no olhar do feito que Gus havia conseguido em reviver seu passado de maneira tão singular.

Não seria um momento isolado quando meses mais tarde outros bares como aquele despontassem por outros bairros em Alba, e com o incentivo certo de seu amigo de longa data os velhos festivais de canto de outrora voltassem a serem comuns, aqueles onde o maior prêmio era cumplicidade dos concorrentes e o prêmio maior era ser ovacionado pelo público.

  • natal
  • hunterxhunter
  • leorio paladiknight, kurapika
  • 278 palavras
  • outra inspiração vinda de Gal Costa. apenas. só inseri esse texto no cenário de "Sillage" pois amei muito o que fiz com esses personagens ali e pouco consigo me desgrudar disso.

Em algum momento que Leorio deixara de se atentar, sua companhia favorita passara a adotar um carinho pouco convencional por discos de vinil e quando dera por si, a sala onde por costume haviam mais livros que móveis agora era ocupada por quadrados de papel seletamente alinhados entre um lado da estante onde ficava a televisão e no outro o pequeno criado mudo onde uma vitrola antiga tocava uma melodia vinda de onde mesmo...? Ele mal conseguia se lembrar, tudo parecia ser o mesmo e mais do mesmo que ele já não entendia da curiosidade Kurapika para cima disso e pegando o encarte, para ver se assim algo do que ele tanto lhe contava sobre os artistas viria a fazer senso, a palavra sul aparecera como se grifada por um marcador a frente de sua mente. Uma cantora do sul. Certo.

A música acabara e pelo visto era a última daquele lado, que ele cuidadosamente virara e colocara para tocar, dando sequência as faixas seguintes.

Tudo começara com a chegada daquela vitrola ao antiquário, dali em diante a leitura dera espaço a música e não havia uma noite em que ele não chegasse ao apartamento sem ser agraciado por um som diferente, com Kurapika empoleirado na poltrona lendo a letra no encarte em uma das mãos e uma taça de vinho na outra.

E mesmo sem entender necas do que todo aquele eufemismo se tratava ele conseguira encontrar uma favorita diante de todas as outras e outros.

Fora assim que um pouco antes da chegada do natal ele deixara alguns discos junto de revistas antigas que encontrara sobre ela abaixo da vitrola, esperando que o loiro as encontrasse.

  • ano novo
  • ballroom e youkoso
  • tatara fugita
  • 295 palavras
  • como celebração em eu ter finalmente lido todos os capítulos disponíveis de ballroom, temos essa belezinha de texto aqui. comigo babando sobre meu queridíssimo Fugita!

Lugares que valem de alguma coisa possuem algo diferente, um clima que somente eles são capazes de eludir", as palavras de Kugimiya por algum motivo lhe voltaram a mente naquela noite, quando já estava deitado na cama observando o teto escurecido do quarto. O que lhe trouxera lembrança tão precisa ainda era um mistério, até que sua consciência cedesse ao sono e os sonhos vissem com um chão lustrado e paredes espelhadas, onde ele dançava junto de seus amigos em uma competição amigável que trouxera a ele o prêmio maior como o melhor dançarino da noite. Quando acordara, sua atenção se voltara para os sapatos perto da cama, a mochila com roupas á mostra e os DVD's empilhados ao lado do televisor e mais uma vez as palavras de Kugimiya se repetiram em sua cabeça, até que ele as verbalizasse por fim.

Agora elas finalmente começavam a fazer sentido!

Uma pena que ele mal conseguisse cultivar sua coragem para correr atrás disso. Ao menos saber o que esse clima significava fazia com que seu espírito se sentisse mais agitado em vontade, talvez Tatara finalmente conseguisse trazer á tona aquele instinto tão feroz que residia em algum lugar dele, esperando apenas que lhe fosse dado espaço para atuar. E pensar nisso era tão revigorante quanto assustador.

Seu celular se acendera, uma mensagem acabara de chegar.

Era Kurauchi confirmando se ele iria para o Bres naquela tarde, a fim de passar o final de semana e consequentemente a passagem de ano com ele e alguns dançarinos que não viam um feriado como motivo de descanso, mesmo que para Kurauchi a data fosse para ser celebrada ao lado dos amigos mais queridos, Tatara incluso.

E como era bom poder ser considerado amigo de alguém tão incrível quanto ele.

  • natal
  • jibaku shounen hanako-kun
  • teru e kou minamoto
  • 249 palavras
  • adoro como AidaIro conseguem ser geniais ao ponto de fazer uma trama cheia de tensão para aliviá-la logo no final de ano com um drama familiar entre dois irmãos.

Seu irmão havia se dedicado tanto para fazer aquele jantar e ele poderia jurar que sentia o carinho dele em cada prato, em cada pedacinho de comida que fora servida naquela noite.

Então por que ele chorava enquanto preparava a comida?

Por que seus olhos insistiam em ficar marejados enquanto os três irmãos se reuniam naquela noite de natal?

Por tudo aquilo que era mais sagrado, se o poder de decidir o que seria melhor para seus irmãos estivesse em suas mãos, Teru os livraria da sina de sua família sem nem pensar duas vezes! Fora para isso que ele excluíra de sua vida qualquer prazer ou divertimento que o pudesse desvirtuar de seu objetivo maior e em vez disso, se focava em melhorar cada vez mais suas habilidades enquanto exorcista. Para o bem deles. Não para ser um exemplo a ser seguido, como Kou adorava enxergá-lo mas para livrar seu irmãozinho favorito de ter de seguir o mesmo caminho que o dele.

Kou tinha um bom coração, ele em sua ingenuidade não suportaria o caminho que o irmão que tanto admirava, trilhava, e lhe doía o coração vê-lo caminhando rumo a isso.

Kou era doce como sua mãe fora e ele adoraria preservar isso o máximo possível.

E era pensando nisso que ele ninava o garoto que cochilava em seu colo, penteando o cabelo com os dedos, assistindo a programação local pelo televisor que iluminava a sala naquela madrugada que parecia amarga demais para ser natalina.

  • natal&ano novo
  • yu-gi-oh!
  • yugi muto
  • 421 palavras
  • [insira gritos histéricos de uma fangirl histérica] imaginem a minha alegria conforme fazia esse cenário acontecer a cada palavra digitada, apenas imaginem, pois eu tive de contê-la ao máximo para não estragar uma bela introspecção na amizade desses dois.

A precipitação do que viria a ser uma nevasca começara na noite de natal onde ele se forçara para dentro do enigma e longe do corredor onde dividia o coração de Yugi Muto. Se esconder fora a melhor alternativa que encontrara quando as emoções dele passaram de brandas para extremamente voláteis, do tipo que mexiam facilmente com sua bússola moral a ponto de fazê-lo querer se apossar do corpo do garoto e tomar suas dores como se fossem as dele.

Mas infelizmente, elas não eram.

E no momento em que ele se arrumava em frente ao espelho, o perguntando do que ficava melhor em seu corpo pequeno e comentando sobre o quão nervoso estava só de pensar que logo mais um encontro com Téa o aguardava, ele sabia, simplesmente sabia, que emoções intensas o aguardavam naquela noite.

O que viera depois era tão certo quanto o frio do inverno.

Os dias seguintes que anteciparam a noite de ano novo foram passados em grande parte no quarto dele, por vezes embaixo dos cobertores mas em boa parte, entorpecido pelos jogos que pegava no estoque da loja de seu avô sem que ele percebesse.

Mas Solomon, felizmente, sempre percebia quando algo não ia bem com seu neto. O estoque de sua loja de jogos sempre sofria pequenos desfalques nesses momentos e quando Yugi comentara do encontro bem, não fora somente seu clone astral que parecera prever os acontecimentos seguintes.

Mesmo que Yugi não se deixasse abalar por muito tempo, ele ainda se abalava mas com um pouco de sorte, esse pequeno abalo não se estendera até a noite de ano novo.

Por mais que ele se recusasse a intervir, quando os esforços da mãe de Yugi se mostraram infrutíferos em fazê-lo se levantar da cama e sair do quarto, ele notara o quão leve seu corpo estava em comparação ao coração, que parecia ainda estar agarrado a algo que ele não compreendia - desde aquela fatídica noite de natal - que não seria uma tarefa difícil tomar posse dele.

E não fora. Mas a mãe de Yugi mal notara a diferença.

Quando chegaram ao templo em meio a uma multidão de pessoas ele pode ver os amigos de Yugi em momentos diferentes - até mesmo Téa que mal o olhara - mas permanecera ao lado da família do garoto. Amigos eram importantes mas ele não se sentia disposto a atiçar algo desconhecido nas emoções do garoto por isso, família. Raízes. Seu desejo para o ano que se iniciava era que ele não se esquecesse disso.

"Pisca-piscas,
fogos de artifício,
o brilho dos teus olhos.
Para tudo aquilo que brilha."

Obrigada por ler e um ótimo natal para você!

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doukyuusei (bijutsubu)

※ o pseudo clube de artes da snow
Sinta-se bem vindo ao Doukyuusei, um clube de artes cibernético que de arte só tem o entusiasmo mesmo pois se encontra abarrotado de poesia, ruminações sobre a vida e universo, análises altamente emocionadas sobre títulos de momentos passados e romance barato para a graça de sua autora que gosta de passar o tempo livre dormindo e acumulando rascunhos no bloco de notas, tal como músicas velhas de CityPop na playlist.
Seguimos de portas abertas e lugares vagos para os curiosos de plantão desde maio de 2015. ★



arquivos gerais

※ fanfictions e marcadores

Pertencem a autora as ideias, poemas, universos e tramas que compõem suas fanfictions; os personagens utilizados nestas pertencendo a seus respectivos autores, assim como grande parte das imagens utilizadas para ilustrar postagens e capas. Algumas de suas produções fictícias podem ser facilmente encontradas no +Fiction, Spirit Fanfics assim como no ao3 (en inglês) também. ★



(atogaki) sotsugyousei

※ blogues singulares e os créditos
anageek antique faerie d-strawberrypie dama de ferro estranho peixe hishoku no sora into the next night porcelana la petit souris limerence litorais nasetet soshyu necropsist tsuki no shita yokuboumugendai

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and glenthemes (google fonts, sadthemes) background made with
nichi and fotor, color palette in coolors (timely!! album cover anri)
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vuvuzela, dulcinea, hawkeye, 1000dreamers. thank u ♥
quem reiste, sofre
quem se rende, cresce
o que você precisa aceitar para que a leveza
chegue a sua vida, qual ciclo encerrar para que sua alma
volte a sorrir,
quando você concorda com tudo como foi você permite
que o universo te surpreenda. é hora de aceitar,
agradecer e se abrir para o novo.